História Namorado de Mentirinha - Imagine Park Jimin - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Tags Imagine, Park Jimin, Shortfic, Vantagem
Visualizações 2.400
Palavras 3.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, coleguitas.

Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos os comentários. Vocês são demais! :3
Quero agradecer aos seiscentos favoritos e dar um beijo na boca de cada um de vocês. Brincadeirinha, na boca só se vocês deixarem.

Aviso que capítulo que vem é a treta, já que esse é o vacilo do Jimin. E me desculpem a demora, minha vida tá corrida e eu ainda me sinto dodói :(

Boa leitura! :3

Capítulo 7 - VII


Estava na barraca com Clara. As instruções do velho coreano bonito eram claras, pelo menos até onde eu escutei. Tínhamos de usar uma calça legging ou de malha. Calçar tênis, mas não novos. Passar repelente, isso já me parecia meio óbvio. E, o mais importante, levar garrafa com água suficientemente para te manter hidratado durante o percurso. 

Essas coisas em si não são muito minha praia. Clara me emprestou uma calça preta de malha que ficava um pouco larga, mas é melhor que a legging que ela está usando. A calça cobria meu umbigo, iria ser até que bonito se não fosse de malha. Coloquei um top preto e meus tênis. 

- Ok, você está perfeita. - Clara elogiou.

- Você está mais feliz que no começo do acampamento. - Franzi o cenho. - O que foi que aconteceu?

- Nada. - Seu sorriso ainda era suspeito. - Bem, já que você vai fazer par com Jimin, eu vou com Yoongi. 

Ata. Agora faz sentido. 

- Yoongi... - Fiz uma expressão pensativa antes de cutucá-la sorrindo. - Vocês se acertaram? 

- Acertar? Não. Eu não suporto aquele garoto, só vamos fazer par porque estamos sem opção. Sabe, nossa melhor amiga anda ausente esses dias. 

- Nem imagino de quem você está falando. - Desdenho. 

- Está bem. Já estou indo. Beijo. - Beijou minha bochecha e saiu da barraca, fechando-a logo em seguida. 

Não havia precisão, eu já estou de saída. 

Arrumo meu cabelo no topo da cabeça, em um nó, enquanto vou até a porta da barraca com o peso da mochila em minhas costas. Quando minha mão toca o zíper, a barraca é abruptamente aberta. Mas não sou eu quem o faz. Taehyung pula em mim, me derrubando no colchão arrumado. 

- Se isso não foi um bom começo de dia, eu não sei quão bom foi. Ou melhor dizendo: está sendo. 

- Seria um bom dia se você não fosse tão parecido com Yoongi. 

Empurrei o intruso e sentei-me o olhando. 

- O que pensa que está fazendo aqui? 

- Oh, não queira saber o que é que estou pensando que estou fazendo. - Ele ri. - Estou fazendo muitas coisas com você, em pensamento. 

- Engraçadinho. - Sorrio com desdém. - Você me entendeu, Taehyung. O que veio fazer aqui? E não me venha com asneiras. 

- Te buscar, parceira de trilha. - Piscou um olho para mim.

- Ficou louco? Eu estou com Jimin. 

- É. Foi o que pensei antes de...

- É melhor você procurar alguém antes que fique sozinho. Eu vou com Jimin. Já combinamos isso ontem. 

E é verdade. Logo que foi avisado a parceria; dois alunos andando juntos pela fila indiana que faríamos na trilha, eu e Jimin combinamos que seríamos um par. 

- Jimin já tem um par, maluquinha. - Soltou outra risada. - Já marquei nós dois na lista que a supervisora fez. Quando o fiz, Jimin já havia passado por lá e marcado ele e mais uma outra menina.  

- Mentira. - Disparo. - Onde a lista está agora? 

- Junto com a supervisora e o velho... esqueci o nome daquela coisa irritante. Eles estão perto da fogueira. 

Não respondi, apenas pulei para fora da barraca. 

Sem controle algum sobre mim mesma, chego até onde a supervisora está com uma tábua, papéis, canetas e o velho bonitão. 

Puxei a tábua com os papéis das mãos dela e olhei. Meus olhos inquietos varriam os nomes de todos, tendo a certeza que Taehyung estava brincando comigo. Uma brincadeira muito sem graça, devo acrescentar. Mas, vejo Yoongi com Clara, Juno e Jungkook, Sun Hi e uma garota que não conheço e nem sei a pronúncia do nome. 

