História My First Love story - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Poema



" 03/05/2016
Eu estou no meio de uma semana de provas, que foi totalmente cheia e estressante. Nunca fiquei com tanta raiva. E além de estudar para as matérias -que não são nada fácies, porque eu tive que deixar tudo para última hora?!- ainda tenho que me esconder de Henrri. Sim, estou o evitando, mas não por que eu ainda estou com raiva, longe disso, na verdade estou triste. Estou totalmente envergonhada por ter o criticado assim, não sabia que ele estava com problemas. E estou triste por ele não ter me procurado. Ele mesmo que me deu o título de amiga, por que não fazer uso dele? Eu estou aqui pra isso, não é?
Na sexta feira eu só o cumprimentei no corredor, no intervalo contei tudo para as meninas e quando o vi se aproximar falei que iria no banheiro e não voltei mais, fui direto pra sala. Segunda ele tentou falar comigo de novo, mas fingir que não ouvi. Sei que o que estou fazendo pode ser considerado como maldade, mas eu realmente não sei o que fazer perto dele. Não quero fingir que nada aconteceu, por que isso me machuca. Mas não posso mais mentir, afinal hoje tenho oficina de literatura com ele. Fui junto com as meninas e só nos separamos na hora de tomarmos nossos lugares. O sinal tinha batido assim que ele entrou, ficamos em silêncio ouvindo a professora falar. Alguns alunos não tiveram tempo de fazer o trabalho deixado por ela, então tão calma como ela era deixou todos terminar, Henrri entregou o nosso e Perguntou o que poderíamos fazer e a mesma pediu para que produzir mais. Que assim já nós livrariamos da tarefa de casa, poderíamos escolher o tema dessa vez.
Ele se sentou ao meu lado, peguei o lápis e o caderno. Ele me passou o que a professora falou só que tinha um probleminha...
-Você não sabe escrever poesia né? - Ele riu. Corei e fiz bico.
-Nunca tive a oportunidade de tentar. - Resmunguei.
-Vem cá, eu te ensino. Temos todo o tempo do mundo.
Me aproximei ainda mais, ele me explicou que poesia romântica era a mais fácil de se fazer, pois como já estávamos aprendendo sobre o assunto seria uma mão na roda. Ele me explicou que eu poderia fazer como eu quisesse, com quantas estrofes, rimas, versos brancos ( o qual não é necessário a rima), o tema também, como o ultraromantismo, que é nada mais é nada menos que o sentimento de perda, morte, saudades. O gótico do romantismo. Ele disse que eu poderia escrever todos os meus sentimentos ali, pois era isso o romantismo. Qualquer sentimento era válido.
Depois ele escreveu um pequeno verso :
" Assim como o vento leva as nuvens para o horizonte, você me levou para um mundo de sonhos"
Sorri, era bonito, e sorri ainda mais quando ele falou que era para mim.
Ele ficou me orientando quando eu fazia o meu, foi algo aleatório. Nada de mais, mas foi engraçado. A aula estava quase acabando, e estava tudo bom de mais para ser verdade, até que, infelizmente eu apertei o seu pulso.
-Ai! - Ele puxou o braço em uma careta.
- Desculpe. Eu te machuquei? - Fiquei preocupada, engoliu seco e virou o rosto. Ele estava tão risonho, mas depois ele se esfriou. Tenho medo quando ele faz isso, parece que ele se transforma em outra pessoa.
- Está... tudo bem Fleur. - Cruzei os braços.
-Para de mentir para mim. - Tomei o seu braço, mesmo relutante ele deixou. Ele era mais forte, mais alto, e se ele realmente quisesse poderia ter me impedido, sua cara fechada não escondia a vontade que ele tinha de pedir ajuda.
Puxei a manga da sua camisa para que eu pudesse ver. Seu pulso estava enfaixado e manchado de sangue. Olhei assustada e ele tomou o pulso para si, e o cobriu as mangas.
-Você poderia ter me contado... - Murmurrei. O sinal bateu naquele momento, ficamos em silêncio esperando todos saírem, ficamos assim até a professora ir.
- Não queria te assustar... Você está sempre tão feliz. Não queria que você me olhasse assim. - Abaixou o olhar.
- Todos carregam os seus monstros. Não quer dizer que eu sou assim que eu nunca passei por nada. - Falei e ele me olhou nos olhos, depois disso ele suspirou.
-Eu quero contar pra você, eu confio muito em você, então...Bom... - Ele parecia incomodado. - Eu sumi esse tempo para resolver uns problemas com alguns "amigos" - Ele fez aspas e falou com ódio. - Eu estava um pouco mal essa semana por isso não queria que você me visse assim, então te evitei. Senti sua falta, e estava prestes a fazer isso... - Ele apontou pro próprio braço.- Mas quando converso com você essa vontade passa eu me sinto bem. Mas você vem me evitando, e eu achei que era culpa minha, e pensei que te perderia também, então... Acabei por fazer...

