História Ninguém Como Você - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karin, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shion, Tsunade Senju
Visualizações 69
Palavras 2.269
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Tarde Amores meus ♡

Trouxe mais um capítulo me perdoem qualquer erro. O touch do meu cel não está bom

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Ninguém Como Você - Capítulo 4 - Capítulo 4

Ino estava a duas mesas de distância, cutucando um prato com natatas fritas e salada, enquanto a garota na frente dela, Hinata conversava e agitava as mãos, enfatizando os pontos de sua narrativa ao cutucar o ombro da Ino com o dedo.

Eu comia meu sanduíche na cozinha, na minha mesa de sempre. Sasuke almoçava mais tarde nas quartas, então, uma vez por semana, eu comia sozinha. Almoço empacotado e lição de casa. Ou almoço empacotado e um livro. Desta vez era o almoço empacotado, meu caderno de exercícios de espanhol e Ino Yamanaka. Eu estava obcecada. Repentinamente, como alguém que passou anos amando a adorável Ino, popular, magrela e brilhante, poderia ficar, mesmo que ligeiramente, interessado em alguém como eu?

Enfiei parte do tecido do meu vestido sob o elástico do sutiã e ele ficou la, grudado na minha pele suada. Durante quatro dias, a temperatura não tinha ficado abaixo de trinta e três graus. Mesmo dentro do prédio, com ar-condicionado, eu não conseguia escapar do calor.

De alguma forma impossível, Ino parecia fresca como uma rosa. Refrescada e alinhada, mas, o mais importante, seca. Soltei o vestido embaixo dos seios e endireitei. Com certeza, meu rosto estava brilhante e avermelhado, encolhi a cabeça, olhei para baixo, passando os olhos na folha de tarefas e pensando por que me sentia tão enjoada. Quando ergui o olhar, ela estava me encarando. Nossos olhos se encontraram por um ou dois segundos, depois ela se virou para a amiga.

                  💎

Educação física. Pensei em cabular, mas acabei ficando. As minhas notas estavam uma droga, depois da última primavers de merda e de um outono sem inspiração, e já que em menos de três meses seriam abertas as inscrições para as faculdades, calculei que um A fácil em Educação Física não iria me matar. Então, me conformei e fui. Troquei a roupa pela camiseta fedida e os shorts de ginástica no banheiro ao lado do vestiário e saí até o campo bege e seco, onde a grama parecia palha sob os meus tênis. Joguei quarenta e cinco minutos de futebol, sob o calor de trinta e quatro graus, com um bando de garotas loiras que pareciam igualmente indiferentes aos esportes coletivos, depois arrastei o meu ser suado do campo para a sala dos armários, onde tomei um banho de chuveiro gelado por vinte e cinco segundos, antes de entrar de novo no meu vestido e nos tênis secos.

Depois disso, fui até o carro. Estava tentando tirar o cabelo do meu pescoço, juntando tudo em uma mão e prendendo-o com um elástico, quando de repente, lá estava o Sasori, bem do meu lado, sintonizando a sua passada com a minha. Ele não disse nada. Olhei para ele, ele olhou para mim, e continuamos a andar. Então, eu parei. Virei para o lado e disse:

-Você está precisando de algo? -Ele estalou os nós dos dedos e respondeu:

-Vem comigo.

Após quarenta e cinco minutos de futebol, eu disse sim a um passeio. Disse que tinha de parar em casa e pegar o Harry, então pegamos o cachorro e fomos de carro até a montanha no cânion. Harry deixou a cabeça para fora da janela e eu roía as unhas e enxugava o suor da testa enquanto observava Sasori dirigindo. Ele fumou dois cigarros, cantou o refrão da música que tocava no rádio e, de vez enquanto, se inclinava sobre mim como se estivesse tentando se esfregar em mim, ou algo assin, mas o apoio de braço e a alavanca do câmbio atrapalhavam.

Estacionamos. Saímos do carro e caminhamos um tempo. Andamos, andamos, e, na verdade, não conversamos tanto assim, só ficamos com calor sob o sol e respirávamos com dificuldade, por fim, paramos para nos sentar em uma pedra.

-Estou ficando obcecado por você, Sakura.

Eu não sabia o que responder. Não conseguia imaginar ninguém que gostasse realmente de mim, de verdade.

-Mentiroso

-Não sou não. -Ele colocou a mão diante do rosto para bloquear o sol. -Lembra-se de quando sua mãe morreu?

-Não.

Levou um longo minuto antes de ele entender a piada, mas depois riu tanto que os olhos dele quase desapareceram.

-Você é engraçada.

-Acha mesmo? - Puxei o vestido que agors estava grudado na minha pele. Eu estava usando um vestido antigo de gaze de algodão da minha mãe e, de repente, me ocorreu que eu poderia estar pegando câncer de suas roupas. Eu me virei e, descretamente, passei a mão na lateral dos meus seios. Nenhum caroço.

-Como você pode estar tão bem depois daquilo?

Dei de ombros. Eles montaram um belo carnaval na escola quando mamãe morreu. Fizeram um anúncio no sistema de alto-falantes e recebi toneladas de cartões dos meus professores e até alguns de alunos com os quais nuncs tinha conversado.

