História Namjin - The Wolves And Wizards Romance YAOI - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts Yaoi, Feiticeiros, Lobisomens, Namjin, Reinos, Vhope, Yoonmin
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Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Desculpem o atraso...

Capítulo 2 - 2. When a little wolf enters the heat


Fanfic / Fanfiction Namjin - The Wolves And Wizards Romance YAOI - Capítulo 2 - 2. When a little wolf enters the heat

Capítulo 2- Quando um pequeno Lobo entra no cio:

P.O.V. JIMIN

7 anos antes

Era um dia ensolarado. Era um dia feliz para mim. Era meu aniversário de dezesseis anos. Dia 13/10/2010. O dia em que eu finalmente poderia deixar aquele orfanato e seguir minha vida como um Alfa. Pois era isso que eu era. Até os meus dezesseis anos eu não havia tido nenhuma crise de dor, eu nunca havia entrado no cio, o que me tornava um Alfa.

A minha felicidade ao dar 10h da manhã e eu estar assinando os documentos comprovando que eu já era adulto e que pelos cuidados do orfanato eu era um Alfa me alegrava. Eu nunca havia acordado com um sorriso maior em meu rosto. Eu finalmente poderia viver a minha vida.

– Bom dia, Jiminnie! – Ouvi a doce voz de Jackson ao acordar. – Feliz aniversário! Dezesseis, acho que finamente vai embora... Saiba que vai fazer falta... – Completou.

– Larga de ser sentimental, Jackson! – Falei me virando para o outro lado na cama.

– Não estou sendo sentimental, meu melhor amigo vai embora hoje, e eu?! Só vou semana que vem... E pior, eu não vou ter lugar pra ficar, você tem a herança de seus pais... – Falou.

Pois é, eu não fui simplesmente abandonado como a maioria das crianças naquele orfanato. Meus pais tinham sido brutalmente assassinados praticamente na minha frente.

Na minha infância era bem complicado lidar com esse assunto. Afinal não é todo dia que você vê seus pais serem assassinados na sua frente.

O motivo?

Dinheiro.

A herança deles ficou por todos esses anos guardada em um banco. Assim que eu saísse daqui eu receberia tudo. Casas, dinheiro, empregados. TUDO.

Eu era um Alfa, com muito dinheiro e em breve livre pra foder o Ômega que eu quisesse.

Sim, eu era um Alfa. ERA!

Um lobisomem, Ômega, tem o seu primeiro cio até completar dezesseis anos. A partir de dezesseis, ele é considerado um Alfa se não teve o seu cio. E eu? Não havia tido meu primeiro cio, AINDA.

– Tenho que terminar de arrumar minhas coisas... – Falei me levantando da cama. Eu me lembro de cada detalhe daquele dia... Foi um longo dia, porém o melhor de minha vida.

– Vai precisar de ajuda? – Perguntou Jackson, um dos melhores amigos que eu tive em todos os anos que eu passei naquele orfanato.

– Não, eu me viro... Aparece em casa quando você sair, okay?!

– Acha mesmo que eu não iria te encher o saco até eu achar um lugar pra ficar... Sonhe, baby... – Disse e ambos começamos a rir.

Minhas coisas já estavam arrumadas desde o dia anterior. Eu simplesmente me levantei da cama e comecei a me arrumar, a me despedir de todos que eu ia vendo... De verdade, não estava nos meus planos voltar lá um dia...

– Hey, Park... Vamos? – Perguntou a "diretora" do orfanato. Eram simples passos: Assinar todos aqueles papéis; Ir até MINHA casa; E ter uma vida fora daquele lugar.

– Claro! – Respondi.

Assinei os papéis e sai do orfanato.

Naquele dia eu me lembro de ter saído do tão grande orfanato, onde eu vivi minha vida toda. E ao sair eu segui em direção a "minha" casa. Provavelmente você deve ter deduzido onde seria a "minha" casa. Sim! A minha casa era na área rica da cidade. Perto das casas de pessoas importantes... Perto de castelos... Eu pensava que iria me sentir um simples nada naquela região.

