História No limite - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Pain, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Sasunaru/narusasu
Visualizações 35
Palavras 4.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem
Favoritem e cometem
Bjs

Capítulo 1 - Prólogo


Sasuke

Eu estava de saída.

Eles gostavam de me lembrar disso quase que diariamente. Como se eu precisasse

de um lembrete. O tique-taque constante do relógio na parte de trás da minha cabeça

era todo o lembrete de que eu precisava.

Tic-tac. Tic-tac.

Eu estava bêbado.

Precisava de algo para entorpecer o som da minha vida passando por mim.

Precisava de algo para calar a voz sussurrante no fundo da minha cabeça.

O problema era que a cerveja não estava funcionando. Não essa noite.

Então, continuei bebendo. Troquei a cerveja pela vodka. E a Vodka era um pouco

mais qualificada em calar os meus pensamentos mais profundos.

Pelo menos me enganei achando que era.

-- Regras susano! Eu gritei, e todos ao alcance da minha voz seguiram o exemplo.

Afinal eu era o presidente. Quando eu fazia alguma coisa, eles faziam também.

Bati o copo vazio na mesa e limpei a boca com a parte de trás da minha mão. A sala

girou um pouco, e pisquei para manter o foco.

-- Você sabe do que precisa?" Sai   falou, colocando o braço em volta do meu

pescoço e tentando me puxar para baixo para que pudesse gritar em meu ouvido.

Eu ri e me inclinei, tornando mais fácil para ele. Ele era dois anos mais novo que eu,

verde como uma nota nova de um dólar, e muito menos cansado do que eu jamais

estaria novamente.

Ele também era quase a metade do meu tamanho, por isso, se eu não me curvasse,

ele não seria capaz de gritar no meu ouvido, como ele claramente planejava fazer.

-- O que é? Perguntei.

-- Um pedaço de bunda, ele anunciou.

Joguei a cabeça para trás e ri. A ação o fez soltar o braço do meu pescoço. 

-- O que te fez dizer isso?

Sai  continuou firme com a sua garrafa de cerveja  de cor escura e fez um

som de escárnio. --Porque, irmão? Ele  falou, bem-humorado.

Isso fez meus dentes rangerem, porque eu odiava quando ele me chamava de irmão.

Eu tinha uma família, e ele não fazia parte dela. Olhei ao redor da casa da

fraternidade que estava cheia. Minha casa.

Mas, nenhuma dessas pessoas era a minha família.

Minha casa estava cheia de pessoas que eu não conhecia.

A casa de um homem não deveria estar cheia com a sua família?

-- A maneira como você está entornando essas bebidas, me diz que não é o álcool do

que você precisa. -- E sim, de uma bunda. Sai  terminou.

Eu resmunguei. Ele estava certo sobre o álcool. Claramente, não era o que eu

precisava. Não estava me ajudando.

-- É como eu vejo isso, disse sai , deslocando seu corpo, com isso ficamos lado a

lado e olhando para a multidão. --Como presidente da fraternidade, você tem que escolher a melhor.

Ele estendeu o braço e fez um gesto em direção a todos, como se o mundo fosse a minha ostra.

-- Escolha um par de coxas para ficar entre elas, ele convidou.

Sim. Sim. E, talvez, uma foda sem amarras fosse exatamente o que eu precisava

essa noite. Talvez fosse afugentar o que quer que esteja errado comigo.

Ou, talvez fosse piorar.

Eu não gostei desse pensamento, então ignorei.

Eu lido com as mulheres como eu lido com as peças de um carro . Nem

todos os modelos e estilos são para mim. Eu estava determinado...

Imaginando o porquê…

Sacudi o pensamento... E dei palmadas nas costas de obito . --Gosto do jeito que você pensa.

--Só estou fazendo o que posso pelo nosso superior, ele respondeu.

Eu murmurei e me afastei dele. Ele só estava beijando a minha bunda porque

estava de olho na Presidência e queria que eu lhe desse o consentimento.

A fraternidade inteira esteve atrás de mim durante semanas, para conseguir o meu

apoio para o novo presidente susano . Meu tempo estava quase acabando. Quanto

mais cedo tivéssemos um substituto, melhor.

