História My Two Sides - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Justin Bieber
Personagens Camila Cabello, Justin Bieber, Lauren Jauregui
Tags Bebidas, Bissexualidade, Camren, Criminal, Drama, Festas, Jauren, Laucy, Romance, Sexo
Visualizações 67
Palavras 4.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Capítulo vinte e dois


Fanfic / Fanfiction My Two Sides - Capítulo 22 - Capítulo vinte e dois

Justin Bieber point of view

Sai da mansão batendo a porta atrás de mim e encarei o céu que já recebia os raios do sol que estava nascendo, depois olhei para Chaz e ele sem dizer nada entrou em seu carro estacionado atrás do meu, em seguida, olhei para Camila e a mesma entrava com o nariz empinado no meu carro sentando no banco do carona. Então eu rapidamente me apressei e entrei no carro batendo a porta enquanto Camila colocava o cinto de segurança.

Olhei pelo retrovisor lateral da porta e vi Chaz manobrando o carro em direção ao portão, depois coloquei meu cinto de segurança e enfiei a chave na ignição do veículo fazendo o motor roncar. E em seguida cantei pneu pra fora da mansão acompanhando o carro de Chaz.

Eu estava tão nervoso que apertei o volante do carro com tanta força parecendo que ia arranca-lo fora, e Camila notando isso colocou uma música no rádio, e por ser tão cedo a melodia era calma e melancólica. O que deixou o clima dentro do carro menos pesado, mas mesmo assim nós não falamos nada durante o percurso até a empresa.

A cidade acordava aos poucos, o tráfico das avenidas estava ótimo, quase não tinha carros, e poucas pessoas circulavam pelas calçadas enquanto algumas lojas e empresas começavam a abrir para iniciar seu expediente. E isso me fez lembrar que provavelmente quase não haverá funcionários na empresa além dos vigias noturnos e os seguranças, porque o expediente começa apenas as sete da manhã para a maioria deles.

Enfim, antes de chegar na empresa combinei com Chaz pra ele deixar seu carro longe e entrar pelas portas da frente, sem ser visto, para que Adam não perceba e faça alguma burrice. Também pedi pra ele mandar Ryan e Chris descerem pro estacionamento pela escadaria sem serem notados e ficarem no aguardo enquanto Khalil lhe ajudava. Assim caso alguma coisa acontecesse estaríamos preparados. E após me comunicar com eles desci para o estacionamento e cumprimentei o guarda da guarita que levantou a catraca para eu passar. Ele provavelmente entranhou o fato d’eu estar tão cedo na empresa, mas disfarçou sendo gentil e me deu bom dia.

Eu estacionei o carro em uma das vagas de presidente, como sempre faço, e ainda dentro do veículo notei que o estacionamento estava vazio, não tinha carro nenhum além do meu, o que eu já devia esperar.

– ele ainda não chegou – afirmei tirando o cinto e olhando pra Camila – mas fica atenta.

– eu sei me cuidar – Camila respondeu ríspida tirando o cinto de segurança também e me lançou um olhar de raiva.

– Dentro do porta-luvas tem um revolver, você pega em caso de emergência e não sai do carro sem eu pedir – ordenei num tom mandão e franzi a testa.

Camila sabe usar uma arma desde que resolveu morar sozinha, segundo ela, é uma forma de estar protegida e se defender de pessoais que atentarem contra a vida dela. O estrabao provavelmente não sabe que a filha sabe atirar, mas o que ele espera de uma garota que viveu cercada de armas para todos os lados?

Eu nunca pedi pra ela usar um revolver, apenas nesse momento de aflição, pois preciso tomar precauções para caso venha acontecer algo.

– Você quer que eu fique dentro do carro sem fazer nada? Está louco? – Ela alterou o tom de voz e esbugalhou os olhos desacreditada.

– Camila, escuta! Eu só vou assinar a droga desse contrato e pegar a Lauren, não vai acontecer nada demais. Assim espero!

– eu pensei que você fosse mata-lo ou sei lá dar uma surra nele – ela gesticulou com as mãos e eu rir por lembrar que a um ano atrás eu faria exatamente isso sem pensar nas consequências.