Caminhar até a minha casa, que era do outro lado da cidade, com uma simples mala não era tão ruim. Dava-me um ar de liberdade. Uma coisa que eu, enquanto morava naquele orfanato, nunca havia sentido.

Olhar aquela parte da cidade que só existia em minhas lembranças, e mesmo assim eram diferentes já que se faziam muitos anos...

Segui pela longa e antiga estrada que eu tanto passava quando menor. A sensação de que meus pais estavam comigo me assombrava. Não fisicamente, mas a nostalgia de quando eu era pequeno e brincava com meus pais nessa estrada me veio à mente.

Ao caminhar pela grande estrada, lembrei-me, mais ainda, de minha infância. Dos lindos momentos que eu passei ali.

Ao norte avistei a casa de meus pais. A casa era exatamente igual a quando eu era pequeno. Mesma pintura, até um pouco desgastada pelos anos sem redecorar. Ao me aproximar mais avistei Hae, minha antiga babá.

– Hae! – Disse correndo em sua direção.

– ChimChim, a quanto tempo... Eu estava com saudades! Feliz aniversário, bebê!

– Obrigado, Hae... Como você está? – Perguntei.

– Bem, e você? Passou longos seis anos fora, Pequenino!

– Pois é, estou bem também... Mas  Hae, eu te adoro muito, porém não tenho mais seis anos... – Falei.

– Eu sei Jimin, Eu já havia me demitido... Eu só senti sua falta. Eu sabia que hoje você viria hoje. Só vim te ver. – Me interrompeu Hae.

Hae era nove anos mais velha que eu, quando eu tinha seis ela tinha quinze. Ela sempre foi muito amor comigo, e eu sempre adorei ela.

– Atualmente, os seus empregados só vem uma vez por semana, a pedido do testamento de seus pais. Você terá a semana toda livre menos Terça-Feira.

– Ah, ótimo! Obrigado, Hae... espero te ver mais... – Falei.

– Vai me ver. Uma vez por mês eu passarei aqui... – Disse me abraçando. – Tchau, Park!

– Tchau...

Entrei em casa indo em direção ao meu quarto, que estava completamente diferente de quando eu era pequeno. Havia umas trinta folhas em cima da escrivaninha que estava ao canto do meu quarto.

Ao ver as folhas, notei que era o testamento de meus pais. Deite-me na enorme cama e puis-me a ler aquele tão grande testamento.

De repente comecei a sentir uma dor muito forte. Eu nunca havia sentido algo parecido. Levantar-me da cama se tornou uma atividade mais complicada que o normal por causa da dor.

P.O.V. YOONGI

A exatamente sete anos atrás eu lembro de estar no meu quarto. Lendo um ótimo livro enquanto tentava superar outra desilusão amorosa.

Um cheiro doce de morango invadiu minhas narinas. Um cheiro mais forte do que um simples cio. Um cheiro que demonstrava um Ômega tendo o seu primeiro cio.

Minutos antes vi o garoto, que havia perdido os pais a alguns anos, entrando na mansão ao lado de meu castelo.

O medo caiu sobre mim. Se aquele pequeno e inocente Lobo estivesse tendo o seu primeiro cio sozinho ele não estaria suportando a dor.

Rapidamente corri para fora de meu quarto.

– Onde vai? – Perguntou-me Namjoon.

– Acho que nosso novo vizinho está tendo seu primeiro cio... – Falei.

– Vocês nem tem intimidade, você quer simplesmente chegar lá e foder ele?! Yoongi, por favor...

– Namjoon, você é um Alfa que nunca viu a dor e um Ômega ao ter seu primeiro cio! Só cale a boca e pare de me encher o saco... – Falei passando pelo mesmo.

Corri até a casa vizinha e bati na porta.

– Q-quem é? – Ouvi a pergunta em um gemido de dor. – N-não dá para eu a-abrir agora... Eu estou AH! E-eu não posso... – Respondeu.

– Eu vou entrar e vou te ajudar com o que está sentindo, okay?!