Você acha que eu estava ansioso para apoiar um nome. Eu estava ansioso o

suficiente para fechar a porta dessa fraternidade.

Mas algo me segurava.

Eu não tinha certeza do que era, mas era algo.

Um grupo de meninas em um canto do outro lado da sala parecia muito promissor.

Havia uma garota usando jeans apertado, que parecia uma segunda pele moldando

uma bunda redonda com perfeição.

Ela tinha o suficiente para encher as minhas mãos.

Apesar do tempo lá fora estar frio, ela usava um top. Era simples, preto, e deixava

pouco à imaginação.

Havia um copo vermelho em sua mão, e seu cabelo escuro estava amarrado em

cima de sua cabeça.

Normalmente, eu escolho as loiras, mas eu não queria o que costumava fazer esta

noite.

Ela me viu olhando e deu um sorriso. Você sabe aquele tipo de meio sorriso, e um

olhar de soslaio que tranca em um cara, apenas o tempo suficiente para dizer, eu

estou interessada.

Comecei a andar através da multidão de pessoas dançando na pista, e passei ao

redor de um grupo jogando algum jogo envolvendo bebidas. Ela olhou para mim quando me viu avançando, e percebeu que eu estava chegando, e deslocou o seu

corpo, de forma que estivesse aberto para o meu.

Movia-me como um predador, perseguindo uma presa.

E então, alguém familiar apareceu ao lado dela.

O instinto de caça foi deixado de lado com o reconhecimento.

Uma cabeça loira  inclinou-se de forma ágil e graciosa, e deslizou entre o

meu alvo e sua amiga. Eu não conseguia ver o rosto dele, apenas o topo de sua cabeça

quando se inclinou e falou com as mulheres, que ele tão casualmente envolveu em

seus braços.

O que quer que ele estivesse dizendo era algo pingando com charme, porque as

duas meninas se inclinavam para ele, e sua risada familiar flutuou pelo espaço

restante entre nós.

Ele tinha uma risada profunda, como se viesse do lugar mais profundo de dentro

dele. Talvez por essa razão, sempre que ele ria assim, as mulheres desmaiavam,

porque sentiam como se estivessem recebendo um pedaço dele, que ele não dava

com muita frequência.

A garota que eu escolhi olhou para cima e me deu outro sorriso.

Fiquei parcialmente surpreso. Com naruto  em pé ao lado dela, eu deveria ter sido esquecido.

Claro, ele era um frequentador assíduo desta casa. Ela provavelmente sabia quem

ele era. E provavelmente sabia que ela estaria competindo por sua atenção contra

outras vinte garotas nesta sala. Talvez ela quisesse a mesma coisa que eu esta noite.

Uma coisa certa.

Enquanto caminhava, alguém colocou uma dose de bebida em minha mão,

provavelmente algum "irmão" e atirei em minha garganta. Ele me apontou o dedo

indicador, e lhe devolvi o copo vazio.

Não sei quantas doses bebi esta noite. Parei de contar há muito tempo.

-- Cara! 

 Naruto  olhou para cima, levantou o braço e me ofereceu seu punho. Esbarrei

o meu contra o dele.

-- Achei que você não viria hoje à noite, eu disse por meio de saudação. Ele deveria

estar na pista.

-- Não há muita coisa acontecendo na pista esta noite. Ele deu de ombros.

Mesmo bêbado, eu ainda podia sentir bastante merda para estar aliviado.

Normalmente, eu ficava com naruto  quando ele dirigia no circuito de corridas por

aqui. Mas, em algumas noites, as porcarias da fraternidade vinham primeiro. Essa noite

era uma delas.

Não posso dizer que gostei da ideia dele dirigindo sozinho. Aprendi muito sobre os

pilotos nesses últimos meses, e havia muitas coisas que não eram nada boas.

Se eu pensava que rivalidade de fraternidade ou mesmo a rivalidade do futebol era

ruim...

Não era nada comparada com a competição de corrida por aqui.

A corrida não era exatamente como o futebol da instituição. Não era regulada por

regras e regulamentos. Claro, talvez houvesse esses regulamentos no mais alto nível.

No nível da NASCAR.

Mas até chegar lá?

Não havia regras nem limites.

Era um mundo onde cão come cão, e não estou falando de Chihuahuas.

