História Nevando em Seul - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Palavras 1.609
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


┍ “Ela, uma jovem e ousada jornalista que não levava desaforos para casa. Ele, um jovem CEO arrogante e muito orgulhoso. Uma estrangeira na Coreia do Sul. Um coreano perdido em seu próprio mundo” ┒

Com Belinha em Seul, Rosa vai perceber o que somente com alguém tão próximo dela, poderia perceber. Também vai aprender amar ainda mais aquela cidade incrível em que se encontrava.

Músicas para este capítulo:

✧ Lie - BTS
✧ Save Me - BTS

Capítulo 15 - Confissão dela


Fanfic / Fanfiction Nevando em Seul - Capítulo 15 - Confissão dela

 

As duas ainda estavam ali, na frente do computador, extasiadas, admirando a beleza de Kim. Sim, ele era terrivelmente bonito, eu sabia, mas não era necessário toda aquele… escarcéu, era? Mesmo sendo ele irritantemente bonito. Até nisso ele era irritante.

⎯⎯ Caramba Rosa…  seu chefe deveria ser um modelo.

⎯⎯ Eu já ouvi isso antes Bela. Sim, deveria ⎯⎯ respondi, me limitando apenas a estas palavras. Bela olhou para mim e disse:

⎯⎯ Então, admite que acha ele bonito irmãzinha?

Eu ia responder, mas Ji-hu foi mais rápida.

 ⎯⎯ Ah! Mas quem não acharia um homem desses bonito, me diga querida? Apenas repare ⎯⎯ todas nós voltamos os olhares para a tela do computador, que exibia uma foto bem concetiual e formosa de Kim ⎯⎯ o seu cabelo, o seu porte, o seu rosto, os seus olhos, reparem ⎯⎯ conforme Ji-hu foi falando, nos fazendo reparar na grandiosidade de Kim, eu fui ficando vermelha. Minhas bochechas provavelmente já davam indícios disso, pois as sentia queimar. 

⎯⎯ Quantos anos tem? ⎯⎯ perguntou Bela ainda olhando para a tela do computador.

⎯⎯ Minha idade, 25 anos ocidentais ⎯⎯ disse. Assim que respondi, Ji-hu e minha irmã se olharam com dois sorrisos maliciosos no rosto.

Lá vem”, pensei. 

⎯⎯ Ele tem a sua idade, você é a única amiga dele e ainda ambos são solteiros. Não acredito que estou assistindo um dorama ao vivo! ⎯⎯ disse então Ji-hu. Belinha riu.

⎯⎯  Vocês apenas estão se iludindo, ele não gosta de mim desta maneira…  ⎯⎯ falei com mais sensibilidade e pesar do que deveria. Só fui perceber que havia deixado escapar a emoção pela cara que fizeram. No momento em que terminei esta frase, a feição de ambas mudou. Estavam surpresas. E eu diria até tristes. Tudo porque eu falei aquela maldita frase de maneira mais magoada do que as outras. Com um voz mais amorosa e menos brincalhona, Bela disse:

⎯⎯ Ele não gosta de você? Mas que bobagem cabrita, claro que gosta… mas, isso é tão importante assim pra você minha irmã? Eu não imaginei, me desculpa por brincar mais do que devia irmãzinha. 

⎯⎯ Belinha minha querida, você não fez nada para estar se desculpando ⎯⎯ falei tentando concertar meu erro. Acho que já era tarde para isso.

⎯⎯ Faço as palavras de sua irmã as minhas, querida. Me desculpe. Mas acredite em mim quando eu digo, ele GOSTA de você sim ⎯⎯ disse Ji-hu fechando a tela do computador. 

⎯⎯ Tudo bem minha querida amiga. Ninguém precisa me pedir desculpas. Eu não estou mal, estou? Kim Dong On gosta de mim sim, mas, como amiga. 

