História My choise is... - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7, JJ Project
Personagens JB, Jinyoung
Tags Got7, My Choice Is, Romance
Visualizações 21
Palavras 4.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ecchi, Hentai, Policial, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura para vocês!!

Capítulo 2 - Te achei


Uma semanas já haviam se passado desde o assassinato do garoto e nada de acharem a identidade do suspeito nem mesmo da vítima. Ambos eram como fantasmas. Yura, pela primeira vez depois de semanas, estava correndo de um lado para o outro para encontrar o assassino e qualquer pessoa que pudesse reconhecer a vítima.

JinYoung estava em sua sala analisando alguns papéis, seus pensamentos, apesar de distantes, não o impediram de ver YoungJae entrar sem na sala sem nenhum aviso prévio.

_ Bater na porta te lembra alguma coisa?

_ Talvez, - responde YoungJae, erguendo os ombros, - mas é você e não a Yura. Se fosse ela eu bateria, mas como é só você...!

_ Quer morrer?

YoungJae lhe mostra seu sorriso mais fofo e, como se nem tivesse ouvido a ameaça, estende a pasta que estava em suas mãos.

_ Aqui está o dono da digital que estava espalhada por todo canto. O nome dele é Im JaeBum, tem 24 anos, mas não se tem registro de sua localização, talvez esteja pela Coréia, quem sabe China. Preciso de mais tempo para averiguar. - disse Youngjae,  - Eu tentei procurar alguma coisa a mais sobre ele nos registros, porém o cara tem a ficha limpa na polícia. É um pouco estranho… por que alguém que tem a ficha limpa cometeria um assassinato? Eu não consigo achar mais nada dele, nome e idade, só! … Isso é estranho, não é?

_ Põe estranho nisso… e a vítima? Conseguiu identificar?

_ Preciso de mais tempo, Jinyoung. - explica Youngjae, - Terei de fazer um exame da arcada dentária para saber quem é.

_ E as digitais? - Pergunta JinYoung, analisando a pasta com as informações sobre JB.

_ Os dedos da vítima foram mutiladas, - respondeu Youngjae sem rodeios, - Porém o YuGyeom está tentando juntar alguns resquícios das digitais que sobraram, mas é quase impossível conseguir algum resultado. De qualquer modo eu vou ver se consigo achar alguma coisa, caso não consiga vamos ter que apelar para o exame da arcada dentária… e como eu disse, preciso de tempo. Bem, eu vou fazer o exame antes que a Yura chegue e não encontre respostas sobre a vítima... eu amo demais minha vida para deixá-la ir embora assim.

YoungJae se despede de Jinyoung sem muitas formalidades, caminha a passos largos até o necrotério, onde encontra YuGyeom e BamBam jogando. Ao entra na sala, sem bater ou pigarrear, avisando de sua presença, os dois médicos se assustam, fazendo com que algumas cartas do baralho sejam arremessadas pelos ares.

_ Porra, YoungJae! Você vai acabar nos matando! - Diz BamBam com a mão no coração, atuando de maneira dramática.

_ As duas crianças já tem o que preciso para prosseguir com os exames da vítima ou tá difícil?

_ Claro que já tenho, seu chato! - Murmura Yugyeom, bufando. - Está aqui. Mas é aquela coisa… Talvez não seja o suficiente para achar algo sobre ele…

YuGyeom segura por mais alguns segundos Os fragmentos de digitais que conseguiu. Estava em um frasco pequeno, transparente e de formato retangular. Com um suspiro pesado, entrega as digitais para YoungJae que analisa o frasco e sorri.

_ Eu precisava de no mínimo metade da digital… Mas já que só tem isso, vamos ver o que eu posso fazer! Sabe, se eu fosse vocês… pensaria duas vezes antes de jogar cartas no trabalho. Se Yura chegar e achar vocês jogando, ela mata todo mundo! - Diz YoungJae, com a voz carregada de terror.  

