História My Forbidden Love - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Temari
Tags Ação, Amizade, Amor, Bebida, Boruhina, Boruto, Briga, Cigarro, Drama, Felicidade, Hinata, Infidelidade, Naruto, Romance, Sarada, Sasuke, Tragedia, Traição
Visualizações 107
Palavras 4.922
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe-me pela demora, estive ocupado acompanhando o Brasileirão e gente! O meu timão vai ser campeão! Viva!

Enfim!

Espero que tenham um boa leitura e povo! Estamos nos últimos capítulos!

Capítulo 52 - Crepúsculo dos Deuses


Fanfic / Fanfiction My Forbidden Love - Capítulo 52 - Crepúsculo dos Deuses

 

 

Sarada

 

— Quais as novidades, doutor? — Perguntei curiosa a respeito da última luta. — Quem venceu o confronto: Boruto ou Shikadai?

Eu ainda estava na ala médica, recebendo os cuidados finais para a próxima rodada.

— Foi o filho do Hokage — ele respondeu ameno.

Acabei estranhando essa resposta.

— O que foi, doutor? Não parece animado com a vitória do favorito — comentei sondando a expressão do homem. — Aconteceu alguma coisa que não esperava?

Ele suspirou mais desanimado do que já estava.

— Não foi uma luta justa — disse ele — mas não vamos entrar em detalhes sobre isso, pois você precisa focar no seu objetivo, não é mesmo? Até porque a pessoa que irá enfrentar está aguardando por você na arena.

— Está se referindo ao Inojin? Aquilo ali não tem nada de ameaçador — falei com desdém.

— Não o subestime, Sarada, você não o viu lutar como eu vi — o médico me repreendeu. — Aquele menino está perdendo o controle.

Perdendo o controle? — Pensei.

— Então quer dizer que o filho dos Yamanaka entrou em modo Berserker como todos estão falando — proferi analítica. — Todavia ele deve ter sido inteligente alguma vez, não acha? Mesmo agindo como um louco.

— Sarada — o médico fechou os olhos, enquanto meça as suas próximas palavras. — Eu sei que você é capaz de vencê-lo, mas se ficar arrogante como está agora, pode acabar perdendo, então tome cuidado. O menino que enfrentará não está lutando como um competidor, ele mais se parece um animal.

— Animais podem ser domesticado — rebati.

O homem se rendeu.

— Faça o que tiver que ser feito, Sarada. Apenas tome cuidado — após isso ele me deu as costas e foi embora.

— Como um animal. Tch...

Jamais imaginei ouvir algo do tipo, pois agir como um animal não é do feitio do Yamanaka. Ele sempre foi um garoto sereno, nunca fez algazarras como Boruto e nem se portava como um leviano, até porque Inojin era uma mistura peculiar que envolvia sua mãe devassa e o seu pai ordinário, no entanto, analisando o que ouvi até agora, presumo que o menino tenha sofrido uma transformação radical de personalidade muito drástica.

Só que isso não é desculpa para ele, afinal, o loiro está fazendo o certo, dado que vem vencendo até agora. E se Inojin derrubou todos os seus oponentes um por um de forma animalesca, é mérito dele, portanto para mim, que deve ser cuidadosa como o médico sugeriu, precisa acabar com a luta o mais rápido possível.

Pois no modo Berserker Inojin pode ser muito imprevisível, porém possuo o meu Sharingan, então posso antecipar os seus movimentos e vencê-lo, contudo Sai me alertou que Inojin irá usar um de seus trunfos assim que perceber o meu limite, mas se o pior dos casos acontecer, é arriscado demais até para ele, porque a "técnica transferência de mente" é uma faca de dois gumes.

— Levá-lo até o limite.

Inojin está ciente que posso usar o Genjutsu dos Uchihas a qualquer momento, assim ele vai evitar contato visual a todo instante, apelando para o taijutsu e kenjutsu, em outras palavras, o loiro irá economizar chakra o quanto for necessário.

Mas e eu?

Eu tenho o meu próprio modo de vencê-lo.

Só preciso ser rápida e cirúrgica.

— Uchiha Sarada!!! — O árbitro Rock Lee anunciou a minha chegada. — Aproxime-se!