– E-eu não preciso de a-ajuda... – Respondeu.

– Olha, não vou discutir com você... – Falei entrando na casa. – Onde você está? – Perguntei.

– No... No segundo andar... AH! Vem rápido, p-por fa-favor...

Subi praticamente correndo as escadas. A única coisa que estava em minha cabeça era ajudar o frágil Ômega em seu primeiro cio.

– V-você sabe o que está... A-acontecendo comigo? Eu preciso de ajuda... Está doendo muito... – E lágrimas começaram a descer de seus fofos olhos.

– Olhe pra mim... Você está tendo o seu primeiro cio, e eu quero te ajudar...

– N-não... Eu sou um Alfa... Completei dezesseis anos hoje... – Respondeu.

– E o seu cio veio um pouco tarde... Me deixe te ajudar, okay?!

– E-eu não posso, AH! – Falou.

– Por que não?!

– Não temos intimidade para isso, eu nem sei teu nome... – Falou.

– Min Yoongi... – Respondi.

– Park Jimin... – Falou e eu sorri. – Seu sorriso, AH! MEU DEUS... É muito bonito...

– Obrigado... Olha, você vai precisar passar por isso de alguma forma... – Falei. – E eu quero ajudar, Chim... – Falei vendo o mesmo se contorcer de dor. – Não quero te deixar passar por esse momento sozinho...

– Yoonnie... Eu não consigo... Eu tenho vergonha...

– Consegue tentar fazer sozinho? – Perguntei.

– Como? – Olhou-me assustado.

– Me faça uma promessa! Mês que vem, quando seu segundo cio acontecer, você vai me deixar tentar ajudar você... Até lá teremos mais intimidade...

– T-tá bom... – Respondeu. – Mas e AH! E a-agora?

– Eu vou esperar no corredor, você faça o que eu mandar, okay?!

– Eu estou com medo.. AH! Isso dói, muito...

– Só faz o que eu mando! – Disse deixando um selinho nos lábios de Park.

Mas vocês nem se conhecem...

Mas logo esse pequeno Ômega será meu...

Sai do quarto e encostei a porta.

P.O.V. JIMIN

– Consegue me ouvir? – Ouvi Yoongi me perguntar com a voz abafada pela porta fechada.

– Sim... O que eu preciso fazer? MEU DEUS... DÓI MUITO...

– Tira sua roupa... – Falou Yoongi.

– Okay, e agora? – Perguntei.

– Você precisa se penetrar com seus dedos, você consegue? – Perguntou.

– Acho que sim... – Respondi. – Oh... Tá, eu coloquei, e agora?

– Movimente-os... começa devagar, okay?! – Respondeu.

– Tá... Oh, Yoongi... – Gemi involuntariamente.

– Está tudo bem, Babe? – Ouvi Yoongi perguntar.

– Sim, eu só... Eu não sei... – Mesmo sem ter ninguém naquele quarto para ver eu estava corado. Sentia minhas bochechas queimarem. 

Lentamente voltei a movimentar meus dedos dentro de mim arfando, e de vez em quando soltando um gemido mais alto.

– Yoongi... – O chamei depois de um tempo sem nos comunicarmos.

– Fala, Chim?! Algum problema? – Respondeu.

– N-não está diminuindo minha dor... – Respondi.

– Posso entrar ai? – Perguntou-me.

– Eu tenho vergonha... – Falei.

– Eu prometo que não precisa sentir vergonha, eu só quero ajudar... Além do mais, você é lindo, não tem do que se envergonhar...

– Eu não sei Yoongi... – Respondi.

– Babe, por favor... – Falou.

– AII! MEU DEUS! – Gritei por uma grande dor que me atacará naquele momento.

– Jimin, eu vou entrar! – Falou já girando a maçaneta.

– NÃO! AH! Mantenha-se aí fora! – Falei.

P.O.V. YOONGI

Ouvir os gritos de dor de Jimin não me era confortável. Dor, era isso que aquele garoto sentia, e eu não sei o porquê mas ouvi-lo gritar de dor doía em mim.