-Não sei - respondi, o que era verdade. Eu não sabia. Eu tinha ficado tão doente antes de ela morrer. Tinha perdido peso com ela, não conseguia dormir como ela, me sentia enjoada quando o estômago dela doía... Eu chorava o tempo todo. E, de repente, ela foi embora, e todos os meus sentimentos dolorosos foram com ela. Torrados. Queimados junto com ela no forno do crematório.

Eu o encarei, ele olhou para mim, e fiquei imaginando por que ele se importava tanto. Pensei naquela noite na praia. Imaginei a boca dele na minha e refleti se alguma vez nos beijaríamos daquele jeito novamente. Se seria melhor do que tinha sido antes. Imaginei as mãos dele sobre a minha camisa, depois lá embaixo nas minhas minhas calças, e pensei no que, exatamente, ele via em mim.

-Aquele cara, o Sasuke, é seu namorado? -ele quis saber, remexendo um capim seco.

-Não -respondi.

-Você gostaria que ele fosse?

-Não - insisti.

Sasori olhou para mim por longo tempo.

-Acho que você é realmente especial, Sakura.

-Sério? -perguntei, divertida.

Ele pegou um galhinho e jogou a alguns centímetros de distãncia. Depois nos levantamos e caminhamos de volta para o carro. Harry correu na frente, levantando poeira pelo caminho. O Sasori ficou atrás de mim, como se navegássemos por raízes embaraçadas, pedras soltas e as ocasionais pilhas de cocô de cachorro. Ele não tentou me tocar.

                 💎

Quando o Harry e eu chegamos em casa, era pouco antes das seis. O carro do Kizashi estava na entrada.

-Olá! -gritei, subindo os degraus. Arranquei os sapatos e joguei a mochila de livros, a sacola de ginástica e a guia do Harry na cadeira perto da porta. -Tem alguém em casa?

-Estamos aqui. - Ouvi a voz do Kizashi, que eu segui até a cozinha. Lá estava ele, sentado com Sasuke, duas garrafas de cerveja e uma pilha de cartas de baralho entre eles.

-O que vocês estão jogando? - peguei a garrafa de cerveja do Sasuke e tomei um gole.

-Mexe-mexe - Sasuke respondeu.

-E com bebida para menores.

-Ele só vai tomar uma - Kizashi protestou, passando a mão no cabelo.

Corri pelo piso de cerâmica até a geladeira.

-O que tem para jantar?

-Tem um pouco de salmão.

-Hmmm - Eu disse, tentando achar algumas abobrinhas na gaveta de legumes.

-Você está bem animadinha - Sasuke falou. -Onde você estava?

-Andando. Com o Harry. - Tirei o salmão, uma tábua, e preparei o forno para assar.

-Esta louca? Você foi caminhar? Neste calor?

-Eu gosto. - menti, e soltei um pedaço da manga do vestido, ensopada e embolada, embaixo do braço. Passei um cubo de gelo do freezer no pescoço. - Noitada de filme? - perguntei, mudando o assunto.

-De novo?

-É, de novo - respondi, segurando uma abobrinha no ar, feliz da vida.

Depois do jantar, fomos até a locadota e pegamos qualquer coisa idiota para assistir, uma comédia romantica com um casamento e uma explosão, e a noite inteira foi ótima, o fim de semana que se seguiu também foi o ótimo, não porque tenha acontecido alguma coisa fantástica, mas por que finalmente eu me senti um pouco feliz, e o meu futuro parecia um pouco menos desanimador, e havia uma pessoa lá, em alguma parte do mundo, que realmente pensava que eu era especial. Talvez as coisas estejam melhorando, pensei. Talvez agora eu pudesse esperar algo de bom no futuro.

Na segunda, eu ja estava em um estado de êxtase quase ilusório. Fui para a escola toda saltitante e assobiando, e lá estava o Sasori, no saguão, encostado no armário. Acenei, mad ele não me viu por causa daquele enorme bando de garotos bloqueando a visão dele/minha, então passei por eles, ensaiando o meu "oi" várias vezes na cabeça. Eu dizia "oi tudo bem?" de uma forma bem descontraída, como se fosse nada, apenas um Oi, tudo bem? Que parecia tão comum, mas que, na verdade, era tão íntimo.

Mas, quando me aproximei, pude ver o que não tinha visto antes. Ele estava grudado em alguma coisa. Uma garota. Uma loira magrela, Ino Yamanaka. Ele a pressionava contra o armário. Em segundos os meus olhos estavam turvos de lágrimas. Para ser honesta, talvez tenha sido melhor. Era melhor que estivessem turvos. Eu me virei e corri para o meu carro lá fora. Durante a maior parte do tempo fiquei la, sentada apenas, grudada no assento quente de couro, chorando. Sei que parece idiota, pois o Sasori nem era meu namorado, nem nada, para ser sincera, eu nem tinha certeza de gostar dele, mas algo dentro de mim dizia que aquilo era o fim pra mim, minha vida no caos. Eu já tinha pago a minha cota de azar com a mamãe, em maio passado, e agora estava na hora de ter algo de bom. Ou, talvez, a sorte não funcionasse desse jeito. Talvez eu não tivesse direito a nada.

