História O Amor de Uma Irlandesa - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 249
Palavras 1.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi vocês, tudo bem? Espero que ainda estejam por aqui.

Quase um mês depois e eu finalmente voltei com a continuação, e vou logo avisando que não foi nada fácil escolher seguir por esse caminho. A minha demora não foi por querer, eu tive um infeliz bloqueio que por muitas vezes me fez querer recuar da história. Embora eu tenha a fanfic toda prontinha na minha cabeça, na hora de buscar as palavras me sinto perdida. Nunca fui boa em descrever as coisas, mas juro que tento. E escrever essa fanfiction num período de transição na minha vida não está sendo fácil, mas sinto que aos poucos eu chego lá.
Quero apenas que saibam que mesmo com todos esses empecilhos eu vou terminar a história, viu? E já vou avisando que isso não vai demorar muito, porque minha proposta com O Amor de Uma Irlandesa é ser curta, prazerosa, gostosinha de ler e cheiinha de amor (mesmo com uns dramas no meio, hehe).
E muito obrigada pelos comentários no capítulo anterior, vocês foram tão gentis e carinhosos. Um abracinho do Olaf em cada um de vocês.

Ah! E para quem leu as notas iniciais vai ficar ciente de que tem uma surpresa no final, se é boa ou não são vocês quem vão dizer. Boa leitura!

Capítulo 4 - Direto do passado


SQ

 Quando o sol despontou no horizonte da capital irlandesa, Regina já estava de pé se preparando para mais um dia. Sua conversa com a aldeã inglesa na noite anterior não saia de sua cabeça, o que fazia seu sorriso crescer ainda mais.

Depois de ter tomado um reforçado café da manhã e se arrumado, a irlandesa deixou sua casa e seguiu até o hospital. Tinha combinado com Emma de visitá-la pela parte da manhã. Assim que chegou ao Shamrock encontrou Ryan que terminava seu plantão, exausto, porém satisfeito com seu trabalho.

– Isso tudo é saudades de mim? Fico honrado com sua visita tão cedo, querida. – brincou Ryan.

– Não seja tão presunçoso, sabe que não te faria uma visita tão cedo assim. – respondeu sorrindo. – A não ser que Zelena me obrigasse.

– Seu amor me comove Regina Mills. – ironizou. – Me acompanha no café da manhã?

A irlandesa negou.

– Já estou muito bem alimentada, mesmo assim obrigada. – Ryan assentiu. – Está voltando para Galway hoje?

– Só à noite. – Regina franziu o cenho. – Zelena, ela só pode vir à noite.

– Ah, sim.  As aulas já começaram?

Ryan andou um pouco mais para o canto, sendo acompanhado pela irlandesa que aguardava uma resposta.

– Ainda não, só na próxima semana. – Zelena era professora de história e nas horas vagas usava seus conhecimentos em botânica para ajudar os pais da sua amiga na pequena floricultura deles, no centro de Galway. – Aliás, quando pretende ir nos visitar? Duas horas nem é tanto tempo assim.

– Eu sei. – sorriu. – Pretendo ir o mais rápido possível, sinto falta dos meus pais e da calmaria daquela cidade. – comentou nostálgica. – Agora me deixe ir visitar minha paciente, ainda tenho que abrir o pub.

Ryan assentiu, sorrindo.

– Certo Dra. Mills. – disse zombeteiro. – Por falar nela, acredito que queira saber sobre seus pais.

– Oh! Sim, por favor. O que eles disseram? Quando vão poder vir? – perguntou depressa.

O médico sorriu. Sua amiga realmente não se dava conta de como sua preocupação para com Emma se estendia, aos poucos, para algo ainda maior.

– Dona Mary ficou bem preocupada, tanto que acabei conversando com o marido dela. Os dois disseram que se possível hoje estariam aqui. – respondeu Ryan. – Quiseram até falar com ela, mas quando liguei Emma já estava dormindo.

– Fez bem em ter conversado com o David. Emma me contou que a mãe dela é bem difícil de lidar com notícias ruins, ainda mais quando a envolve. – disse pensativa, em seguida olhou para Ryan. – De qualquer forma eu mesma aviso a ela. Obrigada por ter ligado para eles, isso significou muito para mim.

O homem de olhos cor de âmbar sorriu emocionado, ajudar alguém com um coração tão bondoso como o de Regina sempre deixava seu dia mais feliz.

– Imagino que sim. – disse. – Ah! E espero que Emma tenha onde ficar, porque tudo indica que amanhã ela receberá alta.

SQ

Uma enfermeira terminava de trocar o soro quando Regina adentrou o quarto, carregando uma bonita margarida. Assim que a viu, Emma abriu um enorme sorriso e agradeceu a enfermeira pela ajuda. Quando a moça deixou o quarto, a irlandesa estendeu a flor juntamente com um lindo sorriso, o que fez o coração da aldeã se agitar dentro do peito.

– Pra você. – disse.

Emma pegou a margarida com todo cuidado e carinho, sorrindo realmente agradecida por ter conhecido alguém tão especial como Regina.

– Como você sabe que margaridas são minhas preferidas? – perguntou desconfiada.

Regina deu de ombros.

– Não sabia, foi apenas intuição. – respondeu sorrindo. – Posso? – apontou para o espaço ao lado de Emma, na cama. Swan assentiu. – Tenho duas notícias para te dar.

– Boas ou ruins?