– Eu não aguento te ouvir gritando de dor, Chim... – Falei.

– Vá embora! Eu estou mandando você sair de minha casa, Min Yoongi! Amanhã, se eu estiver melhor dessa insuportável dor, eu passarei no seu castelo... Se não quiser só não atender a porta! – Respondeu Park.

– Estarei te esperando, bebê...

Sai da casa e lágrimas caíram de meu olhos...

Eu não entendia o porquê. Era um simples Ômega e seu primeiro cio. Não deveria me magoar assim. Meu quarto era praticamente colado a casa dele, os gritos que aquele indefeso Ômega soltava dava para se ouvir de longe.

– Pelo visto não cumpriu sua missão de foder o pequeno e indefeso Ômega... – Disse Namjoon rindo. – Oh meu Deus, você está chorando por isso?! Yoongi chorando por não conseguir ficar com quem queria?! Milagres acontecendo... – Completou.

– Cala a porra da boca Namjoon! Por um estante... Ouça como aquele garoto está sentindo dor e você rindo da desgraça dele... O cio dele veio atrasado, ele já tem dezesseis, ele não tinha ideia de que seria um Ômega! Ao invés de falar merda vá para o seu quarto! AGORA! – Gritei. Como meus pais haviam saído a negócios, como sempre, eu estava no comando, Namjoon, Taehyung e Jungkook tinham de me obedecer.

A noite caiu logo e o sono não me veio. Não dava para dormir com aqueles gritos agudos de dor praticamente ao meu lado. Umas quatro ou cinco horas da manhã aquele Ômega se silenciou, trazendo-me um ar de satisfação e felicidade por saber que, por enquanto, sua dor havia passado.

(...)

– YOONGI! – Ouvi Namjoon gritar me acordando.

– Me deixe, Namjoon! – Falei.

– ABRA A PORRA DA SUA PORTA, ENTÃO! – Falou ele.

– Tá! – Levantei-me e abri a porta. – O que você quer?! – Falei virando-me para cama sem nem olha-lo.

– Eu nada, seu namorado queria te ver... – Falou e eu me virei para tentar entender sobre o que Namjoon falava.

Jimin! Era disso que Namjoon falava, e o Ômega se encontrava corado ao seu lado.

– Não somos namorados! Ainda... – Murmurei a última parte somente para mim ouvir.

– Se quiser eu volto depois... – Disse Jimin.

Ótimo, eu estava apenas de boxer com uma típica ereção matinal. Perfeito modo de receber a quem você está interessado.

– Eu vou me trocar, me espera? – Perguntei.

– Claro... – Respondeu o mesmo.

– Eu realmente não sirvo para segurar vela... – Disse Namjoon saindo. – Vou fechar a porta para a privacidade de vocês – Completou com uma voz carregada de malícia.

– Vá se ferrar, Namjoon! – Falei entrando no banheiro e ouvindo uma doce risada desconhecida por mim. Uma risada calma e tranquila. A risada de Park Jimin. – Que tal sairmos hoje?! – Perguntei saindo do banheiro.

– Sei lá... Pode ser... – Disse em um tom de vergonha voltando a corar ao me ver.

– Está com vergonha de mim? – Perguntei.

– V-você chorou por mim? – Perguntou me pegando de surpresa.

– Co-como você sabe? – perguntei.

– Aquele garoto que abriu a porta pra mim me falou... É-é verdade?

– Sim – Falei abaixando minha cabeça e coçando minha nuca.

– Por que?! – Perguntou.

– Eu não sei, Chim... – Vi o mesmo se "derreter" com o apelido carinhoso que eu havia lhe dado. – Gostou do apelido, Chim? – Falei me aproximando do mesmo.

– É fofo... – Senti o mesmo arfar ao me aproximar de seu pescoço. Afastei-me e parei meu rosto em frete ao seu, encarando seus olhos castanhos e profundos. Meu olhar baixou para seus lábios, parando por alguns minutos e subindo novamente.

– Posso te beijar? – Perguntei e senti minha voz sair mais rouca que o normal.

