História O reino das rosas. - Capítulo 27


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Categorias Rule of Rose
Tags Rule Of Rose
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Jennifer é atraída até uma vila assombrada por um fantasma e lá conhece uma garota que á leva até um poço misterioso.

Capítulo 27 - O poço.


Fanfic / Fanfiction O reino das rosas. - Capítulo 27 - O poço.

O sol ainda brilhava forte quando Jennifer chegou na primeira estrada para o leste.

A garota azarada sabia que só deveria dobrar na segunda estrada para o leste, mas um pequeno corvo negro com uma pinta vermelha na testa pousou no chão em frente ao unicórnio e começou a grasnar como se estivesse chamando a atenção da pequena garota.

Jennifer achou o corvo interessante, e Brown mais ainda! Pois ao ver o estranho pássaro negro, o pequeno filhote se jogou do colo de sua dona e tentou brincar de abocanhar a ave.

O corvo crocitou e voou rapidamente, primeiro em círculos, e depois em curtos ataques rasantes, que deixavam Brown bastante tonto e frustrado.

Jennifer ria enquanto observava o filhote e a ave brincarem, mas quando ela menos esperava, o corvo voou em sua direção e arrancou o broche vermelho das rosas de sua roupa. Deixando Jennifer assustada e desesperada.

Ei! Devolva-me o broche! Ele pertence á Wendy! E eu tenho que devolve-lo quando esta jornada acabar! — Gritou Jennifer ao avançar com o unicórnio na direção do corvo que havia pousado encima de uma pedra.

Crow! — Crocitou o corvo antes de bater as asas e voar pela estrada que ia em direção ao leste.

Jennifer seguiu o corvo por alguns segundos, mas teve que parar o unicórnio por um momento para poder descer e apanhar Brown que corria desesperado pela estrada atrás do unicórnio e de sua dona.

Vem Brown! Nós temos que montar e encontrar aquele corvo! Ele não pode ficar com o broche da Wendy! Eu prometi á ela que eu devolveria o broche! — Falou Jennifer ao colocar Brown em seus braços e montar no unicórnio novamente.

Então, depois de seguirem o corvo por todo o entardecer e anoitecer, Jennifer chegou em uma pequena vila, chamada pelos camponeses de vila grande. (Pois apesar de pequena se comparada com uma cidade, a vila possuía uma enorme mansão que servia de moradia para um família de nobres Lordes, cavaleiros e senhoras de grandes posses.)

Jennifer ficou maravilhada ao ver duas estatuas de unicórnios empinados na frente da vila, e ficou mais feliz ainda ao ver o corvo próximo de uma delas, com o broche vermelho ainda no bico.

Ei, seu ladrão! Me devolva o broche ou eu vou usar a minha espada para cortar você ao meio! — Ameaçou Jennifer com fúria na voz.

Porem o corvo apenas crocitou, bateu as asas, e voou novamente, sobrevoando as ruas desertas da vila, indo em direção á grande mansão.

 Jennifer então incitou o unicórnio e cavalgou pelas ruas da estranha vila atrás do corvo.

Porém, enquanto cavalgava e perseguia a negra ave, Jennifer estranhou a falta de pessoas nas ruas. A garota azarada observou becos, praças, ruas e vielas totalmente desertas, como se algo, alguém, alguma coisa, ou criatura estivesse forçando as pessoas á ficarem escondidas dentro de suas casas.

Então, ao avistar o corvo pousar na frente do enorme portão de ferro da mansão, Jennifer avistou um cavaleiro vigiando os muros da enorme mansão.

Decidida, Jennifer desceu do unicórnio, soltou Brown no chão, e foi caminhando lentamente até o estranho corvo, que voou antes da garotinha se aproximar, mas deixou o broche vermelho no chão.

Ufa! Finalmente! Eu achei que passaria a noite toda atrás daquele corvo. — Falou Jennifer enquanto se ajoelhava e apanhava o broche.

Ei! Você ai! O que está fazendo á esta hora na rua? Não tem medo de fantasmas? — Gritou o guarda do topo da amurada.

Desculpe senhor! Eu não sabia que existia um fantasma nesta vila! Eu estou viajando, então cheguei nesta vila faz apenas alguns minutos! — Gritou Jennifer em resposta.