Com a amostra nas mãos, sai da sala e se direciona para o laboratório. Precisava fazer o reconhecimento da vítima. Enquanto o computador procurava o dono das digitais, YoungJae dirigiu-se até as centenas de fichas que possuíam no departamento, na esperança de achar seu assassino, JaeBum. Ele analisa uma, duas, três, dez vezes suas fichas para achar algo compatível, mas não encontra nada.

YoungJae, vencido pelo cansaço, se encosta na cadeia e olha para o teto soltando um longo suspiro; ficou naquela posição até o computador apitar, avisando-o sobre o resultado. Deslizou rapidamente com a cadeira de rodinhas até onde estava o computador e, com olhos atentos, analisou o resultado.

_ Kim Taeyang… Certo, vejamos quem era você… - diz para si mesmo, arrastando a cadeira até o outro computador, para que pudesse realizar sua pesquisa - Vejamos...ficha limpa, 20 anos, Universidade de Seoul, tem mãe, pai e um irmão mais velho e vive sozinho nos arredores da faculdade… Seus parentes moram em Gangnam… Okay… Vamos ver se você era um bom menino!

YoungJae, com a pasta contendo as informações do garoto em mãos, se dirige para a casa dos familiares do mesmo. Ao chegar, YoungJae olha as casas ao redor e a paisagem do local, era tudo muito… Fino, mansões por todo o lado, um belo parque arborizado a alguns metros a frente da enorme casa onde ele se encontrava parado, o cheiro das flores que enfeitavam o jardim perfumava a entrada. YoungJae olha para cima para analisar a casa de dois andares, ela era branca com alguns detalhes em marrom, a porta é de madeira, ele se aproxima da porta e toca a campainha, não demorou muito e a porta se abre, ele é atendido por uma garotinha de no máximo dez anos, sorri para ela e pede para falar com seus responsáveis. A menina deixa-o na porta e corre para dentro da casa gritando por seu pai, não demorou muito para um homem aparecesse com a criança no colo.

_ Posso ajudar?

_ Olá, meu nome é YoungJae e sou perito crimina.  Será que posso falar com você? É sobre seu irmão, Kim Taeyang.

_ O senhor sabe alguma coisa sobre o TaeYang? - Pergunta o homem afoito. - Ele sempre vem visitar nossos pais depois da faculdade, mas faz uma semana que ele não aparece e não atende o telefone. Minha mãe está preocupada, mas ela não pode ficar saindo de casa.

YoungJae assenti com a cabeça, engolindo em seco ao ouvir aquelas palavras.

_ Eu posso entrar?

O homem, ainda com a criança no colo, abre espaço para que YoungJae pudesse entrar na casa, fecha a porta em seguida, tendo as duras palavras do perito como aviso:

_ Aconteceu algo com seu irmão… creio que seja melhor se conversássemos a sós.

_ Filha… - murmura o homem, -  vai lá brincar no seu quarto, vai.

_ Tá bem… - diz ela, recebendo um beijo de seu pai antes de descer do colo. Ao ter seu pequeno corpo no chão, se vira para YoungJae, analisando-o.

_ Moço, você é muito bonito... e fofo!

As perninhas curtas saem correndo, deixando YoungJae com um sorriso bobo no rosto.

_ Estamos a sós. O que aconteceu com o meu irmão?

    Youngjae pensou em falar com calma e paciência, mas os olhos do homem à sua frente já pareciam entender bem a situação.

_ Ele foi morto… eu sinto muito.

O homem, irmão de Kim Taeyang, paralisou de imediato quando ouviu aquela frase.

_ Eu sinto muito… - repete YoungJae. - Nós o encontramos semana passada. Sei que não é fácil, mas preciso que me responde algumas questões, está bem? Eu quero saber se ele tinha algum inimigo, alguma desavença, alguém que não gostasse dele… qualquer coisa que tenha provocado essa tragédia.

