História O Beijo da Serpente - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Tags Eliane Giardini, Werner Schunemann
Visualizações 128
Palavras 5.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"Eu hoje tive um pesadelo e levantei
atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei." Ney Matogrosso

Boa Leitura...

Capítulo 15 - "Rache"


Fanfic / Fanfiction O Beijo da Serpente - Capítulo 15 - "Rache"

 

Narrado por Ísis Monserrat

 

Estou ainda apavorada e não consigo me mexer.

O medo está me acorrentando e sei que logo perderei a noção do que faço.

Sinto um desespero que cresce dentro de mim e olho para os lados. Eu posso estar sendo seguida e vigiada constantemente e o pensamento faz tudo gelar por dentro.

- Moça? Você está bem? - A voz do porteiro do prédio soa e me assusto, pois não o vi se aproximar. Estou com medo até da minha própria sombra. - Eu estou bem! Acho que foi a pressão que caiu um pouco, mas já estou melhorando. - Me encostei na parede quando tive a sensação de um quase desmaio. - A senhora vem do apartamento do seu Gaspar, não é? Quer que eu avise para ele que não está se sentindo bem? - Devo estar pálida, pois o homem me olha preocupado e parece não ter acreditado quando disse que estou bem. - Não! Por favor não! Eu estou bem mesmo! - Olhei para o início da rua e vi um táxi se aproximar. - Meu táxi já chegou! Eu estou bem mesmo, obrigada! - Entrei no carro e o motorista seguiu até meu endereço.

Olho a paisagem do lado de fora e sinto meu coração apertar.

Todo aquele pesadelo não pode voltar para me atormentar. Não pode.

As lembranças estão invadindo minha cabeça nesse momento e não sou capaz de impedir.

 

- Eu não quero! Não quero essa criança! - Sinto-me suja, imunda. É como se toda a podridão daquele homem estivesse impregnada dentro de mim e tivesse dado origem a essa coisa que cresce dentro de mim. É um parasita que tem o sangue nojento dele.

O homem em minha frente me olha compadecido de minha dor. - A gravidez está avançada querida. Mas vamos procurar um bom médico e saber se é possível ainda fazer o aborto. - Sua voz é suave e provavelmente está tentando me acalmar. - Tem que ser possível! Eu não quero ter essa coisa! Não quero!

 

Engoli as lágrimas ao ver uma mulher de mãos dadas com um garotinho.

Será se eu posso ser condenada por não ter amado meu próprio filho?

O fato é que carrego essa culpa comigo e ao mesmo tempo me sinto aliviada por não ter precisado ver o rosto dele. Eu não teria suportado.

Ele era o fruto de toda a minha desgraça. A desgraça de uma vida inteira.

O semáforo abriu e virei o rosto para não continuar a ver a cena daquela mãe com seu filho.

Cheguei em casa e me joguei no sofá da sala.

Peguei o celular na bolsa e busquei pela última chamada recebida.

Quem pode ser essa pessoa? A voz era masculina, mas não era de ninguém que eu conhecesse.

Tomei um susto quando o aparelho começou a tocar novamente. Era o mesmo número novamente.

Meu coração disparou e hesitei em atender, com medo do que me esperava. Acabei tentando controlar o desespero e atendi.

- Alô? - Falei receosa e ouvi a mesma risada da última vez. - Ora Ísis… está com medo? - O tom de voz do homem era de chacota e minhas mãos começaram a tremer. - O que você quer? - Perguntei e ouvi ele soltar um suspiro do outro lado da linha. Meu coração está quase saindo pela boca nesse momento. - Eu só queria saber se está passando bem. Você parecia muito pálida depois da minha ligação. - Arregalei os olhos ao ouvir e me encolhi instintivamente sobre o sofá. Ele me viu. Ele estava me vigiando. - Como… - Tentei falar qualquer coisa, mas estou suando frio e minha boca está seca. - Um belo prédio esse do seu supervisor… Ou devo chamá-lo agora de seu namorado? - A palavra “esse” usada por ele me fez entender que ele estava vigiando o prédio de Gaspar. E também sabia muito mais sobre nós dois do que podia imaginar. - O que você quer comigo? - Uma lágrima escorreu por meu rosto e a limpei. Ouvi outra risada do outro lado. - “Rache” querida! Eu quero vingança! - Me apavorei ao ouvir e tentei segurar a vontade de chorar pelo desespero que me acomete. - Só queria avisar pra tomar cuidado hoje à noite. Claro, se quiser ir para aquela boate em Ipanema… É bom ficar de olhos bem abertos. Afinal… não queremos que nada de ruim aconteça a belíssima Verônica, não é? - Senti algo ruim na garganta e a ligação foi interrompida sem que eu pudesse dizer mais nada.

