História Non Effugium - Capítulo 1


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Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Sem Memórias


De repente, acorda. Sem nome, sem passado, sem memórias. Levantara-se da cama e, ao seu redor, um quarto de hospital escuro. Nas paredes rachadas encontra um espelho e vê um rosto juvenil de um garroto cabelos pretos pele parda e olhos castanhos. Nas paredes, próximo ao espelho, frases que pareciam ter sido escritas por um prisioneiro que com o tempo foram se tornado ilegíveis, uma, porém se destacava de todas, a única ainda legível, maior que as outras escrita em uma língua estranha:

                                                            NON EFFUGIUM

Seringas e outros objetos hospitalares estavam jogados no chão coberto por uma névoa tênue que vinha de fora do quarto. Os passos molhados que se aproximavam da porta ecoavam pelo ambiente. Um silêncio ensurdecedor que pairava o local foi subitamente interrompido por um ranger da pesada porta de carvalho do quarto se abrindo. Ao abrir a porta, se depara com um corredor, sem começo e nem fim, à esquerda nada além de mais portas e entradas, e a direita apenas uma porta seguida por um rastro de sangue, mas diferente das outras, estava aberta, uma luz estranha saia do quarto, a única fonte de iluminação do que parecia ser um hospital abandonado. Ele se aproximou e a cada passo ele ouvia uma respiração, cada vez mais forte. Quando chega ao quarto encontra vários corpos mortos, mutilados e dilacerados. O quarto era branco e sujo de sangue e possuía uma porta no fundo, era maior que o quarto que saíra e, provavelmente, um antigo consultório de um médico. A respiração acelera e se torna cada vez mais alta, de repente a porta se abre e dela sai uma figura repugnante: um homem alto e magro com o corpo repleto de cicatrizes e um avental branco ensanguentado que cobria da cintura para baixo, no rosto, uma máscara, que parecia ser de um cirurgião, cobria a boca e o nariz e usava uns óculos redondos com as lentes rachadas, e, nas mãos, um facão enferrujado. Provavelmente era um médico, será que ele causou tudo isso? Será que ele sabe sobre seu passado? Será que ele sabe que lugar é este? As perguntas do garoto ecoam sem respostas em sua mente. Ao ver o garoto, o homem corre atrás dele, rapidamente o garoto corre e sai do quarto seguindo o corredor, ele vira à direita e entra num local que parece um centro cirúrgico passa por uma maca e a joga para trás tentando criar um obstáculo, a maca bloqueia a entrada, porém o homem desfere um forte chute na maca fazendo-a sair de seu caminho e bater num armário metálico onde alguns remédios estavam empilhados, dando ao garoto, alguns metros de vantagem. Ele corre entra numa porta do centro cirúrgico a fecha e a bloqueia com uma estante de remédios.

      – Essa foi por pouco – diz o garoto aliviado.

Ele olha ao seu redor, ele estava em um corredor largo e pequeno com algumas portas na direita e na esquerda e uma grande porta principal no fundo do corredor. De uma forma estranha, o garoto ignora as outras portas vai à porta principal como se ela o chama-se. Ele abre as portas e vê uma sala semelhante a uma pequena igreja. Cadeiras estavam espalhadas pelo local e algumas estavam quebradas. E no que parecia ser o altar, uma grande cruz com a figura de Jesus estava pendura na parede. Baratas andavam pelas paredes parecendo que o lugar estava abandonado há anos. Era realmente um lugar deplorável. De repente ele ouve um sussurro:

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis

O garoto não entende o sussurro, mas fica assustado e olha angustiadamente ao seu redor procurando a pessoa que estava sussurrando quando, mais uma vez escuta o sussurro:

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis – repete a misteriosa voz.

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis – cada vez que escuta o sussurro ele escuta mais vozes repitindo:

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.   

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

O garoto procura ensandecidamente pelas vozes e olha para a figura de Jesus, e quando olha, a figura de Jesus, ela se meche e olha diretamente para o garoto, e abre um sorriso enorme como se o desprezasse, como se ele fosse um tolo perdido naquele inferno. O garoto, paralisado pelo medo, olha fixamente para a figura enquanto as vozes de maneira mais rápida repetem:

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

    – Indignus peccata sunt purganda baptismo sanguinis.

 O garoto olha para trás e vê as cadeiras se mexendo, e, de repente, as cadeiras começam a pegar fogo. Quando o garoto olha novamente para a figura de Jesus, ela fecha o sorriso e fala:

    – Os pecados dos indignos devem ser purgados com um batismo de sangue e medo.

O garoto olha para as chamas ao seu redor e vê criaturas medonhas saindo do fogo, elas pareciam pessoas, mas a pele estava queimada e deformada e a cada passo que davam o chão ao seu redor queimava. Elas berravam e gritavam desesperadamente como se estivessem em agonia. Elas avançam em direção ao garoto, e ele, transtornado com a situação, solta um grito e, em seguida, desmaia.

Horas depois, ele ouve uma voz:

    – Acorde, Acorde, garoto eu preciso que você acorde!

Ele abre os olhos e enxerga um homem caucasiano, cabelo curto e preto e com uma barba também preta. O garoto olha a sala a seu redor e ela esta normal como se nada tivesse acontecido, mas a cruz estava caída no chão. O garoto assustado pergunta:

    – Quem é você?

    – Eu também não sei, não sei onde estou e não sei quem sou. Você também está perdido? – o garoto fez que sim.

    – Eu acordei em um quarto desse hospital e ouvi o seu grito e cheguei até aqui. O que houve com você? – perguntou o homem.

    – Eu acordei num quarto como você e fui perseguido por um médico monstro com uma faca, eu fugi e cheguei aqui, mas as cadeiras...  Elas estavam pegando fogo e aquela cruz. Ela falou comigo. pessoas queimadas tentaram me atacar e. E eu estava com medo – o garoto olhou para a cruz caída por alguns estantes. – Aí você me encontrou.

    – Que coisa estranha.

    – Venha, vamos encontrar um lugar seguro e você me explica essa história com calma.

O garoto se levanta e os dois saem da sala procurando um lugar seguro para ficarem.



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