Namjoon deve mesmo ter terminado com ela. 

Mas... Jimin com Suzi... Ele estava com a garota que dividia sua barraca. Taehyung não mentiu. Deve haver algum engano. Claro. Jimin nunca me trocaria, e nunca mentiria, ele disse outro dia. Nunca.

Tão rápido quanto veio, a tábua com os nomes foi tirada de minha mão. A supervisora arrancou-a de mim, murmurando um xingamento. Ela não gosta de mim, isso eu tenho certeza. 

- Sinto muito. - Escuto Taehyung murmurar ao meu lado. 

Sua expressão denunciava a minha. Devo estar com aparência vulnerável ou derrotada, talvez um pouco dos dois. Coço minha garganta e tento me manter estável, afinal, isso é só um mal entendido. 

- Sente por quê? 

- Sabe, eu sei que você tinha um rolo com Jimin, afinal...

- Eu não tinha um rolo com Jimin. Eu sou a namorada dele. - Minha voz saiu mais dura que o planejado. 

- Afinal... - Ele aumentou a palavra. - Seus gemidos são impossíveis de esquecer. - Levanto minha mão, na altura de seu queixo mas, antes que eu fizesse algo, ele se apressou a dizer. - Isso foi um elogio, com muita educação, madame. 

Em outra ocasião eu daria uma boa gargalhada, mas meus nervos estão pulando como meu coração está pulsando.

Desviei minha atenção do garoto e corri, tentando não tropeçar. 

- Ei, onde você está indo, maluquinha? 

- Barraca do Jimin. Preciso contar a ele esse mal entendido com os pares. 

Escuto os passos dele atrás de mim. Não é difícil quando não se tem muita gente por perto. Ele para em minha frente, impedindo minha passagem e agacha apoiando as mãos nos joelhos. Que molenga. 

- Isso é encenação ou você é molenga desse jeito mesmo? 

Ele fez careta e ignorou minha pergunta. 

- Jimin já está na fila. Eu o vi com a garota. 

- Na fila? Como? 

Meu quase grito para tão rápido quanto surgiu. Minha garganta está travada e a algo entalado lá. Como se eu não pudesse respirar.

- Eu sinto muito... Gostaria de sentir mais, na verdade. Mas isso não é possível, na medida que seus gemidos ecoam em minha cabeça. Sabe, Taehyung é um ótimo nome quando dito por você.

- Só... vamos... pra fila. 

Ele calou a boca de vez. Agradeci por isso. Não sabia bem o que pensar, mas tenho certeza de que Jimin não mentiu pra mim. 

Lembro-me da vez em que ele me expulsou de sua barraca só pra não ter que mentir. Eu tinha perguntado o que ele estava pensando, e ele não respondeu, porquê era em Namjoon. Era na surra que ele estava planejando dar em Namjoon. Se me contasse eu o teria impedido. Se não contasse estaria mentindo. E ele não gosta de mentiras. Lembro-me de pensar que ele estava me expulsando pra ficar a sós com Suzi, sua colega de barraca que, estava conversando com ele enquanto eu fingia dormir. Ele não mentiria pra mim. Não faz sentido. Tem que haver uma explicação plausível. 

Chegamos na fila. Não éramos os últimos, mas estávamos bem atrás. Visto assim, parece que somos mais do que apenas duas turmas. Sessenta e três alunos. Um número ímpar. 

Taehyung estava, novamente, todo sorridente ao meu lado esquerdo. Ele era um dos mais bonitos no acampamento, devo admitir, mas sua beleza não era comparável a de Jimin e sua linda face indecifrável. O maxilar duro, os olhos tão suaves e duros que não era possível se distanciar depois de dar uma única espiadinha.

Fiquei na ponta dos dedos pra tentar achar meu bipolar, mas tudo o que eu conseguia ver é montes e mais montes de cabeças cabeludas a minha frente. 

- Nem na ponta dos pés consegue ficar na minha altura, hein. - Taehyung brinca, sorrindo. 

- Não. Mas eu creio que não preciso estar na sua altura pra alcançar meu joelho em suas bolas. - Pisco num gesto que ele sempre faz, quando está brincando. 

- Minhas bolas preferem que outra coisa as alcancem, acredito.