– Não, claro que não. Não na frente da Lauren, precisamos ser cautelosos. E além do mais, não dá pra se ganhar todas, então deixa ele ganhar essa batalha que na próxima eu venço a guerra.


Lauren Jauregui point of view

Eu sentia que estava dentro de um carro de novo, pois conseguia sentir os movimentos e os balanços que o veículo fazia, e já imaginava que Adam estivesse me levando pra Bieber Enterprise, como ele havia dito ao Justin no telefone. E também conseguia sentir a presença de dois homens sentados ao meu lado e por um momento cheguei a achar que eram os brutamontes que me sequestraram, porém tive certeza que não quando ouvi a voz de Adam.

– Lauren, não precisa ficar com medo ok? – ele pôs a mão na minha coxa e por impulso eu mexi a perna tentando afastar seus dedos de mim e sem querer encostei no outro homem ao meu lado – você é só uma isca pra atrair o Justin, nada demais. Eu só preciso que você colabore e não faça nenhuma gracinha se não um dos meus homens estoura seus miolos.

– Vai pro inferno – murmurei já sentindo um gosto amargo em minha boca de tanto ódio.

Adam apenas riu e após alguns minutos eu imaginei que estávamos dentro da empresa por sentir o movimento do carro como se descesse uma rampa e logo imaginei ser a do estacionamento. Só achei estranho como Adam entrou tão facilmente na empresa.

Em seguida o veículo parou e Adam pós a mão sobre minha coxa novamente me dando um arrepio horrível que eu podia chorar de medo.

– Vamos Lauren, chegamos! Faça como o combinado. Sem gracinhas – Então ouvi o som da porta sendo aberta e em seguida senti dois braços me puxarem para fora do carro.

Fui arrastada por alguns quilômetros enquanto ouvia os passos dos homens ecoando pelo estacionamento. Depois senti uma coisa tocar minha cabeça e rapidamente presumi ser um revolver, então senti um nó em minha garganta de medo e raiva, então fiquei em silêncio.

– Lauren – escutei a voz de Justin ecoar no estacionamento e em seguida o barulho de uma porta se fechando – não se preocupe está tudo bem – logo ouvi passos como se ele se aproximasse de mim, mas foi interrompido quando Adam falou.

– Nem mais um passo – o magrelo ordenou – eu quero ditar o que você precisa fazer.

– fala logo e tira esse saco da cabeça dela – Justin respondeu com um tom de raiva na voz e Adam riu debochado.

– primeiro, quero que apague as imagens de segurança desse momento, segundo, que assine o contrato e terceiro que você não vai tocar um dedo em mim pois preparei uns documentos que te colocam na cadeia caso você tente algo contra a minha pessoa.

– tá bom, tá bom – Justin respondeu já impaciente – me dá logo a merda desse contrato.

Então escutei passos mais pesados como se um terceiro homem andasse até Justin provavelmente com os papeis nas mãos para entregar ao Bieber.

– ah mais uma coisa – Adam afirmou quebrando o silencio – eu vou ficar com 70% das vendas dos produtos.

Rapidamente uma incógnita se formou na minha cabeça querendo saber que produtos são esses? Será que são os instrumentos que a empresa produz? ou tem outra coisa?

– O QUE? – Justin gritou enfurecido – ESTÁ LOUCO?

– É isso ou meu amigo aqui mata a sua esposa – logo ouvi o gatilho da arma sendo destravado, depois senti seu braço envolta do meu pescoço me enforcando então estremeci de medo sentindo minha respiração falhar.

– Seu filho da puta, você não tem coragem de matar uma mosca – Justin murmurou e Adam soltou uma gargalhada.

– Tem razão, é por isso que contratei esses homens!

Um silêncio se formou enquanto eu me tremia da cabeça aos pés com medo do que podia acontecer sem eu conseguir ver nada.

– aqui está, assinado! Agora me devolve a Lauren – ouvi passos novamente e então o saco preto foi tirado da minha cabeça me dando uma dor de cabeça repentina pela claridade. Rapidamente abaixei a cabeça piscando e vi a sombra de um homem andando até Adam, logo em seguida levantei a cabeça vendo o mesmo rapaz que me apontou uma arma entregar os papéis para Adam.