_ Não, não… - diz o homem, com a voz enfraquecida. Respirando de forma pesada, ao ponto de chorar.  - Meu irmão era um bom menino… ele nunca, ele nunca arrumou briga com ninguém. Ele era um bom aluno na faculdade… vivia para a faculdade. Nunca o vi brigando ou discutindo com ninguém, os vizinhos dele o amavam, ele sempre ajudava as pessoas. C-como ele foi morto? Por que?

_ Aqui - Disse YoungJae, estendendo a pasta com tudo que conseguiram através da investigação, o que não era muita coisa. - Ainda não sabemos o motivo, mas sabemos quem o matou.

_ Quem? - Perguntou o homem, de imediato.

_ Alguém chamado Im JaeBum. - Respondeu YoungJae, observando um certo nervosismo passar pelos olhos do homem à sua frente. - Você o conhece?

_ Eu já ouvi esse nome antes, mas nunca me encontrei com ele… Esse homem já ameaçou algumas pessoas da vizinhança, é um idiota! Mas nunca vi ele machucar uma mosca, é como um cachorro bravo… dizem que ele pertence a máfia. Mas não faz sentido... eles não gostam de chamar a atenção, pararam de fazer assassinatos.

YoungJae estreitou os olhos.

_ Como sabe de tudo isso?

_ Eu conheço um mafioso… mas não sou nenhum mafioso, okay?! - O homem diz, tomando uma longa lufada de ar. - Esse cara… diz que há um mafioso na cidade que proibiu seus homens de matar. Segundo ele, parece que o chefe não quer que a polícia o encontre, então seus assassinatos são sempre fora da metrópole, em um lugar bem escondido e em casos extremos, quando não tem outro jeito. Parece que tudo isso começou depois que entrou uma mulher para a perícia… é alguém importante.

_ Talvez seja por causa da Yura… - Diz YoungJae, pensando alto demais. - De qualquer forma, as informações são o suficiente para mim, por hora. Bem, preciso que o senhor venha comigo, terá de fazer o reconhecimento do corpo para que a liberação seja aceita.

O homem assenti com a cabeça, erguendo-se em seguida. Deixa Youngjae sozinho por alguns instantes para pegar sua filha, que brincava no quarto. Deixa-a na de uma vizinha e segue, junto a YoungJae, até o departamento. Ao chegar no edifício, ambos caminham até o necrotério onde Youngjae encontra, novamente, YuGyeom e BamBam jogando cartas. O corpo continua sob uma mesa metálica, coberta por um pano branco. YoungJae ergue o tecido, revelando o corpo pálido e sem vida. O homem que o acompanhou calado até aquela sala, não suporta olhar para seu irmão e desata a chorar.

_ O que fizeram com o meu irmão… - Pergunta ele, espantado.

_ Eu sinto muito… - diz YoungJae, mais uma vez. - Vamos fazer de tudo para prender quem fez isso com seu irmão.

O perito acompanha o homem até a recepção, tentando-o acalmá-lo. Nesta hora, Yura atravessa as portas de vidro, cumprimentando a todos. O homem pousa o olhar sobre a mulher e a encara por um algum tempo.

_ Quem é ela? - Pergunta ele, olhando Yura de cima a baixo.

_ Yura. Nossa promotora.  

_ Bonita…

_ Nem pense. - Sussurra YoungJae, para que a policial não escute. - Pode tirar os olhos dela. Ela tem uma fila longa de pretendentes, sabe? BamBam e JinYoung estão de olho a anos e ela nunca baixou a guarda para se apaixonar por nenhum dos dois, por ninguém… Se quiser, tente! Te desejo sorte, mas já aviso que não irá conseguir muita coisa, não! - Diz YoungJae, batendo nas costas do homem, enquanto observa Yura se aproximando.

_ Olá, Jae! Amigo novo? - Pergunta ela,  esticando a mão para cumprimentar o homem ao lado de YoungJae.

_ Sou Kim TaeYoung… Irmão de Kim TaeYang…

_ Kim TaeYang? - Indaga Yura, olhando os dois homens a sua frente, procurando por mais respostas.

