História O Outro Eu - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Carta, Drama, Suícidio, Superação
Visualizações 33
Palavras 876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoaasss.
E eu estou aqui de novo, com uma nova história.
Essa é uma diferente de muitas que eu escrevi na vida, sendo que apaguei todas porque não tinha maturidade suficiente, e creio que hoje em dia tenho mais "cabeça" para isso.
Essa história acabou sendo um pouco dark, pelo o simples fato de estar comentando algo que está acontecendo muito nesse século, mas parecem ter medo de falar. O suicídio. Eu tinha criado antes de Chester, do Linkin Park, se suicidar então ao saber dessa notícia fiquei muito mal e tive mais vontade de escrever.
Então, a trilha sonora de O Outro Eu, é One More Light, já que é a banda favorita da protagonista.
A protagonista poderá ser Candice Accola, mas você quem decide.
O Max, querido Max, por Cole Sprouse.

Plágio é feio, não gostaria de denunciar ninguém.
Não sou movida a comentário, então você é livre, mas sempre é bom dar aquele gostinho.
Até a próxima.

Capítulo 1 - Primeiro Dia- 4 meses atrás


Olá, Maxuell. Meu querido Max.

Estou aqui, finalmente, na minha mesa de estudos com a lâmpada do quarto apagada, mas resolvi escrever. Para você. Eu sei, talvez nunca vá ler, mas tenho esperanças. Bem lá no fundo.

Liguei a lamparina e peguei uma caneta azul. Mas não achei que gostaria, então escrevi na capa com a cor verde, a sua favorita. Tudo bem, pode fingir surpresa. E também de não me amar. Eu deixo.

Minha terapeuta deu uma proposta. Escrever um diário. Mas você sabe que eu odeio. Então vou escrever para você e deixar no seu quarto debaixo da cama. É o nosso segredo, não deixe sua mãe saber. Ela vai ficar pirada. Quer dizer, tudo que é em volta de você, a dona Lívia, fica doida.

Mas eu não ligo, porque também fico.

Então... Vamos começar por hoje? Ah... Fui para a escola, como sempre. E também como sempre, odiei. Cada segundinho. Mas sei que você adoraria, principalmente por causa da professora de história, porém devo te dizer: ela se mudou. Sim, a sua professora favorita nos deixou.

Assim como você...

Não te culpo por ter achado melhor tirar sua vida. Quem deve receber a culpa nessa vida, sou eu. Por não ter dado atenção suficiente, por ter passado mais tempo com o meu namorado... Talvez seja por isso que eu esteja nessa terapia. Para me recompor. Para catar os meus pedaços que você quebrou. Para começar uma nova vida. Um novo outro eu.

Mas sabe de algo que me intriga acima de tudo? Você não ter me dito. Tudo bem, eu sei que como sua amiga tinha o dever de ver como sempre estava, se nossa relação estava boa. Mas você me afastava quando ficava perto. Quando queria entender.

E sinto uma dor no peito a dizer, também estou ficando assim. Me desculpe, sei que queria o melhor para mim, mas você me deixou. Assim como aquele otário que gostava de apresentar para Deus e o mundo como meu namorado. Na verdade, devo dizer: a otária da história sou eu.

Nossa, Max, não sabe como me sinto um lixo.

Um nada.

Que tem um buraco aqui dentro e nunca irá se fechar. Porque você é assim, um membro meu. Não de família, amigo ou igreja. E sim, uma parte do meu corpo. Não tem quando você perde o dedo? É parecido. Você o senti ali mesmo sabendo que não está. Na verdade não sei se é isso mesmo, nunca perdi e nem quero. Já perdi demais.

Okay... Voltando o assunto do meu dia. Me desculpe de novo, sempre me perco quando são esses assuntos. 

Fui a sua casa. Sim, aquela de um andar, com um enorme quintal, tem piscina, freezer para colocar cervejas ou refrigerantes para os churrascos dos finais de semanas. Uma grama verdinha onde seu pai adorava molhar para ficar bonita como sempre ficou. Odiava quando pisava nelas, mas nós sempre fizemos isso.

Onde todo mundo se reunia em uma roda de amigos e família para cantar as músicas favoritas de qualquer um. Era só mandar, e cantar como se nada iria acontecer durante aqueles poucos minutos.

Entrando lá, via aquelas paredes verdes claras repletas de quadros nossos. Memoriais da escola, acampamento da igreja ou apenas a família reunida na véspera de natal. A ceia. Nós nos enchiamos antes dar meia noite. Não era legal? A cabeça de sua mãe parecia que ia explodir de tanta raiva.

Pois é Max, sabe que gosto muito dos detalhes. Um defeito assim por dizer. Mas sabe por que ela essencial agora? Lembrar dos nossos momentos? Porque simplesmente eles não existem mais. Triste, não é? Então, foi isso que aconteceu quando você resolveu pegar aquela gilete nova e cortar seus pulsos na própria cama.

Não que eu te culpe, deve que foi bastante ruim pensar aquilo tudo e fazer. Só... Max... Eu não consigo acreditar. De você ter partido. Da forma que foi. Me deixou aqui. Perdida. Sem ninguém...

Sua mãe, coitada, fica nos cantos segurando uma foto sua, chorando com um lencinho nas mãos. Relembrando os velhos tempos e pensando no que poderia mudar para nada disso ter acontecido. Seu pai, continuou no banco, mas toda vez antes de ir para casa passa no bar, enche a cara só para não ter que sofrer muito ao ver a mulher naquele estado. E ver suas fotos nas paredes ainda...

Nossa família sempre foi tão linda. Que pena não ter pensado o que aconteceria depois de partir.

Egoísmo? Não posso dizer assim. Por que não sei o que passava em sua cabeça. Pode ser totalmente diferente da minha. Então não posso te julgar por suas escolhas. Nem te culpar. Sabe por que? Porque cada um é diferente do outro, tanto fisicamente quanto psicologicamente. E por mais de nos conhecermos mais do que tudo, ninguém sabe o que realmente acontece na vida de ninguém.

Então o que me resta dizer é: eu te amo, como um amigo, como um irmão de outra mãe. E espero bem lá no fundo que tenha valhido a pena a escolha que fez. De qualquer jeito, você sempre estará aqui, no fundo, no meio, nas bordas e em tooodo o meu coração. 

Com isso, concluo por hoje: vá em paz meu irmão.


Notas Finais


É isso, obrigada por chegar aqui em baixo. Me deixa alegre e grata, espero que goste por mais que esse capitúlo esteja pequeno.
Beijos, até a próxima.


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