Em questão de segundos assimilei a cena, Adam de frente pro Justin com a distância de um carro entre eles e os mesmos homens que me sequestraram ao lado de Adam como cães de guarda e o brutamontes dos braços musculosos apontando uma arma pra minha cabeça enquanto eu estava com os braços amarrados atrás das minhas costas sem poder me soltar.

– Perfeito – Adam murmurou encarando os papeis assinados e eu olhei para Justin sentindo meus olhos lacrimejarem de felicidade em vê-lo – podem liberar a moça! – o homem de terno afirmou autoritário enquanto segurava os papeis em uma mão e uma maleta preta na outra.

Encarei Justin, senti o brutamontes me empurrar pelo ombro na direção dele e com lágrimas nos olhos corri até o loiro que abriu os braços pra me receber. Em questão de segundos choquei meu corpo contra o dele e afundei meu rosto na curvatura do seu pescoço abaixo da sua mandíbula e senti seus braços envolverem meu corpo num abraço. E no mesmo instante senti uma sensação de alivio e proteção, igualmente quando ele me salvou das mãos do velho gordo.

Eu me senti protegida e segura e isso me deu vontade de chorar por saber que nos braços dele eu podia sentir isso, coisa que eu só senti nos braços da minha mãe.

Mas antes que eu chorasse Justin me envolveu como se fosse um escudo, nos girando para o lado e em seguida eu ouvi três tiros, um barulho horrível ecoou pelo estacionamento e logo depois o som de alguém caindo contra o chão. Por impulso eu quis levantar minha cabeça pra olhar a cena mas Justin empurrou levemente minha cabeça contra seu peitoral e eu fiquei apavorada sentindo as lágrimas correrem pelas minhas bochechas. Depois Justin se afastou e eu ouvi a voz de Adam gritar desesperado.

– NÃO! NÃO! VOCÊ ESTÁ FERRADO BIEBER – então Justin me soltou e se virou de frente para Adam me colocando atrás de suas costas, e por cima de seus ombros consegui ver os corpos dos três homens que me sequestraram no racha caídos no chão.

– você disse que eu não podia encostar um dedo em você não nos seus homens, então o acordo ainda está de pé – Justin falava vitorioso enquanto eu me escondia atrás de suas costas completamente assustada com a cena.

– COMO? COMO? – Adam começou a gritar encarando os corpos no chão e então passos de três homens andando soaram pelo estacionamento.

– Surpresa filho da puta – uma voz conhecida ecoou e eu ergui minha cabeça sobre o ombro de Justin novamente e vi Ryan falando com uma arma na mão. E ao lado dele estava Chris e Khalil. Todos com semblantes felizes como se tivessem feito a coisa mais legal do mundo e isso me deixou perplexa. Como pode alguém gostar de tirar a vida de outro ser humano? Isso é horrível.

– Lauren – Justin se virou de frente pra mim e segurou meu rosto com as duas mãos – entra no carro!

E eu queria ter entrado no carro, mas eu não conseguia me mexer apenas chorar e abraçar meus cotovelos na tentativa de espantar o frio que eu estava sentindo, embora estivesse coberta da cabeça aos pés.


Justin Bieber Point Of view

Assim que ouvi os disparos envolvi Lauren em meus braços na tentativa de protege-la sem saber de onde os tiros vinham, mas assim que ergui a cabeça e vi os três homens caídos no chão com tiros na cabeça tive o alivio de saber que os disparos não eram para mim e Lauren. Pois por um segundo se passou na minha cabeça de que Adam queria se livrar de nós dois, mas felizmente eu estava errado. Na realidade os tiros vieram de trás das pilastras do lado esquerdo do estacionamento e quando Ryan e os outros apareceram senti um fio de alegria.

Eles fizeram isso sem minhas ordens, e foi uma surpresa tanto pra mim quanto pra Adam que não sabia o que fazer ao ver seus homens mortos no chão com poças de sangue em volta de suas cabeças.

