História O Passado em Meu Destino - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kung Fu Panda
Personagens Personagens Originais
Tags Kung Fu Panda, Tigresa
Visualizações 39
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, essa é uma das minhas primeiras fanfics, me perdoem se tiver erros.

Capítulo 1 - A Notícia


- Yijiro está vindo ao Vale da Paz. - foi a primeira e única coisa que Shifu disse ao entrar e em seguida se retirar da cozinha.

A notícia da visita de um guerreiro não causaria estranhamento nenhum em situações normais, mas é claro que não era o caso. Todos foram pegos de supresa por essa notícia, no mesmo instante os olhares recaíram sobre Tigresa, que já havia tido uma quedinha pelo dito-cujo, e por mais que os mesmos não tivessem tido nada de sério, seria muito constrangedor. Por quê? Bem...

- Ah! Que ótimo! - exclamou o Dragão Guerreiro sarcasticamente.

- Não seja ciumento, Po. - respondeu a guerreira sem tirar os olhos do prato.

- O que foi? Não posso ficar feliz pela chegada do ninja show de bola?

- É um samurai, que te ensinou muito, aliás.

- É, Po, não se sente ciúmes de um mestre. - comentou Garça.

- Ele não foi meu mestre, ele só me ensinou umas coisinhas, aposto que aprenderia se mestre Shifu tivesse ensinado antes.

- Mas o mestre Shifu ensinou antes, você dormiu nessa aula. - intrometeu-se Macaco.

- Ah, isso não vem ao caso. - respondeu o panda, sem argumentos

Todos riram menos Tigresa, que limitou-se a sorrir.

- Vamos Po, admita que está com ciúmes. - brincou Macaco.

- Não estou, só estou sendo cauteloso. - respondeu.

- É, você entende muito de cautela. - comentou Tigresa, fazendo seus amigos rirem outra vez.

- Claro que entendo! - disse Po, ignorando o fato do comentário ter sido sarcástico.

- Se você entendesse, não teria demonstrado desconforto nenhum com a chegada de Yijiro. - manifestou-se Víbora.

- Mas eu não estou demonstrando nenhum desconforto.

Riram mais uma vez. Tigresa se levantou para recolher os pratos, já que todos haviam acabado de comer. Quando passou por Po, pôs a mão em seu ombro.

- Sua "cautela" é inválida, se eu tivesse algum interesse por Yijiro teria ido para Japão quando ele mandou aquela mensagem a alguns meses em vez de ter aceitado o seu pedido de casamento. - acabou dando uma batidinha no ombro do panda e foi lavar a louça, ainda ouvindo a conversa.

- Tá vai, mas esse cara é meio doido, vai que ele pensa que você o está esperando para terminar comigo, sei lá...

- Quanto drama Po, foi tão difícil arranjar uma noiva que agora se apavora com qualquer coisa.- brincou Macaco.

- Saiba que a metade da população feminina da China adoraria se casar comigo. - exibiu-se

- Ah, é mesmo? - manifestou-se Tigresa, que estava lavando a louça - se é assim eu posso desfazer o nosso noivado, aí você pode ser casar com metade das garotas da China.

- Mas é claro que você vale por 30 chinas, hehe.- respondeu temeroso o panda. Tigresa riu, balançando a cabeça.

- Céus Po, você não sabe ser romântico. - comentou Garça.

- Claro que sei, como você acha que conquistei a Tigresa? - exibiu-se novamente.

- Com romantismo que não foi, até perdi a conta de quantos buquês de flores ela jogou na sua cara. - comentou Víbora.

- Só porque eu escolhia sempre as flores erradas, como eu ia saber que tipo de flor ela gostava? - defendeu-se.

- E as caixas de doces que você comia antes de dar a ela? - lembrou Garça

- Ah é que eu ficava nervoso...

- E aquele passeio de barco que você a derrubou no rio? - perguntou Macaco.

- Foi um acidente, o barco era muito pequeno.

- E aquela...- começou Louva-a-Deus mas logo foi interrompido pelo panda.

- Tá legal, já entendi!

Todos riram novamente. Tigresa que já havia terminado de limpar tudo voltou a se sentar.

- É pessoal, não zoem o Po, se eu não sentisse algo por ele diria que me venceu pela insistência. - disse a guerreira.

- Admita que você sempre foi apaixonada pela minha show de bolice - exibiu-se mais uma vez.

Tigresa estreitou os olhos para o noivo - Idiota. - falou, o único assunto do qual Tigresa não tinha resposta era sobre seus sentimentos pelo panda.

- Viu só! - disse o panda, todo convencido, e todos começaram a rir, menos Tigresa que jogou um guardanapo no panda.