-- Ouvi dizer que você é muito rápido, a loira debaixo do braço dele disse, olhando-o.

Ele sorriu preguiçosamente. Ele tinha tres riquinhos  na bochecha. Você poderia

achar que a baixa iluminação sobre seu rosto  a

esconderia . Não. Só serviu para deixá-lo ainda mais atraente. 

-- Só quando preciso ser as  vezes sou agradável e lento.

Você teria que estar morto para não perceber a sugestão em seu tom, e esta menina

não estava morta, bêbada talvez?

Sim. Ela riu como se fosse tímida.

Ok, certo. Suprimi rolar os olhos.

-- A cerveja está ali, eu disse a ele apontando atrás de mim, na direção da cozinha.

-- Onde está a sua? Ele perguntou, tirando os olhos da menina.

-- Estou bebendo vodka hoje à noite. 

-- Eu também! A menina de cabelos escuros à minha direita disse, mostrando-me o

seu copo vermelho. Dei-lhe um sorriso lento e inclinei o copo para mim para que pudesse ver.

-- Bom gosto, eu disse, peguei o copo na minha mão e passei meus lábios ao redor

da borda. A vodka estava misturada com suco de cranberry, adulterando o gosto, mas

ainda estava boa e forte. Eu quis dar apenas um gole, mas acabei bebendo o resto e

jogando o copo vazio sobre o meu ombro.

Antes que ela pudesse dizer alguma coisa sobre sua bebida perdida, envolvi minha

mão na dela e a puxei para longe de seus amigos. -- Vamos dançar.

Quase nunca danço.

Mas como eu disse esta noite, eu não queria fazer o que normalmente fazia.

A morena veio de bom grado, e logo, estávamos nos esfregando bem no centro de

vários corpos. A música estava alta, tão alta que eu não podia ouvir meus

pensamentos, por isso não havia maneira nenhuma que pudéssemos conversar.

Mesmo se ela dissesse o seu nome, eu não a ouviria. E não me importava.

A sala se inclinou um pouco, mas ignorei e a puxei para mais perto, deslizando

minha coxa entre as dela e trazendo-a contra o meu peito. Seus dedos passaram por

minhas costas e me acariciavam enquanto dançávamos.

A música alta vibrava as paredes, com uma batida pesada e irregular. Mesmo

assim, não dançamos seguindo o ritmo. Em vez disso, a segurei bem contra mim nos

movendo um contra o outro de modo sugestivo. Seu queixo se inclinou e ela olhou

para mim, seus olhos estavam pesados e os dentes se afundaram em seu lábio inferior.

Rocei meu polegar ao longo de seu lábio inferior, depois inclinei o meu rosto. Seus

dedos estavam apertados em volta das minhas costas, quando os meus lábios

colidiram contra os dela. Ela tinha um ligeiro gosto da bebida de cranberry. Eu gostei.

Ficava bem com a mistura em minha língua, então lambi profundamente a sua boca,

para que os dois sabores pudessem se misturar.

Enquanto nos beijávamos, continuamos a moer um contra o outro, e pequenos

sons vibravam do fundo da sua garganta. Deslizei minha mão para baixo até o seu

traseiro e apertei.

Alguém bateu em nós por trás, levando-me a balançar para frente. Meus braços se

apertaram ao redor dela para que não caísse, e acabei batendo em alguém quando

tentei nos ajeitar.

-- Foi mal, -- falei para quem quer que eu tenha empurrado e a levei através dos dançarinos para a porta de trás da casa.

-- Preciso de um pouco de ar, eu falei, e ela concordou.

Lá fora, o ar estava frio. Eu provavelmente deveria ter notado, considerando que eu

estava usando apenas uma camiseta com os meus jeans. Mas me sentia quente e

estava totalmente perdido, de modo que os elementos da natureza era a última coisa

na minha cabeça.

Não havia muitas pessoas lá fora. Na verdade, não havia ninguém, exceto um cara

na lateral da casa vomitando nos arbustos. Empurrei a menina contra a pedra ao lado

da casa e me inclinei para beijá-la novamente.

Ela riu, e meu estômago revirou.

Ignorei a sensação e fundi nossas bocas juntas, e moí meus lábios nos dela. Quando

não consegui a reação que queria, afastei a minha boca e mudei de direção, cobrindo-

a mais uma vez.