Joguei o celular no sofá e andei aturdida pela sala.

Eu estou sem saída. Essa pessoa quer me matar. Só pode ser isso!

Pensei em ligar para Ramón, mas desisti. Eu não podia envolvê-lo nisso. Pode ser perigoso, pois não sei com que tipo de pessoa estou lidando.

Eu não posso ir à polícia. Essa é a última das medidas que posso tomar. Deus sabe bem o porquê.

As horas foram passando e liguei para a boate para avisar que não poderia ir, por causa de um imprevisto.

Estou amedrontada e não sei o que fazer. Olho várias vezes no celular com medo de receber uma nova ligação.

Ouvi a campainha tocar e milhares de ideias malucas me vieram à cabeça.

Tentei respirar fundo e organizar as ideias. Essa pessoa não poderia subir até meu apartamento sem minha autorização. Certamente é apenas o porteiro com alguma correspondência para mim.

A campainha foi acionada mais uma vez e limpei meu rosto das lágrimas recentes.

Quando abri a porta, Gaspar estava me esperando do outro lado, lindo. Usava uma calça de sarja preta, justa a suas pernas, uma camisa cinza que delineava seus músculos e um blazer preto por cima.

Ele me olhou um pouco espantado e só aí me dei conta que ainda estava com a mesma roupa que sai mais cedo de sua casa. Somente havia prendido os cabelos desajeitadamente e ainda usava a jaqueta que ele me emprestou mais cedo.

- Aconteceu alguma coisa? - Perguntou preocupado e segurou meu rosto. Tentei segurar as lágrimas, mas não consegui. Desabei e ele me abraçou assustado com minha reação.

Apertei ele forte e seus braços envolvendo meu corpo pequeno me fez sentir um pouco mais de segurança.

Ficamos alguns minutos ali e depois de algum tempo ele empurrou a porta para fechá-la e abraçou meu corpo novamente.

- O que aconteceu? - Perguntou baixo e aos poucos fui me acalmando. - O porteiro do meu prédio disse que viu você passando mal. Eu fiquei preocupado. - Me desvencilhei dele e andei pela sala tentando encontrar uma boa mentira para lhe contar.

- Eu acho que minha pressão caiu. Só foi isso! - Senti suas mãos massagearem meus ombros e livrá-los um pouco da tensão horrenda que estava sentindo. - O que houve para sua pressão cair assim, tão repentinamente? - Perguntou em meu ouvido e fechei os olhos para não voltar a chorar novamente. Eu preciso me controlar e encontrar uma boa desculpa. Gaspar não pode saber de nada. Eu não me perdoaria se lhe acontecesse alguma coisa por minha culpa.

- Eu não sei… Foi repentino mesmo! - Me virei de frente pra ele e suas mãos tocaram meu rosto com carinho. - Confia em mim. O que aconteceu de verdade? - Questionou-me suave, mas posso ver uma preocupação imensa em seus olhos azuis. - Foi um pesadelo. Eu dormi e tive um pesadelo horrível. Você me acordou quando tocou a campainha. -  Ele não pareceu convencido, mas mesmo assim não insistiu mais, o que me fez agradecer internamente. - Eu vim mais cedo porque tinha certeza que tinha mentido pra mim sobre o horário da boate. - Sorriu de canto de boca e me olhou com seus olhos misteriosos. - Forcei um sorriso um pouco surpresa e ele me abraçou de novo. - Eu não vou hoje. - Falei em seu ouvido e ele me olhou com um sorriso mais intenso. - Não vai? - Balancei a cabeça e ele me beijou rapidamente. - Então vamos poder jantar juntos. Quero te levar em um restaurante excelente. - Falou animado e estremeci. Não podia sair de casa. Eu podia estar sendo vigiada nesse exato momento ou Gaspar poderia ter sido seguido até aqui. - Não! Sair não! - Ele desmanchou o sorriso e percebeu meu nervoso. - Ísis, o que está acontecendo? Você está estranha. - Tentei disfarçar e tive uma ideia repentina. Tirei a jaqueta dele, que estava vestindo e joguei em cima do sofá. Depois levantei minha blusa e a tirei por meus braços.