⎯⎯ Será minha irmã que ele não sente mais nada por você além disso? A maneira com que você falou com ele, eu só a vi falar assim com mamãe, papai e eu… você fala de maneira bem a vontade com ele, e, pelo que puder ouvir, Kim também falou despreocupado com você. Sem dizer a história que Ji-hu me contou, sobre a amizade de vocês… 

⎯⎯ Belinha, minha doce irmã, exato. Amizade. Porque não podem crer que ele possa gostar de mim apenas como uma amiga? Vamos todas pensar juntas. Como pode um CEO, poderoso, destacado, impressionante, importante, influente, prestigioso e tão bonito (TÃO bonito) se apaixonar por uma estrangeira impertinente, inoportuna e atrevida? Não que ele não merecesse cada bronca que lhe dei. Mas, existe zilhões de mulheres nesta Coreia que estariam aos seus pés apenas com um estalar de dedos seu. Por que ele, Kim Dong On, iria reparar em mim, Rosa Carranza? Cha Jangmi? Ele sempre viveu com tudo o que o mundo pode proporcionar de melhor. Ele pode ter alguém melhor ⎯⎯ quando disse isso, minha voz falhou ⎯⎯ Portanto, eu realmente acredito que eu não passo de uma amiga para ele. Uma boa amiga… 

⎯⎯ Não diga isso cabrita. Ji-hu, diga a minha irmã que ela está errada ⎯⎯ disse Bela olhando para Ji-hu que estava pensativa.

Ah Belinha, antes estivesse…” 

⎯⎯ Entendo tudo o que acabou de dizer querida ⎯⎯ respondeu então Ji-hu ⎯⎯ Mas eu sinto fortemente que você está errada. Não porque Belinha me pediu para falar, mas porque eu estou vendo com meus próprios olhos toda a situação. Eu acho que, para ele, você é bem mais do que só um amiga. Bem mais. Se ele quisesse tanto mulheres assim, ele já as teria providenciado. Como você mesmo disse, ele pode fazer isso com um estalar de dedos, não é mesmo? Diante tudo que vocês já vivenciaram e tudo que você já me contou eu lhe digo com certeza: isso ele nunca fez e nunca o fará.  Sabe porque Jangmi? Porque ele ama outra mulher, uma mulher que ele talvez nunca planejou amar. Me desculpe ser sincera querida, mas eu nunca vi nenhum CEO poderoso se importar tanto com uma mocinha como ele se importa com você… 

Eu já não me importava se minhas bochechas estavam vermelho escarlate ou se meus próprios olhos davam sinais de querer extravasar a emoção. Não. Depois do que ouvi de Ji-hu, fiquei calada. Estava emocionada. Também estava confusa. Já não sabia mais das minhas certezas e muito menos se deveria confiar em meus sentimentos. Foi a voz de Bela que quebrou aquele silêncio: 

⎯⎯ Cabrita, lembra como a mamãe e o papai se apaixonaram? 

⎯⎯ O que? ⎯⎯ disse ainda com a cabeça fora do lugar.

⎯⎯ A mamãe, assim como você, sempre foi atrevida e desavergonhada. Lembra que ela viu um moço roubar os cachos de uvas da plantação do vovô? Lembra que ela saiu correndo atrás dele, o derrubou e ainda lhe deu uma bronca? O que o papai sempre falou? “Foi por aquela moça maluca, que foi correndo atrás de mim, por quem eu me apaixonei. Não olhei para sua beleza ou para seus atributos, mas o que me chamou atenção foi a maneira como ela defendeu suas coisas e como me ensinou o que era certo. Sua mãe me conquistou no momento em que brigou comigo”. 

⎯⎯ Hahaha mais que fofos seus pais! ⎯⎯ disse Ji-hu.