Lá estava ele.

Olhando para mim friamente.

E pelo silêncio da multidão, posso afirmar que tanto ele como eu não somos os favoritos a ganhar o título de guerreiro mais honrado da nação do Fogo. Mas o que podemos fazer? Konoha precisa jogar com as cartas que tem, e pelo que parece na arquibancada principal, o único que apreciava de verdade o show era o Mizukage.

Mas não é pra menos, dado que a sua vila é um tanto sangrenta.

— Preparados? — O árbitro olhou para nós.

Eu e Inojin nos encaramos.

— Lutem!!!

 

Sasuke

 

Eu sabia que Naruto estava aprontando alguma coisa, porém não sabia que a sua solução fosse tão extrema assim. E de certa forma estou muito relutante quanto a esse plano, porque na minha opinião é perturbadora demais.

Só que os motivos que ele contou para mim tem um grande fundo de verdade, porque o loiro expôs todos os pontos falhos das nossas atitudes, pois como adultos deveríamos resolver isso sem dificuldades, no entanto a calamidade foi tão grande que acabou ocasionando enormes desastres.

Merda!

Primeiro foi a exposição que Sakura fez para a mídia, depois a fragmentação na família Yamanaka, então Sarada e eu entramos em atrito que culminou numa tremenda separação, logo não tardou para que isso afetasse a vila, ocasionando a destruição da muralha e mortes de ninjas que nada tinham a ver com o nosso círculo de infortúnios, mas para piorar o efeito colateral, Naruto me relatou que Himawari está conduzindo uma série de eventos ultrajantes para pôr fim a tudo que Boruto preza e que ela anseia pelo sofrimento de Hinata.

E nessa insensatez Himawari está arruinando tudo o que foi construído ao longo dos séculos pelos Hokages anteriores, o que incluía até os feitos do meu irmão, que se estivesse vivo hoje, provavelmente me julgaria um tolo.

Um tolo por ter cedido ao prazer, um tolo por não ter tido a coragem de honrar a esposa. — Pensei introspectivo.

Agora vejo o meu único amigo tentar resgatar os seus filhos e os filhos dos outros como se fossem dele.

Oh, Naruto…

Se você soubesse como a minha filha está agora...

Eu sei que Sarada me odeia, e caso ela vença, a garota vai jogar na minha cara que não precisa de mim, que pode ser uma Uchiha forte sem a presença do pai, pois o que conquistou até aqui foi graças a força dos seus braços, mas mesmo assim… É muito agoniante imaginá-la diferente do que já está hoje em dia.

Já que os motivos podem acabar se tornando uma grande infelicidade.

 

Uma tela em branco que pode ser riscada por qualquer um

 

— Sasuke — era o Hokage batendo na minha porta.

— Naruto... — Suspirei fraco, enquanto enchia a cara de bebida. — Pode entrar.

Ele abriu a porta e entrou, logo os nossos olhos se chocaram com a realidade crua das nossas vidas.

— Sasuke — Naruto me observou preocupado, visto que o meu estado não era dos melhores. — Oe…

O loiro veio e se sentou do meu lado no sofá, e como ele me conhecia bem, não demorou para chegar aonde queria.

Mas ser direto nunca foi do seu feitio.

— Ela vai lutar agora, Sasuke — disse ele angustiado. — E o seu oponente é…

— Eu sei quem é — respondi logo e isso irritou o loiro.

— Podemos impedir isso juntos, Sasuke — o Hokage sugeriu otimista. — Dar um fim nessa história!

— Apagar a memória das pessoas não é uma solução, é apenas um modo de empurrar os problemas para debaixo dos panos — falei injuriado.

— E como acha que resolveremos tal situação? Na base da força? — Ele ficou tenso. — Sabe o que aconteceu da última vez.

Da última vez

— Eu não quero perdê-la, Naruto — olhei para ele desesperado.

O meu amigo tocou o meu ombro de forma condescendente.

— Você não vai perdê-la, Sasuke, mas se continuar assim Sarada irá embora da sua vida para sempre. É isso que quer? Vê-la sumir da sua vida?

Tsc...

— Não.

