História O Grande Caos - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Interativo, Suspense, Zumbi
Visualizações 6
Palavras 2.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


***Too Far Gone***
Não se assustem pela "parte final" no nome, só significa que o arco "longe demais" acabou e no próximo será outro nome...
Terão arcos com mais de duas partes sim... Eu não vou acabar a fic pois tenho muitos planos para ela e quem sabe mais pra frente eu não abra algumas vagas para fichas de personagens. Tudo pode acontecer com o decorrer da fic... Bom já falei demais, esse capítulo é bem grande e espero que gostem. <3


- Rodrigo

Capítulo 11 - Longe Demais - Parte final


Fanfic / Fanfiction O Grande Caos - Capítulo 11 - Longe Demais - Parte final

P.O.V Eric

-Quem é aquele ali gritando Lex? Eu pergunto para Alexis enquanto estávamos carregando alguns mantimentos para o armazém;

- Não sei, mas Jason e Mark estão ali, devem saber como resolver. Responde Alexis continuando seu caminho para o armazém; Você vem ou não? Temos muito trabalho ainda.

- Estou indo. Respondo andando em direção a ela, mas ainda olhando para o garoto gritando;

Ao chegarmos ao armazém colocamos as últimas caixas de alimentos e já começamos a arrumar tudo nas compridas prateleiras, demorou algum tempo e quando terminamos fomos ver John, ele estava sentado na varanda da casa, ainda se recuperando, mas bem melhor do que estava antes.

- Ei John, tá tudo bem aí? Eu pergunto me debruçando na cerca de entrada da casa;

- Tudo sim Eric, só estou tomando um ar. Responde ele dando um sorriso de canto;

- Eric, você pode olhar John um pouco, eu vou ali e já volto. Diz Alexis;

- Claro Lex, pode deixar. Eu respondo já abrindo a cerca;

- Muito obrigada Eric. Diz ela já se virando e andando para o outro lado;

- Onde ela foi? Pergunta John;

- Não sei não meu velho, mas disse que não demorava; Eu respondo me sentando no chão ao lado de John;

- Sabe Eric, Alexis é uma garota muito especial, era uma das minhas melhores alunas antes disso tudo acontecer. Diz John tirando os óculos e olhando para mim; Ela não tinha pais e nunca foi de conversar muito com os outros, morava com uma tia na França, onde nos conhecemos na escola, e foi ela que me deu a ideia de pegar vários alunos de várias nacionalidades para fazer um intercâmbio diferente.

- E o que aconteceu? Eu pergunto um pouco confuso dele estar me contando isso;

- Eu peguei meus melhores alunos de várias escolas, e todos eram de países diferentes, Irlanda, Suécia, Alemanha, Portugal, Noruega e França. Eu então os levei para vários países, o primeiro foi os EUA e também seria o último e de lá cada um pegaria um voo para sua casa, mas não foi assim que aconteceu, quando voltamos para os EUA pela segunda vez já estava tudo um caos, as ruas, os prédios, tudo estava desmoronando e a beira da destruição. Diz John mexendo nos óculos e algumas lágrimas caem de seus olhos;

- E o que vocês fizeram? Eu pergunto ainda mais confuso;

- Eu os protegi. Diz John limpando as lágrimas; Bom, pelo menos no começo eu consegui protegê-los, mas depois ficou muito complicado, éramos em 7, sem armas, sem comida, sem abrigo. Após dois dias dois dos meus alunos faleceram e Alexis se culpa por não ter tido coragem de matar os andarilhos que estavam atrás deles. Alguns dias depois, mais dois alunos faleceram, e Alexis também se culpa pela morte deles, por ter deixado uma porta aberta onde os andarilhos puderam entrar. Após um mês que chegamos aos EUA, só sobrou nós 3, eu, Alexis e Flick, o garoto norueguês. Nós conseguimos achar um lugar seguro e tínhamos algumas comidas, mas algumas pessoas más acharam aquele lugar também, eles nos capturaram, torturaram Flick, e estupraram Alexis na nossa frente. E foi aí que descobrimos que Flick havia sido mordido por uma daquelas coisas no aeroporto da Noruega antes de embarcar para os EUA, mas por mais estranho que pareça ele não se transformou.