Gaspar me olhava sem entender e continuei me despindo para tirar o foco daquela conversa.

Abri a calça e a desci por minhas pernas, ficando apenas de lingerie em sua frente.

- Eu não quero sair porque quero fazer outra coisa com você. - Tentei dissipar os pensamentos ruins e me concentrei apenas naquele momento, apenas em nós dois. Segurei as mãos dele e as coloquei em minha cintura. - Fica comigo aqui. - Segurei seu rosto e mesmo sem entender o que estava acontecendo, ele me beijou cheio de desejo. Suas mãos passearam por meu corpo e aos poucos tirei o blazer que ele usava. - Ísis… - Coloquei um dedo sobre seus lábios para impedi-lo de fazer qualquer pergunta. - Me faz sua. É só disso que preciso agora. Do seu corpo no meu… - Ele chupou meu lábio com os olhos fixos nos meus e me ergueu do chão.

Minhas pernas o enlaçaram na cintura e ele caminhou comigo em seu colo, aos tropeços até o sofá maior, enquanto eu abria os botões de sua camisa.

- Cada dia fico mais maluco por você. - Falou contra meus lábios e me colocou deitada sobre o sofá. Terminou de tirar a camisa e abriu a calça desesperado.

Tirei o sutiã e me livrei da calcinha na mesma velocidade que ele se livrou da calça e da cueca.

Abri as pernas para acomodá-lo entre elas.

Gaspar não perdeu tempo e me penetrou de vez.

Suas mãos passeavam por meu corpo e sua boca passou a brincar com meus seios.

Estava delicioso aquele vai e vem e nossos gemidos contidos, mas a voz daquele homem no celular voltou a me aterrorizar e o medo me deixou paralisada.

Acho que a tensão cessou minha lubrificação natural e comecei a sentir dor com as investidas dentro de mim. - Aii! Gaspar, para por favor! - Ele voltou o rosto pra mim e me olhou confuso. Deu mais uma estocada e gemi de dor. - Ah! Para! - Minha face se distorceu de dor e ele se retirou devagar. - Eu te machuquei? - Perguntou preocupado e me sentei no sofá ainda me sentindo péssima por ter estragado nosso momento. - Desculpa! Eu não sei o que houve. Começou a doer. - Falei envergonhada e ele deslizou a mão com carinho por minha coxa. - Você está tensa. É uma pena não ter camisinha agora comigo. Talvez ficasse mais confortável pra você usando preservativo. - Ele falou compreensivo, mas notei que também estava desapontado por não termos ido até o fim. - Eu também não tenho nada aqui em casa. - Ficamos em um silêncio constrangedor por alguns minutos e ele me puxou para me sentar perto dele. - Não precisa ficar assim. Essas coisas acontecem. - Beijou minha testa e fez carinho em meus cabelos. - Toma um banho pra relaxar e enquanto isso, eu preparo alguma coisa para comermos por aqui mesmo. O que acha? - Perguntou carinhoso e sorri ao perceber que havia me entregado ao homem certo. Ele era maravilhoso o tempo inteiro comigo. - Eu achei uma ideia ótima! - Nos beijamos e levantamos do sofá. Percebi que ele ainda estava em uma situação “difícil” quando olhei entre suas pernas, enquanto ele voltava a se vestir. - Desculpa mesmo… - Ele percebeu que estava olhando entre suas pernas e vestiu a cueca box preta. - Não precisa se desculpar. Isso é excitação, daqui a pouco passa. - Piscou pra mim e me surpreendi com sua compreensão. Gaspar era bem diferente do que eu imaginava e estava se revelando um perfeito cavalheiro.

 

Narrado por Gaspar Villari

 

Quando Ísis deixou a sala, vesti apenas minha calça e fiquei pensativo sobre o que aconteceu.

Aos poucos fui me acalmando e tentava entender o que estava acontecendo com ela.

Essa história de pesadelo não havia me convencido nenhum pouco. Ísis estava me escondendo alguma coisa e era grave pelo estado de nervos que ela se encontrava.

Fui para a copa e procurei alguma coisa nos armários. Eu não era excelente na cozinha, mas tinha uma coisa que sabia fazer muito bem, massas.

Achei ingredientes e utensílios suficientes para fazer uma bela massa para uma macarronada.