YoungJae, desconcertado, pigarreia:

_ A nossa vitima…

_ Oh, sinto muito... pelo seu irmão!  - Diz ela. - YoungJae, tem mais alguma informação sobre esse caso?

_ Na verdade, sim! Eu já sei quem é o assassino e provavelmente de onde ele veio… Vamos para a sua sala. Até mais, TaeYoung!

Os dois seguiram para a sala com passos rápidos. Yura sentou-se em sua cadeira, aprumando-se toda para ouvir YoungJae.

_ Bem, o TaeYang, nossa vítima, tinha 20 anos. Morava aos arredores da Universidade de Seoul e estudava nesta, não tinha inimigos, pelo que seu irmão me revelou. O assassino tem a ficha limpa, seu nome é Im JaeBum, tem 24 anos e não consigo achar mais nada sobre ele… Nem onde mora, com quem mora, se estuda ou não… Nada em cima de nada. Segundo o TaeYoung, nosso cara pode ser um mafioso, mas faz tempo que os mafiosos não assassinam alguém dentro da cidade. Os casos que estão ligados a máfia sempre aparecer de lugares fora da cidade, locais bem escondidos e em casos completamente extremos… Isso, é claro, segundo TaeYoung!

_ E como ele sabe de tudo isso?

_ Ele disse que tem um amigo mafioso…

_ Okay, então… Algum nome? Endereço?

_ Não, nada.

_ Certo, precisamos achar esse tal de Im JaeBum…

Não tardou muito para que as buscas tivessem início. Yura, junto a JinYoung e YoungJae, sai pela cidade em busca de JaeBum; cada um iria cobrir uma área, separando-se e garantindo que tivessem uma maior chance de encontrar o suspeito. Yura voltou para a casa de seu pai, desta vez para saber um pouco sobre o tal JaeBum. Assim que a promotora entrou na propriedade, foi barrada por dois homens que estavam na porta, ambos usando máscaras e bonés, dificultando, assim,  o reconhecimento facial.

_ Sério mesmo, garotos! - Diz Yura, rindo.

_ O que alguém como você faz aqui? - Pergunta um deles, o maior, com tom de deboche.

_ Não te interessa. Agora, saiam da minha frente e ninguém se machuca! Eu falo com seu chefe e ninguém mais..

_ Olha seu tamanho. Acha mesmo que pode contra nós?

_ Hmmm - Murmurou Yura, abrindo um largo sorriso em seguida. - Mas é claro!

Os dois homens avançavam para cima da garota sem hesitar. Yura, no entanto, revidou os golpes; a promotora tinha grandes habilidades em artes marciais e auto defesa. No primeiro movimento aberto que recebeu, Yura sacou sua própria arma, escondida em sua blusa e, sem pensar muito,  disparou na perna do primeiro homem; em seguida do segundo. Aproveitou a dor que sentiam e desarmou-os.

O sorriso não saiu de seu rosto, nem por um segundo sequer.

_ Bando de idiotas. - Cuspiu ela, guardando sua arma novamente.

Yura passou pelos corpos dos homens caídos e caminhou com passos largos até o escritório de seu pai. O homem estava lá, sentado em uma cadeira virado para a janela de seu enorme escritório. Yura ficou encarando as costas do pai; o escritório proporcionava uma ótima vista, era linda e se olhasse com atenção, veria o rio Han e alguns pontos turísticos da Coreia. Seu pai, notando a presença da mulher, virou-se na cadeira e sorri. Yura caminha até ele e joga a pasta na mesa, continua olhando para aquele sorriso. Detestava aquele sorriso.

_ Você voltou!

_ Quem é Im JaeBum? - Pergunta Yura, sem delongas.

_ Direta e reta, como sempre! Como eu amo minha menininha…

_ Quem é?

_ Meu garoto de confiança! Seu futuro marido, minha querida! - Diz ele sorrindo, Yura respira profundamente; abre a pasta e indica o nome da figura procurada. Seu pai, no mesmo instante, fecha o sorriso. - O que seria isso?

