História Never Forget - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Truque De Mestre
Personagens Alma Dray, Dylan Rhodes, Henley "A Sacerdotisa" Reeves, J. Daniel "O Amante" Atlas, Jack "A morte" Wilder, Merritt "O Eremita" McKinney, Personagens Originais
Tags Daniel Atlas, Emma Gordon, Personagem Original, Truque De Mestre
Visualizações 32
Palavras 1.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Como se não bastasse ter demorado, eu fiquei doente... E o capítulo ainda por cima saiu pequeno.

O lado bom: Heather aparece nele!

Espero que gostem!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 27 - ... A sua metade


POINT OF VIEW: Emma Gordon

No dia em que iríamos realizar toda a nossa loucura, Henley provavelmente queria me matar por estar andando de um lado para o outro, nervosa com o que iria acontecer a seguir.

— Se acalma!— Henley exclamou.— Só coloca essa roupa e já vamos pra lá...

Infelizmente aquela roupa era feia, mas ainda conseguia ser discreta o suficiente para não chamar a atenção de milhares de fãs malucos. Esse povo não dorme? São quase meia-noite e eu duvido que todos eles tenham pesadelos e lembranças ruins sempre que fecham os olhos!

— E se nos reconhecerem?— Perguntei.— Vai ter muita gente, se um reconhecer, vai todo mundo saber em... Três minutos? 

— Vai ter muita gente.— Henley repetiu, sorrindo de lado.— O foco será os atores até substituirmos pelo que queremos!

Engoli um seco. Parecia fácil com ela falando desse jeito, mas esse plano tem tantas falhas que se der tudo certo, vai ser um milagre... Daniel sempre foi melhor para isso do que eu.

Quando terminei de colocar a roupa, peguei um boné azul e coloquei de modo que fosse dificultar o reconhecimento. Olhei para o meu reflexo no espelho e respirei fundo. Já não pareço tão cansada como estava naquele lugar, mas ainda assim me sinto exausta.

Desde que estou na casa de Henley, não consigo dormir direito. Toda santa noite eu tenho algum pesadelo e acordo no meio da noite, gritando, chorando ou simplesmente assustada. A ruiva tentava me acalmar, só que nem sempre funcionava. Em duas noites eu fiquei tão perturbada com meus sonhos ruins que eu começava a murmurar o nome de Daniel, tudo porque sonhei que ele estava me deixando morrer ou até o contrário. Era a pior sensação da minha vida, mas dava para sobreviver.

Suspirei. Posso estar exausta, apavorada e com vontade de estrangular Sebastian e Walter, mas eles vão receber algo melhor que isso... Já que ser humilhado mundialmente uma vez é pouco, vamos repetir a dose para ver se aprende de uma vez.

— Vamos logo.— Disse, me virando para encarar Henley. 

A ruiva sorriu de lado e cobriu a cabeça com a touca de seu moletom. E eu pensando que jamais veria Henley Reeves com uma roupa que não fosse considerada fashion... O mundo sempre nos surpreende.

Saímos da casa dela e andamos vários metros, no meio do caminho vendo pessoas conversando e alguns fãs que corriam para chegarem ao local, sendo que nem nós tínhamos muita pressa.

— Quem é que está ali? A Scarlett Johansson?— Perguntei, chocada ao ver o amontoado de pessoas que se juntavam ali.  

— Aparentemente, sim...— Henley respondeu.— Tá vendo ali? É a van. 

A ruiva apontou para uma van branca com alguns traços em azul e o logotipo do canal de Tv. Não sei bem qual foi o motivo de avisar, já que é bem fácil vê-la, principalmente por estar mais afastada de onde o "caos" estava instalado. O plano já não parece tão ruim assim... 

Suspirei. Posso estar exausta, apavorada e com vontade de estrangular Sebastian e Walter, mas eles vão receber algo melhor que isso... Já que ser humilhado mundialmente uma vez é pouco, vamos repetir a dose para ver se aprende de uma vez.

— Vamos logo.— Disse, me virando para encarar Henley. 

A ruiva sorriu de lado e cobriu a cabeça com a touca de seu moletom. E eu pensando que jamais veria Henley Reeves com uma roupa que não fosse considerada fashion... O mundo sempre nos surpreende.

Saímos da casa dela e andamos vários metros, no meio do caminho vendo pessoas conversando e alguns fãs que corriam para chegarem ao local, sendo que nem nós tínhamos muita pressa.

— Quem é que está ali? A Scarlett Johansson?— Perguntei, chocada ao ver o amontoado de pessoas que se juntavam ali.  

— Aparentemente, sim...— Henley respondeu.— Tá vendo ali? É a van. 

A ruiva apontou para uma van branca com alguns traços em azul e o logotipo do canal de Tv. Não sei bem qual foi o motivo de avisar, já que é bem fácil vê-la, principalmente por estar mais afastada de onde o "caos" estava instalado. O plano já não parece tão ruim assim... 

Mas ainda tem a chance de falhar miseravelmente e dar um problemão? Tem. Voltar para casa direto seria tão mais fácil... Entretanto, qual foi minha ideia brilhante? Fazer um show com uma pessoa que eu não via há anos para falar tudo que eu estou a fim... É algo tão idiota que parece ter sido feito por uma criança, não por uma adulta rancorosa.