— Então me ajude…

— Por quê eu o ajudaria? Aliás, por que está me pedindo ajuda? Eu não apoiei o seu filho a ficar com Hinata? Não sente raiva a despeito disso?

Naruto sorriu a contragosto.

— Por quê eu sentiria raiva? Não posso voltar no tempo e impedir o inevitável, o que está feito não pode ser desfeito, porém posso tentar mudar um pouco para que ninguém saia ferido, tanto externo quanto interno.

Suspiro mais descrente que o possível.

— Sakura sabe disso? — Inquiri.

— Não.

— Isso é bom — comentei bebendo novamente. — Não sabemos o que ela pode fazer, caso descubra.

— Então vai me ajudar? — O idiota ficou mais alegre.

— Eu não sei… Ainda tenho dúvidas sobre isso.

— Então está na hora de convencê-lo do jeito certo.

Acabei olhando para o Hokage.

— Como assim? — Indaguei confuso.

— Sasuke, eu preciso te dizer uma coisa muito importante, porque eu só confio em você para isso.

 

Ino

 

— Eu não queria vir aqui.

Mas tambem não posso fugir de mim mesma para sempre e nem escapar dos erros que cometi, porque aprendi sobre a "ignorância" que muitos podem acabar sofrendo se você continuar "totalmente imóvel", apenas esperando o tempo passar.

O próprio Naruto deixou bem claro o quanto isso é repugnante, e que suas ações não foram meramente inconsequentes, tampouco agiu como um homem derrotado em busca de vingança, entretanto o mesmo não se aplica a Himawari, cujo cerne está impregnado na perversidade.

— E na ignorância de um, outra acaba tomando uma decisão malevolente.

E sendo bastante franca acabei sendo surpreendida, após saber que a caçula Uzumaki cometeu uma série de atentados contra aquela mulher salaz, mas ao mesmo tempo estou feliz por saber que Hinata está fora da minha vida, até apoiaria Himawari na sua conduta inadmissível.

Mas Naruto deu atenção para um fato importante.

Ele previu que se isso continuasse, não demoraria muito para que o conflito se generalizasse para outras pessoas, afinal, são garotos inteligentes que podem facilmente manipular pessoas mais fracas.

"Pessoas" que nada tem a ver com o nosso dilema intolerável.

— Só que eu estou aqui para acabar com isso.

Dar um fim na minha parte da história.

 

A hora da mudança começa primeiramente para uma pessoa

 

— Ino…

Ele olha para mim incrédulo.

Parece não acreditar que era eu ali, olhando para o moreno atrás das grades, enquanto os seus pulsos estão presos sob os fortes grilhões.

— É você mesmo...

Não consegui deixar de sorrir melancolicamente, visto que o seu estado era horrível, quase degradante.

No entanto não deixei de encará-lo em momento algum, porque se Sai está aqui, é por minha causa, porque fui eu que dei início a uma famigerada relação extraconjugal que fugiu do meu controle, acarretando numa série de consequências.

E estou consciente que Sai nunca mais me aceitará de volta, tampouco irá se submeter ao que vim fazer, dado que são medidas um tanto inadequadas. Mas como Sai está preso, será fácil de fazer…

Só espero não me arrepender depois.

Força Ino — pensei comigo mesma.

— Oi — cumprimentei-o, após abrir a cela com as chaves que me foram concedidas a mando do Hokage. — Há quanto tempo…

Aproximei-me dele e tentei tocar a sua face, mas Sai virou o rosto, enquanto fechava os seus olhos.

— Sai...

De certa forma essa atitude me entristeceu.

Magoou-me no fundo do coração.

Todavia era a minha culpa.

E em momentos como esse, o meu coração precisa ser forte.

— Eu vou acabar com isso, Sai — falei para ele ao mesmo tempo que tirava do meu bolso um pergaminho proibido. — Eu prometo que vai ser rápido.

Sai ficou nervoso assim que vislumbrou as palavras no tal pergaminho, pois sabia o que aconteceria. E pela face assustada dele, o moreno passa a se debater numa tentativa inútil de fugir, porém era impossível, aqui é uma prisão de segurança máxima, portanto Sai não tinha como escapar.