_ Um crime… Parece que alguém está matando pessoas inocentes pela suas costas, como é mesmo? Ah, sim! “Meu garoto de confiança”.

_ Impossível, JaeBum não faria isso

_ Tudo indica que foi um dos seus, meu querido pai, temos indícios o suficiente para afirmar isso. As torturas que fizeram com esse garoto, são coisas que você faria. - Disse Yura, friamente. Retirando a pasta das mãos do homem que, a cada segundo daquela conversa, fechava mais a cara.

_ E então? O que pensa em fazer?

_ Justiça.

_ Certo… Desta vez, e somente desta vez, eu irei te ajudar a fazer sua “justiça”, mas não garanto que ele irá aparecer vivo para seu julgamento, não depois de ir contra as minhas ordens…

Yura coloca a pasta na mesa novamente e sem dizer mais nenhuma palavra, vai embora. Assim que o homem vê sua filha sair pelo portão ele grita o nome de um dos seus homens.

_ Traga JaeBum aqui… Agora! - Ordena, controlando ao máximo sua raiva.

O chefe da máfia, passa a percorrer seu próprio escritório, andando de um lado para o outro;  olhava a foto de JaeBum na pasta em cima de sua mesa e retirava o olhar rapidamente, encarando o teto vazio. Não tardou para que JaeBum chegasse, junto ao homem que foi buscá-lo, vinha acompanhado de Jackson, seu grande amigo.

_ O senhor me chamou, senhor Kwan?

_ Sim, chamei… - Diz ele, com uma voz ligeiramente calma. Com a pasta, indicando o nome de JaeBum como o principal suspeito, em mãos, Kwan estende-a para que JaeBum a pegue. - Poderia me explicar isso?

_ Impossível! - Disse JaeBum, de imediato. - Eu não fiz nada! O s-senhor sabe que eu só faço as coisas quando por ordens suas! E nesse dia eu estava com o Jackson, no bar… de lá eu fui para minha casa. Não matei esse garoto.

_ Então… - Suspira Kwan, dando um tapa tão forte no rosto de JaeBum que o faz cair no chão. - Por que suas digitais estão espalhadas por toda a cena do crime?! Se quer fazer algo do tipo, seja mais inteligente. Não foi assim que eu te treinei… - Diz ele, segurando o rosto do garoto. Olhava-o com repulsa.

_ Eu não fiz nada…

_ Acabem com ele. - Soou Kwan. - Mas não o matem, não ainda.

_ Senhor, por favor! - Implorou JaeBum, ao ver os homens o cercando. - Me escute, acredite em mim…

Kwan, ouvindo as súplicas de JaeBum, se retira da sala, deixando que seus homens deem um trato no garoto. Era possível ouvir os chutes, socos, talvez até mesmo ver o corpo encolhido no chão, incapaz de se mexer ou revidar. Quando JaeBum estava quase perdendo sua consciência, os homens se retiraram. Deixando Jackson e JaeBum sozinhos na sala.

Em prol de cuidar dos ferimentos do amigo, Jackson ergue-o e leva-o para sua casa, para a casa de JaeBum, onde poderiam conversar sem preocupações por algum tempo..

_ Você sabe que não fui eu...

_ Sei, mas a pergunta é: Quem foi? - Questionou Jackson, enquanto colocava um pano sob a testa de JaeBum que escorria sangue novamente, arrancando um gemido de dor do enfermo.

_ Cuidado, aí! Quando eu souber quem foi… vai se arrepender…

Os dois conversaram até que JaeBum caísse no sono; Jackson deixou-o sozinho, voltando para sua própria casa, JaeBum, no entanto, não conseguiu dormir. A dor dos ferimentos impedia-o, optou por ficar vagando por sua casa, caminhando de uma lado para o outro.

