História O ar que ele respira || Shameron Version - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Hayes Grier, Matthew Espinosa, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Personagens Cameron Dallas, Shawn Mendes
Visualizações 108
Palavras 1.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Capítulo 22


Shawn P.O.V

— Acho que ainda não fomos apresentados oficialmente. — disse Aaron, enquanto dançávamos juntos. — Então você é o pênis que está passeando pelo ânus do meu melhor amigo.

Bem, não deixa de ser.

— E você é o melhor amigo totalmente inconveniente.

Ele abriu um grande sorriso.

- Sou mesmo. Olha, esse é o momento em que eu falo que se você machucar Cameron, eu te mato.

Eu ri.

— Nós somos só amigos.

— Você está de brincadeira, não está? Meu Deus. Vocês dois são os seres humanos mais ignorantes do planeta. Sério, você não percebeu que meu melhor amigo está se apaixonando por você?

— O quê?

— Olha pra ele! — exclamou Aaron, voltando-se na direção de Cameron. —Ele não para de olhar pra nós, porque está com medo de você me fazer rir, ou de que eu toque suas bolas, ou de que bata um vento e seu pau vá parar na minha boca!

— Peraí, o quê?

— Ah, cacete! Vou ter que desenhar? Ele está com ciúmes, Shawn!

— De nós?

— De qualquer pessoa que olhar pra você. — Aaron ficou sério. — Só vai com calma, tá? Não destrua o coração dele. Já está em pedaços.

— Não se preocupe. — Dei de ombros. — O meu também está.

— Percebi

Nash me encarando.

— E ele? Também está com ciúmes e secretamente apaixonado por mim?

Aaron encarou Nash com desprezo.

— Não. Ele só te odeia mesmo.

— Por quê?

— Porque, por alguma razão, Cam escolheu você e não ele. Posso contar um segredo?

— Acho que não. Não.

Ele sorriu.

— Não importa, vou te contar de qualquer jeito. Na véspera do casamento do Cameron e do Steven, à noite, Nash apareceu cambaleando, bêbado, na casa dele. Cameron já estava dormindo, e por sorte eu abri a porta. Ele disse que Cam estava cometendo um erro, que ele deveria se casar com ele, e não com Steven.

— Ele é apaixonado por ele esse tempo todo?

— Amor, tesão, querer o que não pode ter, eu não sei. De qualquer forma, ele está arrasado, porque Cameron voltou para a cidade e não deu a menor bola para ele. Provavelmente, Nash pensou que, quando ele voltasse, eles ficariam juntos,mas levou um baita soco no estômago quando Cameron pegou o maior idiota da cidade. — Aaron parou e sorriu. — Sem ofensa.

— Obrigado pela parte que me toca.

Girei e puxei-o para perto de mim.

— Só para registrar, não te acho mais um idiota. — Aaron abriu um sorriso ainda maior. — Dentro de algumas semanas será aniversário do Cameron, e você está convidado para a festa. Vai ser uma excelente oportunidade pra ele dançar em cima do balcão de um bar e se livrar dos demônios que a assombram de vez em quando, e você terá total permissão pra usar o ânus dele nessa noite.

Eu ri.

— Você é muito generoso.

— O que posso dizer? — Ele piscou. — Sou um amigo maravilhoso.

xXx

Depois de dançar com Aaron, sentei no canto do salão, tentando absorver tudo que havia descoberto. Vi Cameron falando com Hayes e abraçando-o, antes de ele ir embora. Acho que a noite deles acabou.

Bom.

Quando Cameron sentou-se à minha frente, não consegui ignorar as batidas descompassadas do meu coração.

— Parece que você e Aaron se entenderam muito bem — comentou ele.

— Posso dizer a mesma coisa de você e do Nash. — respondi.

— Não é a mesma coisa. Eu e Nash somos só amigos. Então... ele te convidou pra uma noite de sexo casual? Aposto que você disse sim. Mas não acho que seja uma boa ideia, com todos os problemas pelos quais você está passando. — Cameron mordeu o lábio inferior. — Aaron te convidou para sair?

Ergui uma sobrancelha diante de sua pergunta atrevida.

— Essa pergunta é séria?

— Só estou dizendo que enfiar seu pau num homem não é a melhor forma de lidar com o estresse da vida.

— Mas não era exatamente isso que nós estávamos fazendo?

— E não funcionou, não é mesmo?

Aaron estava certo. Quando observei as feições de Cameron, tudo ficou claro.

Seu rosto estava vermelho, e ele esfregava as mãos nas coxas. Nosso olhar se encontrou. Puxei a cadeira para mais perto, coloquei suas pernas entre as minhas e sussurrei:

— Agora eu entendi.

Um suspiro escapou de seus lábios, e Cameron avaliou o quão próximos estávamos um do outro.

— Entendeu o quê?

— Você está com ciúmes.

Ele bufou alto e riu.

— Ciúmes? Não seja ridículo, Narciso.

Com uma voz suave, peguei suas mãos.

— Não precisa ficar envergonhado. É completamente normal se sentir atraído pelo vizinho depois de um tempo. Por que você acha que é ridículo?

Cameron arrancou as mãos das minhas, e segurei o riso ao ver que ela estava ainda mais vermelho.

— Por quê? Você quer as razões, então? Para começar, você nem faz a barba e parece um lenhador, o que é asqueroso. Com esse gorro e essa barba grossa, fico até surpresa por você não estar vestindo uma camisa xadrez. Você toma banho?