— Não!!! — Ele implorou. — Por favor, não!!!

Mesmo ouvindo a sua voz suplicante, eu não parei de fazer o que precisava ser feito.

— Ino!

Eu sinto muito Sai.

Mas faço isso pelo bem da nossa família.

E embora não possamos mais ser aquelas pessoas…

Será um caminho melhor, porque não haverá mais sofrimento.

— Não! Não! Não! Pare, Ino!!!

Será um caminho melhor para nós…

Todos nós...

— Ino!!!

Abri o pergaminho e fiz o sinal de "Tigre".

— Metsu!!!

 

Esse é o nosso Adeus?

 

— Está feito — avisei pelo celular. — Sai foi o primeiro.

— Ok. Encontre-nos na ala médica assim que possível.

— Hai.

Após terminar a chamada eu caí de joelhos no chão, derramando inúmeras lágrimas.

Outra vez Yamanaka Ino moldando o destino para algo desconhecido.

— Será que vou ser uma mulher destinada eternamente ao fracasso?

Oh, céus! Diga-me alguma coisa! Diga qualquer coisa que seja! Mas que me diga algo!!!

 

Não queremos viver uma nova vida?

 

O que vai ser do Sai agora?

Como vou para falar para o filho dele que apaguei a memória do pai?

Será que Inojin terá uma reação amistosa?

Ele vai aceitar isso?

São tantas dúvidas que perturbam o meu coração.

Mas isso é tudo culpa minha.

Tudo é culpa minha!

 

Temos que continuar em frente

 

Não há jeito.

Eu preciso apagar a memória dele tambem.

Por mais que isso soe antiético e quase um fim que justifique os meios, não há opção para mim. É um risco que preciso correr, porque é pelo bem maior de todos.

— Ao menos, dessa vez, não estou sozinha.

Eu sei que Naruto estará lá.

Ele prometeu para mim que estaria lá.

Eu preciso acreditar nele.

Mesmo que no fundo isso me machuque demais.

 

Inojin

 

 Desenho de imitação da super besta!

— Tch! Esse jutsu outra vez? — Ela zombou da minha arte.

— Quantas vezes forem necessárias! — Vociferei.

Eu não podia perder muito tempo com essa garota, tampouco poderia encará-la, já que o seu Sharingan se mantinha num estado de sentinela esperando pelo o meu primeiro vacilo. No entanto não era tarefa fácil mantê-lo ativo por muito tempo, ainda mais quando o campo que ela enfrenta está infestado por minas terrestres plantadas por mim.

E qualquer deslize dela…

Sarada vai explodir em mil pedaços.

— Sabe que não pode se aproximar de mim — avisei.

— Você tambem não pode me olhar, mas até quando vai me evitar, fracassado? — Ela me provocou, mas eu não iria cair no seu joguinho mental.

— Não por muito tempo, Desenho da imitação da super besta: falcão! — Acabei desenhando o maior animal que consegui criar, e através dele eu iria atacá-la a longa distância, especialmente pelo ar, visto que Sarada não pode me atingir aqui de cima, não na velocidade que irei usar.

Portanto ao sobrevoar pela arena, fui ativando mina por mina, explodindo cada pedaço de metro quadrado perto da morena, que corria em círculo tentando fugir de mim, mas ela não iria longe, pois às minas que eu plantei eram móveis.

Só que para o azar da Uchiha, eu carregava comigo kunais revestidas de pergaminhos explosivos, que só seriam utilizadas no momento exato.

Entretanto Sarada não se poupou e lançou os jutsus característicos da sua família como o Katon, todavia ela não me acertava devido a ligeira movimentação da minha ave.

Mas os problemas começaram no instante que vi duas shurikens do vento demoníaco serem lançadas na minha direção, e mesmo sendo ligeiro na esquiva, a maldita Uchiha conseguiu lançar um gancho na minha ave, que por sua vez começou a vazar tinta, indicando o seu limite na forma sólida.

— Inojin!!! — Sarada apareceu pela retaguarda, tentando apunhalar as minhas costas. — Mas que merda! Um clone?!

— Não é tão simples assim, Sarada! — Sai de dentro da ave e segurei o seu tornozelo.