Suspirei, fiquei triste e com raiva ao mesmo tempo.

-Estou aqui pra te ajudar seu bobo. Não pense que eu vou desistir de você. Não desisto tão facilmente de nada. - Sorri e o beijei na bochecha. Ele corou e sorriu ladino.
-Você é incrível, com certeza a melhor garota que eu já conheci, convencida, mas muito bonita e esperta. - Sorri olhando para os meus pés. - Ah, que isso? Não vai tirar sarro? Para de vergonha. Sei que garotas adoram elogios. - Falou convencido.
- Eu não gosto. - Fiz cara de seria, mas logo o riso e a vergonha me ganharam. -Ta bom, talvez, só um pouquinho. - Rimos. - É que na verdade eu nunca sei o que responder depois.
-Não se responde. É só você abrir o mais lindo sorriso depois. E além do mais pode ir se acostumando, gosto de enfatizar coisas que me agradam. - E assim fiz o que ele acabou me ensinando, abri um grande sorriso e corei levemente.
Quando foi que nossa amizade foi para um rumo diferente? Não era assim, agora eu ficava vermelha, com um sorriso bobo no rosto e com borboletas furiosas no meu estômago. De repente as coisas muda... Será que é assim? isso que é paixão? É tão estranho... É vergonhoso e bom ao mesmo tempo.
Por fim nos levantamos e fomos conversando pelo corredor, agora normais,com risada, alguns tapas de leve no ombro e piadas.
- Ei, sua mochila está aberta. - Ele falou, estava preste a tirar a alça do ombro pra arrumar, achei estranho, sempre confiro se está tudo fechado. - Deixa que eu fecho- ele falou, não protestei.
- Obrigada. - Sorri brevemente. - Então,  e aquela menina que você estava gostando? - Estávamos saindo do colégio as meninas não estavam mais lá, talvez demoramos mais do que imaginei, elas ja devem estar em suas casas.
- Ah, a Bia? - Dei de ombros. - Não sei deve estar bem. - Riu.
- O nome dela é Beatriz? Já posso fazer shipp? - Provoquei batendo de leve o meu ombro ao dele.
- Melhor não. - Riu e me devolveu o empurrão. - Se for pra Shippar, faça isso com a gente. - Ele me deu uma piscadela.
- Quem sabe, talvez. - Dei de ombros. Paramos no sinaleiro, ele tinha vindo totalmente ao contrário do pra me acompanhar, nós despedimos e eu segui o meu caminho. Não tinha mais ninguém comigo, não tinha nenhuma piada ou situação engraçada, mas continuei sorrindo. Talvez porque se apaixonar seja uma tremenda comédia dramática. E nós, os protagonistas, sentimos tudo mil vezes mais intenso e isso causa um desequilíbrio emocional, psicológico e físico. E como efeito colateral, temos borboletas furiosas no estômago e um sorriso bobo no rosto que faz as bochechas doerem.
Bom, essa é a minha teoria.
                             
                                   *
23:43 do mesmo dia....

Como sempre, fui fazer os meus deveres de casa tarde, comecei a fazer era quase dez horas na noite, e fiquei até quase meia noite para terminar tudo. Mas não vim aqui a essa hora para falar sobre tarefa de casa, afinal isso não interessa a ninguém. Na verdade, quando eu estava terminando de guardar o meu material eu percebi que tinha um papel de envelope caído no chão. De princípio estranhei, mas logo o peguei não tinha remetente é muito menos destinatário, mas como estava nas minhas coisas consequentemente deveria ser para mim. O abri com presa estava com sono e queria logo dormir. Não precisei bancar o Sherlock Holmes para descobrir de quem era, conhecia bem aquela letra, sim, era de Henrri. Fiquei pensando comigo mesma quando aquilo tinha parado entre as minhas coisas e assim lembrei, talvez vá minha mochila não estivesse aberta, era só uma desculpa para colocar o envelope dentro. Sorri, porque tanto trabalho para uma coisa tão simples? Curiosa estava então logo devorei as palavras naquela folha de caderno com cada letra bem escrita.  
Oi Fleur, sei que pode parecer estranho, mas eu escrevo poemas. Bom, não é isso que é estranho, afinal sobre que eu sei escrever poemas você já sabe. Mas talvez não saiba que eu pratico frequentemente.
Bem eu realmente não sei dizer o porque mas...como dizer?
Nossa que vergonha....
Ok, eu vou falar!
Eu estava escrevendo e comecei a pensar em você... Não pense errado! Pois bem eu sei como entender isso direito. Apenas leia.

Ri da sua timidez e de suas palavras confusas, não consigo imagina-lo envergonhado ou tímido. Afinal é ele que faz sentir assim... Nunca pensei que eu seria um motivo para alguém ficar assim.
Li e reli aquela introdução umas cinco vezes, estava ansiosa para ler o que o levou a ficar envergonhado, mas eu estava num misto de medo e felicidade, mas por fim a curiosidade me venceu.