– Surpresa filho da puta – Ryan falou com uma arma na mão e um sorriso no rosto vitorioso. E ao lado dele estava Chris e Khalil armados também. Eles caminharam em nossa direção e observaram Adam histérico.

– Lauren – me virei de frente pra Lauren segurando seu rosto com as duas mãos – entra no carro!

A morena ficou petrificada, com o olhar perdido e pálida como se estivesse assustada. Logo me dei conta de que todo plano de não assustar Lauren foi por água abaixo. Então eu me virei de frente para os rapazes e encarei Adam que passava as mãos no cabelo.

– Pega o contrato e rasga – Chris falou apontando com a arma pro homem de terno a minha frente.

– Não, ele tem provas pra me denunciar e me prender! – Respondi analisando a situação e tentando pensar em algo.

– Ele pode estar blefando – Khalil sugeriu ainda com a arma na mão.

– Eu não estou – Adam levantou o dedo indicador tentando ser ameaçador – eles eram só mais um, mas eu ainda estou na frente! Eu tenho provas pra te incriminar ao menos que você continue sendo meu sócio.

– ok, ok – levantei as mãos em defesa andando até o magrelo que ia até seu carro conversível estacionado perto dali – cadê as coisas dela? Celular? Bolsa?

E sem me responder Adam abriu a porta de trás do carro e tirou a bolsa de Lauren jogando na minha direção, em seguida ele colocou sua maleta no banco de trás do veículo e dobrou os papéis do contrato guardando no bolso interno do seu palitó.

– Espero que estejamos resolvidos – Adam falou dando a volta no carro e eu podia jurar que ele estava fugindo.

– Não pense que isso acabou aqui – apontei o dedo indicador na direção dele com um tom ameaçador e o magrelo apenas entrou no carro dando partida em direção a saída. Rapidamente voltei até os três meninos que encaravam os corpos caídos no chão analisando a sujeira que fizeram – Limpem a bagunça de vocês. E avisem Chaz para apagar as imagens da câmera de segurança. Porque agora eu preciso levar Lauren para casa – olhei pra jovem petrificada e senti preocupação.

– não vai rolar nenhum agradecimento? – Ryan levantou as sobrancelhas guardando a arma no cos da calça.

– Muito obrigado por assustar Lauren, Ryan – sorri cinicamente sem mostrar os dentes – vejo vocês depois!

Andei até Lauren a abraçando de lado e a guiando até a parte de trás do meu carro, depois abri a porta pra ela e a ajudei entrar no veículo.

Lauren Jauregui point of view

Ver aqueles homens mortos ensanguentados a minha frente me deixou em estado de choque, como se meu corpo não reagisse aos meu comandos, não porque eu estava com pena deles, mas sim porque eu nunca vi ninguem morrer assim bem diante dos meus olhos. Eu sei que eles me fizeram mal e eu cheguei a desejar a morte deles por causa da raiva, mas ve-los assim mortos, me deixou abalada. É como se eu sentisse um pingo de culpa por tudo que está acontecendo.

O que me deixou mais intrigada é o fato de que Adam está disposto a tudo pra continuar sócio de Justin, mesmo depois da briga deles, mesmo depois disso tudo ele continua querendo ser sócio dele, mas por que? O que essa sociedade tem de tão importante pra faze-lo me sequestrar e chantagear justin com isso?

Eu sei que tem muitas coisas que eu não sei e que provavelmente vou ficar sem saber, mas isso não me interessa agora porque tudo o que eu quero fazer é ir pra casa tomar um banho e dormir pra esquecer que esse dia aconteceu.

Após Adam ir embora Justin me abraçou de lado carregando a minha bolsa em uma das mãos e me direcionou até o carro me ajudando a entrar na suv. E sem dizer nada apenas me sentei no banco colocando minha bolsa ao meu lado enquanto justin fechava a porta e dava a volta no veículo e entrava no mesmo.

– como você esta? – camila estava sentada no banco da frente e se virou para trás pra me olhar.