- Deixe-me adivinhar... - Fiz minha melhor expressão pensativa. - Talvez meus pés?

- Sua boca seria mais eficiente. Mas, talvez sua mão dê uma ajudinha. 

- Seu... vulgar. 

Minha risada foi breve. A tensão parecia não querer deixar meu corpo. Tudo o que eu queria agora era encontrar Jimin e perguntar aonde é que vamos escapar. Mas tudo que meus olhos encontram é o velho que vai nos guiar na trilha e a supervisora babando ao seu lado. 

Eles andam juntos, como uma dupla e param ao que parece ser a frente de todos na fila. 


XXX


Eu não sei exatamente quanto tempo estamos andando, apenas sei que faz muito tempo. Minhas pernas se moviam como máquinas, automaticamente, mas eu não conseguia realmente processar o ato nem, tampouco, apreciar devidamente a trilha. 

Focalizando o local em que passávamos, eu podia ver a beleza do verde das árvores, os troncos, a brisa suave batendo em minha face. Podia ver o brilho do céu, com o sol escaldante e algumas nuvens ao seu encalço. Podia sentir o cheiro... Principalmente, sentir o cheiro. É algo comparado ao que eu sinto quando ninguém diz o que eu devo ou não fazer. É algo incrivelmente bom. É o cheiro da liberdade. Mas, nada disso faz sentido e é realmente positivo sem Jimin ao meu lado.

Se eu fechar meus olhos consigo sentir o vento em meu corpo e a adrenalina em minhas veias. Consigo sentir a deliciosa contração em meu ventre, algo incomparável, algo que o mundo tem que, pelo menos uma vez na vida, sentir. Consigo pressentir Jimin se espremendo entre a fila atrás de mim e tomando o lugar de Taehyung. Consigo sentir sua mão se entrelaçando, finalmente, na minha. Sinto o calor emanar de sua mão inconfundivelmente macia e bruta. Aperto a mão do meu bipolar, na esperança de trazê-lo realmente até mim. Mas, ele não está ali quando meus olhos se abrem. 

Prossigo andando.

- Ok, pessoal. - Ouço, mais uma vez, a voz aumentada pelo megafone, do guia bonitão. - Vamos fazer uma breve pausa. Se vocês, como eu pedi, trouxeram uma toalha ou um lençol, deve, agora, estendê-lo ao chão. Apenas um de cada dupla, por favor. Vocês vão poder conversar com seus vizinhos, é claro. Mas, essa pausa é objetivamente para a sua hidratação. Não saíam de perto do nosso perímetro. Fiquem juntos. 

Não sabia sobre o lençol ou toalha, obviamente não prestei e nem estou realmente prestando atenção nele. Não era pra eu estar aqui. Eu deveria estar com Jimin. 

Meu olhar foca novamente e vejo um Taehyung suado, estendendo uma toalha ao chão.

- É pequena, mas deixo você sentar no meu colo, maluquinha. - Sentou-se falando. 

Sei que ele está frustado, mas o seu sorriso continua intacto. Aprecio isso nele. Eu devo estar realmente parecendo uma maluca desfocada. Podia ouvir palavras da bruxa e do guia a trilha inteira, mas minha atenção estava em Jimin e no céu azul encantador acima de nós. 

- Vou procurar Clara, já volto. 

Não esperei uma resposta, apenas sai dali. Meu objetivo é procurar por Jimin, mas eu não diria isso a ele. 

Andei. Várias pessoas se encontravam sentadas em lençóis estendidos no chão. Aqui, particularmente, é um local de extremo verde e, portando, de extrema beleza. Mas, nada de Jimin, em vez disso, encontro um Yoongi completamente vermelho e uma Clara extremamente irritada. 

- ... podiam picar sua boca, quem sabe você fica com ela fechada. - Indagava Clara a Yoongi. 

- Assim, pelo menos, eu não teria o desprazer de encostar ela na sua, não é mesmo? 

Então eles já se beijaram? 

- Olá casal. - Comprimento. 

O caso de Min deve ser grave, digo por não conter nenhum centímetro sequer de pele branca sobre seu rosto e pescoço. E também por ele não parar de coçar os braços. 

Isso me fez pensar que as picadas que eu senti não foi nada se comparado a ele. Sempre reclamei dos meus repelentes, mas vejo que de algum modo, eles funcionam. Ou talvez seja só os mosquitos que preferem o sangue de alguém mais doce, como Yoongi, por exemplo. 