Ela me beijava e chupava os meus lábios ao mesmo tempo, passando os dedos na

frente do meu peito, mas ainda...

Nenhuma reação.

Não senti nada. Não havia necessidade. Não havia emoção. Meu pau nem sequer se

animou no meu jeans.

Empurrei-a abruptamente, e ela piscou.

-- Vamos para o seu quarto, ela ronronou e passou as costas da mão ao longo da

minha braguilha.

De repente, o mundo inteiro girou, e me afastei ainda mais, fui até a grama, onde

imediatamente caí de joelhos e comecei a vomitar.

E isso explicava a falta de entusiasmo de alguns minutos atrás.

Cerveja misturada com licor acabou me deixando doente.

Vomitei mais algumas vezes, colocando pra fora mais álcool do que me lembrava

de ter bebido, depois me ergui, limpando meu rosto com a bainha da minha camiseta.

Minha cabeça estava confusa, meu interior abalado. Então me lembrei da garota.

Virei para lhe dizer que eu ficaria bem em alguns... mas ela se foi.

Acho que meu vomito não tinha sido muito excitante.

Não que ela tivesse sido também. Inferno. Pela primeira vez eu havia ido de ficar para vomitar em dois segundos.

Claramente, ela não era o meu tipo.

Eu ri alto. Isso foi muito hilário.

Eu ainda estava rindo quando duas pernas vestidas com jeans apareceram diante de mim.

 -- Que porra você está fazendo?

Naruto  perguntou, olhando para mim como se eu tivesse perdido a cabeça.

-- Eu estava tentando ficar com alguém. -- Ela não era o meu tipo? Comecei a rir

novamente.

--Qual foi a sua primeira pista? O vômito? Ou talvez o fato de que ela te deixou aqui fora vomitando até desmaiar?"

-- Eu não vou desmaiar, eu protestei.

Ele fez um som. --- Ainda não. As mãos de naruto  deslizaram sob meus braços e ele

me puxou para ficar de pé. Eu balançava como uma rede ao vento em uma praia, ele

manteve o seu aperto. -- Quanto você bebeu, porra?

-- Não sei, falei arrastado.

-- Vamos lá, a festa terminou. Vamos pra casa.

-- Esta é a minha casa, eu disse desapontado.

Ele não disse nada. Em vez disso, ele deslizou um braço em volta da minha cintura

e começou a me levar ao redor da lateral da casa. Eu fui junto, sem dizer uma palavra,

porque, honestamente, eu não me importava onde ele estava me levando.

Ele cheirava bem.

-- Espere, eu gemi e praticamente caí e comecei a vomitar novamente.

 Naruro murmurou algumas palavras, algumas maldições, mas permaneceu em cima

de mim, como se estivesse me vigiando.

Quando acabei, as minhas costelas estavam doendo muito, ele me ajudou a

levantar, e me levou para a rua onde o seu Mustanh Vintage '69 estava estacionado.

-- Este não é o meu quarto? eu disse.

-- Eu não vou deixar você aqui, bêbado, seu idiota, naruto  disse e abriu a porta do

passageiro.

-- Quem diabo pode imaginar o que os idiotas dessa festa fariam com você assim desse jeito?

Eu afundei no assento e inclinei a cabeça para trás com um gemido.

A próxima coisa que soube, estávamos estacionados do lado de fora da casa de

Naruto  e ele estava pegando as chaves. Atrapalhei-me com as mãos, tentando abrir a

porta.

-- Espere, Drew disse, mas não dei ouvidos. Consegui abrir a porta e cai na calçada.

-- Ow,eu gemi.

-- Idiota, naruto disse acima de mim, e pela terceira vez naquela noite, ele me ajudou

a levantar do chão.

-- Faça-me um favor e não acorde a casa inteira, ele reclamou.

-- Você parece uma mulher, Eu zombei.

Meus pés não funcionavam muito bem subindo as escadas, mas de alguma forma,

consegui. Nós tropeçamos no quarto de naruto , e ele fechou a porta atrás de nós. Eu caí

em cima da cama, jogando os braços para cima, olhando para o teto escurecido.

Naruto  estava se movendo ao redor, e virei minha cabeça para vê-lo sentado, tirando

seus sapatos.