- Meu deus John, meu deus... Eu digo me levantando e limpando as minhas lágrimas; Como vocês escaparam?

- Alexis. Diz John olhando nos meus olhos; Ela os matou a sangue frio, nunca tinha visto ela daquele jeito. Eu estava bem, Alexis estava um pouco machucada, mas Flick... Ele estava quase morto. Nós então saímos do prédio e fomos para um lugar cheio de árvores perto de uma estrada, eu estava carregando Flick, enquanto Alexis ia à frente. Ela não queria me ouvir, até que chegamos à estrada e eu gritei para ela parar, ela se virou e veio na minha direção e disse que nós já estávamos mortos, ela então derrubou Flick dos meus braços e puxou meu braço, Flick estava muito machucado pra se levantar sozinho, não deu tempo de pegá-lo, um ônibus penitenciário apareceu na estrada e passou por cima do Flick, e acabou perdendo o controle e tombando, fazendo vários prisioneiros saírem, nós corremos para o outro lado da floresta e ficamos por lá, e no dia seguinte achamos aquele mercado e vocês.

- Ônibus penitenciário? Chris estava com roupa de prisioneiro no primeiro dia, depois ele achou algumas peças de roupa no prédio que achamos e se trocou. Eu digo voltando a sentar no chão; Ele fugiu daquele ônibus.

- Depois disso Alexis mudou Eric, ela deve estar em algum lugar sozinha pensando em tudo, ou deve ter encontrado alguém pra ficar com ela. Diz John colocando seus óculos de novo e se levantando; Bom, já tomei muito ar, vou entrar e comer alguma coisa, vai me acompanhar?

Antes de eu conseguir responder Alexis chega:

- Jay está chamando todo mundo lá na casa da Hazel;

- Pra que? Eu pergunto;

- Ele não disse... John, vamos eu te ajudo. Diz Alexis segurando John no braço e descendo a escada com ele; Por que estão chorando?

John olha pra mim e diz:

-Não é nada querida, vamos. Deve ser importante.

Nós então fomos até a casa...

P.O.V Jason

- E é isto Chad, vamos ter que colocar alguém no comando... Diz Audrey levantando e parando em frente à poltrona de Chad; Entre nós do conselho, está empatado entre Jason e Mark. Queremos o seu voto e depois dos moradores.

- Chad, você tem que falar agora. Diz Rebecca um pouco impaciente com a situação;

- Olha, eu nem conheço essa cara direito, e mesmo não gostando muito do cabeça de merda do Mark, meu voto vai nele. Diz Chad levantando e indo em direção à escada para o andar de cima; Se me dão licença, vou tomar um banho, porque não faço isso há semanas ou meses sei lá.

- Vamos Jason, vamos chamar os moradores para comunicá-los. Diz Mark num tom estranhamente amigável e um sorriso sínico no rosto;

Eu então o acompanho e após alguns minutos todos estão reunidos à frente da casa de Hazel, todos com cara de confusos, até que Rebecca e Audrey começam a explicar tudo. Eu miro meu olhar para Alexis, Eric e John e apenas mexo os lábios dizendo:

- “Me desculpe”

- “Pelo quê?” Pergunta Alexis também mexendo os lábios sem emitir som algum;

- “Por isso”.

Eu digo no mesmo momento em que Audrey comunica que o povo deve eleger um novo comandante para a comunidade, sendo que o conselho estava colocando Mark à frente de Jason nos votos.  E foi assim o resto da tarde, cada pessoa fazendo seu voto, cada pessoa entregando sua vida nas mãos de outra. E no fim da tarde a votação foi concluída... E Mark foi escolhido o novo líder do Pantheon.