- Parece que eles gostam de chupar você, os mosquitos. - Sorrio pra ele e abro minha mochila, pegando meu repelente e jogando pra ele. - Parece que meu repelente realmente funciona. 

- Ou talvez o azedinho aqui seja muito branquelo, por isso fica vermelho fácil. - Clara comentou. 

- Ou isso aí. 

- Você parece um pimentão inchado demais. - Ela disse, se dirigindo a ele, agora. 

- E você parece uma palhaça que foi demitida do circo onde trabalhava. - Rebateu o vermelho, passando o repelente pelo corpo. 

Eu não sei o porquê de eles estarem juntos nos pares se brigam o tempo todo, mas, quem é que sabe essas coisas? Clara é descaradamente apaixonada por Yoongi, e o jeito que arrumou pra ficarem pertos, sempre foi arrumando confusão com ele. Não imagino isso acontecendo com Jimin e eu. De qualquer forma, Park nunca iria brigar por qualquer coisa. Geralmente fica sério a maior parte do tempo. 

- Uou, uou! - Exclamo. - Vocês poderiam só assumir o relacionamento e pararem de brigar um com o outro? 

Yoongi pareceu ficar ainda mais vermelho que antes, se isso é realmente humanamente possível. Clara apenas olhou por cima do meu ombro, como quem não ouviu nada. 

- Acho que seu relacionamento com Jimin não está te fazendo muito bem. - Começou Min. - Eu e Clara não... 

- Cale a boca. - Falou Clara de repente.

Ela continuava olhando por cima do meu ombro, agora com mais interesse que antes. Yoongi seguiu seu olhar e parecia petrificado e surpreso. Clara parecia apavorada e decepcionada. Girei em meus tornozelos pra ver o que eles viam e não consegui sentir nada por alguns segundos.

Há três metros daqui, mais ou menos, Jimin e Suzi se encontravam juntos. Ele tinha uma mão na cintura da garota e a outra no rumo de seus seios. E ela estava pendurando seu peso com seus braços envolta do pescoço alheio. Tudo que eu sentia era os meus batimentos aumentando. O peso de minhas pernas. As lágrimas idiotas em minhas bochechas. Ele mentiu pra mim. Ele é como Namjoon. Ele é como todos. 

Tentei me mover, mas meus pés teimavam em pesar toneladas, impedindo-me. O rosto dele estava, como sempre, ilegível. Quando a tal Suzi fez menção de beijá-lo, ele me viu. Uma mistura de emoções inunda seu rosto bonito. Desespero. Raiva. Tristeza. Era sempre isso. Não sei por quanto tempo ficamos ali, nos encarando, mas decidi que não queria mais ficar ali. 

Corri. Não olhei pra trás. Mas sentia as gotas salgada das lágrimas escorrendo de meus olhos para as minhas bochechas e de minhas bochechas para o chão. Às vezes embaçando meus olhos, impedindo-me de ter uma visão limpa. Meus ouvidos zuniam e às vezes se tapavam. Era ruim, mas continuei correndo. Esbarrei em alguém que estava sozinho e tive a certeza de ser Namjoon. Escutei-o falando comigo, mas nem ao menos consegui ouvi-lo. 


Não faz sentido. Não faz sentido. 


Realmente não faz. O que significa tudo o que vivemos até agora? Não o conheço a muito tempo, claro, mas vivemos mais do que eu poderia viver tendo duas vidas. Não pode ser tudo invenção, pode? Por que ele fez isso? O que isso significa?

Tae estava de pé, o que me possibilitou equilíbrio, quando parei abruptamente. De repente, eu sentia raiva. Muita raiva. 

- O que houve? Jimin não para de te gritar e...

Um grito de Jimin impediu que Kim prosseguisse. Não devo tê-lo ouvido antes por meus ouvidos estarem zunindo tanto. Mas, não quero vê-lo. Não quero ter que ouvi-lo. Não quero que ele veja o quão eu realmente me importo. 

Eu nunca deveria tê-lo dito eu te amo. Era isso que ele queria, não era? Pois ele conseguiu muito mais. Conseguiu me quebrar como ninguém antes tinha o feito. Namjoon não podia ser comparado aquilo. Tudo o que eu sentia era em dobro. 