Eu tinha aprendido os pequenos truques da culinária italiana com minha avó.

Resolvi colocar em prática uma receita de família trazida por meus antepassados da Itália.

Preparei a massa e quando terminei de fazer o molho, senti os dedos pequenos dela acariciarem meu abdômen. Seu corpo pequeno colou no meu, por trás. - O cheiro tá tão gostoso. O que é?  - Perguntou abraçada a mim e coloquei o pano de prato em meu ombro para deixar minhas mãos livres. Virei-me de frente para ela e fiquei enlouquecido ao ver seus trajes. Estava com o hobby de renda rosa amarrado ao corpo. Usava apenas calcinha e sutiã por baixo. O conjunto rosa era completamente rendado, seguindo o estilo romântico e ao mesmo tempo sensual do hobby que cobria apenas até um pouco abaixo de seu bumbum. Era a visão do paraíso.

- Você quer me deixar louco, desse jeito. - Ela mordeu o lábio provocante e me abraçou pela cintura. - Para de pensar bobagem. Só está um pouco quente demais. Eu gosto de dormir assim, nas noites mais quentes. - A palavra “quente” pronunciada por seus lábios ganhou uma conotação tão libidinosa que senti um arrepio na pele. - Espero que esteja menos tensa, porque acho que essa noite vai ficar ainda mais quente. - Falei malicioso e subi a mão por baixo do hobby e acariciei seu bumbum perfeito. Ela sorriu mordendo o lábio e afundou o rosto em meu pescoço. - Desculpa, acho que essa noite preciso só dormir agarradinha a você. - Beijou meu pescoço e respirei fundo ao ouvir. Estava louco para tomá-la novamente em meus braços, mas não podia forçá-la a nada. - Se você quiser é claro! - Me olhou suplicante e beijei sua testa, enquanto sentia seu perfume delicado e enlouquecedor. - Claro que quero! Nós vamos ter muitas outras noites. Não vamos fazer nada que não queira. - Ela sorriu e beijou meus lábios com carinho. - Então, teremos uma macarronada à moda italiana essa noite! - Exclamei para tirar o foco daquela conversa e abracei a cintura dela com um braço enquanto voltei a mexer o molho com a mão livre. - Que delícia! Então eu estou namorando um chef de cozinha? - Perguntou mais animada e mexi a cabeça demonstrando que ela estava quase certa. - Eu tento! - Ela gargalhou gostosamente e deslizou a mão por minhas costas.

Quando o molho ficou no ponto exato, desliguei o fogo e assoprei a colher com um pouco do molho nela. - Prova e diz se está do seu gosto. - Segurei o pulso dela e depositei um pouquinho do molho no dorso de sua mão. Ela provou e fez uma expressão de extrema satisfação ao sentir o sabor do molho. - Isso tá uma maravilha! Você é muito bom, Gaspar! - Disse eufórica e fiquei mais tranquilo em vê-la mais calma. - Posso pedir uma coisa? - Pedi enquanto ela lavava a mão e a secava no pano de prato sobre meu ombro. - O quê? - Perguntou curiosa e um pouco mais séria. - Fala de novo que sou seu namorado! - Ela riu e abracei a cintura dela com as duas mãos. - Você é mais que isso. Você é meu homem! - Falou sexy e inclinei meu corpo sobre o dela, para tomar seus lábios para mim.

Sinto que estou viciado nela e nenhuma droga me deixaria tão enlouquecido, como ela é capaz de me deixar.

- Não fala assim, que eu não estou mais aguentando. - Ela sorriu travessa contra meus lábios e os chupou deliciosamente. - Eu prometo que quando eu estiver menos tensa, vou te recompensar muito bem. - Dei um tapinha em sua coxa e ela gargalhou. Se soltou de meu pescoço e começou a arrumar a mesa para jantarmos.

Depositei a travessa com a macarronada sobre a mesa e Ísis nos serviu de um vinho tinto.