O guarda observou Jennifer atentamente, e ao perceber que era uma garota acompanhada de um cachorro e um unicórnio, falou — Não vá a lugar algum! Eu vou descer e abrir o portão.

E então o guarda desceu a amurada e abriu o pesado portão de ferro com a ajuda de outros altos e fortes cavaleiros.

Olá senhor! O meu nome é Jennifer. E eu estou indo para o bosque dos coelhos. — Falou Jennifer ao se apresentar e fazer uma delicada cortesia.

Prazer em conhecê-la senhorita Jennifer! Eu me chamo Magnus, e sou o cavaleiro responsável pela segurança desta mansão. — Falou o cavaleiro ao se apresentar e reverenciar a garota.

O que faz em vila grande? Você falou que estava indo para o bosque dos coelhos, e pelo que eu saiba o bosque dos coelhos fica ao sul. — Falou outro cavaleiro com uma barba grande e negra.

Eu estava seguindo a estrada que vai para o sul, quando um corvo com uma pinta vermelha na testa roubou o meu broche e me atraiu até esta cidade. — Explicou Jennifer aos cavaleiros.

Hunf! Corvos roubando broches não é nada incomum! Mas uma garotinha cavalgando em um unicórnio em uma cidade assombrada por um fantasma... É muito estranho! Eu acho que nós devemos leva-la até a Lady Manba! A senhora com certeza saberá o que fazer! — Falou o cavaleiro com a barba pontuda.

Você está certo! A garotinha provavelmente necessita de comida e um lugar para dormir. Venha criança! Eu lhe levarei até a mansão. — Falou Magnus ao oferecer a mão para Jennifer.

Eu adoraria Sir! Mas eu não posso abandonar este unicórnio! Ele é de uma amiga minha! — Falou Jennifer receosa.

Não se preocupe pequenina! Os outros cavaleiros guardarão o seu unicórnio no estábulo. — Explicou Magnus para tranquilizar Jennifer.

Então tá! — Assentiu Jennifer ao pegar na mão do cavaleiro e ser guiada até a mansão.

Ao chegarem na frente de uma enorme porta de madeira, o cavaleiro bateu na porta e esperou até um velho mordomo de olhos verdes abrir a porta e perguntar — Pois não?

Desculpe incomodar, velho Hamert. Mas esta garotinha chegou perdida á nossa vila, e pelo que nós podemos perceber ela aparenta ser da realeza. — Explicou o cavaleiro.

Então, ao ouvir as palavras do cavaleiro, o velho mordomo examinou Jennifer com um olhar meticuloso de ancião, e depois de avistar Brown balançando o rabinho, perguntou — Olá bela garotinha! Qual é o seu nome? E de onde você vem?

Jennifer estava bastante nervosa, mas conseguiu respirar fundo e responder — O meu nome é Jennifer! E eu vim da cidade das rosas vermelhas á mando da princesa, digo! Da rainha Wendy.

Após ouvir as palavras de Jennifer, o velho observou atentamente as roupas da garota, e ao perceber que as roupas não eram roupas de plebeu, o velho mordomo presumiu que a pequena garota falava a verdade.

Hamert: — Bom, já que você é uma enviada real, você merece um bom quarto com uma cama quentinha e confortável para dormir.

Eu agradeço senhor! Mas eu não quero incomodar. — Falou Jennifer com educação.

Hahahaha... Não será incomodo nenhum, minha querida. Você pode dormir tranquila esta noite, e ao amanhecer eu lhe apresentarei á senhora Manba e á filha dela, a pequena princesa Susan! Eu sei que ela adorará conhecer você. — Falou o velho mordomo ao acariciar o cabelo curto de Jennifer.

Bom, então... Muito obrigada senhor. — Agradeceu Jennifer ao fazer uma reverencia.

Por nada minha jovem! Agora siga-me! As noites não são mais seguras desde que o fantasma chorão apareceu na cidade. — Segredou o velho mordomo enquanto segurava na mão de Jennifer e á guiava até o quarto de hospedes.

O que é este fantasma chorão senhor? É por causa dele que todas as ruas estão vazias? — Perguntou Jennifer curiosa.

É sim minha jovem! Dizem que o fantasma chorão é um espírito de uma garotinha que perdeu o seu brinquedo favorito. Então ela chorou tanto, mais tanto, que acabou falecendo de tanto chorar. Com dó de sua perda, a montanha onde ela e sua família viviam, reviveu o espírito da garota e fez a água que brotava da fonte daquela montanha ficar salgada como as lagrimas daquela criança. Dando assim inicio e explicação para o rio de lagrimas que corre aqui perto. — Explicou o velho Hamert.

