História My Dear Possessive - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Matt Bomer, Michael Fassbender
Personagens Barbara Palvin, Matt Bomer
Tags Aluna, Baby Girl, Bdsm, Daddy, Teacher
Visualizações 35
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi, oi! Anjos, me perdoem pela demora. Estava pensando em postar capítulo novo num dia determinado da semana, ainda vou me organizar e decidir qual...

Enfim, boa leitura, xoxo <3

Capítulo 2 - Vai me punir, senhor?


Em nenhum momento seus olhos desgrudaram dos meus, então resolvi quebrar o silêncio.

— Quem é você?

— Sugiro que chegou atrasada. – respondeu com firmeza.

Em silêncio apreciei sua voz. O timbre grosso combinava perfeitamente com ele.

— Entre. – ordenou abrindo passagem na porta.

— Como sabe que cheguei atrasada? – hesitei permanecendo no mesmo lugar, cruzando meus braços logo em seguida.

Ele arqueou uma sobrancelha. Por um minuto pensei que fosse me responder, mas permaneceu calado, me encarando sério.

— Não vai me responder? – persisti.

— Entre na sala, garota. Te explico, mas antes, entre na sala. – tentou me persuadir impaciente.

Com os olhos bem abertos senti a raiva subi por minhas veias. Esse homem conseguiu me tirar do sério! Odiava ser tratada como uma criança ou uma simples indefesa, eu era bem diferente disso, tinha minhas próprias opiniões e sabia muito bem o que queria da vida.

— Quem você acha que é para me tratar como “garota” e ainda querer me ordenar? – perguntei em um tom mais audível do que o necessário.

Ele parecia não acreditar no que acabara de ouvir. Exasperado passou a mão direita pelos fios castanhos. Firmei minhas pernas no chão quando vi seu grande corpo aproximando-se do meu, magro e delicado.

— Sou o diretor dessa escola. – respondeu de olhos fechados, parecia estar dizendo aquilo mais para ele mesmo do que para mim. — Agora entre.

O encarei seriamente mostrando que não me sentia nem um pouco intimidada. Desviando de seu corpo entrei na sala, sem esperar por permissão fui até o centro, onde havia uma grande mesa, e me sentei na cadeira de visita.

Escutei-o fechar a porta atrás de mim. Ele caminhou até sua cadeira e sentou-se. Estávamos separados apenas pela mesa.

Observei atentamente a decoração escura  e sofisticada daquela sala já bastante conhecida por mim.

— Sou Matthew Bomer, atual diretor dessa escola. – disse, chamando minha atenção para ele, proferindo cada palavra calmamente. — Agora, respondendo sua outra pergunta, mais cedo, antes de encaminhar os alunos às salas, reuni todos no auditório e me apresentei. E se você não me conhece, é porque não estava lá.

Tentei não demonstrar minha surpresa com sua mudança súbita de humor: Bipolar! Um lindo bipolar...

— Mas, o que aconteceu com o Senhor Hayashi?

Apenas um motivo sério faria o velho japonês se afastar do que mais amava, o amor que sentia por sua profissão era completamente explícito. Algo aconteceu.

Sr. Bomer se mexeu na cadeira visivelmente desconfortável com a pergunta. Ignorou-a, pegando um bloco de notas da sua mesa.

— Não foi para isso que você veio aqui. O que fez? – perguntou.

Um sorriso irônico se formou nos meus lábios.

— Conversa em sala de aula.

— Você não iria conversar sozinha. Por que apenas você saiu?

— Sr. Bomer...

Vi um quase sorriso se formar no seu rosto ao lhe chamar assim. Coisa da minha cabeça? Talvez.

— Digamos que, o professor de matemática e eu não temos uma boa convivência. – completei.

Seus lábios se formaram num sorriso gostoso. Ah, céus! Não sabia se sentia o incômodo da minha calcinha molhada ou ficava feliz por ter feito esse homem, que aparentava ser tão sério, sorrir.

— Como é seu nome garo...

— Não me chame de garota! – o interrompi. — Nicole, me chamo Nicole Peltz.

— Não me interrompa novamente, senhorita Peltz. – respondeu frio, soou quase como uma ameaça.

Ele anotava algo no bloco, assim que terminou, arrancou a folha e estendeu para mim.

— Ah, é? Se não o quê? – perguntei enquanto pegava o papel. — Detenção?!

Tinha mesmo escrito “detenção” naquele papel ou fiquei louca?

— Detenção por conversar em sala de aula? Sr. Bomer, você não pode está falando sério!

— Detenção por chegar atrasada, conversar em sala de aula e me desobedecer. – constatou com sua expressão facial indecifrável.

Respirei fundo.

— Sr. Bomer...

— Até mais tarde, senhorita Peltz.

— A detenção será com você? – perguntei incrédula.

— Exatamente. Agora preciso resolver outras coisas, volte para sua sala.

Antes que eu mandasse aquele homem para o inferno saí de sua sala pisando duro. Ele conseguiu me fazer odiá-lo.

[...]

Pietro gargalhava alto. Gesto que atraiu alguns olhares do refeitório para nós dois.