- Huumm… Que delícia Gaspar! - Sua testa franziu e fechou os olhos para saborear o macarrão. - Gostou mesmo? - Ela assentiu e limpou a boca com o guardanapo que estava sobre seu colo. - Maravilhoso! Nunca comi uma macarronada tão boa antes! - Sorri feliz por ela ter gostado e provei do meu prato também. - É… realmente saiu melhor do que eu esperava. Acho que é porque foi feito com amor. - Pisquei para ela e segurei sua mão que estava sobre a mesa. - Para de falar assim… - Falou com o rosto corado e um sorriso leve nos lábios. - Porque? É a verdade! Quando a gente ama, fazemos tudo com carinho para a pessoa amada. - Beijei os dedos de sua mão e ela pendeu a cabeça para o lado, completamente entregue aquele momento. Sei que posso estar me precipitando, mas sinto que ela é a mulher que nasceu pra mim. Meu sentimento por ela cresce cada dia mais e mais e não quero perder tempo. - Você é o meu amor Ísis. - Ela fechou os olhos quando toquei seu rosto e beijou minha mão quando alcancei seus lábios com a mão. - Eu nunca ouvi isso de alguém antes. - Abriu os olhos e vi que eles estavam levemente marejados. - Vai ouvir de mim sempre, de agora pra frente. Eu sei que é amor. Acho que sempre soube, só não estava querendo acreditar. - Ela deixou uma lágrima rolar e sequei com o polegar. - Desculpa. Eu estou tão emotiva hoje. Não costumo ser frágil desse jeito. - Falou tentando controlar-se e beijei novamente sua mão. - Eu também não costumava ser romântico desse jeito, mas acho que com você não me importo de ser. - Ela sorriu tímida e voltou a comer da macarronada.

Trocamos olhares apaixonados o tempo inteiro e meu coração bate forte a cada vez que nossos olhos se encontram.

- Posso perguntar uma coisa? - Pedi depois de tomar um pouco mais do vinho e ela me olhou curiosa. - Claro! - Comeu mais um pouco e limpou novamente os lábios com o guardanapo. - O que realmente aconteceu hoje mais cedo com você? - Percebi que ela travou ao ouvir a pergunta e sua expressão se tornou sombria. - Eu já disse que foi apenas um pesadelo. - Tentou falar calma, mas notei um leve tremor em sua voz. - Parecido com aquele que você teve na primeira vez que dormiu na minha casa? - Ela engoliu a comida com alguma dificuldade. - É… foi parecido. É um trauma de infância, só isso… - Falou com cuidado, mas ainda a sentia tensa. - Que tipo de trauma? - Perguntei investigativo e ela balançou a cabeça negativamente e forçou um sorriso. - É algo que não envolve apenas eu Gaspar. Não daria pra contar, mas aos poucos eu vou me recuperando. - Percebi logo que não adiantava insistir, porque ela não ia falar nada.

Terminamos de comer e colocamos tudo dentro da pia.

- Vem cá! - A puxei pela cintura, quando arrumamos a bagunça toda na cozinha e andei abraçado a ela até a sala.

A fiz deitar no sofá e comecei a tirar minha calça. - Gaspar… Hoje não… - Pediu quando me viu só de cueca e me deitei junto dela, a fazendo deitar ao meu lado, de frente pra mim. - Calma… Eu só quero fazer um carinho em você. - Cheirei seus cabelos e ela sorriu ao compreender o que realmente queria.

Desatei o nó do hobby e ela me olhou atenta.

Abri o tecido rendado e me deparei com seu corpo seminu.

Deslizei a mão por suas coxas e subi pela lateral de seu corpo.

Me sentei no sofá e a puxei para se aconchegar em meu colo. - Naquela noite você dormiu assim nos meus braços. - Ela sorriu e acariciou meu peito. - Eu me sinto segura em seus braços. - Beijei seu rosto e ela afundou o rosto em meu pescoço. - Eu vou sempre cuidar de você. Você está segura comigo senhorita Monserrat! - Ela riu contidamente e abri mais o hobby para tocar mais em sua pele delicada.

Apalpei seu bumbum e subi as mãos pela lateral de suas costas. Ela se encolheu mais em meus braços e a aninhei como uma criança em meus braços.

- Eu to cansada. - Sussurrou e me aproximei de seu ouvido. - Pode dormir. - Acariciei seus cabelos cheios de cachos e sorri ao constatar mais uma vez o quanto ela era linda.

Não tenho ideia de quanto tempo passou, mas sei que acabei cochilando e quando acordei no meio da madrugada, Ísis ainda estava na mesma posição em meus braços. Dormia profundamente e achei melhor levá-la para o quarto.

A segurei bem em meus braços e me ergui do sofá com ela no colo.

Subi as escadas com cuidado e quando chegamos no quarto, ela levantou a cabeça e me olhou sonolenta.