Nossa! Que historia triste! Mas o que aconteceu com a família da garota? — Perguntou Jennifer extremamente curiosa com a estória.

Bom, dizem que o pai da garota abandonou a sua mansão, junto com a mãe da menina e todos os empregados. Pois ninguém aguentava ouvir o choro e os lamentos da menina fantasma. Além do mais que eles também ficaram sem água potável para beber! Então, desde aquele dia, a grande mansão de pedra ficou abandonada dentro das cavernas do ócio, e as duas cachoeiras que deságuam daquela montanha, ficaram conhecidas como “As lágrimas de Olivia!” Que era o nome da garotinha que morreu. — Respondeu Hamert antes de parar e abrir a porta de um quarto.

Puxa! Que interessante... Obrigada pela historia senhor. — Falou Jennifer com um sorriso inocente.

Por nada, jovem dama. Mas agora é hora de dormir! Eu espero que você e o seu amiguinho fofinho tenham uma boa noite de sono. — Falou o velho Hamert antes de se ajoelhar e acariciar a cabeça de Brown.

Não se preocupe senhor! Nós ficaremos confortáveis aqui. — Exclamou Jennifer dando um pulinho de alegria.

Então, eu deixarei que você descanse! Ao amanhecer nos encontraremos novamente. Boa noite! — Falou o mordomo ao sair e fechar a porta do quarto.

Boa noite! — Falou Jennifer antes de se deitar e cair em sono profundo.

Ao amanhecer, Jennifer foi acordada pelas varias lambidas de Brown em seu rosto. E após rir um pouco do ato do pequeno cão, Jennifer sentiu que todo o seu corpo e o seu traseiro estavam doloridos. ( Devido as galopadas do outro dia!)

Então, depois de Jennifer ir ao banheiro, e lavar o rosto com água fria, o velho Hamert bateu na porta e falou — Bom dia pequena princesa! A senhora Manba e a princesa Susan desejam conhecer vossa pessoa.

Eu já estou indo! — Gritou Jennifer ao enxugar o rosto com uma toalha vermelha e correr em direção á porta do quarto.

 Ao sair do quarto, Jennifer se deparou com o velho mordomo acompanhado de uma pequena garota de cabelos marrom-castanho dividido em duas longas tranças.

Olá! O meu nome é Jennifer! — Falou Jennifer totalmente envergonhada pela surpresa da garota está ali.

Oi! O meu nome é Susan! É verdade que você veio do castelo das rosa? E que você é amiga da princesa? — Falou a garotinha eufórica e curiosa.

É verdade sim! Eu estou indo até o bosque dos coelhos! Que fica ao sul daqui! Mas acabei me perdendo ao perseguir o corvo que me roubou o broche da princesa. — Respondeu Jennifer corada.

Nossa! Que azar! Mas não se preocupe! Eu sei de um jeito bem rápido de você chegar no sul! Na verdade, é uma amiga minha que sabe! — Segredou Susan falando baixinho para que o mordomo não escutasse!

Ótimo, senhorita Susan! Mas eu acredito que a senhora sua mãe gostaria de conhecer a nossa convidada antes dela partir! Então que tal nós todos irmos até o salão e comermos um bom pão de trigo acompanhado de ovos cozidos e morangos silvestres? — Falou Hamert com um sorriso no rosto.

Sim! Eu adoraria! — Falou Jennifer ao levantar os braços em concordância e alegria.

Então vamos! — Falou Susan ao pegar na mão de Jennifer e guia-la até o grande salão.

Brown seguiu atrás das garotinhas aos pulos de felicidade, e o mordomo apenas ria daquela situação.

Ao chegarem no salão, Jennifer foi apresentada á senhora Manba, a mãe da princesa Susan, que era uma senhora gordinha de cabelos castanhos e olhos escuros.

Bem vinda! Pequena Jennifer! Magnus e Hamert me falaram tudo sobre a sua chegada em nossa vila. É verdade que você deseja chegar ao bosque dos coelhos á mando da princesa? — Perguntou senhora Manba enquanto cortava um pão com uma faca.

