História O passado é o meu destino - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos De Infancia, Amizade, Destino, Distância, Drama, Melhores Amigos, Passado, Romance, Viagens
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Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente o enem passou, estou escutando os anjos cantarem aleluia kkkkkk
Enfim, Boa leitura meus amores kkkk

Capítulo 12 - Tempo


Eu estava no meu quarto quando Luna chegou, mas eu fingi que estava dormindo, já que Luna as vezes era mais dramática do que eu. Mas isso não evitou que ela sentasse na beirada da minha cama, fazendo cafuné e bagunçando os meus cabeços que já pareciam um ninho de pássaro – o que antes me faria surtar, mas agora apenas continuei a fingir dormir.

- Ah, Mare, espero que dê tudo certo. Mas, aconteça o que acontecer, sempre estarei ao seu lado, nos bons e maus momentos – falou ela, fazendo meus olhos arderem novamente, ainda sem abrir os olhos.

Ela ainda ficou um tempo assim, antes de ir se arrumar para dormir.

Uma hora depois, ela estava dormindo e eu sem um pingo de sono.

Seria uma longa noite.

 

Exatamente às 4:57 da manhã, levantei da cama. Tomei um banho rápido, coloquei meu uniforme e prendi meu cabelo em um coque mal feito, então sai.

Nenhuma viva alma estava acordada, nem mesmo a inspetora do nosso corredor, que se encontrava dormindo em sua mesa no corredor.

Sem fazer barulho, caminhei cuidadosamente até a biblioteca, onde eu poderia ficar sozinha por um tempo. Peguei um livro qualquer e tentei começar a lê-lo, mas foi em vão. Era desperdício de tempo, então desisti e apenas fiquei lá, pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada.

Eu estava tão perdida.

O sinal da primeira aula tocou. Então o segundo. Então o terceiro.

Mas foi só depois do sinal do intervalo que Luna me achou lá e se sentou comigo, sem falar nada e assim ficamos por bastante tempo.

- Você devia ir para a aula – falei, finalmente quebrando o silêncio.

- Você também, mas está aqui, olhando para o nada – respondeu.

- Não consigo ficar naquela sala, cheia de pessoas que nem conheço, sofrendo – falei sinceramente.

- Sabe quem mais está sofrendo? Tyler, Cami, tio Jem e, obvio, tia Laura, mas eles estão lá fora, seguindo suas vidas, mesmo que por pouco tempo – disse ela.

- Luna...

- Você nunca foi de sofrer antes da hora, Marie. Você sempre levantou a cabeça e seguiu em frente com seu orgulho como escudo e sua determinação como espada. Não permita que uma doença, uma perda que ainda nem aconteceu, te derrube assim – falou.

As lagrimas voltaram a cair.

- Eu ainda não estou pronta para perde-la. Nenhum de nós está – falei. – Por que logo ela? Por que, de tantas pessoas no mundo, tem que ser alguém que eu ame tanto?

- Mamãe sempre disse isso para a gente e até colocou isso em seus livros: O destino é repleto de surpresas, a grande maioria são ruins, mas elas foram feitas para nos fortalecer – falou ela soando como a Tia Esther, o que me fez dá um pequeno sorriso. - Marie, sempre teremos quedas, algumas altas, outras pequenas, mas cabe a nós ficarmos no chão ou nos levantar.

- Porra, quando ficou tão sabia?

- Sempre fico sabia quando uma pessoa que amo precisa de ajuda – falou ela, me puxando, mesmo que de mal jeito, para um abraço. – Ah, e sua mãe ligou. Mandou fazer você fazer a lista de convidados pro seu niver, porque os seus convites devem está no correio até sexta.

Isso me fez sorrir.

Doente ou não, mamãe jamais deixaria de organizar a minha festa.

- Me ajuda a fazer a lista? – perguntei, forçando um sorriso. – Mas nada muito grande.

- Claro, mas só depois da aula, você já perdeu muitas aulas por hoje – falou ela.

Por mais louca que Luna fosse, sempre levou a sério a escola, evitando faltar e sempre com notas boas.

- Ok, mas preciso buscar minhas coisas. Te encontro no refeitório?

- Ahm – falou se levantando e eu também me levantei, então saímos da biblioteca: eu fui para nosso quarto e Luna seguiu na direção do refeitório.

Passei rapidamente pelo meu quarto, apenas para pegar minha mochila, então fui para o refeitório. Mas não esperava virar um dos corredores e dá de cara com Logan e Elizabeth se pegando.

Para piorar, Aisha – a amiga da Elizabeth – ainda estava atrás de mim, quando me virei para voltar pelo caminho que tinha ido.

- Eita, o que foi? Viu um fantasma? – perguntou ela e então se desfiou para ver o que foi.

E foi impossível não ver seu sorriso de prazer quando viu o que tinha me abalado.

- Ah, os dois são tão fofos, né?

- Fofos como um urubu se alimentando de uma carcaça – respondi, revirando os olhos.

- Pode sentir inveja o quanto quiser, mas todos sabem que eles são um casal perfeito – rebateu a criatura.

- Inveja? Dela? Jamais! Sabe por que? Ele não a ama, mas ele me amou pelo tempo que namoramos e por anos antes, talvez até depois – falei debochada.

- Quem disse que ele não a ama?

- Eu o conheço. Sei que ele não a ama. Todos que conhecem ele realmente, sabem disse – falei.