- Gaspar? O que aconteceu? - Olhou confusa para os lados e  beijei sua testa. - Nós estamos no quarto agora. Dormimos no sofá. - Respondi enquanto a colocava na cama. - Você dormiu sentado comigo no colo? - Assenti e ela balançou a cabeça com o rosto corado. - Você deve estar quebrado. - Neguei e me deitei ao lado dela na cama. Estava meio dolorido por ter ficado na mesma posição durante muito tempo, mas isso não era importante no momento.

Ísis aconchegou-se em meu corpo e arranhou levemente meu abdômen.

Ficou deslizando os dedos em meu peito por algum tempo e acabei apagando.

Estava sentindo uma coisa estranha e quando abri os olhos, Ísis estava sentada na cama e minha cueca estava descida. Ela dava batidas em meu membro duro o estimulando.

Fiquei pasmo e ela apertava o próprio seio por cima do sutiã, que estava com as alças descidas.

Apertou a ponta ao me ver acordado e acabei soltando um gemido. - Huum! - Ela mordeu o lábio safada e segurou os cabelos ao aproximar a boca de meu sexo. - O que você vai fazer? - Perguntei ainda confuso pelo sono e ela sorriu luxuriosa. - Eu disse que ia ser recompensado. - Passou a língua por toda a extensão e com os espasmos involuntários que minha região erótica dava, acabei despertando instantaneamente.

Ela lambia tudo e me olhava com uma cara de safada que me deixava maluco.

- Que maravilha acordar assim. - Ela sorriu e chupou a ponta com avidez. - Aah! - Não consigo mais controlar meus gemidos. Essa mulher me surpreende mais e mais. Quando poderia esperar que aquela encarregada fechada e encrenqueira se tornaria a maior fonte de meus prazeres mais insanos?

- Huum! Como você é gostoso! - Falou sexy e deixou um pouco de sua saliva cair sobre a ponta e voltou a chupar, mas dessa vez colocou tudo na boca. - Ah delícia! - Balbuciei rouco e segurei sua cabeça auxiliando no entra e sai de sua boca deliciosa.

Ela literalmente me engole e estou tão desesperado que movimento meus quadris penetrando mais fundo em sua boca até sentir a ponta tocar sua garganta.

Ela emitiu alguns grunhidos estranhos quando forcei mais sua cabeça e segurou na base de meu sexo, passando a ditar os movimentos com a cabeça.

Quando ela começou a me sugar com a boca, como se estivesse chupando um doce, senti algo violento estremecer em meu ventre. - Ooh! Isso Gostosa! Chupa o teu Homem! - Ela me olhou safada e passou a aumentar os chupões sem desfazer o contato visual comigo. Arranhou minhas pernas e a sensação arrebatadora do orgasmo me invadiu. Me derramei completamente em sua boca e ela correu com a língua habilmente, capturando cada mínimo vestígio de meu prazer. - Oooh! Porra Ísis! Que delícia! - Gemi alto e ela se sentou na cama e abriu o fecho de seu sutiã.

Estou tentando controlar ainda minha respiração inconstante, mas é impossível não voltar a me excitar ao vê-la acariciar seus próprios seios e puxar os próprios bicos durinhos com os dedos.

Ela ficou de joelhos sobre a cama e desceu lentamente a calcinha. E olha alternadamente para mim e para a calcinha que desce aos poucos revelando sua intimidade, como se quisesse se certificar que me mantém vidrado nela.

Dei algumas batidas, estimulando meu membro e sentei na cama, encostado na cabeceira.

Mordo meus lábios louco de vontade de sentir toda minha vara dentro dela.

- Pensei que não quisesse essa noite. - Ela mordeu os lábios sorrindo e se livrou da calcinha. - Não queria antes. Agora eu quero. Quero muito… - Ditou a última frase de maneira maliciosa e olhou para meu membro de maneira devassa.

Jogou a calcinha em meu peito e peguei o tecido. Estava completamente molhado e senti o cheiro delicioso dela na peça. - Safado! Você é um safado, Villari! - Se aproximou de joelhos e soltei a calcinha na cama, voltando minha atenção para ela.

Posicionou uma perna de cada lado, bem em cima de mim, porém se manteve de joelhos.

Subi as mãos por sua cintura e afundei o rosto em seus seios apetitosos que estavam na altura de minha cabeça.