Desde que Po e Tigresa começaram se relacionar, um pouco depois que voltaram da Vila dos Pandas, ela passou a ser mais aberta, não o suficiente para deixar de ser a Tigresa durona, mas o bastante para rir abertamente, brincar com seus amigos e, principalmente admitir seus sentimentos. Ninguém sabia exatamente como começou, sabiam das investidas de Po, que havia se declarado abertamente, no meio de uma briga de ambos, com um sonoro: "Sei que você vai quebrar meus ossos, mas eu te amo, além da nossa amizade" Para a supresa de todos ela não surtou, não bateu nele, ou riu na sua cara, apenas disse que precisava meditar e saiu da sala de treinamento, onde tudo ocorrera. Ficou dois dias sem falar com Po, por não saber como reagir, algo novo para ela, ficar sem palavras. Depois ele começou a dar-lhe presentes, primeiro como um pedido de desculpas, depois como formas de demonstrar seus sentimentos. Temendo seu próprio coração ela ignorava tudo que ele fazia, quando não o tratava mal. Mas o Dragão Guerreiro era teimoso demais para desistir, e depois de algumas semanas, ela admitiu que também o amava, mas não sabia se deviam ficar juntos. Começaram a se encontrar longe do palácio, para conversar, ver se dariam certo, coisas comuns, quando ele lhe roubou o primeiro beijo, um selinho rápido, por achar que ela ficaria furiosa, mas foi ao contrário. Ela começou a rir e disse que pareciam pré-adolescentes. Po também riu, e logo se beijaram de verdade, então ela aceitou namorar com ele.

Quase um ano depois ele a pediu em casamento, no meio de um festival, que ele mesmo havia proposto com a desculpa de que "O vale precisava de um pouco de diversão de vez em quando". Uma supresa enorme, na frente de todo do vale, segurou sua mão e disse sem rodeios: "O universo fez por mim mais do que eu poderia pedir, mas me fazer Dragão Guerreiro não teria sido nada se nunca pudesse ter estado com você. Você sempre foi minha guerreira favorita, aí minha melhor amiga, hoje minha namorada, será que aceitaria ser minha esposa?"

"- O quê? - ela respondeu, perplexa"

"- Quer se casar comigo?"

Casar? Ela nunca havia pensando nisso em toda sua vida. Mas também nunca pensara que namoraria com Po, mas afinal, se o amava, por que não?

"- Quero, quero sim - respondeu e sorriu"

Todos bateram palmas e os dois se abraçaram. Macaco até jurou ter visto Shifu derramando uma lágrima. Po já havia falado com seu mestre sobre suas intensões, afinal, ele havia criado Tigresa, mesmo que indiretamente, ele era pai dela. Shifu ficara feliz pela iniciativa, não teria problema Po se casar com uma guerreira tão habilidosa quanto ele. Ela saberia se defender caso ele tenha que estar longe, então não precisaria deixar de ser o Dragão Guerreiro. Tigresa não correria mais risco do que já corre sendo uma guerreira do Palácio de Jade. E mesmo se corresse, saberia como lidar com a situação.

Mas o que deixava-o mais feliz ainda era o fato de Tigresa estar demonstrando seus sentimentos, se abrindo a possibilidades, a uma vida mais normal. O Mestre se culpava por ela ter crescido fria, mas graças ao panda, essa armadura havia sido lentamente quebrada. Po tinha esse dom, de mudar as pessoas. Não era um poder de Dragão Guerreiro, era algo dele.

Alguns dias antes do pedido, havia chegado uma mensagem do Japão. Era Yijiro, convidando Tigresa a ir visitá-lo. Ela achou ridículo ele só entrar em contato anos depois. Havia até esquecido que aquele ser existia. Po ficou tão contrariado quanto, depois de ser lembrar, com muito esforço, quem era Yijiro.

"- Vai ver ele queria saber quem ia fazer jogo duro por mais tempo. - brincou"

"- Vou continuar fazendo então, nem me darei trabalho de responder isso "

Depois disso eles teriam facilmente esquecido do samurai novamente, se, é claro, ele não mandasse uma carta todo o mês. E foi o que ele fez. Quando começou a chegar presentes junto com as cartas, como leques, vestidos, e jóias (coisas que ela não usava, aliás) ela decidiu responder. Foi bem clara e objetiva, e até devolveu os presentes. Logo chegou uma carta com uma pulseira, como se ele nem tivesse ligado para a resposta que ela lhe dera.

"- Será que a carta não chegou? - perguntou Tigresa."

"- Claro que chegou, ele está dando uma de desentendido - respondeu o panda"

Mesmo assim Tigresa mandou outra resposta devolvendo a pulseira e enfatizado que estava noiva, depois disso mais nada chegou.

Aí os ânimos se acalmaram, e tudo voltou ao normal. Até que 3 meses depois, chega a notícia que ele está retornando ao Vale da Paz.

Tigresa não estava ligando para essa visita. Estava muito feliz com Po. Não iria se indispor com seu noivo por causa de um samurai de meio metro.

Mas isso não significava que seu noivo não se meteria em encrenca. Era sua especialidade, afinal.


Notas Finais


Obrigado por lerem, a história vai continuar 💜


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