– O que você acha?

A loirinha observou o rosto da irlandesa com atenção, buscando qualquer resquício de uma notícia ruim. Não encontrou nenhuma, pelo contrário. O sorriso contido enquanto os olhos castanhos brilhavam, entregavam que era algo realmente bom. Emma se animou.

– Boas, com certeza. – respondeu convicta.

– Acertou em cheio. – ambas sorriram. – Deixe-me ver qual vou contar primeiro...

Emma rolou os olhos.

– Não me torture, por favor. – suplicou.

– Tudo bem, tudo bem. – a irlandesa buscou a mão esquerda da aldeã e apertou levemente. – Seus pais estão chegando em breve, palavras do Ryan que ligou para eles e conversou com seu pai.

Os olhos verdes da loirinha se encheram de alegria.

– Jura? E de que horas eles chegam? Minha mãe não se desesperou com a notícia? – sua euforia era tanta que não poupou na hora das perguntas. – Ai, droga! Eu nem sei onde vamos ficar. Primeiro eu tenho que sair daqui e... Quando eu vou deixar o hospital? Preciso ver onde eles... – Regina começou a sorrir. – Qual é a graça?

– Você. – respondeu ainda sorrindo.

– Virei palhaça e nem me contaram. – disse emburrada.

A irlandesa cessou o riso e fitou o bico emburrado de Emma, enquanto considerava se devia ou não fazer aquele convite. Não queria assustar a outra. Porém, se havia aprendido uma coisa com seus pais essa coisa era: arrisque. O não ela já tinha, então o que tinha a perder?

– Desfaz esse bico aí senhorita desesperada. – cutucou as costelas da loirinha que tentava não se render às cócegas que sentia. – Estou vendo um sorrisinho querendo escapar. Vamos lá, mo daor, não seja tão má. Ninguém resiste as minhas cócegas.

E não resistam mesmo. Logo o riso da aldeã preencheu o quarto fazendo Regina também sorrir, como se o som da sua risada fosse uma válvula que ativasse o seu.

– Chega! Tá bom, você venceu. Está feliz? – perguntou ainda sorrindo.

Regina assentiu.

– É sempre um prazer arrancar sorrisos seu. – piscou.

– Pensei que você fosse boazinha.

A irlandesa que tinha se levantado para buscar um copo com água parou e voltou sua atenção para a mulher sentada na cama.

– Isso depende do que você tem como boazinha. – disse.

– Pessoas que fazem cócegas não são boazinhas. – garantiu Emma.

– E pessoas que trazem água depois de terem feito cócegas? – perguntou estendendo o copo com água para a aldeã.

Emma sorriu.

– Essas eu acho que são boazinhas.

Enquanto a loirinha bebia água, Regina pensava em como entrar naquele assunto. Não sabia se fazia logo o convite ou se perguntava onde a inglesa pretendia ficar. Aquela indecisão estava deixando a irlandesa ansiosa, tanto que Emma notou que seu semblante havia mudado.

– O que foi? Aconteceu alguma coisa? – colocou o copo na cômoda ao lado e deu duas batidinhas no colchão, pedindo que ela se sentasse ali. – Pensei que as duas notícias fossem boas.

Ela não olhava Swan, pelo contrário. A irlandesa encarava os dedos enquanto sentia o olhar atento da aldeã. Não era para aquilo ser tão difícil. Suspirou profundamente e virou o rosto, fitando os olhos verdes e curiosos de Emma.

– E são. – garantiu. – Pelo que tudo indica, segundo o Ryan, você recebe alta amanhã.

– Meu Deus, Regina, isso é mais do que bom. Isso é ótimo! – disse empolgada. – Vou poder encontrar um lugar para ficar com os meus pais até tudo se resolver. Você pode me ajudar com isso? Não conheço muita coisa aqui em Dublin.

– É... Eu meio que pensei... – fechou os olhos e respirou fundo. Não entendia por que se sentia tão nervosa. – Você pode ficar lá em casa. – abriu os olhos lentamente e encontrou uma Emma surpresa, mas a resposta não imediata da outra fez a irlandesa encolher os ombros. – Não precisa responder agora. Quer dizer, precisa, mas se não quiser...

– Eu aceito. – respondeu depressa.

– Como? Você o quê?

– Eu aceito. Você não mudou de ideia, mudou?

Regina sorriu enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro, negando.

– Não, eu não mudei. – respondeu. – Pensei que você não fosse aceitar, já tinha até preparado um discurso.

– Sinto muito por não fazer uso do seu discurso. – disse sorrindo. – Mas em outra situação eu teria negado.

– E eu teria adorado usar meu discurso.

A proximidade de ambas sentadas lado a lado na cama trazia uma sensação de acolhimento e pertencimento que nenhuma das duas sentia há muito tempo, principalmente Emma que viveu por muitos anos ao lado de um homem que no fundo nunca a amou.

– Você nunca desiste, não é? – indagou sorrindo.

Sem deixar de fitar aqueles olhos claros que aos poucos ganhavam vida, a irlandesa respondeu:

– Não daquilo que eu quero.

SQ

Pela fresta da porta o carteiro deslizava uma correspondência destinada à Regina Mills. Uma carta de alguém que há muito tempo tinha ido embora, mas que decidiu voltar certa de que o amor da irlandesa ainda a pertencia.


Notas Finais


Só digo uma coisa: não digo mais é nada.


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