História O Favela e a Mimada - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Comedia, Drama, Romance
Visualizações 35
Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - 19


Me levantei escutando Emma reclamar pela décima quinta vez naquela manhã que íamos nos atrasar, para o pré natal que eu me arrependo armagamente de ter prometido ir com ela, me levantei com dificuldade por causa da preguiça e o sono que eu tava sentindo o dobro que o normal, como se já não bastasse os enjôos que as vezes ainda sinto.


Abrir a porta do banheio adentrando no mesmo me deparando com meu reflexo, eu estava horrível, além as orelhas minha cara ainda estava inchada. Suspirei, comecei a tirar peça por peça da minha roupa, me entristecendo ao olhar no espelho e vê que eu tinha engordado, mas eu não podia está grávida, minha menstruação foi embora ontem, fiz um coque no cabelo e entrei no chuveiro ligando o mesmo e sentido aquela água gelada escorrendo por todos os cantos do meu corpo, passeando por cima de minha pele e levando consigo para o fundo do ralo todo o suor e cheiro de cama da noite que tinha se passado.


Quando terminei desliguei o chuveiro e me enrolei numa toalha, enxugando todo o meu corpo e passando hidratante na pele, visto minha lingerie, uma short jeans rosa, uma blusa sem manga soltinha branca e calço o sapatenis rosa, faço um rabo de cavalo e uma Make.


Coloco celular e dinheiro na carteira e desço me deparando com TH sentado no sofá.


— O MOH… A PATROINHA ACORDOU DO COMA.


Ele grita rindo e eu mostro meu dedo do meio pra ele.


— Seu carinho me comove.


Ele fala me fazendo rir, vou em direção a cozinha vendo minha melhor amiga preparando um pão com goiaba e Katchup.


— Vai envenenar quem?


Pergunto fazendo a mesma levar um leve susto e olhar pra mim com a boca toda suja de KatChup


— Esse desejos de grávida estão me matando.


Ela fala tirando um pedaço do seu “sanduíche” e eu faço uma cara é nojo, faço um pão com queijo pra mim e degusto do mesmo vendo a Emma ficar de olho no meu pão, a mesma quando termina de comer faz um com queijo pra comer.


— Acho melhor as mortas de fome adianta pra nós meter logo o pé.


— Morta de fome nada, eu não tô comendo tanto assim.


Ela retruca me fazendo olha para o saco de pão fácil.


— Você come como uma bailarina.


Falo com ironia e a mesma me olha com os olhos semicerrados.


— E tá seca como uma também.


Fala TH no mesmo tom de ironia me fazendo gargalhar e a mesma nos olhar como se estivessem nos triturando em sua mente, depois de ouvi ela falar MUITO sobre como a gravidez estava acabando com as dietas e com o “corpinho sexy” dela, fomos para o carro, estava olhando a paisagem do outro lado da janela quando meu celular apitou, sorrir ao pensar que era o JP, mas meu sorriso se desfez quando eu vi que era um número privado.


“Uma hora ainda te pego sozinha”.


Meu coração se aperta, eu não paro de receber esse tipo de mensagem, mas eu não quero conta pra ninguem, não quero preocupar a Emma por que senão a mesma pode tentar ir pra cima da pessoa estando grávida, JP e TH tão tendo um problema com um X9 no morro que estão tentando saber quem é, e Vitória está feliz demais com o “novo boy” pra eu meter ela em qualquer que seja o problema.


Chegamos no hospital e descemos do carro, tinha alguns polícias na porta. Olhei para TH.


— Não tem problema pra você?


Falo fazendo a Emma e o mesmo rirem.


— TH tem ficha limpa, não é lerdo como seu namorado, ele faz as coisas por debaixo do pano.


Fala a mesma e eu dou um sorriso sem graça, não consigo me orgulha de ser namorada de um fugitivo, mesmo que ele seja uma ótima pessoa, atravessamos a pistas e cumprimentamos os polícias, sim, o TH até cumprimentou o policial, entramos no hospital e TH foi fazer o Check e eu e a Emma nos sentamos olhando os enfermeiros e as Enfermeiras andando pra lá e pra cá, logo chamou Emma e nos três entramos na sala.


Formos atendidos por um médico baixo, redonduxo, com cabelos grisalhos que sou ia ao redor da cabeça por que no meio continha uma careca, ela tinha um sorriso gentil, nos sentamos e ele começou a falar um monte de coisas sobre a gravidez, o que me interessou bastante, achava incrível o fato de as mulheres carregarem uma vida em seu ventre durante 9 meses.