Em seguida, tirou a jaqueta de couro preta que estava usando, pelos braços, e

jogou-a sobre sua cômoda.

Fiquei hipnotizado pelos seus movimentos. Tudo estava meio embaçado e

desfocado, menos ele. Eu podia vê-lo claramente.

Ele tinha um abdômen definido, magro e firme. E a maneira em que a camiseta que

estava usando se agarrava ao seu corpo, parecia à coisa mais interessante que já tinha

visto há muito tempo. Observei-o se endireitar e girar, enfiar a mão no bolso de trás

da calça jeans.

Seus dedos longos puxaram para fora a sua carteira, e a jogou sobre a cômoda,

também.

Seus quadris eram estreitos e as pernas eram longas e magras. Ele ficava bem

usando jeans. Eles não ficavam muito apertados, mas não estavam largos também.

Seus pés estavam descalços. Eu não sabia onde a meia estava, mas não me

importava. Esse pedaço de pele nua, ainda que fossem os seus pés, fizeram a minha

boca secar.

Ou talvez eu só estivesse desidratado.

-- eu  Preciso de água, disse abruptamente e me levantei do colchão. Meu movimento

súbito causou uma nova onda de náusea, e caí para frente.

Nart estava pronto, e assim que comecei a vomitar, uma lata de lixo apareceu debaixo de mim.

Como no inferno ainda restava alguma coisa dentro de mim para vomitar? Eu senti

como se tivesse vomitado durante horas, e estava tão cansado que não conseguia nem

segurar a lata de lixo.

Naruto  a segurava para mim.

Ele ficou em silêncio, segurando a lata na minha frente, enquanto eu fazia sons que

esperava nunca ouvi-los novamente.

Mesmo depois que parei, ele ainda estava ali, segurando a lixeira, certificando-se

de que eu estava completamente bem antes de se afastar.

-- Eu estou bem, eu disse fracamente depois de um momento e virei o rosto.

Sua grande palma tocou as minhas costas e deu duas batidas antes de se decidir

passar para a minha camisa. Esse único toque me deixou um pouco mais ligado, um

pouco menos instável e em perigo, de literalmente desmaiar ali.

Ainda com a palma da mão onde estava ele afastou a lixeira. Abaixei minha cabeça

em minhas mãos e estremeci.

Deus, me sentia como um asno doente. -- Sinto muito.

-- Por que você está tão bêbado? Naruto perguntou.

-- Vodka,murmurei sombriamente.

Ele fez um som como que se isso não fosse uma resposta. -- O que diabos deu em

você para beber tanto hoje à noite?

-- Só queria uma pausa, eu murmurei.

-- Uma pausa de quê?

-- Hã?

Naruto  se acomodou ao meu lado na cama. -- sasuke  Que porra é essa?

-- Não fique louco, Eu falei deitado de costas na cama.

-- Eu não estou louco.

-- Você parece meio louco.

-- Ainda bem que apareci naquela porra hoje à noite. Ele meio que rosnou e se afastou da cama.

Ouvi o farfalhar das roupas, mas não olhei para ele. Minha cabeça doía. 

-- Eu não gosto quando você dirige sem mim.

Naruto  apareceu em cima de mim, olhando para baixo, ao lado do colchão. Algo

sobre a sua presença me fez abrir os olhos.

Os nossos olhares travaram.

Senti algumas coisas que eu não sabia como afastar. O álcool tornava difícil mentir.

-- É disso que se trata? Você está chateado porque fui dirigir sem você? 

 Ele perguntou.

Ele não estava usando mais uma camisa, e no lugar do jeans, estava usando um

short solto. Seu cabelo loiro  estava bagunçado, e sua boca era uma linha

sombria.

A forma como seus olhos pareciam naquele momento... Era como se ele pudesse

ver algo.

Rolei para o lado dele. -- Às vezes um cara só quer ficar bêbado.

E às vezes um cara quer esquecer.

Meu estômago revirou e minhas costas empurraram com a força do meu impulso.

Naruto  murmurou uma maldição e se afastou da cama, e logo colocou a lixeira na

minha frente, foi quando comecei a vomitar novamente.