Isso era covardia. Falar da mamãe e do papai era covardia, pois assim eu não tinha como não chorar. Já estava com as emoções à flor da pele e, ouvir essa história que tanto amava, só fez as lágrimas que prometiam vir já a tanto tempo caírem de vez. Contudo, o embaraço e atrapalhação só chegou a controlar por completo meu ser quando minha irmã fez a mortal pergunta:

⎯⎯ Rosa. Você ama ele?

⎯⎯ O QUE BELA?!

 ⎯⎯ Você ama ele minha irmã? ⎯⎯ disse novamente com mesma facilidade anterior. 

Fiquei muda. Eu não queria responder isso. Olhei para o chão, tentando fugir dos meus pensamentos e de tudo o que me foi falado. Senti um aperto em meu estômago e em minha garganta. Dentro da minha cabeça eu só sentia confusão, dúvidas, incertezas, perplexidade, indecisões e dilema. Percebi que chova em silêncio. Por que estava chorando? 

⎯⎯ Eu… eu não vou responder isso… 

 ⎯⎯ Sabia que um dos sinais que você está apaixonado é a negação de estar mais apaixonado do que realmente está? ⎯⎯ provocou mais um pouco. Bela queria arrancar de mim a verdade, eu sabia. 

 ⎯⎯ Jangmi, por que não? ⎯⎯ disse Ji-hu voltando ao tema da questão ⎯⎯ É tão simples querida, você gosta dele? Se não, diga que não. Se sim, admita de uma vez por todas que se apaixonou por ele ⎯⎯ disse. Elas estavam me deixando maluca, doida.

Por alguma razão desconhecida (ou conhecida), eu não sabia com certeza aquela resposta. Vejam que ironia. Eu, Rosa, que sempre fui tão convicta, determina e firme em minhas decisões e resoluções, agora estava em total perplexidade. 

Senti que se demorasse mais para dizer qualquer palavra, lágrimas tomar conta de verdade de mim. Um nó insistia em ficar na minha garganta. Ji-hu, percebendo minha confusão, disse como uma terna mãe:

⎯⎯ Oh querida, você se apaixonou por ele, não foi?

Senti que mentia para mim mesma e isso doía. Doía toda vez que via Kim e não podia me aproximar mais do que já estava. Não queria admitir para elas e nem para mim mesma o que já algumas semanas eu minha sentido: entre animação e euforia, meu coração e respiração ficaram acelerados na presença dele, me pegava olhando para o nada abstraída do mundo ao seu redor. “Mas o que está acontecendo comigo?!” 

⎯⎯ Eu… eu..  eu não sei… eu não posso Ji-hu…  ⎯⎯ eu chorei.

Ela me abraçou, bem como Bela. Foi nesta parte que me desfiz em lágrimas. Acho que devia estar patética. Mas, conforme chorava, sentia a angústia diminuir de mim, bem como a aflição. Parecia que um prédio havia saído de minhas costas. Será que eu, Rosa, havia me apaixonado mesmo como tudo indicava? Já estava cansada de tentar fingir o que era óbvio. Se não estava apaixonada, estava louca. Não tinha outra resposta. “Pare de mentir para você mesma Rosa”. 

Eu sempre fugi sentir isso. Nunca vi prazer ou benefício em amar alguém, de ficar suspirando por todos os cantos por alguma pessoa. Mas, estar ao lado de Kim me fazia feliz. Era divertido e agradável estar ao seu lado, mesmo quando ele me irritava. Como entender isso? Vê-lo sorrir era realizador e arrepiante. Sua companhia era prazerosa e me sentia repleta. Seu abraço já me fez sentir o céu e sua voz era uma música para mim. Tomei então coragem e admiti o que já estava óbvio para todos, inclusive para o meu coração: 

⎯⎯ Meninas…  eu amo Kim Dong On.

Sem deixar aquele abraço carinhoso, ouvi elas rirem enquanto respondiam:

⎯⎯ Sabemos disso Rosa!


Notas Finais


Ok, agora só falta ambos se tocarem não é mesmo?
Confiram os próximos capítulos.
▹ Shelse Alves


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