Mordi os bicos e suguei-os enquanto massageio com as mãos.

Abracei sua cintura e seus seios ficaram afundados em meu rosto. Que delícia é o corpo dela.

Senti seus dedos habilidosos estimulando meu membro já duro de vontade dela.

- Senta! Deixa o teu Homem te sentir! - Olhei para ela enquanto me perco entre seus seios maravilhosos.

Ela ameaçou sentar e apenas esfregou-se na ponta. - Humm! - Gemeu manhosa apenas em sentir nossos sexos em contato um com o outro. Ela certamente está muito excitada.

Toquei sua intimidade e senti o quanto ela está molhada. Seu ponto de prazer está rígido nos meus dedos. - Meu Homem! - Balbuciou enlouquecida enquanto esfrego freneticamente o dedo em seu ponto fraco. - Então senta gostoso pro teu Homem! Senta Gostosa! - Dei um tapa em sua bunda e ela jogou a cabeça pra trás.

Apertou meus ombros com as duas mãos e foi descendo os quadris devagar.

Segurei meu membro e quando senti que a ponta estava posicionada em sua entrada, desci de vez seus quadris e a invadi de uma vez só. - Oooh! - Gemeu com a força que a dilatei por dentro.

Beijei seu pescoço e me aproximei de seu ouvido. - Tá doendo? - Perguntei preocupado em machucá-la novamente, como mais cedo. - Não… Tá gostoso! - Falou entre sussurros e movimentou os quadris para cima e para baixo, me demonstrando que estava sentindo prazer.

Subi minhas mãos por sua silhueta e alcancei sua nuca. Puxei sua cabeça e esfreguei nossos lábios um no outro.

Ela cavalga em cima de mim e solta gemidos baixos a cada vez que me sente fundo.

- Que gostoso Ísis! - Gemi quando ela começou a rebolar. Ela sabe como me enlouquecer e faz isso como nenhuma outra foi capaz de fazer antes.

- Tá gostoso, Villari? - Perguntou sexy em meu ouvido e lambeu minha orelha. Estou tão fora de mim que só consigo afirmar com a cabeça. - Então mete gostoso de quatro! Me fode gostoso de quatro! - Senti meu membro latejar ao ouvir sua voz levemente grave me pedindo ao pé do ouvido. - Puta que pariu! Você quer me deixar louco falando desse jeito? - Ela sorriu com a testa colada na minha e mordeu meu lábio. - Vem me foder! Vem… - Pediu de novo e a empurrei para o lado desesperado.

Se posicionou de joelhos sobre a cama, esperando ansiosa por mim.

Esfreguei o dedo em sua intimidade e depois deslizei a ponta algumas vezes.

Ísis geme manhosa e vejo que seu sexo está muito lubrificado, além de já estar avermelhado.

Segurei sua cintura e meti de uma vez.

Me movimento rápido e preciso dentro dela e gememos juntos como dois alucinados. - Oooh!

- Me fode! Me fode muito! - Gritou manhosa e cada vez que ela repete essa frase, sinto que minha libido vai ao nível mais alto.

- Safada! Quer ser toda fodida, né? - Inclinei meu corpo sobre o dela e falei em seu ouvido. Ela está tão alucinada de prazer que apenas concorda com a cabeça e continua gemendo descontroladamente.

Aumentei a velocidade e o barulho de nossos sexos se chocando aumenta, assim como nossos gemidos.

- Ooooh! - Ísis me acompanhou em um gemido alto, quando me derramei completamente dentro dela. Meu jato a lavou por dentro e sei que ela também chegou ao auge, pois seu corpo está convulsionando em minha frente e suas unhas estão cravadas nos lençóis, tentando suportar seu peso enquanto dou as últimas investidas. Meu líquido escorre por suas pernas e ela ainda encontra forças para mexer os quadris uma última vez, antes que eu me retire.

Seu corpo desabou na cama e me joguei ao seu lado.

Estamos suados e cansados. Isso está nítido em nossas respirações descompassadas.

- Porra...Você quase me matou. - Falei com dificuldade e ela riu baixinho.

Virou-se de frente pra mim e beijou meu braço.