É sim, senhora! Mas Wendy não é apenas mais uma princesa! Ela é uma rainha agora! — Falou Wendy ao se sentar e se servir de um ovo.

Oh, você tem razão! Faz tão pouco tempo que a rainha Laís morreu, que nós ainda não nos acostumamos com o fato de que agora nós temos uma nova rainha. Afinal, o meu vilarejo tem sofrido tanto com este maldito fantasma, que nós não sabemos mais o que fazer! — Falou a senhora Manba desapontada.

O fantasma sempre causou problemas? — Perguntou Jennifer curiosa.

Na verdade não! Antes ele apenas assombrava a montanhas das lágrimas e deixava a água do rio das lágrimas salgada. Mas depois que os imps atacaram o reino dos espinhos, ele tem aparecido todas as noites em nossa cidade. Chorando! Procurando por seu brinquedo perdido. — Explicou a senhora Manba.

Entendi... — Sussurrou Jennifer enquanto bebia um copo de leite.

Depois de finalizarem a refeição, Jennifer e Brown foram convidados pela princesa Susan para brincar um pouco no jardim.

Jennifer aceitou o pedido e perguntou — Susan! Por que as pessoas chamam você de princesa? Você tem sangue real?

Susan riu baixinho ao ouvir a pergunta da garota azarada, mas logo se conteve e falou — Não é isso! É por que eu sou a filha do Lorde responsável por esta região. Então as pessoas me chamam de princesa por educação. Apesar de que algumas pessoas me chamam de princesa impetuosa por algum motivo que eu nunca entendi.

Jennifer riu moderadamente do apelido da princesa, mas logo parou para perguntar — E o seu papai? Ele não mora por aqui?

Hahahaha... — Riu Susan. — Claro que ele mora por aqui! Ele só não está em casa porque foi lutar ao lado do rei na guerra. Afinal o meu papai é um grande cavaleiro! — Falou Susan com orgulho.

 Jennifer sorriu e logo começou a brincar com Brown e a sua mais nova amiga.

Então, enquanto brincavam, Jennifer avistou dois cavaleiro conversando e reclamando — As pessoas da vila já não conseguem dormir! Toda noite este maldito fantasma chora nas portas, praças, e pelas ruas e vielas da cidade!

O outro cavaleiro de cabelo branco assentiu e falou — É verdade! Mas não adianta reclamar! O reino está em guerra atualmente; E a rainha morreu! Agora quem ocupa o trono é uma garotinha um pouco mais velha que a princesa impetuosa ou as nossas filhas. Nós temos que admitir que uma menina de 7 anos não irá se preocupar com um fantasma que assombra uma determinada região.

Desconsolado, o cavaleiro de cabelos negros e olhos rosados, falou — Você tem razão! O reino do norte e das terras além da floresta também estão nas mãos de garotinhas. Hêhehe... Reinos são governados por crianças, enquanto os adultos morrem tentando salvar os seus reinos. Parece até piada!

Jennifer ficou bastante triste ao ouvir a opinião dos cavaleiros sobre o novo reinado de sua amiga. Mas antes que ela pudesse argumentar alguma coisa para os cavaleiros, Susan se aproximou de seu ouvido e sussurrou — Jennifer! Você consegue guardar um segredo?

Sim! — Respondeu Jennifer quase de imediato.

Então vem comigo! — Falou Susan ao pegar na mão de Jennifer e guia-la até um velho poço de pedra.

Ao chegarem no poço, Brown começou a farejar em volta da construção, e após dar uma lambida em uma das pedras do poço, o pequeno filhote começou a latir.

O que tem no poço? — Perguntou Jennifer curiosa.

É um poço mágico! — Respondeu Susan.

Poço mágico? — Retrucou Jennifer com um olhar desconfiado.

É sim! Se você entrar neste poço, você vai parar em um lugar totalmente diferente! Foi lá que eu conheci a minha melhor amiga! — Falou Susan dando pulinhos de alegria.

Ah... Mas não é perigoso? — Perguntou Jennifer temerosa.

É nada! Vem! Vem comigo que eu te levo até lá! — Falou Susan ao subir na amurada do poço e estender a mão para Jennifer.

Bom... Se você diz que é seguro... Então tudo bem! — Falou Jennifer ao colocar Brown nos braços, subir na amurada do poço, segurar a mão direita da garotinha, e se jogar no buraco escuro e úmido.

 


Notas Finais


Continua...


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