Não vi o Sasori nem a Ino durante o resto do dia. No caminho para casa, com o Sasuke, tentei disfarçar meu humor de cão.

-O que há com você, sua esquisita? Hoje de manhã estava saltitante e alegre, e agora parece que foi atropelada por um caminhão.

Não respondi nada. Ele prosseguiu:

-Típico comportamento bipolar. Alegrita esfuziante e tristeza profunda...

-Não sou bipolar, cai fora - Dei um soco no braço dele, com força, e mudei a marcha do carro para a terceira. -Não sei qual é o meu problema. - Era verdade, eu não sabia.

Ele olhou para mim. Esfregou o braço onde eu tinha batido.

-Imagine, não doeu nada.

Ele puxou o cinto de segurança e se virou pra mim.

-Tem alguma coisa que não estou sabendo?

Uma onda de tristeza passou pelo meu corpo.

-Como o que? - tentei parecer menos desesperada. Perdi o meu velho Sasuke. O Sasuke para quem eu podia contar qualquer coisa, antes dessa droga de libido aparecer e acabarcom tudo.

-Estou menstruada - Soltei, achando que isso fosse esfriar o Sasuke, louco para uma conversa de verdade, de abrir o coração. - Não se preocupe. Vou ficar boa.

E fiquei. Consegui me controlar o suficiente para levar o Harry para se exercitar e para fazer o jantar para o Kizashi. Comemos diante da televisão, como sempre fazemos segunda a noite, mas depois, quando o Sasuke me ligou e perguntou se eu queria me encontrar com ele no Barraco, eu disse que não.

Chega daquilo por um dia. Beijei o Kizashi, adormecido, no rosto, e me tranquei no quarto. Ouvi os grilos. Olhei para fora pela janela. Desliguei todas as luzes e acendi uma vela. Tentei ler. Apaguei a vela. Então o telefone tocou. Agarrei imediatamente pensando que era o Sasuke, tentando pela ultima vez me levar ao Barraco. Nem olhei o Identificador.

-Eaí?

"Sakura?"

Não era o Sasuke.

-Ah, é você.

"Está muito tarde pars eu ligar?" Era o Sasori.

-Eu estava dormindo - Gaguejei - Pensei que fosse outra pessoa.

"Ah, não. Sou eu. Desculpe ter te acordado."

Não respondi nada. Queria que ele se sentisse mal. Ele prosseguiu:

"É que eu não te vi na escola hoje e queria te dizer um oi"

-eu te vi.

Ele acendeu um cigarro. Deu pra ouvir o barulho do isqueiro, depois de uma longa e uniforme baforada. Imaginei a fumaça saindo dele em uma linha fina, reta e cinzenta.

"Que foi?"

-Com a Ino, eu te vi. -falei irritada. Ele não respondeu nada, então prossegui. -E aí? Você voltou com ela... ou o que? -Sabia que não tinha o direito de ficar com ciúmes. Acho que eu parecia uma louca, mas ele estava me ligando e me fazendo sentir certas coisas, e eu achava que merecia uma explicação ou desculpa.

"Voltamos sim"

-Ah. -Isso foi tudo o que eu pude dizer, Ah. Não que te-lo visto esfregando o corpo dele nela no corredor da escola não fosse uma confirmação, mas ouvi-lo dizer aquilo deu um tom tão oficialmente... oficial.

"Gosto muito de você, mas a Ino esta passando por um momento muito dificil agota. A mãe dela esta doente, ela fica mal, lidando com essas coidas de familia, e a gente ja se conhece a tanto tempo. Não posso deixa-la sozinha. Ela teria um colapso nervoso, juro." Ele fez uma pausa, depois disse: "Ela não é como você Sakura"

-Você esta brincando!

"Não, quero dizer, ela não é forte como você. Ela é fragil"

Eu não conseguia imaginar a Ino Yamanaka com dificuldade ao lidar com nenhum problema. Não conseguia imaginá-la se esforçando, fazendo exercícios e suando em uma academia, muito menos chorando por causa do Sasori ou a mãe doente. Mudei o telefone para a outra orelha e apoiei a cabeça na vidraça.

-Então o que? Somos só amigos?

"É. Por favor. Eu ia ficar mal se não pudesse te ver mais, Sakura."

-Tudo bem. -Eu disse bem calma, porque tudo estava bem. Eu gostava dele, pensei, pelo menos, eu queria a atenção dele, mas a loits magrela tinha preferência. Que mais eu podia fazer? Ou dizia Tchau pra sempre, ou pegava o segundo lugar. Será que era um mau negócio?

"Você é ótima." Ele disse isso tentando parecer sincero, dava pra perceber. E eu gostei que ele tivesse dito aquilo, de verdade. Mas a Ino era ótima, não eu. Ino era a primeira, e todos sabiam disso.


Notas Finais


Até o próximo ♡
Beijinhos


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