– eu nunca estive melhor – respondi com ironia enquanto justin  sentava no banco do motorista e afivelava o cinto.

– Eu sinto muito – ela abaixou o olhar triste e eu virei o rosto para janela observando os meninos arrastarem os corpos pelos pés em direção ao fundo do estacionamento.

Isso me fez pensar que tudo isso é algo natural para eles, sabe? Matar, sumir com os corpos e viver como se nada tivesse acontecido. É louco pensar que agora eu tenho que presenciar atos de violência como se fosse algo normal na vida das pessoas. Óbvio, que pode ser a realidade de muitos, mas não era real pra mim ate vir pra Atlanta.

Justin em seguida deu partida no carro e nós deixamos o estacionamento pra tras, mas eu ainda podia me sentir presa e amarrada completamente impotente sem poder fazer nada.

Eu queria a chorar, gritar, colocar tudo pra fora mas eu não podia fazer isso na frente deles, pois eu ia parecer fraca demais e provavelmente eles me diriam que agora essa é a minha vida, que eu tenho que me acostumar, e que talvez essa não será a primeira vez que verei alguém morrer diante dos meus olhos.

A viagem até a mansão foi em perfeito silêncio, acho que ambos entenderam que eu não estava bem e que não queria falar nada, então eles nem deram um 'piu' o percurso todo.

Assim que o carro parou em frente a mansão eu abri a porta e desci do carro carregando a bolsa em uma das mãos. E sem dizer nada, como um robô, eu andei para dentro da casa e ouvi Justin vir atras de mim. Ele se aproximou do meu lado e passou o braço envolta da minha cintura me puxando pra perto de si e me guiando até as escadas como se eu precisasse de ajuda.

– tome um banho e me espere no quarto, precisamos conversar – Justin se pronunciou enquanto subíamos as escadas e parecia mais prestativo do que o normal.

– eu nao quero conversar – falei rude assim que terminamos de subir as escadas.

– é preciso – ele acariciou meu braço e andou comigo em silêncio pelo corredor que dava acesso aos quartos.

Camila provavelmente veio atrás de nós, mas eu não fiz questão de olhar pra ter certeza, apenas mantive minha cabeça erguida olhando pra frente sem nem piscar direito. Pois tudo o que eu queria era chegar no meu quarto e me deitar.

Justin abriu a porta do quarto assim que paramos de frente pra ele, depois me convidou a entrar gentilmente e eu suspirei cansada sem ter forças pra perguntar o porque dele estar agindo assim tão prestativo.

– olha toma um banho, troca de roupa que eu vou pedir pra mercedes preparar um café pra você – ele acariciou meus ombros atrás de mim e depois me virou de frente pra ele para poder olhar em meus olhos – eu sei que você deve estar querendo dormir, mas a gente precisa conversar – Justin esticou as mãos pra segurar meu rosto mas eu me afastei fazendo ele franzir o cenho – ok, eu vou nessa.

O louro deixou o quarto e bateu a porta, logo em seguida eu corri para o banheiro e comecei a chorar.


Camila Cabello Point Of View

Ver lauren abraçando justin me causou um aperto no peito, uma angústia, uma raiva e uma sensação horrível de desespero, como se meu corpo todo gritasse pra separa-los, pois era eu quem ela devia abraçar não ele. E depois do que aconteceu ela ficou estranha, pálida, parecia estar em transe e nem se quer me deu atenção, me respondeu rude e mal olhou na minha cara.

Eu sei que ela deve estar chateada comigo pelo o que aconteceu e eu dou razão, eu fui uma idiota, mas dai fingir que eu não existo, isso já é exagero.

Além disso ainda tem Justin que resolveu virar o senhor prestativo com a Lauren e não me deu nem espaço de tentar falar com ela. O que me deixou muito brava. Então assim que entrei em casa fui direto pro meu quarto tentar pensar em alguma forma de me desculpar com ela e fazer as coisas voltarem a serem como estavam sendo antes sem dar espaço pro Justin se aproximar.