Discretamente, andamos até a van. Tentei abrir a porta da mesma, porém estava trancada e o motorista está conversando com a repórter enquanto a premiere não começa, totalmente distraído. Nem saberia quem pegou a chave de seu bolso.

— Você vai...— Avisou Henley, virei o rosto em sua direção com o cenho franzido.

— Por que eu tenho que ir?— Perguntei.

— Porque quem vai colocar o vídeo sou eu!— Respondeu, me empurrando em direção ao homem por alguns centímetros.— Vai lá e boa sorte... 

Respirei fundo e comecei a andar em direção ao homem. Ele era alto e parecia um palito de tão magro, e sua aparência era de alguém indefeso que não sabe nem dar um soco. Seria bem fácil fingir um esbarro e pegar as chaves escondidas em seu bolso da calça jeans, que deixava claro que havia algo ali dentro.

Enquanto passava, algumas pessoas correram em direção à aglomeração de gente, provavelmente para se juntarem ao grande grupo de pessoas loucas. Quando faltavam alguns poucos passos para eu chegar e me esbarrar nele propositalmente, começou uma gritaria feita por pessoas animadas, que chamavam pelos atores. Droga, eles chegaram...

Apressei o passo para não perdê-los de vista, tentando ao máximo andar sem ser empurrada pelas outras pessoas... Céus, agora eu sei o quanto Dylan sofreu quando fingia tentar nos prender... Teve que passar por esse sufoco umas três vezes e não podia nem reclamar.. 

Por sorte, a repórter começou sua cobertura então o câmera man teve de parar. Distraídos, os dois não notaram quando eu me aproximei e peguei o chaveiro com quatro chaves diferentes... Ótimo, mais essa para dificultar a nossa vida!

Corri de volta para onde Henley estava. A ruiva parecia impaciente e quando viu os modelos diferentes na minha mão, bufou, irritada com mais um trabalho que teríamos.

— Só estou fazendo isso porque é você...— Comentou, pegando o chaveiro e tentando abrir com a primeira chave, sem sucesso.

— Até parece que você não faria o mesmo se fosse outro cavaleiro no lugar.— Respondi.— Tenta a ultima.— Sugeri enquanto ela tentava abrir a porta com a segunda chave.

O meu chute deu certo e a ultima chave abriu a porta. Fiquei vigiando a entrada para garantir que ninguém viesse aqui enquanto Henley colocava a nossa filmagem caseira pra rodar no canal de televisão ao invés da premiere e a entrevista que teria.

Depois de uns cinco minutos enquanto Henley ficava dentro da van fechada, ouvi uma voz conhecida me chamar.

— Emma?

Virei a cabeça bruscamente, arregalando os olhos logo em seguida, sem acreditar no que eu estava vendo. 

Se eu estava com uma aparência ruim, Heather chegava perto do meu nível. Havia alguns machucados em seus braços descobertos e algumas marcas roxas, como se tivesse apanhado de alguém, porém o que se destacava era o sangue seco perto de sua boca. Mesmo assim, ela sorriu forçadamente.

Meu primeiro instinto foi empurrar a garota contra o chão. Porém, quando ela quase gritou de dor, não consegui nem mexer os pés para correr. A mesma ficou no chão, olhando para mim com pesar.

— Posso fazer pior...— Ameacei.

A condição física dela era de assustar, só que depois de tudo que aconteceu dentro daquele lugar, não iria ajudar ninguém sem ter 100% de certeza que não seria atacada. Talvez eu devesse ter batido na porta para Henley me ajudar, entretanto fiquei parada, esperando para que Heather tentasse fazer alguma coisa comigo.

— Sei disso.— Respondeu, se apoiando no chão para tentar se levantar sozinha, entretanto a mesma soltou uma careta de dor e ficou ajoelhada onde estava.

Até pensei em ajudá-la, mas ninguém que estava com Sebastian merecia minha ajuda... Não importa se ela tentou ser amigável comigo nos dois dias em que me viu. Deveria estar com a consciência pesada, no máximo.

— Eu te procurei durante todo esse tempo, sabia? — Perguntou. — Deveria ter imaginado que encontraria Henley... Você sempre pareceu esperta.

— Como é?...

Nesse momento, a porta da van foi aberta e Henley saiu sorrindo até ver a cena em que estava ali. Percebi que o som das vozes aumentou e uma confusão estava prestes a começar.

— Quem é ela?— Henley perguntou para mim.

— Estava ajudando Sebastian.— Respondi secamente.

— Fui forçada a ajudar...— Corrigiu, erguendo um dedo.— Minha mãe meio que me forçou...

Arqueei uma sobrancelha com o comentário. Que tipo de mãe força a própria filha a ajudar um psicopata? E por que? Essa criatura tem a cara de pau de culpar a mãe por algo que ela quis...

— Conta outra, garota...— Retruquei. — Vamos embora enquanto dá tempo, Henley!

— Emma, não! Por favor...— Heather pediu.— Eu posso te explicar tudo, O.K? Você acha que viu muitas coisas naquele lugar? Não... Você só sabe metade da história... A sua metade.

Olhei para Henley, que apenas fez sinal de que precisaríamos sair dali o mais rápido possível para ninguém nos ver, que por um milagre ainda não aconteceu. Conversar com uma das ajudantes do meu inimigo declarado? Grande perigo, na certa.

E como sempre, eu sou idiota o suficiente para gostar do perigo.


Notas Finais


O que acharam? Comentem!

Até o próximo!

Kisses
*3*


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