Três dia haviam se passado desde o dia em que descobriram quem era o “assassino” de TaeYang. JaeBum, com seus ferimentos ainda visíveis, toma um banho, troca de roupa e vai para o mesmo bar que sempre frequenta. Pede a mesma bebida de sempre e arrasta uma garota para um dos quartos, ele sabia que ninguém iria achá-lo alii.

Yura, junto de seu assistente, JinYoung, decidem verificar alguns bares próximos do local do crime. Entram no primeiro estabelecimento como um casal qualquer; Yura, segurando uma foto de JaeBum, vai até o barman para interrogá-lo.

_ Conhece esse homem? - Pergunta ela, enquanto JinYoung tentava arrancar informações de outras pessoas do bar.

_ Talvez, - disse o barman, desinteressado, - Quem quer saber?

A promotora olha para os lados procurando uma resposta que não fosse “é da polícia”, porém, acaba se lembrando de um argumento melhor, algo que seu próprio pai havia lhe dito.

_ Eu sou a… noiva dele! - disse ela; de início o homem não pareceu se importar, contudo, após olhar com mais atenção para a mulher a sua frente, uma veia nervosa surgiu em sua testa. - Algum problema?

_ Senhora…, - murmurou ele, - eu não queria ser rude. Por favor, não conte para o seu pai que eu te tratei mal.

_ É claro, não irei  contar… basta você me ajudar, está bem? Se você não me ajudar meu pai vai saber… e o JaeBum também.

_ Não venha com essa. - diz o homem, - eu sei que ele não é nada seu, não ainda.

Yura respira fundo, retirando toda a faixa de menina boazinha que tentava manter; em um movimento rápido, segura-o pela gola da blusa.

_ Pare de me enrolar. Que se ferre se sou ou não algo de JaeBum, sou filha do seu chefe e isso deveria bastar. Não me julgue como inofensiva, consigo ser bem pior do que meu pai, agora… falando!

_ Okay, okay!

Yura, com os dentes trincados, empurrou o funcionário do bar de volta ao balcão e, cordialmente, sentou-se em um daqueles bancos altos.

_ JaeBum é o braço direito do seu pai.

_ Diga, do Kwan… Não quero me lembrar desse terrível fato!

_ Okay, JaeBum é braço direito do Kwan... ele é um dos mais odiados assassinos de elite do seu… do senhor Kwan. Todos odeiam o JaeBum por ter conquistado a confiança do Kwan da noite para o dia, ninguém sabe como isso aconteceu, só se sabe que ele fez. Você melhor do que ninguém sabe que o senhor Kwan é difícil de se lidar então podemos pensar várias coisas.

_ JaeBum esteve aqui semana passada?

_ Sim, ele e o amigo, Jackson. - Respondeu o homem, olhando de esgueiro para as escadas. - Ele está aqui neste momento, JaeBum. Posso te levar até ele, mas se você tentar qualquer coisa, irá arrumar confusão. Pode ser a filha do chefe, mas são poucos que sabem da sua existência. - Ele diz, quase que em um sussurro.

Yura assentiu diante das novas informações, caminhou distraidamente até JinYoung, pedindo que ele esperasse do lado de fora, de preferência dentro do carro; ela sairia do bar com uma pessoa e levaria-a para o galpão onde acharam o corpo do TaeYang. Tudo que JinYoung deveria fazer era seguir e esperar. O assistente, apesar de as preocupações, não reclamou. Fez o que lhe foi ordenado.

Yura, seguindo o barman, subiu as escadas, caminhou por um corredor largo até que o barman fizesse-a parar diante de uma das portas. Era possível ouvir os gemidos das mulheres, várias delas. O barman olhou para Yura e em seguida para a porta, deu as costas para ambos sem dizer mais nenhuma palavra. A promotora, inspirou fundo, soltou todo o ar no mesmo instante em que escancarou a porta do quarto.  Entrou no quarto e não se surpreendeu com o que viu: várias mulheres cobriam o corpo de um homem que se divertia com uma outra; Yura bate a porta na parede com força, chamando atenção para si. Sorriu, abrindo quatro botões de sua blusa social branca.