- Esse seu lado… sedento é da Verônica? - Pausei para achar uma palavra que a caracterizasse melhor. Ísis beijou meu ombro em meio a um risinho. - Acho que sim! E vou te contar um segredo… - Apoiou as mãos em meu peito e repousou o queixo sobre elas. - Você é o único homem que conheceu meu “lado Verônica” na cama. - Falou um pouco maliciosa e acariciei seus cachos. - Sério? Sou privilegiado então? - Ela gargalhou e balançou a cabeça positivamente. - Você é o único que sabe da Verônica… E como sabe guardar segredo, merecia ser recompensado. - Sorri com seu tom relaxado e ao mesmo tempo malicioso.

A abracei e ela envolveu minha cintura com um dos braços. Repousou a cabeça em meu peito e estávamos tão exaustos que apagamos completamente.

 

Narrado por Ísis Monserrat

 

Abri os olhos com alguma dificuldade e aos poucos a luz do dia me forçou a despertar totalmente.

Gaspar e eu estávamos envolvidos com um lençol e ele me abraçava contra seu corpo.

O observei dormir por alguns instantes e sorri ao ver seus traços fortes e belos.

Cada palavra dita por ele, encontrou um lugar seguro dentro do meu coração. Enfim eu me sentia amada por alguém. Amada por um homem.

Minha vida tinha virado de ponta cabeça desde que o conheci e mesmo assim não me arrependia de nada. Com ele eu podia ser eu mesma.

Beijei seus lábios e ele nem ao menos se mexeu.

Me levantei e vesti apenas um hobby de seda, já que não encontrava minha calcinha e sutiã  em lugar algum.

Pensei em preparar um café da manhã bem gostoso para nós dois, mas me assustei quando olhei o relógio da cozinha e vi que já passava do meio-dia.

Gaspar surgiu apenas de cueca na cozinha, com os cabelos um pouco desalinhados.

- Você viu meu celular? Que horas são? - Me bombardeou de perguntas enquanto bocejava.

- Seu celular deve estar na sua calça. E são meio-dia. Dormimos demais. - Ele pareceu ter despertado mais com a última informação.

- Caramba! Tudo isso? - Ofereci uma xícara de café preto para ele. - Pensei em fazer um café da manhã completo, mas a essa hora não dá, né? - Ele concordou e tomou do café.

Largou a xícara em cima da mesa e veio até mim.

-Posso passar o resto do fim de semana com você? Não estou nenhum pouco com vontade de ficar longe de você. - Abraçou minha cintura e coloquei minha xícara em cima do balcão. - Claro! Eu vou adorar sua companhia! - Ele roçou o nariz no meu e beijou meus lábios levemente.

- O que vamos almoçar? - Perguntou me olhando e pensei em alguma coisa. - Que tal uma lasanha? - Ele sorriu e concordou. - Eu sei uma receita incrível a moda italiana! - Achei graça em seu entusiasmo. - Aonde você aprendeu cozinhar tão bem? - Ele apertou minhas costas e me beijou rapidamente de novo. - Eu só sei fazer massas. Minha avó me ensinou! - Eu estava adorando a cada dia saber mais sobre ele. Era uma pena não poder compartilhar com ele tudo sobre minha vida. O pensamento me entristeceu e ele notou em minha expressão. - O que foi? - Tentei disfarçar e afastar os pensamentos ruins. - Nada! Olha eu acho que não tenho todos os ingredientes aqui. - Mudei de assunto e ele pareceu ter esquecido e voltou a falar animado da tal lasanha. - Eu vou comprar! Assim aproveito e passo lá em casa pra pegar algumas roupas.

Depois de alguns minutos Gaspar saiu apressado prometendo que me ensinaria a melhor das receitas de lasanha.

Arrumei algumas coisas pela casa e tomei um banho enquanto ele não voltava.

Enquanto estava penteando meus cabelos em frente ao espelho, ouvi meu celular tocar.

Saí a procura do aparelho e quando o encontrei jogado no sofá da sala, vi que era apenas uma mensagem.

Sorri ao ver a mensagem de Gaspar. Ele me perguntava se eu gostava de manjericão. Respondi positivamente e quando travei o celular uma outra mensagem de texto chegou.

Meu coração gelou quando reconheci o mesmo número desconhecido que vinha me atormentando com as ligações.

 

Você também devia cuidar para que seu namorado não saia sozinho. Pode acontecer algum acidente.”

 

A mensagem sugestiva vinha na legenda de uma foto de Gaspar. Ele estava em um supermercado procurando alguma coisa nas prateleiras.

Me desesperei e senti algo ruim dentro do peito.

- Maldito!

 


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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