– Eu não sei Yoongi... Estou com medo...

– Do que, Jimin? – Perguntei ainda mais próximo, se é que era possível.

– Eu sou muito sentimental, posso me apegar fácil demais, Yoongi... – Falou. – Medo de eu me apegar e você me abandonar no futuro... – Completou.

– Tudo bem... – Falei e me afastei. – Ainda podemos sair hoje? – Perguntei.

– Mas é claro! – Respondeu sorrindo me apresentando seus Eye Smille.

(...)

– Onde você quer ir? – Perguntei dirigindo-me a porta.

– Vamos na floresta! Eu adoro aquele lugar! – Respondeu saltitando. 

– Claro. – Respondi. – Vamos andando ou de carro? O que você prefere?

– Ir andando, sei lá... Gosto de caminhar... – Falou.

Começamos a andar, um silêncio caiu sobre nós. A cada passo que dávamos dava-me a impressão de que as palavras estavam sumindo cada vez mais de minha mente. Estavamos apenas caminhando com um silêncio quase constrangedor entre nós.

– Qual a sua cor, Yoonnie? – Perguntou me tirando de meus pensamentos.

– Marrom. – Respondi. Marrom, a cor da seriedade e integridade. – E a sua?

– Laranja... – Falou.

– Uma linda cor... – Falei, realmente era Cor da alegria, vitalidade, prosperidade e sucesso. Como eu disse, uma linda cor.

– Obrigado... – Falou soltando uma curta risada, a risada que em tão pouco tempo eu já amava.

– Bonita... – Falei o olhando. O mesmo parecia não entender sobre o que eu falava olhando-me com uma expressão de "O que é bonita?" – A sua risada... – Falei ouvindo um tímido riso do mesmo.

O silêncio novamente se fez presente entre nós enquanto andávamos.

Aos poucos eu e Jimin começamos a conversar, ele me explicou sobre o que houve com seus pais e eu expliquei como funcionava as coisas no castelo, devido ao fato de meus pais estarem sempre viajando.

Estávamos sentados em um banco no topo de uma colina, não muito alta, mas mesmo assim alta o suficiente para enxergarmos toda a diversidade de cores existente naquela enorme floresta. 

– Espera, você esta dizendo que poderia ser Rei, mas recusou por que um Ômega te deu um fora?! Caralho... – Ele disse me fazendo rir.

– Não é bem assim, eu seria coroado, e ele seria também, no dia do nosso casamento, então eu descobri que ele  só estava comigo para se tornar rei, então eu fui tirar satisfação com ele e ele simplesmente disse que não queria mais nada. Nisso eu desisti de encontrar alguém que possa realmente me amar para me acompanhar em um reinado, então, eu meio que desisti mesmo... – Falei e ambos rimos.

– Poxa, Yoonnie, você vai achar alguém que te ame... "You deserve the love you keep trying to give everyone else" (Você merece o amor que  você está tentando dar a todos).–  Falou encostando sua cabeça em meu ombro. – Como um Ômega te rejeitaria? Você é tão perfeito, Yoon...

– Obrigado... –  Falei levemente corado passando o braço pelo ombro do mais novo. –  Quer dormir la em "casa" hoje?

–  Não sei, não seria incomodo para você ou seus irmãos?

– Chim, se eu convidei, é óbvio que não, meu bem... E outra, enquanto meus pais não estão, eu mando lá, se eles se sentirem incomodados eles que vão dormir em outro lugar...

– Yoonnie, eu já te adoro...  –  Falou sorrindo e me abraçando.

– Eu também, Chim...

(...)

– Namjoon, Taehyung e Jungkook, venham aqui!! – Esperei até que todos estivessem na sala – Hoje o Jimin vai dormir aqui... –  Falei e Jungkook arregalou os olhos, Taehyung me olhou com indiferença e Namjoon me lançou um olhar malicioso.  

– No seu quarto? –  Namjoon arqueou uma sombrancelha.

– Provavelmente, ele que vai escolher... – Falei me virando para o Jimin.