- Não fique chateado Jay. Diz Rebecca me dando um beijo e me abraçando;

- Não estou chateado... Estou com pena deles por ter colocado ele no comando, e você sabe que foi um erro.

- Sim, eu sei... Mas ele está aqui há mais tempo e as pessoas nem sabem quem é você direito lembra. Agora vamos para a casa, prepararemos um jantar hoje, ok? Diz ela pegando minha mão e me puxando para dentre a multidão que já estava se dissipando;

Nós chegamos à casa de Rebecca e eu e ela começamos a preparar as coisas para o jantar, logo Alexis aparece e Rebecca pede para que ela chame Eric e John para jantar também, e logo eles aparecem, mas Rebecca não deixa eles ajudarem e falam para irem sentar no sofá. Logo nós colocamos a mesa e a grande travessa de macarrão com frango, mas Rebecca não se senta à mesa, ela então vira pra mim e diz que falta uma coisa. Ela então sai da casa e alguns minutos depois ela volta:

- Doutora Collins. Diz Alexis para Audrey que acabará de entrar ao lado de Rebecca;

- Pessoal, Jason... Diz Audrey cumprimentando a todos e se sentando à mesa;

Nós terminamos de comer e fomos limpar tudo, Alexis e Audrey ficaram conversando a faculdade de medicina da doutora e sobre como é ser uma médica:

- Eu tenho vários livros de medicina na minha casa, quer vê-los? Pergunta a doutora;

- Claro doutora, adoraria. Responde Alexis se levantando;

- Beckie... Vou levá-la para ver meus livros, se ela quiser poderá dormir lá não é? Diz Audrey abrindo a porta, olhando para Rebecca e depois para mim e dando um sorriso e voltando seu olhar pra Rebecca;

- Claro que pode, só não corrompa a garota com todos os seus dados médicos. Diz Rebecca rindo;

- Nós também já vamos indo. Diz John se levantando com a ajuda de Eric; Não é filho?

- Sim John, já estamos indo. Responde Eric com uma risada de canto;

- Acho que também vou indo. Eu digo me distanciando um pouco da pia;

- Jay... Fique. Ela diz segurando meu braço e me puxando;

Eu ia falar alguma coisa, mas acabei sendo interrompido por um beijo dela antes mesmo de começar a falar. Eu não sentia uma sensação daquela desde Alice, eu já tinha sentido aquilo antes, mas no momento era novo. E o beijo foi ficando mais intenso e ela me levou para o andar de cima, para o quarto dela... O resto é história...

P.O.V Chris

- Ei, pra quê essa faixa vermelha no meu braço?

- Para ninguém pegar no seu pé, todos os novatos aqui usam essas faixas. Responde Liza pegando outra maçã no pomar; Aqui como já deve ter percebido, é o pomar, onde plantamos varias árvores frutíferas. Temos de muitos tipos, macieiras, laranjeiras, abacateiros, ameixeiras e muitos outros.

- E se eu ficar aqui vou ter que cuidar delas? Eu pergunto debochando um pouco;

- Claro que não idiota. Diz Liza também rindo um pouco; O seu trabalho seria mais pra frente.

Nós então passamos pela parte dos animais, onde tinha galinhas, vacas, porcos e alguns cavalos.

- Também não é aqui grandão. Diz ela continuando a andar;

Até que chegamos num celeiro mais distante já perto das árvores da floresta. Liza abriu a porta e lá dentro tinham muitas armas, de todo tipo, todo tipo mesmo.

- Schmidt quer que você ensine os residentes do Círculo a usar as armas se for preciso. Diz Liza entrando no celeiro; O último cara que tava ensinando morreu por aí.

- Como assim morreu por aí?

- Foi morto por uns caras quando estava procurando pessoas novas comigo. Responde ela de cabeça baixa; Eu consegui escapar daqueles filhos da puta, mas Craig não.

- Quem eram eles? Os Arruaceiros?

