História O arqueiro mistérioso - Capítulo 4


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Categorias Precisamos falar sobre o Kevin
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Palavras 1.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - O jantar


Kevin P.O.V

Quase todas as noites, ficava atrás das árvores, olhando ela caminhar em direção a sua residência, permanecia numa certa distância pra que ela não desconfiasse, ria das cantorias aleatórias que ela fazia enquanto caminhava.

Pensava em assusta-la com as minhas flechas, mas ela com certeza saberia que era eu, então não valeria a pena. Segunda.. Terça.. Quarta.. Quinta e Sexta, não dizia a nada a ninguém onde estaria indo, não queria que pensassem que estava a vigiando, gosto de fazer meus particulares sem que ninguém saiba.

- Célia, será que pode pegar mais um prato? - Escuto a pergunta ao entrar na sala.

- Por que mamãe?

- Eu convidei a Helena para almoçar conosco.- Era só o que faltava, além de vê-la todos os dias da semana, agora iria se reunir em nossos monótonos almoços em família.

- Legal!! Eu vou sentar do lado dela! Assim eu posso mostrar o desenho que fiz dela.

- Se quiser que ela tenha uma boa impressão de você, é melhor começar a se arrumar.- Surge meu pai atrás de mim.

- Que ridículo. - Fecho minha cara e resolvo sair dali antes que escutasse mais baboseiras.

Eva P.O.V

Pelo visto, Helena não me conhecia como a maioria dos moradores, nova no bairro, então provavelmente não sabia de nada sobre minha pessoa, decidi continuar mantendo isso em sigilo, não queria que isso afetasse em nada. A campainha tocou, correndo fui atender; era ela, e estava com uma torta na mão. Dei espaço pra que ela entrasse e fui a guiando até a sala de jantar.

- Muita gentileza sua trazer está torta, deve estar ótima. - Coloco a mesma na mesa.

- Tinha que trazer algo, não gosto de aparecer de mãos vazias. - Me ajudou pegando alguns pratos.

- Você que fez? - Abro o alumínio, era torta de pêssego.

- Sim, fui eu, gosto de cozinhar, é um hobby meu, principalmente as sobremesas. - Rimos.

Conversamos sobre mais coisas antes do jantar, até que os avistei descendo as escadas, todos bem arrumados, Célia correu para os braços de Helena.

- Helena! Eu consegui tirar uma nota boa na prova, graças a você.

- Viu só? Estude sempre.

Kevin P.O.V

(Antes...)

Ainda não entendia o motivo de eu ter ficado minutos a mais que fico no banheiro, realmente, estava me estranhando nas últimas semanas.

- Kevin, sabemos que está na puberdade e quer garantir que fique limpo, mas.. Você esta ai dentro há 20 minutos, será que pode liberar espaço? - Escuto batidas.

 Geralmente, meu banho demorava uns 5 minutos, mas desta vez, percebi que tinha ficado demais  do que custume.

- Foi mal..- Digo me olhando no espelho.

- Papai, ele esta ai dentro, pra ficar bonito pra Helena.- Escuto a voz da pirralha falar do outro lado dá porta.

- Cala a boca sua pirralha!! - Bato com força na pia.

Talvez eu estivesse fazendo tanta questão assim por causa dela, mas torcia pra que esse não fosse o motivo.

Saio de lá de toalha, os encaro com meu olhar fechado de sempre.

- Posso ter um banheiro pra mim? No meu quarto? - Falo debochado.

Saio andando até meu quarto e os ignoro com seus comentários fúteis. Me adentro no meu quarto, indo em busca da minha melhor roupa, preto, era o que tinha.

-….Por que eu tô tão preocupado com isso? Se vou jantar na minha própria casa na presença... De uma estranha…- Falo olhando pra roupa que estava montada em cima da cama, rio da situação e me visto.

Assim que escutei a campainha, meus lábios tremeram, e outra vez me ajeitei ao espelho. Descemos as escadas, já pudia avista-la, estava conversando com a mamãe, com sorrisinho no rosto, havia até trazido uma torta de pêssego, pelo que pude avistar em cima do balcão.

- Oi, Helena.- Digo passando por ela.

- Olá Kevin. - Retribuiu, não hesitei  em fazer muitos movimentos pra não chamar tanta a atenção.

- Helena, será que pode me ajudar a trazer os pratos?- Disse minha mãe.

- Claro. - Falou sorrindo. Sem demoras, me sento logo a mesa junto com meu pai e Célia, que mostrava aquele garrancho chamado desenho pra ele, enquanto isso, observava-a disfarçadamente, a boa moça, ajudando a trazer tudo a mesa, indo e voltando com um utensílio diferente, e nessa brincadeira de ida e volta, olhares foram trocados entre nós.

Helena P.O.V

O vi descer, estava.. Bem bonito, decido não olhar muito para não chamar a atenção.

- Oi, Helena.- Disse passando por mim.

- Olá, Kevin.- Ainda bem que ele não ousou em praticar nenhuma de suas provocações, um "ufa" mental me aliviou.

- Helena, será que pode me ajudar a trazer os pratos?

- Claro. - Vou sorrindo.

Enfim, todos a mesa estavam, como uma grande família, estava sentada na ponta da mesa, enquanto Célia estava ao meu lado, e Kevin, logo a frente de mim.