- Bem, não é isso que parece. Ele a trata como uma rainha e fala que a ama todos os dias. Age como um verdadeiro homem apaixonado, mas quando você está por perto... acho que ele sente pena de você. Pena de ver você atrás dele, quase implorando por sua atenção, e ai ele não demostra tanto o que sente pela Bethy, mas quando você está longe... Apenas falo o que eu vejo: eles se amam, mas você está no caminho – falou ela.

- Logan jamais sentiria pena de mim! – falei entredentes.

- Tem certeza? Porque parece que ele está. Afinal, quem gosta de magoar um amigo? Ainda mais um amigo de infância, como vocês são - falou ela e eu queria rebater, mas ela tinha um ponto.

Logan faria de tudo para não me magoar.

- Um conselho – continuou ela, quando percebeu que eu não tinha mais o que dizer. – Se afaste dele. Deixem eles serem felizes. Será melhor para todos.

Então foi embora, fiquei por ali por mais uns dois minutos, então dei a volta.

Precisava pensar.

 

- De todos os lugares, aqui é o último que imaginaríamos – falou Arthur se sentando ao meu lado, na beirada na piscina coberta da escola.

- Por isso mesmo que vim para cá, mas mesmo assim me achou – falei.

- Na verdade, não vim te procurar. O treinador achou melhor eu usar meu tempo livre para treinar. “Você anda muito lerdo, Whiter. Use seu tempo livre para treinar!” – falou ele em uma péssima imitação do treinador/professor de educação física, me fazendo rir.

- O professor deve estar de implicância. Você e Logan parecem peixes de tanto nadar, ainda mais nas férias – falei e era verdade, os dois não saiam da piscina durante o verão.

- Infelizmente, ainda é o treinador – falou ele, suspirando. – E você? O que está fazendo aqui? Luna estava te esperando no refeitório.

- Já avisei que não vou ir me encontrar com ela – falei, me deitando no chão, mas com os pés ainda na piscina e fiquei olhando pro teto.

- O que aconteceu? Pensei que ela tinha conseguido te animar.

- Ela conseguiu, mas não é mais aquilo... Bem, ainda é, mas é só minha mãe. É tudo!

- Sabe o que isso me lembrou?

- O quê? – perguntei curiosa.

- De três coisas, na verdade. Me lembrei daquela vez, quando tínhamos sete anos, que minha mãe estava gravida. Estávamos todos animados, mas ela perdeu o bebê e eu fiquei muito triste, porque eu queria um irmãozinho – falou e me deixou confusa. Que mudança de assunto repentina. – Luna e Logan tentaram me animar, mas apenas você conseguiu quando fez uma lista de “prós e contras” ter um irmão. No final, tinha mais contra do que prós. Eu sabia que você estava fazendo aquilo só por minha causa, já que você sempre amou demais seus irmãos.

Aquilo me fez sorrir. Me lembrava de ter colocado “dividir o sorvete de pote” em primeiro lugar de contra e “ter quem colocar a culpa” em pró.

- Eu sempre odiei ver vocês tristes – sussurrei.

- Nós sabemos. Você se lembra daquela vez que estávamos correndo pela casa e Logan acabou caindo da escada e quebrou o braço? Você se recusou a sair do lado dele e ainda quis desenhar no gesso dele todo para “ficar mais charmoso” – falou ele, me fazendo rir, pois eu realmente tinha dito aquilo na época.

- Eu era uma criança doida.

- E teve também aquela fez que Luna estava com problemas com uma garota muito maior que todos nós. Acho que ela era uns dois anos mais velha. A garota cismou com a Luna, que ficou apavorada, até que, no terceiro dia, você se cansou e se meteu em uma briga com ela. Você levou ficou de castigo por meses.

- Sim, mas ela deve ter a cicatriz dos meus dentes até hoje – falei rindo e Arthur me acompanhou.

- O que quero dizer com isso tudo é que você sempre esteve conosco, nos animando e nos defendendo em todos os momentos, e nós sempre estaremos com você também. Nós amamos você e faremos o que pudermos para ajudar.

- Também amo vocês – falei sentido as lagrimas voltarem a se formarem em meus olhos.

- Sabemos e temos sorte de ter em nossas vidas – respondeu ele e eu respirei fundo, criando coragem pra perguntar.

- Arthur, posso lhe fazer uma pergunta?

- Claro, pergunte.

- Logan... ele a ama? – Arthur olhou para mim surpreso.

- De todas as perguntas, essa era a última que eu esperava de você. Você conhece o Logan, sabe que ele só amou uma pessoa e essa é você – respondeu.

- Mas ele continua com ela. Se ainda me amasse, já teria terminado com ela – respondi com uma voz que parecia de uma criança.

- Vou dizer o que sei. Quando você partiu e cortou o contato com ele, Logan ficou desesperado em busca de um sinal de vida seu. Quando descobriu que você respondia a Luna, mas não a ele... porra, parecia que o mundo tinha caído em cima dele. Ele ficou semanas... semanas? Que nada. Meses no fundo do posto, até que resolveu seguir em frente. A partir daí, evitava falar de você ou qualquer coisa relacionada. Mas, de uma coisa pode ter certeza, quando você se foi, uma parte de Logan foi junto e quando você apareceu aqui semana passada, essa parte voltou com você.

- Mas isso não muda o fato de que ele continua com ela – respondi.

- Sim e vai continuar até se sentir em segurança com você novamente. Ele só precisa de tempo – respondeu Arthur.

Tempo.

Era isso que ele precisava.

E eu daria tempo e distância.


Notas Finais


Sem revisão, desculpem qualquer erro
Mas e ai? gostaram? Bom ou ruim? Deixem ai seus comentários, pq to preciso de gente pra me animar depois do enem kkkkk
Bjs e até o próximo


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