— Maldito Yamanaka, você… Ughh! — Esfaqueei o seu pé. — Filho da…!

Saí da ave e preparei o meu jutsu que explodiria a Uchiha em pleno ar, cuja visão do povo de Konoha veria com clareza o fim de Sarada, e espero de coração que ela morra.

Então num lampejo estrondoso houve a explosão.

Fazendo o público ir a loucura com a possível morte da maior filha da puta dessa vila.

E enquanto eu caía, fui desativando as minas terrestres.

Portanto ao chegar no solo, acabei me ajoelhando na tentativa de descansar um pouco, todavia ainda assim havia um problema a ser resolvido, dado que Sarada…

— Arrghhh!!! — Senti o meu peito sendo atravessado por uma lâmina.

— Achou mesmo que eu morreria tão fácil assim? — Ela sussurrou no meu ouvido. — Não subestime os Uchihas.

Cuspi horrores de sangue.

— Você tem razão Sarada, eu não posso subestimar putas como você, orgh! — Ela enfiou outra lâmina. — E é por isso… — A pupila do meu olho direito se dilatou. — Jutsu transferência de mente!

Num piscar de olhos trocamos de lugar.

Agora Uchiha Sarada não pode mais fugir de mim.

Porque eu estou no controle do seu corpo.

 Eh… Então é assim que o corpo de uma Uchiha? — Analisei a estrutura corporal dela. — Preciso me precaver primeiro.

"No momento que Sarada decidiu ser ofensiva, eu já tinha previsto que ela me atacaria diretamente, portanto nos meus treinos diários com Sakura, ela me alertou sobre o genjutsu dos Uchihas e que eu precisaria treinar um de meus olhos para resistir a primeira tentativa de ilusão da garota, assim Sarada e eu trocamos olhares propositalmente para que isso desse certo. No entanto não posso abaixar a guarda, muito menos estando no controle do corpo dela, afinal, Sarada não cairá uma terceira vez no mesmo truque do clone de tinta".

— Hora de extrair todo o chakra dela — afastei-me do meu corpo original e passei a desenhar no chão anagramas feitos para sugar chakra do usuário e passá-lo para um pergaminho, assim limitaria o poder de fogo da vadia.

20 segundos.

Desfiz-me de todos as armas e objetos que ela carregava, o que incluía o seu óculos, o qual fiz questão de pisotear.

50 segundos.

Sarada está se esforçando ao máximo para recobrar a consciência, o que falta agora?

Um minuto e dez segundos.

— Ah, os seus olhos… — Sorri de modo cruel. — Não poderá usá-los para o que virá agora. Liberar!!!

 

Sarada

 

— Ahh! Seu desgraçado! O que pensa que está fazendo? — Inquiri ultrajada por ele me liberar dessa maneira. — Você poderia ter vencido!!!

Inojin sorriu fraco.

— Tem razão, Sarada. Eu poderia ter vencido, mas não seria justo.

O que esse cara pensa que está fazendo?

— Vai dar uma de santo agora?! — Como ele pode ser tão cretino? — Isso não muda nada!!!

Inojin se prepara para o combate corpo a corpo.

— Não. Você está errada, Sarada — o loiro me contradisse. — Você, Hinata, Boruto, e principalmente o seu pai são pessoas que mentem e manipulam os outros para uma intenção egoísta que só beneficia vocês mesmos. Não imagina quantas pessoas pessoas sofreram, quantas perderam as vidas, e mesmo no derradeiro final, nenhum se arrependeu.

Que garoto maldito!

— Tsc! Está tentando me dar um sermão? É isso?! — Confrontei-o. — Você é tão incestuoso quanto eu, Inojin! Admita isso para si mesmo, não esconda quem é por dentro!

Mais uma vez o sorriso ordinário.

— Eu admiti o que sou, Sarada, paguei pelos meus erros e procurei sanar as feridas que causei na minha família, e apesar do meu pai nunca mais me amar como antes, eu ainda o amarei e terei respeito por ele.

Quanta modéstia...

— E acha que me derrotando vai mudar o que aconteceu? Se toca, Inojin! Somos um erro da natureza, está no nosso sangue! Somos como os nossos pais!!! — Exclamei perdendo a paciência.