Emma estava com 5 meses, sua barriga estava grande demais, e hoje mesmo veríamos se era Castiel ou Maria que habitava na sua barriga durante todo esses cinco meses.


Só podia entrar uma pessoa na sala de ultrassom com ela, a mesma quase implorou pra entrar nós três mais o mesmo não deixou, então TH entrou com ela, me deixando naquele corredor.


— Posso ajudar?


Olho e vejo um menino que aparenta ser uns dois ou três anos mais velhos que eu, ele tinha os olhos castanhos claro, cabelos loiros e um sorriso simpático.


— Ah, não… to esperando minha amiga.


Falo com um sorriso sem graça apontando pra porta onde a Emma e o TH tinha entrado a minutos antes.


— Sou Jhonny McCallister.


Ele estende a mão.


— Melissa Stuart.


Falo cumprimentando o mesmo com um aperto de mão e o mesmo arregala os olhos.


— Da Empresa Stuart’s ?


Ele fala e eu apenas sorriu em graça, essa parte da minha vida não está mais viva em meu presente.


— Wow… Eu admiro muito o seu pai, não acredito que a primeira empresa dele foi apenas com 19 anos, e depois da morte de sua mãe… - Ele da uma pausa percebendo meu incômodo - Mas você ja sabe de tudo isso.


Ele fala e eu dou uma risada fraca.


— É…


Falo e o mesmo sorrir.


— Eu agora tenho que ir, muito trabalho a fazer… Mas foi um Prazer.


Fala com um sorriso estendendo sua mão mais uma vez e eu pego a mesma o cumprimentando.


— O Prazer é todo meu.


Falo simpática soltando a mão dele, o mesmo passa as pastas que estavam em sua mão de uma mão pra outra.


— Espero que possamos nos esbarrar outras vezes.


Fala o mesmo dando mais um de seus sorrisos simpáticos e vai andando, fico mais um minutos no corredor cumprimentando o povo que passava e me cumprimentava, logo Emma e TH saíram da sala e eu fui pra Ela animada.


— Então… é Maria ou Castiel?


Pergunto animada e a mesma me olha seria.


— É Maria…


Fala e eu dou um sorriso.


— Mas também é Castiel.


Completa e eu arregalhei os olhos olhando pra ela e TH que tá com um sorrisão no rosto, e fico assim por vários minutos.


— Nossa…


Falo supresa e dou um sorriso abraçando a mesma.


— Eu não contava com dois filhos.


Fala a mesma chorando e eu dou um sorriso.


— Está triste?


Pergunto e a mesma nega com a cabeça que está enfiada no meu ombro.


— Só sentida pelo bolso do TH que vai sofrer em dobro.


Ela fala fazendo eu e o TH rir, então ela tira cabeça do meu ombro e enxuga as lágrimas com as costas da mão e dar um sorriso.


— Vamos pra casa, tenho que contar pra todos no Morro que eu to esperando por dois e falar para a Vitória que ela também vai ser madrinha.


Ela fala com um sorriso e assinto com a cabeça e formos andando, minutos depois ja estávamos fora do hospital, Emma e TH conversavam animadamente enquanto atravessavamos a rua, eu olhava aqulea cena com um sorriso no rosto, e se eu estivesse grávida, qual seria a reação do JP? Entramos no carro e formos rumo ao morro, fiquei olhando pela janela a paisagem, não demorou muito para chegarmos ao morro e um dos homens do tráfico os parar.


— JP pediu pra Patroa encontrar ele na casa dele.


Fala o Vapor e eu afirmo com a cabeça, TH levou um pouco o carro parando na porta de Emma e todos descemos.


— Não vai entrar?


Pergunta Emma olhando pra mim e eu sorriu.


— Vou vê o que o JP quer, antes que ele venha “me buscar”.


Falo fazendo aspas com a mão e eles dão risada.


— Quer que eu te leve?


Pergunta TH e eu nego com a cabeça, o mesmo suspira e eu dou as costas indo andando, o morro estava cheio e o sol estava queimando, não estava com coragem de subir todo o morro então peguei um atalho, que ao contrário da rua principal, estava deserto.


— Eu disse que ainda te pegava sozinha.


Fala uma voz um tanto conhecida, eu me viro e vejo a mesma com uma arma apontada pra mim.


Meu sangue gelou, eu estava com medo, medo dessa maluca puxa o gatilho, medo de morrer aqui nesse beco imundo, olho para trás dela, ninguem, olho para trás e também não vejo ninguem.


— Ninguém vai te socorrer.


Ela fala com um sorriso de lado e vem andando em passos lentos sem abaixar a arma, eu vou andando pra trás.


— Dê mais um passo e eu atiro 



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