Lauren Jauregui point of view

Terminei meu banho, troquei de roupa e saí do banheiro com a toalha envolta do pescoço enquanto usava as pontas pra secar o cabelo. Assim que botei o pé pra fora do banheiro vi uma silhueta de um homem sentado na cama e me assustei dando um passo pra trás.

Era Justin com uma bandeija de café da manhã ao seu lado me olhando meio preocupado, então eu me aproximei dele e encarei a bandeija com umas torradas, uma xicara de café e uma maça.

– por que você esta agindo assim? - perguntei apontando pra bandeija e lhe encarando com as sobrancelhas levantadas.

– eu sei que voce teve uma noite pessima e que também não comeu – ele falou enquanto levantava da cama esfregando  as palmas das mãos nas coxas.

– eu estou sem fome! – cruzei os braços a frente do peito observando o homem a minha frente.

– você precisa comer – ele resaltou me olhando e cruzando os braços a frente do peito como se me desse uma ordem – E eu preciso falar com você!

– Justin eu não quero falar, conversar, ou seja lá o que for – me virei de costas indo até o banheiro novamente e ele veio atrás de mim – eu estou exausta.

– você nao tem querer – ele disse ríspido enquanto eu pendurava a toalha no porta-toalhas de banho preso na parede – Eu já disse que eu falo como as coisas funcionam e você obedece. – tava demorando pro Bieber Chato dar as caras.

– você me cansa – me virei de frente pra ele e rolei os olhos enquanto ele estava parado a frente da porta.

– e você me irrita – ele deu um sorriso meio debochado e levantou as sobrancelhas - agora sai da merda desse banheiro e come aquela bandeija de comida antes que eu perca a paciência.

Ele apontou pra bandeija enquanto eu saía do banheiro passando por ele e ia até a cama já irritada com suas atitudes que mudam de uma hora pra outra.

– estou farta de você me dizer o que eu tenho ou nao que fazer!

– eu sou seu esposo, então você tem que fazer o que eu digo – ele veio ate mim enquanto eu me sentava na beirada do colchão longe da bandeja – Você viu o que aconteceu por você ter desobedecido minhas ordens?

– voce ainda nao entendeu que eu nao vou ser sua marionete? que inferno! me deixa em paz! – comecei a me alterar ja perdendo a paciência que eu não tinha com ele – eu ja falei, você quis esse casamento e agora você vai ter que aceitar o MEU jeito de ser. Porque eu nao vou viver pra te agradar e nem viver em sua função.

– puta que pariu lauren – ele se alterou esfregando as maos no cabelo – eu to tentando não agir feito um idiota por causa da noite que você teve, mas você me faz perder a paciência.

– Você age feito um idiota desde o dia que eu te conheci!

– e você – justin avançou em direção a cama franzindo a testa – você age feito uma adolescente Rebelde – depois apontou o dedo tentando ser ameaçador e eu impinei o nariz.

– atura ou surta – sorri sem mostrar os dentes e ele travou o maxilar esfregando uma das mãos no rosto.

– eu não vou surtar, eu não vou surtar – ele começou a repetir se afastando da cama e andando de um lado pro outro – eu vim aqui falar sobre adam! – disse após uns minutos de silencio e me olhou apreensivo.

– eu não quero falar sobre ele – travei minha mandibula e senti meu sangue esquentar de raiva só de lembrar daquele capeta.

– é preciso – justin se virou de frente pra cama novamente e andou até a mesma sentando perto de mim e empurrando a bandeja pra não derramar as coisas sobre o colchão – eu sei que não te devo explicações, mas você agora está envolvida na minha vida e precisa saber disso.

– honestamente, eu não me importo mais - olhei pra ele séria e vi que ele estava tão sério quanto eu – não quero mais saber de nada que vem dele, nem de você, nem de nada desse mundo ridículo que voces vivem.

– você faz parte desse mundo agora - ele me fitou e apalpou o colchão como se estivesse nervoso.

– infelizmente fui colocada nesse mundo sem vontade propria – levantei uma das sobrancelhas e ele riu.

– Você acabaria nesse mundo de uma forma ou de outra por causa do seu pai, mas isso não vem ao caso agora, quero falar sobre o que aconteceu, sobre adam. Não tenta mudar o rumo da conversa!