— Essa é a diferença entre nós dois, Sarada, e mesmo que o Hokage tenha tentado lhe ajudar, você não muda, prefere continuar com essa visão distorcida — disse ele —, é o seu destino ser uma garota fadada ao sofrimento, porque você não tem mais ninguém.

— Tch!!! Cala. Essa. Boca.

Mas o loiro continuou.

— Você não tem mais um pai, nem mesmo uma mãe, quem dirá um amigo…

— AHHH!!! — Tentei avançar, mas os meus movimentos estão rígidos e eu não conseguia ativar o meu Sharingan. — O que você fez comigo?! — Inquiri morrendo de ódio.

— Só fiz  o que precisava ser feito — respondeu o babaca se preparando para mim.

— Então vem logo!!!

Inojin avançou na minha direção e passamos a trocar socos, mas ele levava vantagem, já que nada do que eu fizesse surtiu grandes efeitos nele. E em dados momentos senti o fio da sua lâmina cortando a minha pele, porém na contrapartida consegui socá-lo algumas vezes e isso o deixava muito irritado.

— Já chega, Sarada! — Ele me empurrou para longe de si, fazendo-me cair no chão. — Vou dar uma chance para você desistir, porque se me forçar a continuar, eu acabo com você! — O loiro avisou olhando para o árbitro.

— Não ouse fazer isso, Inojin! — Levantei-me o mais rápido possível e pulei em cima dele. — A luta só acaba quando um de nós cair!
Tentei sufocá-lo com as minhas próprias mãos, mas Inojin ainda tinha resistência e me atingiu nas costelas, e aproveitando o embalo trocamos de posição, só que o diferencial era que agora eu havia aplicado uma chave de perna no seu pescoço, enquanto segurava o seu braço entre as minhas coxas.

— Eu vou quebrar!!! — Fiz esforço máximo para quebrar os ossos do braço dele, entretanto Inojin conseguiu se levantar e me jogar contra o chão com toda a sua força.

E no impacto eu quase perdi o fôlego, dando brecha para ele.

Portanto na sua ira descomedida Inojin conseguiu pegar o meu braço direito e aplicou uma chave em mim como eu havia feito antes, a diferença era que dessa vez seria eu quem iria rodar.

— Você não vai mais escapar de mim!!! — O loiro rugiu as suas palavras à medida que entortava o meu braço até quebrar, espirrando o sangue quente ocasionado pela fratura exposta.

— Arggghhhhh!!! — Grunhi de dor.

Mas não foi o suficiente para Inojin, que dominado pelo ardor do momento, acabara de arrancar o meu braço.

— AHHHH!!! — Gritei aflita de dor. — O… Meu… Braço direito?! O meu braço!!!

Não tive tempo de reagir ao impacto brutal da cena que protagonizamos, porque Inojin cercou a minha cintura com as suas pernas e pegou o meu pescoço numa fortíssima alavanca encaixada pelos os seus braços.

Assim o desespero abateu o meu coração, pois eu perdia o ar, as esperanças e a lucidez, enquanto isso eu pude escutar o louco Yamanaka gritar de raiva tentando quebrar a minha coluna, até que senti a vida se esvaindo de mim.

— N-não… Não… So-soco… Socorro…!

— Ahhhhh!!! — Inojin me apertou o mais forte possível.

E dessa vez eu não resisti.

 

Mitsuki

 

— Eu não sabia que você podia fazer essas.

— Existem muitas coisas que você não sabe sobre mim, Shikadai — respondi, enquanto tirava os resquícios de pele artificial do meu corpo. — Sua mãe está bem?

— Sim, sim, mas ela não sabe que aquele "Shikadai" na verdade era você — o moreno suspirou. — Vai dar um baita trabalho para explicar o que aconteceu de verdade.

— Não se preocupe tanto, até porque não foi você que sentiu na pele os socos do Boruto — comentei a contragosto. — Não sabia que ele estava sofrendo.

— Ninguém sabia, Mitsuki — Shikadai complementou. — Boruto está nas garras de Himawari, e pelo que parece, ela não está disposta a deixá-lo livre.

— Então Himawari se tornou o nosso maior problema, não é? — Inquiri curioso.