Ele estava parcialmente deitado em mim, e mesmo com minha cabeça meio fora do

ar, e doente como um cão, eu ainda pude notar e sentir a forma como o seu peso

ficava em mim. A maneira que eu estava pressionado completamente no colchão pelo

seu tamanho. Ajudou a me sentir menos instável no momento.

Quando finalmente parei de vomitar, tempo suficiente para respirar, naruto afundou

no chão perto da minha cabeça.

-- Porra, cara, eu disse entre dentes. -- Sinto muito. Você deveria ter me deixado em casa.

-- Você está! 

Ele falou tão baixo que pensei que talvez tivesse sido um pensamento em minha

própria cabeça e não uma sentença saída de seus lábios.

Olhei para cima, meus olhos vermelhos, inundados de sangue, tentando tanto se

concentrar nos dele.

Ele olhou de volta e não disse uma palavra. Apenas me olhou.

Será que ele falou isso, ou foi só um pensamento?

Finalmente, ele limpou a garganta. -- Você acha que vai ficar bem?

-- Espero que sim, eu disse asperamente. Minha garganta estava seca e queimada. O

interior da minha boca tinha gosto de carne morta da estrada, e meu corpo doía.

Ele balançou a cabeça e rapidamente amarrou o saco da lixeira e rapidamente

substituiu-o por um novo.

-- Aqui, ele disse e empurrou a lixeira em meus braços antes de desaparecer por

alguns minutos.

Quando reapareceu, tinha uma garrafa de água e um pote de aspirinas. Eu gemi, e

ele colocou as coisas de lado. 

-- É para mais tarde.

Eu não tinha certeza se eu seria capaz de manter alguma coisa no meu estômago,

mas mantive esse pensamento para mim.

-- Você não pode dormir assim, fique de lado. Ele fez um sinal com a mão para me mover.

Eu comecei a rolar, mas ele pegou a barra da minha camisa, me parando. 

-- Sente-se.

Comecei a sentar, mas depois cai para trás. Ele fez um som e deslizou um braço

debaixo de mim e me levantou.

-- Você é muito pesado.

O seu cabelo limpo roçou sobre a minha pele aquecida quando ele puxou a camisa

sobre a minha cabeça.

-- Você está se aproveitando de mim? Eu comentei.

-- Você cheira a vômito, ele rebateu. Então, em um tom mais sarcástico, disse: -- Além

disso, você não pode fazer nada agora, mesmo se quisesse.

-- Por você eu poderia.

Sobriedade instantânea.

Foi exatamente o que essas quatro palavras representaram. Ficaram soltas no ar,

por longos minutos.

Durante esse tempo, tudo no quarto parou. Tudo. Eu tenho certeza que meu

coração não batia. Naruto  não respirava... Não havia nada.

Nada, apenas as palavras.

E o significado.

A implicação.

A verdade por trás delas.

Oh merda!

Eu estava prestes a piorar tudo, usando meu cérebro bêbado para tentar recuar, e

tentar inventar alguma desculpa.

Ele me salvou.

Assim, como abruptamente tudo parou, começou de novo. Ele recomeçou a tirar a

minha camisa.

Seus dedos estavam frios em comparação com a minha pele corada, quando ele

pegou no meu queixo. Meu rosto estava inclinado para cima, e fechei os meus olhos

para que ele não tivesse que ver a verdade por trás da minha confissão.

-- Isso está na sua cara, ele falou, e senti a suavidade da camisa que usava sobre

meu queixo, quando ele começou a limpar a bagunça que eu havia feito.

Lamentei intensamente ficar bêbado esta noite. Por isso, e muitos outros motivos.

-- Você não tem que fazer isso, eu disse constrangido.

-- Eu sei.

Abri os olhos.

Por apenas um milésimo de segundo, nós nos conectamos.Por apenas um milésimo de segundo, pensei ter sentido algo que não tinha

anteriormente.

Então, ele se afastou.

Minha camisa foi jogada de lado, e a minha embriaguez total voltou para mim

novamente. Eu gemi.

Ele riu. -- Se você está se sentindo como uma merda agora, você vai estar meio

morto amanhã.

-- Se eu chegar até amanhã. Caí de costas na cama.

-- Você vai chegar.Ele me bateu na perna. -- Fique do seu lado.