- Helena, é verdade que quer ser pediatra? - Perguntou o Sr. Franklin.

- Sim, estou até pesquisando sobre isso.

- Vai se tornar uma grande pediatra, assim espero. - Sorriu, retribui.

Passados nem 5 minutos, Eva, Franklin e Célia falavam, Kevin e eu nos permanecia calados, quando, olhei para o Kevin, o mesmo estava segurando o celular, parecia mandar alguma mensagem, quando, meu celular vibra. Assim que vi certo nome na mensagem, olhei para ele disfarçadamente, o mesmo estava sério. 

< Isso está um tédio, vamos sair daqui? >

< Não podemos sair da mesa assim, seria falta de educação.>

< Não seria se a gente tivesse terminado a refeição, então, come rápido.>

Soltei uma mera risada, assim o fiz, guardei o celular pra que ninguém desconfiasse; termino de dar a última garfada para depois saborear a torta.

- Eva, estava ótimo. - Limpo a boca com o guardanapo, em seguida, me levanto com o prato pra leva-lo a pia. 

- Aonde vai? - Pergunta ela.

- Vou lavar o prato.

- Não precisa, de jeito nenhum, você é nossa convidada de honra.

- Se ela quer lavar, deixe ela. - Interrompeu Kevin, que logo foi encarado por todos. Soltei uma risada baixa e fui até a cozinha, não demorando alguns segundos, ele fez o mesmo.

Assim que deixo meu prato na pia e me viro, lá estava ele, logo a minha frente, mexendo naquele cabelo, o alisando para trás.

- O que você quer? - Pergunto seria.

- Só quero conversar.- Falou se espreguiçando.

- Ora, poderíamos conversar lá na mesa.

- Eu… Prefiro falar com a pessoa que eu quero, e só pra ela, sem ter outras pessoas ao redor escutando, o que ela ouve, é somente pra ela. - Me encarou.

- Nossa, tá bem, então… Sobre o que conversar?

Ele me levou pra fora, no quintal, não estava tão escuro; pude avistar seu alvo que usava para treinar, sentamos na escada branca.

Kevin P.O.V

Não aguentava aquele tédio, e sabia também que ela não aguentava, mandei um SMS, dizendo que queria conversar, ela riu, mas aceitou, e assim que terminou de comer, nos afastamos da mesa. Fomos lá pra fora e sentamos na escada.

- Então..Quer ser pediatra?

- Sim, mistura..Duas coisas que gosto muito, crianças e medicina..E você? - Olhou pra mim, por um segundo, fiquei sem resposta.

- Eu não sei.. Não tinha pensado nisso.

- Do que você gosta? - Novamente, não me veio nenhuma resposta, nesse momento, percebia que nem eu mesmo me conhecia.

- Além do meu arco..Gosto do meu computador.

- Hm, pode ser alguma coisa na área da computação, é uma escolha.

- Hã, eu duvido que haja uma escolha, afinal, eu sou um louco.- Ela me olhou confusa.- Bem..Eu nao me comunico com ninguém além de.. Você.

- Você não fala com seu pai?

- Sim, mas eu nunca falaria deste assunto com ele, afinal... Ele não me entenderia.

- Por que acha que eu o entenderia..?

-…Não sei, eu só falo... De onde você era?

- Eu morava no Texas, nos mudamos quando minha mãe..Morreu.. - Ela abaixou a cabeça, mas logo a ergueu. - É só eu e meu pai… Foi difícil de eu me adaptar a escola nova, aliás.. Todos pareciam estranhos, me olhavam como se eu fosse um extraterrestre.- dou um suspiro.

- Passo pela mesma coisa todos os dias..

- Uma vez.. Algumas meninas da minha sala, não gostavam de mim só pelo fato da cor dos meus olhos e do meu cabelo. - Faço uma cara de desgosto.

- Não tem culpa de ser tão linda…- Não acreditava que essas palavras saiam da minha boca, eu nunca elogiei uma garota. - É como... A folha seca.. Que ao olhar uma bela rosa, e por acha-la perfeita demais, a inveja lhes invade.. Desejando arrancar sua raiz,  ser como ela, mas..Mal sabem que está rosa, é protegida por espinhos..

- Puxa… Belas palavras..

- Bem, o que aconteceu com elas?

- Uma vez tentaram cortar meu cabelo, me encurralaram no banheiro assim que todos foram embora, por sorte a diretora estava lá e as expulsou imediatamente..

- Devia ter dado tesouradas nelas.

- Hahaha, que cruel.- Riu.

- Estou falando sério, pelo menos o que eu faria.. Várias e várias..- Falo em mínimos risos.

- Ok, está me assustando..- Olho pra ela, sua reação mostrava mesmo medo.

-.. Foi mal, não queria te causar essa impressão..- Falo tentando disfarçar.

Narradora P.O.V

Na mesma noite, Kevin pensará na conversa que tinha tido com ela, foi o mais profundo que tinha conversado com alguém, pegou o celular e colocou na foto que havia tirado dela, sem ela ao menos ter percebido, estava com um sorriso.

-… Linda..- Sorriu de volta, mas logo, fechou a cara e fitou o teto. - Droga.. - Voltou a encarar a foto, mas com a testa franzida. - Por que eu..Por que eu fui… Gostar de você.. Sua.. Enxerida idiota… - Disse mexendo os lábios. 



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