— Eu não queria entraria num termo tão vulgar, mas dizer "problema" é muito pouco, isso se tornou uma fatalidade social — disse ele. — E temos que resolver o quanto antes, mas primeiro temos que capturar Inojin e Sarada.

Inojin e Sarada.

— Inojin é o seu amigo — proferi olhando para o moreno. — Está mesmo disposto a apagar as memórias dele?

Shikadai ficou sério.

— Não. Não estou disposto, porém ele perdeu o controle, agora Inojin está como Himawari, então não vai demorar para que outra pessoa siga o mesmo caminho. Compreende isso? — Shikadai argumentou fleumático. — O que fará, Mitsuki? Boruto e Sarada estão perdidos tambem, então você está preparado para apagar as memórias de ambos? Afinal são amigos.

— Éramos amigos — falei virando o rosto. — Imagino que depois de apagar as suas memórias, eles possam voltar a ser o que eram?

— É possível, mas não aqui — Shikadai foi incisivo. — Seja qual for a consequência, os nossos amigos não podem mais viver aqui. Konoha se tornou um território hostil para os incestuosos.

— Depois do que aconteceu, nem eu iria querer ficar aqui — comentei injuriado.

— Por quê? — Shikadai indagou.

— Porque eu não me sinto mais em casa.

Ele iria me responder, mas...

— Shikadai, Mitsuki! — Apareceu uma loira na ala privada. — Onde está o meu filho?

— Ino? — Shikadai foi até ela. — A luta ainda não acabou.

— Acabou sim! — Ino parecia alarmada. — Parece que alguma coisa não aconteceu bem! Estão falando que alguém morreu!

Eu e Shikadai nos entreolhamos.

 

Himawari

 

Não há como voltar atrás. Eu cheguei até aqui e não posso parar em hipótese alguma. Entretanto os meus atos não passaram despercebidos pelo conselho da vila, cujos líderes estão de olho nos meus movimentos, sobretudo um, Kakashi.

Ele tentou vir até mim para dialogar sobre os meus feitos, mas a nossa conversa não chegou a lugar nenhum, porém, ao julgar os olhos de lobo solitário que tem, percebi que o Hokage está pronto para impedir o que vou fazer, todavia estou um passo à frente dele.

Mas não tenho muito tempo — refleti.

Eles virão atrás de mim para proteger o meu irmão, independente do que ele e a minha mãe fizeram.

Todos podem tentar salvá-los, mas não vão conseguir.

Agora só devo fazer mais uma coisa, e não posso me dar o luxo de desperdiçar o escasso tempo que me resta, portanto está na hora de confrontar o meu irmão uma última vez.

— Alerte o árbitro que a luta final será realizada em instantes — avisei para a criada da família secundária. — Só me dê alguns minutos até lá.

— Hai, Himawari-sama — a morena se retirou do recinto e pediu para que os guardas da Anbu, leais ao clã Hyuuga, entrassem na câmara que fica sob a arena.

E nesta parte do lugar estávamos eu e o meu irmão acorrentado, cujo semblante estava tão desesperançoso como se tivesse perdido o motivo de viver, mas não era para menos, até porque arranquei tudo dele.

E se pudesse tiraria mais.

Mas não tenho tempo para isso.

— Boruto — aproximei-me do loiro. — Olhe para mim, irmão.

O garoto ergueu o seu rosto e me olhou inconformado, contudo os seus orbes azuis revelaram o quanto ele se sentia acabado, e de certa forma isso animou o meu humor, mas não deixou que o clima ficasse menos tenso entre nós.

Então para deixar as coisas mais interessantes, decidi abrir o jogo:

— Está ouvindo isso, irmão? Está ouvindo o povo lá fora aguardando por nós?

Ele decidiu permanecer calado. Mas eu continuei.

— Não sente essa empolgação que inebria os nossos corações, Boruto? O quanto as massas anseiam pelo desfecho épico dessa história imoral que envolve mãe e filho numa trágica e tórrida paixão incescetuosa?

— … — Ele engoliu seco.