– por que temos que falar dele? eu to com raiva e nojo daquele cara. E se for pra jogar na minha cara que a culpa foi minha é melhor sair do quarto e me deixar sozinha.

– a culpa não é sua - ele afirmou e desviou o olhar parecendo procurar palavras certas pra falar – ele planejava te sequestrar pra me ameaçar e fazer com que eu voltasse com a nossa sociedade, porque naquele dia da boate eu rompi com ele e lhe dei uma surra.

– é tem razao a culpa na verdade é sua – ele voltou a me olhar e ficou incrédulo com minhas falas – se você não tivesse trazido aquela loira pra cá e se camila não tivesse zombado da minha cara, nada disso teria acontecido – comecei a usar um tom de raiva e me afastei dele colando minhas costas na cabeceira da cama.

– está admitindo que beijou ele por ciumes? - ele riu pelo nariz e eu rolei os olhos.

– eu não queria ficar por baixo, sabe? você e Camila podem trazer alguem pra passar a noite e eu tenho que ficar chupando dedo! ISSO É INJUSTO – Justin riu me deixando com mais vontade de cuspir tudo na cara dele – eu queria provar que sou capaz de conseguir alguém no fim da noite e acabei fazendo merda. – senti meus olhos arderem e começarem a lacrimejarem de tanta raiva que eu estava sentindo - a culpa é de vocês mas tambem é minha que me deixei cair nos joguinhos, fui cabeça fraca, porque eu não precisava provar nada pra ninguém, eu nunca precisei –  quando dei por mim já tinha algumas lágrimas rolando pela minha buchecha e justin de cabeça baixa.

– a imaturidade acaba sendo uma consequência ruim – Justin falou, mas parecia que era pra ele não para mim e nós acabamos ficando em silêncio por alguns minutos.

– eu só quero dormir e esquecer isso tudo - limpei as lágrimas na tentativa de não parecer tola.

– ele fez alguma coisa contra você? Tentou alguma coisa? – Justin me olhou preocupado e se arrastou um pouco na cama em minha direção para se aproximar mais – Se ele tiver feito algo eu juro que rasgo aquele maldito contrato e mato ele – o louro falou com rispides na voz e travou o maxilar de tanta raiva e isso o deixou incrivelmente sexy.

– afinal porque ele queria tanto esse contrato? você deu uma surra nele e ele ainda quer sociedade com você! por que? - perguntei ao me dar conta do que aconteceu e senti necessidade de entender o real motivo de tudo, pois a duvida ainda era gritando na minha cabeça e eu não ia perder a oportunidade de esclarecer o assunto.

– também é sobre isso que eu quero falar – ele desviou o olhar novamente e parecia inseguro de começar a conversa – são sobre os dark business.

Em questão de minutos me lembrei de nós dois no escritório e de como eu queria saber sobre isso.

– ele faz parte? – arregalei os olhos chocada e quase joguei meu corpo pra frente.

– mais ou menos – justin levantou da cama evitando contato visual – eu tráfico drogas lauren!

– que? – deixei meu queixo cair e quase que meus olhos saltam pra fora, pois isso foi uma das últimas coisas que passou pela minha cabeça desde que o conheci.

– cocaína, maconha, lsd e outras drogas – ele se virou de frente pra mim enquanto uma incógnita se formava em minha mente.

Meu pai nunca se envolveu com drogas, disso eu tenho certeza, então como ele e o justin fizeram um acordo? Meu pai sempre fez dívidas em cassinos mas não com traficantes, como que meu pai fez uma divida com Justin bieber se ele trabalha com trafico de drogas e não com cassinos clandestinos? Isso significa que meu pai usa drogas ou que meu pai nunca teve uma dívida com Justin?

Ok. Agora tudo esta uma confusão na minha cabeça.

E eu achando que os dark bussines do Bieber era algo relacionado a cassinos e jogos, mas na real não tem nada a ver com isso.

Merda. Tem muito mais coisas por debaixo dos panos do que eu imaginei!


Notas Finais


mia internet voltou aaaaaaaaaaa


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