Eu queria poder me causar qualquer tipo de dor física, apenas para tentar aliviar essa dor no fundo do meu peito. Porque não é apenas uma dor de uma traição. É a mentira de tudo o que mais amei. Talvez isso me mostre o quanto entregue a Jimin eu estava. O quão insignificante todo o resto era, perto dele. Isso me quebrou. Me despedaçou. Me rasgou, como se eu fossr feita de papel.

Sentia que Park estava atrás de mim, e tudo que desejei é que ele sentisse metade do que estou sentindo agora. Seria muito. Metade da dor que sinto seria o bastante pra destruir qualquer pessoa. Então, não pensei, apenas beijei Taehyung. Ele pode não sentir nada por mim, mas será feito de corno no meio do segundo e do terceiro ano. 

Meu corpo agora parecia dormente. Não me importei com as mãos em meu corpo. Nem quando elas passearam sobre minhas nádegas e seios. Eu não sentia nada. Estava paralisada e anestesiada pela dor que Jimin me causou. 

Já era o bastante. Ele seria corno pelo resto do ano. Então me desprendi de Taehyung e corri para o meio da floresta. Eu poderia passar por um incêndio agora, mas, de maneira alguma, podia olhar na face dele outra vez. 

Minhas pálpebras pesavam toneladas. As lágrimas pareciam nunca quererem secar. Meu corpo pesa mais que eu posso suportar. Tudo em mim dói. Tudo em mim está quebrado. Talvez seja assim que alguém se sente quando o coração está em cacos. 

Não sei por quanto tempo ando. Não sei onde estou. Mas não aguento meu próprio peso, e minha mochila já foi deixada em algum lugar dessa mata. Permito-me cair na terra. No chão. Perto a uma enorme árvore. E agarro meus joelhos, enterrando minha cabeça ali. 

Palpitações é o que sinto. Dor é o que eu sinto. Como posso definir em palavras algo que nunca senti? Como posso definir em palavras algo que eu nem sabia que era possível sentir? 

A minha volta tudo começa a escurecer. Mas, não ligo. Meu interior está escuro há algum tempo. 

Eu queria apenas saber o porquê. Queria apenas saber porquê ele fez isso comigo. Porquê dizia me amar. Qual o sentido disso tudo, afinal? Namjoon me traiu, eu queria fazê-lo se arrepender. Queria fazê-lo sentir ciúme. Então Jimin chegou. O que aconteceu aquele dia, naquela escola, o que aconteceu aqui nesse acampamento, de quê isso valeu? Ele, alguma vez, me disse a verdade? Estava tudo armado? Eu não sei explicar, não sei o que pensar. Como fui amar alguém que me destruiu?

Estava completamente escuro agora. As árvores eram muito juntas naquela área. A luz da lua iluminava o resto de mim. Eu não sei voltar ao acampamento. Eu não quero voltar ao acampamento. Prefiro ficar aqui do que ter que vê-lo. Não quero olhar para sua face indecifrável. Não quero ter que olhar seus olhos novamente. Quero apenas que essa dor vá embora tão rapidamente quanto veio. 

Escuto barulho. Talvez algum animal se aproximando. Galhos se quebram, está vindo até onde estou. Folhas secas se rasgam, como eu estou agora. E, antes que eu pudesse ver, algo gelado, duro e grande me aperta, me prendendo. 

Estou entregue a qualquer coisa que possa, nem que por um segundo, fazer-me esquecer Park Jimin.


Notas Finais


Eu sei, eu sei. Tá uma bostinha, mas era preciso.

Jimin foi um vacilão, ou foi tudo armação?

Eu não ia escrever, pq tá muito corrido, mas por conta dos coment's maravilhosos, eu escrevi. Juro que o próximo capítulo vai ser o mais lescal de todos.

Quem será que pegou a (S/N)? Animal? Humano?

Adianto que ela vai ficar um tempinho presa com essa tal 'coisa'.
Jimin vai se enroscar com tretas pesadas. Mas, olha, ele é um bom garoto. Não é um vagabundo total. "Só na cama, claro."

Mas uma vez sorry pela demora e o capítulo água com sal. Não tem muito o Jiminzinho, talvez seja por isso também. Mas não tô 100% ainda.

A FANFIC TÁ EM RETA FINAL? JÁ? VOU SENTIR SAUDADE :3
Eu te amo vocês :3


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