História O Filho de Netuno - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Suga, V
Tags Adaptação, Bts, Heróisdoolimpo, Kookv, Namjin, Percyjackson, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 25
Palavras 1.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura e até sexta amores ^^

Capítulo 24 - XXIV - Namjoon


NAMJOON GOLPEOU COM SUA LANÇA PARA TRÁS E PARA FRENTE.

— Para trás! — Sua voz soou estridente. — Eu tenho... hm... incríveis poderes... E essas coisas.

Os basiliscos sibilaram, os três em harmonia. Talvez estivessem rindo.

A ponta da lança era quase pesada demais para levantar agora, como se o triângulo branco de osso estivesse tentando tocar a terra. Então, alguma coisa veio na cabeça de Namjoon: Marte disse que a ponta da lança era um dente de dragão. Não tinha alguma história sobre dentes de dragão plantados na terra? Alguma coisa que ele leu na aula de monstros do acampamento...?

Os basiliscos deram voltas nele, tomando seu tempo. Talvez estivessem hesitantes por causa da lança. Ou talvez só não pudessem acreditar como Namjoon era estúpido.

Parecia loucura, mas Namjoon deixou a ponta da lança cair. Ela afundou na terra. Crack.

Quando levantou a lança, a ponta tinha sumido – quebrada dentro da terra.

Maravilhoso. Agora ele tinha um palito de ouro.

Alguma parte louca dele queria liberar sua parte incendiária. Se ele fosse morrer de qualquer jeito, talvez pudesse começar um incêndio enorme – incinerar os basiliscos, então pelo menos os amigos dele poderiam escapar.

Antes que ele reunisse coragem, a terra tremeu sob os seus pés.

Poeira para todo lado, e a mão de um esqueleto agarrando o ar. Os basiliscos sibilaram e recuaram. Namjoon não podia culpá-los. Assistiu horrorizado enquanto um esqueleto humano se arrastava para fora da terra. E foi ganhando carne como se alguém estivesse colocando gelatina nos seus ossos e cobrindo com pele cinza transparente e brilhante. Então, roupas fantasmagóricas o envolveram – camisa regata, calças camufladas e botas de exército. Tudo na criatura era cinza: Roupas cinza em carne cinza em ossos cinza.

Ele virou-se para Namjoon. Seu crânio sorrindo sob um rosto cinzento inexpressivo. Namjoon estava chorando como um cachorrinho. Suas pernas tremiam tanto que ele tinha que se sustentar com o cabo da lança. O guerreiro esqueleto estava esperando, Namjoon percebeu – esperando ordens.

— Mate os basiliscos! — ele gritou. — Não eu!

O guerreiro esqueleto entrou em ação. Ele agarrou a cobra mais próxima, e embora sua carne cinzenta começasse a queimar em contato com ela, estrangulou o basilisco com a mão e largou seu corpo mole. Os outros basiliscos sibilaram com raiva. Um saltou em Namjoon, mas ele o acertou de lado com a coronha da lança.

A outra cobra soltou fogo direto no rosto do esqueleto. O guerreiro marchou e pisou na cabeça do basilisco. Namjoon virou para o último basilisco, que estava enrolado na borda da clareira os estudando. A lança de ouro imperial de Namjoon estava fumegando, mas ao contrário do seu arco, não parecia estar se desintegrando com o toque do basilisco. O pé direito e a mão do guerreiro esqueleto estavam lentamente se dissolvendo por causa do veneno. E a sua cabeça estava pegando fogo, fora isso ele parecia muito bem.

O basilisco fez a coisa mais esperta. Fugiu. Em um momento de emoção, o esqueleto puxou algo da sua camisa e arremessou pela clareira, empalando o basilisco. Namjoon pensou que era uma faca. Então ele percebeu que era uma das costelas do esqueleto.

Namjoon estava muito feliz por seu estômago estar vazio.

— Aquilo... aquilo foi nojento.

O esqueleto pulou em cima do basilisco. Pegou a sua costela e usou para cortar a cabeça da criatura. O basilisco se dissolveu em cinzas. Então o esqueleto decapitou a carcaça dos outros dois monstros e chutou as cinzas para dispersá-las. Namjoon se lembrou das duas górgonas no Tibre – o jeito que o rio espalhou os restos delas para impedi-las de se refazerem.

— Você está se certificando que elas não voltem — Namjoon percebeu. — Ou retardando-as, pelo menos.

O guerreiro esqueleto ficou prestando atenção em Namjoon. Seu pé e mão envenenados estavam quase destruídos. Sua cabeça continuava queimando.

— O que... O que é você? — Namjoon perguntou. Ele queria adicionar: Por favor, não me machuque.

O esqueleto o saudou com a mão. Então começou a desmoronar, afundando de volta no chão.

— Espere! — Namjoon disse. — Eu nem sei como te chamar! Homem-dente? Ossos? Cinza? — Com o seu rosto desaparecendo na terra, o guerreiro pareceu rir no último nome – ou talvez fossem só os seus dentes do crânio aparecendo. Então ele se foi, deixando Namjoon sozinho com sua lança sem ponta.

— Cinzento — ele murmurou. — Ok... mas...

Ele examinou a ponta da lança. Um novo dente de dragão estava começando a crescer na ponta dela.

Você tem três cargas, Marte havia dito, então use sabiamente. Namjoon escutou passos atrás deles. Jungkook e Jin correram para a clareira. Jungkook parecia melhor, exceto que estava carregando uma bolsa colorida da A.C.O.E.V., estilo anos 60, definitivamente, não o seu estilo. Contracorrente estava em sua mão. Jin tinha sacado sua spatha.

— Você está bem? — perguntou.

Jungkook deu uma volta, procurando por inimigos.

— Íris nos disse que você estava aqui lutando com os basiliscos sozinho, e a gente ficou tipo, O quê? Nós viemos o mais rápido que conseguimos. O que aconteceu?

— Eu não tenho certeza — admitiu Namjoon.

Jin agachou perto da poeira onde Cinzento desapareceu.

— Eu sinto morte. Ou meu irmão esteve aqui ou... os basiliscos estão mortos?

Jungkook o encarou com admiração.

— Você matou-os todos?

Namjoon engoliu em seco. Ele já se sentia bastante perturbado sem tentar explicar seu ajudante morto-vivo.

Três cargas. Namjoon poderia chamar Cinzento mais duas vezes. Mas ele sentiu maldade no esqueleto. Ele não era um mascote, era um vicio, a força assassina dos mortos-vivos, mal controlados pelo poder de Marte. Namjoon teve a sensação de que ele faria o que dissesse - mas se os seus amigos estivessem na linha de fogo... se Namjoon demorasse para lhe dar ordens, ele poderia começar a matar tudo no seu caminho, incluindo seu mestre.

Marte tinha dito a ele que a lança lhe daria tempo até ele aprender a usar os poderes da mãe. O que significava que Namjoon precisava aprender a usar esses talentos – rápido.

— Muito obrigado, pai — resmungou.

— O quê? — Jin perguntou. — Namjoon, você está bem?

— Explico mais tarde — ele disse. — Agora, tem um homem cego em Portland que nós temos que ver.



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