— Tomo. Se você quiser, podemos voltar pra minha casa e tomar banho juntos pra economizar água.

— Não sabia que você era um ativista ambiental.

— Nada disso. Eu só gosto de deixar você molhado. — As bochechas dele coraram. Ele era bonito pra cacete. — Além do mais — continuei, tentando não pensar no fato de que sentia por ele tudo o que imaginava que ela sentia por mim —, vi que você instalou o Tinder no seu celular. Não precisa esconder sua preferência pelo tipo lenhador. Ninguém está apontando o dedo na sua direção, te julgando. Talvez estejam fazendo isso em silêncio, com um olhar de esguelha, e na boa, isso nem conta.

— Esse aplicativo estava aparecendo o tempo todo no feed do Facebook! Aaron me obrigou a instalar esse troço, só fiquei curioso, só isso!

Cameron estava cada vez mais vermelho, e meu corpo começou a reagir à proximidade entre nós.

Queria acariciar seu rosto e sentir seu calor. Queriasentir o coração batendo rápido, tamanho o nervosismodele. Queria provar seus lábios...

— Qual é o lance entre você e Nash? —perguntei novamente.

— Já falei, somos apenas amigos.

— Parecia muito mais que isso, pela forma como ele te abraçava.

Ele baixou os olhos.

— Quem está com ciúmes agora?

— Eu.

— O quê? — Ele ergueu a cabeça, seu olhar encontrando o meu.

— Eu disse que senti ciúmes. Senti ciúmes da mão dele nas suas costas. Senti ciúmes quando ele falou algo com você ao pé do ouvido. Senti ciúmes quando ele olhou em seus olhos, e eu fui obrigado a ficar quieto vendo tudo.

— O que você está fazendo? — perguntou ele, confuso, a respiração entrecortada. Meus lábios tocaram levemente os dele. Suas mãos repousaram na minha calça jeans.

Meus dedos envolveram os seus. Estávamos tão próximos que, por um instante, achei que ele estava sentado no meu colo e que eu podia ouvir as batidas de seu coração.

Aos poucos, o lugar se tornou mais barulhento. As pessoas começaram a ficar bêbadas, a comer e falar sobre coisas medíocres. Mas meus olhos... estavam fixos em seus lábios. Nas curvas de sua boca. Na cor de sua pele. Nele.

— Shawn pare. — murmurou Cameron. Ele parecia tão confuso quanto eu, mas seu corpo se recusava a fazer o que sua mente ordenava.

— Diga que você não me quer. — supliquei. Afaste-se de mim.

— Eu... — gaguejou ele.

Sua voz estava trêmula, e eu conseguia ouvir o medo em alto e bom som.

Em meio aos temores e dúvidas, porém, notei um suspiro de esperança. Eu queria me agarrar o máximo possível àquilo. Queria ver a esperança que ele escondia no fundo de sua alma.

— Shawn... Você acha... — Ele riu, ansioso, e passou a mão pela testa. —Você pensa em mim? Quero dizer... — gaguejou Cameron novamente e ficou em silêncio. O nervosismo consumia seus pensamentos, confundia-os. — Você já pensou em mim como algo mais do que seu amigo?

Cameron viu a resposta em meus olhos.

Senti a alma dele tocando a minha, seu olhar repleto de surpresa e curiosidade, sua beleza envolta em uma aura de mistério.

Eu pisquei.

— A cada segundo. Cada minuto. Todos os dias.

Ele assentiu, fechando os olhos.

— Eu também. A cada segundo. Cada minuto. Todos os dias.

Afaste-se, Shawn.

Afaste-se, Shawn.

Afaste-se, Sha....

— Quero beijar você. O Cameron triste, devastado. O verdadeiro Cameron.

— Isso mudaria as coisas.

Ele tinha razão. Seria como cruzar uma linha invisível. Sei que a beijei antes,mas era diferente. Foi antes de me apaixonar por ele. De me apaixonar perdidamente. Soltei o ar que estava preso em meu peito e vi que ele fez o mesmo.

— E o que aconteceria se eu não te beijasse? — perguntei.

— Acho que eu iria te odiar um pouquinho. — respondeu ele suavemente,meus lábios a milímetros dos dele. — Na verdade, acho que eu iria te odiar muito.

Meus lábios tocaram os de Cameron, que se inclinou em minha direção, as mãos agarrando minha camisa.

Quando minha língua deslizou para dentro de sua boca, fazendo amor com a dele, Cameron soltou um gemido baixo. Ele retribuiu meu beijo com intensidade, quase sentando em meu colo, entregando-se a mim.

— Quero que você me deixe entrar na sua vida. — murmurou.

Tive que me controlar muito para não abraçá-lo e levá-lo para minha casa para explorar cada parte de seu corpo. Queria senti-lo junto do meu. Queria me perder nele. Mordi seu lábio inferior e o beijei gentilmente.

— Quero conhecer você, Shawn. Quero saber aonde você vai quando deseja esquecer tudo. Quero saber o que faz você acordar de seus pesadelos. Quero vera escuridão que você luta diariamente para esconder. Você pode fazer uma coisa por mim? — perguntou ele.

— Qualquer coisa.

As mãos de Cameron pousaram em meu coração, e ele sentiu meu peito subir e descer com a ponta dos dedos.

— Mostre pra mim o que você tenta esconder. Mostre onde dói mais. Quero ver sua alma.



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