-- Quem se importa? Eu resmunguei, mas fiz, e rolei de costas para o meu lado. O

movimento me deixou doente.

Mais uma vez.

Vomitei violentamente por um longo tempo, entre promessas de nunca mais beber

novamente.

Naruto não disse nada. Apenas segurou a lixeira, porque eu estava muito cansado

para fazer isso.

Quando terminei, desabei sobre o colchão, e o meu corpo tremia de forma

irregular.

Ele colocou a lixeira sobre a mesa ao lado da cama e desapareceu. Senti o mergulho

no colchão quando ele se sentou no outro lado.

-- Eu posso ficar no sofá, gaguejei entre o choque de meus dentes.

-- Você vai ficar, e eu também, alguém tem que olhar o seu rabo bêbado.

Eu não disse nada. Apenas fiquei deitado enquanto estremecia. Ele colocou o

cobertor em cima de mim, e me enrolei nele, em mais uma tentativa para parar de

tremer.

O quarto estava escuro e silencioso. Não sei quanto tempo fiquei lá deitado,

tremendo. Eu estava me sentindo completamente miserável.

Eventualmente, eu desmaiei.

Mas a felicidade temporária foi interrompida quando comecei a vomitar minhas

tripas novamente. Eu me lancei para pegar a lixeira, me encolhendo contra os sons

que rasgavam a minha garganta.

Naruto  estava lá. Ele deslizou sobre o colchão pelas minhas costas e jogou um braço

sobre mim, para estabilizar a lixeira enquanto eu tentava segurá-la.

Eu gemi e cai de volta no travesseiro. -- Não sobrou nada, eu gemi.

Eu literalmente coloquei tudo para fora.

Naruto  não parecia muito certo, e ele segurou a lixeira mais alguns minutos. Seu

braço estava caído sobre mim, e seu peito estava pressionado contra as minhas

costas. Fechei os olhos e relaxei contra o cobertor. O tremor em meus membros

diminuiu, e deixei escapar um suspiro de alívio.

Seu corpo pressionou ainda mais contra o meu quando ele se inclinou para colocar

a lixeira de lado. Sua pele nua escovava contra a minha, e eu tremi.

Ele se afastou. -- Está com frio?

-- Não.

Drew se acomodou em seu lado da cama.

O meu tremor começou novamente.

-- Eu só quero parar de tremer, murmurei e ele chegou um pouco mais perto, perto

o suficiente para ficar pressionado ao meu lado. Nossas costas estavam se tocando,

nossos ombros também, e assim estavam nossas bundas.

Em segundos, todo o meu corpo se acalmou e a agitação diminuiu, e fiquei

sonolento. Como eu estava à deriva, coloquei um dos meus pés entre suas

panturrilhas, emaranhando a minha perna com a dele.

Talvez, se eu não estivesse tão bêbado, tão fora da minha mente, eu teria notado

que ele ainda continuava ao meu lado. Talvez eu soubesse o que eu estava fazendo.

Mas eu estava bêbado. Não notei. E não pensei.

Mas eu falei.

Minha língua bêbada e burra, não iria dizer merda para depois fingir e esquecer.

-- Não direi,eu sussurrei para a escuridão.

Ele não disse nada. Ele não se afastou.

Adormeci com a sensação dele contra mim. Caí em um sono pesado.

Quando acordei na manhã seguinte, ele não estava lá. O quarto estava vazio, mas o

travesseiro ao meu lado ainda estava quente da cabeça dele.

E lembrei.

Mesmo bêbado e fora da minha mente, e doente o suficiente para vomitar tudo de

dentro de mim, eu não fui capaz de limpá-lo da minha memória.

Acontece que não vomitei tudo.

Ainda havia alguma coisa dentro de mim.

Sentimentos.

Momentos que ainda estavam tão frescos e novos, que ainda não podiam ser

considerados memórias.

Em vez disso, eles se tornaram segredos. Uma noite eu estava "bêbado demais"

para lembrar.

Poderíamos voltar a ser Super Bros.

Melhores amigos.

Era melhor assim.


Notas Finais


Ficou bem grande , mas é só o prologo.a história começa no próximo. Só para esclarecer o sasuke faz faculdade o naruto não
Desculpas se tiver erros
Comentários são bem vindos
Bjos


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