— Acha engraçado? Não custava nada ter me avisado antes!

Ele já estava lacrimejando quando cessou o riso.

— Cheguei lá completamente desinformada, tendo que aturar sermão daquele homem. – revirei os olhos ao lembrar.

— Eu já me desculpei por mensagem, Nicole, o que você quer mais? – indagou fazendo biquinho, e logo lá estava ele novamente, rindo da minha cara.

Me juntei ao riso contagioso dele.

— Você é um idiota Pietro, e ele também.

— Veja pelo lado bom, pelo menos você ficará na detenção com aquele gato! Já pensou se fosse com o Sr. Müller? Hum?

Perdi a conta de quantas vezes ele tentou me animar com essa ideia desde que contei o que aconteceu. E bom, não seria daquela vez que iria me convencer.

— Acho que você não entendeu que eu quero distância daquele diretor, a beleza dele não compensa seu jeito chato. – bufei. – Vem Pietro, termina logo esse sanduíche! Quero voltar para sala, quanto mais cedo esse pesadelo acabar melhor.

Me levantei esperando que ele me acompanhasse, mas permaneceu sentado.

— Ainda vou passar no banheiro. Pode ir, te encontro lá. – piscou e voltou sua atenção ao seu sanduíche.

Guloso.

Sorri dando de ombros. Fui em direção ao mar de alunos ali formado perto da saída, e que com muito sacrifício consegui passar. 

O corredor estava vazio, provavelmente pelo motivo de ainda faltar dez minutos para o fim do intervalo. Bom, era melhor assim, pelos menos não teria que me esbarrar na correria de alunos apressados para chegar nas suas devidas salas.

Avancei calmamente.

— Vai me punir, senhor? – uma voz feminina perguntou um pouco distante, mas foi o suficiente para eu ouvir.

Fiquei imóvel.

— Ah, querida, você não imagina o quanto. – foi a vez da voz rouca e grossa responder. 

Meu coração gelou. Conhecia aquela voz... Sr. Bomer!

Evitando emitir qualquer som tampei minha boca com a palma da mão.

— Agora vá embora. E não me ligue caso eu não chegue no horário, tenho muito trabalho para fazer. – Sr. Bomer ordenou.

— Não sem antes ganhar meu beijo. 

Tive vontade de revirar os olhos diante daquela apelação de voz doce extremamente melosa.

Com tamanha curiosidade coloquei apenas meus olhos em campo de visão, procurei atentamente o local de onde vinha tais vozes. Arregalei-os ao ver, em poucos metros de distância, o Sr. Bomer beijar ferozmente uma mulher loira, que parecia gostar muito pelo jeito que entregava seu corpo à ele. Ele era casado? Em nenhum momento vi aliança no seu dedo... Punir? Do que essa mulher estava falando?

Ele cessou o beijo com um selinho, e em seguida a loira rabuda foi embora rebolando indiscreta.

Parei de respirar quando, agora sozinho, caminhou na minha direção. Seu perfume amadeirado invadiu minhas narinas quando ele passou por mim. Sem perceber minha presença, andou em passos certeiros até o fim do corredor. Soltei o ar dos pulmões quando o vi tomar outro rumo dobrando o corredor. Nunca meu coração ficou tão acelerado, parecia que estava a beira de um infarto!

[...]

Não consegui prestar atenção em nada que a professora de química explicou. Já estava próximo ao fim do último horário e não parei de pensar nenhum  minuto no que aconteceu no corredor. A loira durante o beijo ficou totalmente submissa à ele, não só no beijo como também nas ordens que ele ditava. “Vai me punir, senhor?”

Sem que a professora percebesse peguei meu celular. Após desbloqueado, fui até o Google e procurei por qualquer evidência de “Matthew Bomer”.

Apareceu várias matérias relacionadas à ele, informando sobre suas empresas. Porém uma recente chamou minha atenção, pois carregava o nome do colégio no título.

“[...] O jovem bilionário e empresário Matthew Bomer, substituiu nessa quinta-feira o cargo de diretor da rede de colégios particulares fundada por seu pai: Akira Hayashi. Segundo a imprensa, Hayashi se afastou por tempo indeterminado – por motivo não relevado pela família – pondo seu filho adotivo à frente dos negócios [...]”

Empresário? Filho adotivo? Uau, quanta informação!

O sinal tocou me despertando dos meus devaneios. Salvei a página e guardei meu celular. Essa pesquisa mal havia começado. 

 Peguei minha mochila e saí praticamente correndo da sala, recebendo um olhar desconfiado de Pietro. Foi assim a aula inteira, evitando contato com ele, pois sabia que iria me encher de perguntas e já estava ocupada demais com meus pensamentos. Se o conheço bem, depois teria que responder um longo interrogatório.

Agora, teria tempo suficiente para estudar Matthew Bomer, por sorte – ou azar –. Aproveitaria esse tempo na detenção para acabar com minhas dúvidas sobre esse homem, ele querendo ou não. O que mais me intrigava era: por que estava tão interessada?


Notas Finais


Que tal P.O.V do Sr. Bomer no próximo capítulo? Vocês não perdem por esperar!

Xoxo, até breve


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