_ A atração principal chegou, meninas! Agora, sumam daqui! - Ordenou ela, mas as mulheres começam a rir - Okay, então… acho que irei apelar. - Diz ela, retirando de sua cintura uma pistola. Balançou em frente ao seu corpo, de início, mas logo apontou para as mulheres jogadas na cama. - Vamos ser amigáveis, okay? Somos mulheres crescidas, inteligentes, podemos resolver isso de dois modos: o mais fácil, vocês saem do quarto como se nada tivesse acontecido e me deixam bater um papo com nosso amigo; o mais difícil, ou bagunçado… bem, em mato todas e terei ainda minha conversa. O que escolhem?

_ Quem é você? - Perguntou uma das mulheres.

_ Filha do chefe de vocês, - diz Yura em um suspiro, - agora, sumam!

_ Acho que não! - Outra mulher.

_ Então vai ser do jeito difícil. - Murmura Yura, caminhando novamente até a porta, trancando-a com a chave que estava pendurada na fechadura. Por diversão, Yura despeja todas as balas de sua arma, ela finge colocar duas balas na arma, mas esconde as munições sem que ninguém perceba e sorri. - Vamos ver qual de vocês tem mais sorte! - Yura aponta a arma para a cabeça de uma das mulheres e atira, sem hesitar, roubando gritos de pavor das demais ali presentes. - Waa, como você tem sorte! Quem é a próxima? Hmm, você! - Yura aponta para a perna da mulher e atira, mas não sai nenhuma bala. - Você tem sorte também! Quem é a próxima? - As mulheres ali se desesperam e imploram para que ela pare, Yura sorri e olha para as mulheres - Hmm não sei… Só mais um vai… você! - Diz ela, apontando para a cabeça de JaeBum que estava deitado na cama.

_ Okay, okay! - Gritou uma das mulheres. - Nós saímos, m-mas não mata ele!

_ Sumam… - Ordena mais uma vez Yura, com um sussurro prazeroso na voz.

As mulheres passam por Yura rapidamente, correndo, chorando e com lençóis cobrindo seus corpos desnudos.

_ Tem uma louca lá em cima… - soluça uma das mulheres que estavam com JaeBum - v-vocês tem de matar ela!

Os homens, até então sentados no bar, erguem-se rapidamente, movendo seus corpos para as escadas, porém o barman age antes, abrindo seus braços para que nenhum deles subisse.  

_ Se querem morrer hoje, seus idiotas! Finjam que não estou aqui, subam e acabem com aquela mulher… Conhecem as regras, nada de matar sem a permissão do chefe!

Os homens, cientes daquilo que o barman havia falado, voltam para suas mesas como se nada tivessem acontecido, as mulheres fazem o mesmo, direcionando-se para outros quartos.

Yura apontava sua arma para a cabeça de JaeBum, estava pronta para atirar, mas não o faria. JaeBum, escorado na parede, detinha de suas mãos acima da cabeça, olhava para aquela mulher com certa curiosidade.

_ Quem é você?

_ Seu pior pesadelo, querido.

_ E não está constrangida por ver um homem nu na sua frente?

_ Eu já vi vários, homens e mulheres, todos nus. A diferença é que estavam todos mortos. - Yura sorri, subindo na cama; com destreza, troca o refil da arma, colocando um totalmente cheio, para emergência. - Se tentar alguma gracinha, saiba que dessa vez eu não terei a mínima pena de você e desse seu rostinho lindo.

Sem desviar dos olhos do homem nu, Yura senta em cima de suas pernas.

_ Belos seios. - Murmura JaeBum.

_ Obrigada… eu só tenho uma coisa para te dizer.

_ E o que seria?

Yura sorri.

_ Finalmente te achei, Im Jae Bum. - Diz ela, com aquele sorriso vitorioso nos lábios, enquanto o outro a encara sem entender nada.


Notas Finais


Betada por Yara
Aguardem o próximo cap!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...