História Ninguém Como Você - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karin, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shion, Tsunade Senju
Visualizações 48
Palavras 1.393
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia amores da minha vida.

Tia Miy esta internada mas não esqueceu de vocês. <3
Ai vai mais um capítulo

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Ninguém Como Você - Capítulo 6 - Capítulo 6

Foi ai que as coisas começaram a ficar um pouco complicadas. De repente, eu tinha um segredo, que me fazia sentir culpada, sim, mas eu também me sentia ótima. Senti o oposto da morte, era realmente o que eu buscava e, de repente, alguém me desejava como eu nunca tinha sido desejada antes. Nem me importava em ter de manter segredo. Ou seja, pensei que toda a situação era um bocado melancólica, mas eu sabia que eu era a pessoa que ele mais desejava. Que se ela não fosse tão frágil, tão instavel, na realidade ele ficaria comigo. Não com a Ino. Não haveria segredo.

-Ela é frígida.

-Não, não é.

-Sakura, ela é, ela não quer transar comigo.

Estavamos no banco traseiro do meu carro, estacionado na praia. Sasori fumava. Minhas janelas estavam abertas.

-Você está mentindo - eu disse

-não estou, não.

-Vocês ficaram juntos três anos. Você transou com ela. - Eu prendi e desprendi o cinto de segurança.

Ele fez que não com a cabeça.

-Ela está se guardando. - Ele riu e tirou o cigarro da boca. -É tão ridiculo que a gente ainda esteja junto...

Eu odiei ouvir que ele estava com ela e não comigo. Apenas duas semanas tinham se passado, nós dois fazendo o que estavamos fazendo, e eu ja me sentia possessiva. Ele passou para o outro lado e pegou o meu rosto entre as mãos.

-É tão melhor com você. É fácil. Tudo parece se encaixar.

Adorei isso. Quando ele me comparou com ela, as coisas eram mais simples comigo. Eu era melhor que ela.

No dia anterior, na escola, eu os observei juntos. Batendo os quadris enquanto andavam. Eu a vi cochichando algo no ouvido dele, enquanto ele lhe segurava as mãos e mordiscava a gola da camisa dela. Três garotas passaram por eles, acenando as mãos, Sasori se inclinou para Ino e a beijou. Deu um beijo na boca dela diante de todo mundo, e ela sorriu, um meio beijo, e o afastou, batendo nele com delicadeza com a palma da mão. Sasuke estava comigo. Ele também observou. Estavamos recostados em nossos armários no saguão, dividindo um saco de pipocas com queijo. Ele disse:

-Esses dois são nojentos. Sério. A felicidade daquele jeito deveria ser proibida por lei.

Ele poderia dizer o que quisesse, mas tudo parecia mentira pra mim. Eu me senti mal por ela. Ino Yamanaka, frágil e frígida. Pobre menina, pensei, observando-os passar bem do meu lado. Os braços unidos como bonecos de papel.

Você pensa que ele é seu, mas não é. Pensei. Você pensa que ele é seu, mas, na verdade, ele é meu.

                  💎

Certa vez, anos atrás, mamãe organizou uma reunião de cristais na nossa sala de visitas. Eu tinha dez anos, fiquei correndo por ali de meias e de camisola branca comprida, enquanto dezenas de hippies new age de meia-idade se movimentavam em meio a confusão, degustando o chá de alga kombu, acariciando pedras e discutindo sobre energia.

-Quem são essas pessoas? -Kizashi perguntou. Ele estava sentado na bancada de granito no meio de nossa cozinha.

-Não tenho a minima ideia - disse, correndo na direção dele e escalando a lateral da bancada para que ficassemos lado a lado.

-Será que eles sabem que moramos aqui? - Kizashi indagou. Ele girava um bastão comprido de quartzo rosa entre o polegar e o dedo médio.

-Imagine - Eu disse, me ajeitando na bancada e olhando a multidão.

Mamãe se movimentava facilmente de círculo em círculo, feliz da vida, enchendo copos, parando de vez em quando para verificar alguma rocha e discutir a sua forma singular e o seu poder de cura.

-Gosto daquela senhora - falei, apontando a cabeça na direção de uma mulher com um blusão amarelo cítrico, examinando um pedaço de ametista. - Amei as tranças dela - prossegui, puxando o meu próprio cabelo. Kizashi concordou

-Que tal aquele cara? - ele disse, apontando para um jovem de cabelo loiro-claro, circulando ao redor da mamãe. -Ele vem tentando conversar com a sua mãe na ultima meia hora. -Kizashi olhou pra mim. -Você acha que ele gosta dela?

-Como assim, gosta dela? - perguntei, horrorizada. - Ah, não.

-Eu acho que ele gosta dela. -Kizashi respondeu divertido. Nós dois voltamos o olhar para a minha mãe. O cara tentava conseguir entrar na conversa da minha mãe com outra mulher.