Salvação
Sozinho, perdido nesse abismo rastejando no escuro
sem ter nada para molhar os meus lábios
E eu me pergunto onde você está?
Você irá me socorrer?
Estou deixado para morrer, mas não posso desistir de você.
Eu sinto que tu me mantém vivo
Tu es a minha salvação
Tocar, provar, te sentir aqui
Eu sinto que você me mantém vivo
Abraça-me, cura-me, mantenha-me próximo
Meu coração vai queimar, por você
É tudo o que eu posso fazer
Te seguro firme em minha mão
enquanto nos desvendamos juntos
Fui muito longe quando virei as costas para você?
Aperte-me, minha salvação.
Preciso de você, te sentir, tocar.
Farei de tudo só para encontra-la.
Não deixarei o nosso amor morrer
Então apenas seja a minha salvação.

Sorri a abobalhadamente. Não pelo fato de ter um poema em mãos, mas sim por ser o motivo, não era igual as mil poemas de amor que eu já vi, ou como é relatado. Mas mesmo assim fiquei feliz, pois era diferente, era único. Era nosso, só nosso.
Era os sentimentos que ele sentia ao me ter por perto, um sentimento de que alguém estar o salvando, de que alguém importa com ele e como recompensa ele irá proteger-me, de modo único pediu desculpas por se afastar, e derramou-se em afeto e nescecidade de me ter perto. Não era o poema mais lindo que já li, mas os seus sentimentos eram, e saber que era pra mim o deixava ainda mais belo. Creio que eu perdi o sono, pois passei a noite lendo e relendo aquela tão atrapalhanda carta, e tentando - e falhando miserávelmente- não entender "errado", como o mesmo. Mas o que seria entender "errado"? Seria perceber, os tão visíveis sentimentos que estavam aflorando nos nossos tão jovens corações? "

-Eu duvido que você lê tanto assim. - Já estava guardado o diário com um leve sorriso no rosto quando ouvi sua voz, ele se sentou ao meu lado calmamente com as mãos nos bolsos. - Toda vez que eu te vejo está lendo alguma coisa. Você não pode ter continuado a mesma nerd desde o ensino médio. - Ri.
- Ainda continuo cobiçando a nota dez. E choro quando ganho um oito. - Fingir contar um segredo sussurrado a última parte o que fez o mesmo rir e jogar a cabeça levemente pro lado.
- Ainda acho que só querer dez é um desperdício.
-Pelo visto continuamos com a mesma maturidade do ensino médio. - Sorri.
- Claro,  você ainda tem a idade mental de três anos. A única diferença é que agora tem que fingir que é adulta.
-Ah, claro, falou o maduro.
- Sim, minha idade mental é de cinco anos, me respeite que eu sou mais velho.
-Sou seis meses mais velha que você, esqueceu?
-Sua idosa. - Continuamos a sorrir até que os risos se encerraram. Nós entreolhamos algumas vezes. - Então... Porque está parada aqui em frente a universidade? Não vai embora?
-Estou esperando a Sophi. Ela teve que correr atrás de algum professor.
-Ah, sim, se você quiser, posso te lev....
-Eu estou bem. - O cortei Sorrindo do seu jeitinho. - Agorinha ela vem.
- Ok, eu espero contigo então. - Ficamos em silêncio, ele parecia inquieto.
- No que está pensando. - Sorriu brevemente.
- Em você. - Corei. - Fiquei preocupado depois daquele dia no bistrô. Você não apareceu mais depois. Não queria que nada lhe acontecesse. E não acredito que você namorou um babaca como ele
- Ele não era assim, bom, ele não aparentava ser assim quando o conheci. Não se preocupe, eu estou bem.
-Bom, desde que você me contou... Ah, você lembra, isso foi lá no ensino médio, sobre aquela situação, e agora que isso aconteceu eu realmente fiquei preocupado.
- Suspirei.
- Você não precisa se preocupar com alguma coisa que aconteceu a anos. E que nem foi tão grave. Estou bem mais grandinha agora. Sei me cuidar.
- Aham sei. - Riu sem humor.
- Ainda escreve poemas? -  Ele me olhou surpreso,. mas logo suavizou o rosto e abriu um sorriso ladino.
- Não, bom, as vezes. Desde os que te dei, não tive tanto tempo para praticar. - Consenti com cada palavra que ele disse, e olhando para frente lhe respondi.
- Bom, se algum dia escrever de novo, me mostre. - Dei de ombros.
- Claro, será a primeira e a única como sempre foi. - Sorrimos um para o outro, até que Sophi chegou, abriu um sorriso falso e praticamente me carregou até o seu carro. Estava claro que ela ainda não gostava muito da situação. Mas agradeço por não ter feito cena nem nada. Bom, entretanto, tenho mais o que fazer hoje.



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