– E ai, o que vai ser? – Perguntou Namjoon o encarando.

– Quero um quarto pra mim... –  Respondeu, mas eu conseguia ver que seu pensamento estava distante. O mesmo não parecia ligar para se iria ou não dormir no mesmo quarto que eu. E eu admito que ele dizer que queria um quarto pra ele me deixou um pouco para baixo. 

– Okay... – Falei sem demonstrar muito o que eu estava sentindo. – Eu te mostro o quarto que pode ficar, eu te levo umas roupas minhas e uma toalha, você pode tomar banho, me siga, meu doce...

– Okay... – Falou e me seguiu até o segundo andar.

Passamos pelo enorme corredor até chegar a um quarto de hóspedes ao lado do meu. 

– Pode ficar aqui, meu quarto é ao lado, se precisar é só me chamar, vou trazer algumas roupas... – Reparei que o mesmo estava "paralisado" olhando para uma direção aleatória. – Você está bem, Chim?

– Hã? Ah, sim, só... pensando... – Falou e veio para mais próximo de mim. – Obrigado, Yoonnie... – Falou e deixou um longo selar na minha bochecha me fazendo corar. – Você foi perfeito pra mim hoje, e eu adorei... Obrigado

– D-de nada, Chim... Eu vou pegar as roupas, okay?! – Perguntei e o mesmo assentiu com a cabeça – Eu já volto... – Falei e depositei um beijo em sia bochecha, e pude ver o mesmo com um lindo sorriso mostrando seus dentinhos.

Depois de entregar as roupas para o Jimin e tomar um banho eu estava deitado em minha cama olhando para o teto, com uma fraca iluminação no meu quarto, devido a lua cheia que estava la fora e a grande janela que ali existia, eu conseguia ver perfeitamente a sombra de grande partes dos móveis que havia no meu quarto.

Então, no meio dessa linda noite de insonia pensando somente no belo sorriso que meu novo vizinho, vulgo Park Jimin, tinha, eu me vi perdido em pensamentos que me levavam ao mesmo, sua risada, seu cheiro, seu "eye smile" tudo o que eu consegui reparar nele me encantava.

Então, notei a porta do meu quarto ser aberta, cuidadosamente, e então aparecer um fofo garoto de cabelos rosas. Também conhecido como Jimin.

– Está tudo bem, Chim? – Perguntei ao vê-lo se aproximar.

– Sim... – Sussurrou e levantou a ponta do meu cobertor. – Vou me deitar aqui, okay?! – Sussurrou novamente.

– Claro... – Falei indo um pouco para o lado dando espaço para o mesmo se deitar. 

– Yoon, você pode me abraçar? – Perguntou ainda sussurrando.

– Claro... – Contornei seu corpo com meu braço. – Está tudo bem mesmo?

– Eu não sei... – Falou com uma voz já embargada, pronto para chorar...

CONTINUA


Notas Finais


Gente... Olha, o que eu tenho a dizer é:

Estou impressionada com o quão fofo esse capitulo conseguiu ser...

eu comecei a escrever essa história no final de Julho, e tinha escrito exatamente até onde o Jimin pergunta a cor do Suga, eu "finalizei" esse capitulo dia 08 de outubro, quando eu fui reler o primeiro e esse para ver se eu tinha alguma ideia para continuar... Assim que eu li eu continuei, e quando acabei me surpreendi com o resultado, ficou TÃÃÃÃO perfeito...

Eu estou muito orgulhosa de como essa história está ficando, de verdade...

CORES:

As cores vão ir aparecendo aos poucos, assim que todas as cores aparecerem terá um capítulo com todos os significados;

Rosa(SEOKJIN): Romantismo, ternura e ingenuidade.

Preto(NAMJOON): Respeito, morte, isolamento, medo e solidão.

Roxo(WENDY): Espiritualidade, magia e mistério.

Marrom(YOONGI): Seriedade e integridade.

Laranja(JIMIN): Alegria, vitalidade, prosperidade e sucesso

Vermelho(Jungkook):Também apareceu, porém o significado ainda não.


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