— Lembra-se de quando isso teve início? — Perguntei, tocando-lhe a face. — Lembra-se daquela noite chuvosa a qual voltava para casa e lá uma mulher o esperava ansiosamente? Recordo-me que ambos experimentaram pela primeira vez o amor sincero e nojento que existiam nos seus corações corrompidos, porém eles não se deram conta que havia mais de uma pessoa naquela casa.

"Eles não perceberam que havia mais uma pessoa ali com eles. E nesse terrível erro, mãe e filho sucumbiram numa lancinante história de romance extraconjugal, então não demorou para que a mente doentia da genitora vulgar e do primogênito pervertido começassem a massacrar o casto espírito de meu pai, cujo olhos ingênuos não viram a monstruosidade fomentada por falsas promessas de amor.

Então me diga irmão: o que você prometeu a Hinata? Qual vida você daria para ela, além do sexo e comodidade? Pois veja só! Vocês não tinham para onde correr, não previram que eu, Himawari, chegasse por trás de vocês e planejasse ideias terríveis para vingar o puro homem que é o meu pai.

Só que agora…

Infelizmente agora me dou conta que o meu objetivo mudou, que está transformado radicalmente, mas o que tal "mudança" significa para mim? O que a retaliação trouxe para o meu espírito, além da maldita dor que dilacera os meus sentimentos e obriga a dar espaço para um sentimento só: o sentimento de raiva.

São tantas perguntas e tão poucas respostas...

Talvez seja esse o efeito drástico de tanto planejar coisas inaceitáveis, mas são essas pequenas "coisas" que moldam o meu caráter, porque veja pelo o meu ponto de vista, irmão! Veja o quanto eu me tornei ruim!

Já que eu, Himawari, fiz coisas das quais não consigo me arrepender, e isso é um erro que terei que carregar para a minha vida toda, pois os atos hediondos que cometi superam a sua louca insensatez incestuosa, visto que eu, a irmã mais nova, fez de tudo para arruinar a sua vida.

A vida de meu irmão amado…"

— … — Boruto estava atônito com as minhas palavras coléricas.

— Sabe de uma coisa, irmão? Uma coisa bem importante sobre mim?

Ele negou gesticulando a cabeça.

— Eu amo a minha mãe — aproximei-me mais ainda dele e lhe dei um abraço apertado. — Alegre-se, Boruto! A nossa mãe é bonita, mas não é uma mulher que você possa ter nos seus braços.

— …! — Apunhalei a costa dele com uma adaga envenenada. — Himawari?!

— E isso nos faz irmãos imperfeitos, mas ao mesmo tempo, nos torna compatíveis — beijei o seu rosto. — E eu o amo por isso, o amo do fundo do meu coração.

Está feito. Está feito.

— Agora o povo quer ver o fim de tudo! — Declarei, afastando-me do garoto ferido. — Eles querem ver o último combate, o combate decisivo que mostrará para o mundo quem é o verdadeiro herói de Konoha! E nessa luta desigual, Boruto, veremos o quanto o filho pródigo de Uzumaki Naruto tentará resistir às investidas da sua irmã caçula, que pelo calor do momento está preparada para ceifar a vida do único incestuoso de pé! Sim! É você! Só você! Porque agora não há mais Sarada, não há mais Inojin! Não há mais ninguém igual a você!!!

— Himawari…

Sorri ao vê-lo perder os sentidos.

— Esconda a  ferida dele, preparem a nossa abertura e vamos para o último espetáculo dessa infame competição.

Está na hora de pôr fim nessa loucura chamada "Incesto".

E para tal ação ter sucesso, Boruto precisa sucumbir.

Afinal…

Isso é tudo que eu sempre quis.

— Este é o fim, Boruto. O fim para todos nós.


Notas Finais


Galera eu queria dizer uma coisa muito importante para vcs, mas seria spoiler, mas já falando...
Vcs sabem que eu não sou uma pessoa que gosta de coisas boas demais, sempre optei por algo mais Trash, mais preto no branco, portanto não esperem coisas boas, eu sempre deixei isso avisado.
Então peço compreensão nos próximos capítulos, ok? De coração mesmo!
E quem será que morreu? Sarada ou Boruto? Fica aí a dúvida.
Lembre-se que são os últimos capítulos!


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