-Tenho certeza. Sei que estou certo. - Kizashi continuou, cutucando meu ombro.

-Talvez - concordei, virandi o rosto para ele. - Mas você não fica furioso com isso?

Ele passou a mão na minha cabeça.

-Isso me deixa orgulhoso - ele respondeu, bagunçando o meu cabelo e depois me puxando para frente em um abraço apertado.

                    💎

De repente, Sasuke desconfiou. Ele tinha parado de ficar bolinando a Shion por tempo suficiente para perceber a minha alegria histérica.

-Você parece diferente. - Ele disse, dobrando uma página do livro e virando-se para mim.

Encolhi os ombros. Estávamos no Barraco, após a escola. Já eram quase seis horas e escurecia lá fora.

-É só que... estou com a nítida impressão de que você está escondendo alguma coisa de mim.

Virei para o lado, me divertindo, e o encarei de futon.

-Ah é? Tipo o que... O que eu estou escondendo?

-Não sei. Você está contente o tempo todo. Como se, de repente, as coisas estivessem maravilhosas.

Forcei um franzir de olhos e tirei uma mecha de cabelo da testa do Sasuke. Ele me olhou para o golpe final.

-Vou tentar adivinhar... Você está apaixonada!

Eu bufei.

-Ou talvez tenha ganho na loteria!

-Poderia ser.

-Ou talvez você tenha conseguido aquele morceguinho frugívoro que sempre quis. Aquele que vimos nas folhas brilhantes da National Geographic não faz muito tempo...

-Aquele mesmo? - juntei-me a brincadeira, animada.

-Exatamente aquele.

Levei as mãos ao coração. Sasuke respirou fundo e deixou a cabeça pender para trás no futon.

-Então, me conte a verdade.

Deitei de costas e fixei os olhos no teto não poderia falar sobre o Sasori. De jeito algum.

-Nada disso. Vou acender as lampadinhas de Natal. Esta ficando escuro. - Eu me virei para o lado e enfiei o pino na tomada.

-Sakura.

-Sasuke.

-Vamos lá, deixe de brincadeira. O que esta acontecendo?

-Nada. Só estou me sentindo bem. Precisa haver algum motivo? -Tentei ao máximo faze-lo acreditar. -Talvez a nuvenzinha preta finalmente tenha sumido.

-Pensei que a gente contava tudo para o outro

-Não contamos tudo para o outro.

-Contamos, sim.

-Não contamos nada, idiota. Não sei nada de você e de suas coisas com aquelazinha.

-Isso porque você não quer saber de nada. Eu te contaria se você perguntasse. E por que você não consegue falar o nome dela, Sakura? Você sabe o nome dela.

-Verdade, sei o nome dela.

-Diga ai

-Shion... Puta...

Sasuke se sentou, furioso.

-Ela não é uma puta. Por que? Só porque ela não é nenhuma virgenzinha perfeita, agora ela é uma puta?

-Tudo beeem, ela não é uma puta. Mas não gosto dela! Lembra-se disso? Ela é idiota, Sasuke. Você só esta com ela porque ela trepa com você.

-Você esta com ciumes.

Eu ri.

-Com ciumes do que? Das risadinhas de sempre? De toda aquela profundidade sem fim? - fiquei de joelhos -Aah! Ou então... Espere só para ver a festa a fantasia do aniversário dela. Aposto que terá alguma coisa a ver com biquinis!

-Tudo bem, Sakura, pode parar.

Inclinei a cabeça para o lado.

-Você é um cara esperto, Sasuke. Não entendo porque você sai com uma garota como ela.

-Um dia você vai entender. Você vai investir mais que dois segundos em alguma coisa ou em alguém, daí a gente conversa.

-Você acha que sabe tudo sobre mim? - Eu me levantei. -Você não sabe nada. Eu investi em coisas que você não está sabendo.

-Claro! - Olhamos um para o outro. Sasuke segurou minha mão e me puxou para baixo. Ele me olhou bem nos olhos. Hesitei por um momento.

-Olha, não posso falar nisso, tudo bem? Dá para entender, não é? Porque não posso. Pelo menos, não agora.

-Tudo bem.

Eu o agarrei e enlacei o pescoço dele. Fiquei bem juntinha, um ou dois segundos, antes de me separar dele.

-Você a traz aqui?

-Quem? A Shion?

Fiz que sim com a cabeça, as minhas mãos escorregaram para os ombros dele.

-Você traz?

-Não, Sakura, claro que não. Este é o nosso lugar.

Ficamos de bem, cruzando os mindinhos. Depois, nós dois deitamos de volta, junto com nossos livros. Sasuke se esticou, passou um dedo no meu cabelo e sussurrou:

-Adoro brigar com você.

-É um barato, não é? -Observei, e encolhi os joelhos no peito.

-Me faz sentir tão vivo! - ele provocou, pegando uma porção bem grossa de cabelo e puxando a minha cabeça com força para o lado.


Notas Finais


Até o Próximo


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