- Como você sabe o nome daqueles filhos da puta? Ela levanta a cabeça e vem em minha direção;

- Eles mataram meu grupo e roubaram meu carro. Eu digo tentando aliviar a situação;

- Mas que merda hein. Diz ela colocando a mão no meu ombro; Mas agora você está seguro, eles não sabem que estamos aqui.

- É o que eu espero.

- Mas então, eu quero que você ensine as pessoas a se protegerem usando as armas. Ela diz voltando para o meio do celeiro; Mas não é só isso, quero que vá comigo recrutar pessoas para vir pra cá.

- Eu posso pensar?

- Claro grandão. Tome o tempo que precisar. Diz ela indo em direção a porta; Se precisar de algo, nosso celeiro é o com número 21 e uma listra amarela, pode ir lá.

Ela sai do celeiro e eu fico sozinho lá, olhando as armas e pensando no que podia ser feito, se eu ficasse teria uma chance de sobreviver, mas não iria voltar para os EUA... Mas se eu sair, talvez não sobrevia para chegar aos EUA. Eu escolho ficar. Eu então saio do celeiro e vou atrás de Liza;

P.O.V David

***ALGUNS MESES ANTES***

-Ei David, acorda... David. Diz Ben me puxando pela roupa;

- Mas que porra Fletcher, me deixa em paz.

- David, o pessoal saiu, foram atrás de suprimentos. Levante e me ajude a procurar mais coisas aqui dentro. Diz Ben me puxando de novo;

- Ok seu merda, vamos achar alguma coisa.

Nós dois então fomos andando pelo CDC na esperança de achar alguma coisa que o Ben falava.

- Que barulho foi esse? Eu digo parando e me virando; Você não disse que eles tinham saído? 

- E eles saíram. Responde Ben confuso; Eles não podem ter voltado tão cedo, vi a van saindo há uns 10 minutos...

- Quer ir lá ver? Eu pergunto cruzando os braços;

- E se um mordedor tiver entrado? Pergunta ele andando um pouco para o corredor que dava para a entrada principal;

- A gente mata. Eu digo pegando minha faca que guardava na bota; Vamos.

Quando cruzamos o corredor principal não vemos nenhum mordedor e muito menos Chris e o pessoal. Nós vemos cerca de 25 pessoas desconhecidas ali, estavam colocando uns fracos grandes de vidro no chão, não sei bem o que era, até que um dos caras gritou que estávamos ali. E todos se voltaram para nós apontando armas, até que uma voz surgiu do meio da multidão:

- Largue a faca, amigo.

- Nem morto eu largo isso, filho da puta.

- Olhe o palavreado cara, não estamos num país livre não é mesmo?

- De que merda você tá falando? Pergunta Ben;

- Meus homens viram uma caminhonete americana na estrada e conseguiram seguir alguns rastros de pegadas que davam bem nesse lugar. Nós então descobrimos que era um laboratório e que haviam muitos médicos aqui dentro, mas depois de um tempo descobrimos que só tinham sobrado dois. Vocês dois não são os médicos, são? Diz o homem com um sorriso maroto de canto;

- Não te interessa quem somos, só queremos que saia daqui porra. Eu digo levantando a faca de novo;

- Você sabe o que são esses recipientes enormes? Pergunta o homem apontando para aqueles vidros que seus homens tinham colocado em varias partes; São bombas caseiras, feitas por um grande amigo meu...

- Você vai nos explodir então? Ben pergunta um pouco inquieto;

- Não, não, não, eu vou explodir o local... Quero vocês dois comigo.

***DIAS ATUAIS***

-Achamos outro carro na estrada, mas não vimos ninguém... Da outra vez matamos dois! Diz um homem;

-Enfaixe esse braço e tome alguns analgésicos Tyler, avisarei Norman quando tiver chance. Eu digo dando uma atadura e dois analgésicos para o homem de seus 29 anos;

- Onde está Ben? Tyler pergunta;

- Teve um problema com a entrega de medicamentos dos Calgary Riders, mas já está voltando...


Notas Finais


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- Rodrigo


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