História O Show dos Excluidos - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Escolar, Musical, Original
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Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vai Timeee!!!

Capítulo 7 - Capitulo 7


Capitulo 7

 

Já havia se passado dois dias, e Jack ainda insistia em esperar sentado em uma mesa de madeira perto de uma árvore o intervalo inteiro. Mas ninguém havia aparecido, nem Parker, Susan, Betty ou Sally haviam ido à escola nesses dois dias. Jack ligou, mandou várias mensagens com pedidos de desculpas para Sally, mas todas sem resposta e isso estava acabando com ele.

Tentou falar com Susan ou Betty, mas também o ignoraram por completo. O único que falou com ele foi Parker, dizendo a Jack que, por culpa dele, Sally não queria mais participar do concurso, nem do quarto dele queria sair.

Jack sente novamente aquele aperto no peito, sabia que tinha agido mal e que era a sua obrigação consertar as coisas. Não sabia como, mas sabia como começar.

Levantou da mesa e caminhou a passos decididos até a sala do treinador. Parado na porta de vidro fume Jack pensa novamente por um momento. Colocaria o seu futuro em risco só por conta de um garoto? Colocaria tudo a perder por conta de um garoto que conheceu só a algumas semanas? Mas também foi esse garoto que despertou nele algo que nunca havia sentido, foi por causa desse garoto que ele ainda estava no time, por esse garoto valia o sacrifício.

Jack abre a porta, olha para o senhor com roupas esportivas vermelhas sentado atrás de uma mesa e diz, em um tom claro e audível:

— Eu tó fora do time.

— Que isso meu rapaz. É uma pegadinha, não é? — dizia o senhor com um sorriso no rosto.

— Não é senhor.

O técnico desmancha o sorriso ao ver o tom sério no rosto de Jack. O rosto do técnico se fecha em uma carranca e o diz apontando com o dedo:

— Escuta aqui seu pivete, você não pode simplesmente sair do time. Você é o meu melhor corredor.

— Já está decidido, até mais senhor. — Jack fecha a porta, ouvindo os protestos e as ameaças do técnico, Jack havia se decidido e não ia voltar atrás, não mais.

Jack caminha a passos rápidos pela escola, tinha uma ideia em mente. Não sabia se ia funcionar, mas não custava tentar.

OoO

Sally estava deitado na sua cama olhando para o teto. Pensou em colocar alguma música para tocar, mas estava desanimado para tal. Queria só ficar deitado ali enquanto as suas lagrimas secavam e seu o seu rosto, costela e coração doíam.

A Lua brilhava com todo a sua beleza, iluminando o mundo lá fora. Sally estava de olhos fechados quando ouviu um leve som de violão. Ele abriu os olhos e se concentrou no som. Conseguia ouvir uma voz rouca vinda de lá fora, cantando.

Ground Control to Major Tom

Ground Control to Major Tom

Take your protein pills and put your helmet on…

Sally se levanta da cama e caminha até a janela, reconhecendo aquela música de imediato, a mesma música que seu pai cantava para ele quando criança. Space Oddity de David Bowie, a sua música favorita.

Sally abria a janela. A música aumenta e lá embaixo estava Jack sentado em um banco de madeira com um violão, cantando para Sally.

This is ground control to Major Tom

You've really made the grade

And the papers want to know whose shirts you wear

Now it's time to leave the capsule if you dare

This is Major Tom to ground control

I'm stepping through the door

And I'm floating in the most peculiar way

And the stars look very different today

Os olhos de Jack brilhavam com a luz do luar. Mesmo com a sua voz rouca e grave, ele conseguia passar o sentimento de leveza que a música transmitia. Sally não conseguia reprimir os sentimentos que, para ele, a música trazia a tona. Os olhos de Sally se encheram d’água e lagrimas escorreram, sem soluço ou careta. Sally se lembra de seu pai que a muito tempo fora embora, sendo levado por uma força que sempre assolou a humanidade, uma foça que chega um dia para todos nós. Sally lembrou da simplicidade e da felicidade que tudo ia dar certo, algo que seu pai marcou nele para sempre.

Though I'm past 100,000 miles

I'm feeling very still

And I think my spaceship knows which way to go

Tell my Sally I love his very much, he knows

 

Ground control to Major Tom

Your circuit's dead, there's something wrong

Can you hear me Major Tom?

Can you hear me Major Tom?

Can you hear me Major Tom?

Can you hear…

Here am I floating round my tin can

Far above the moon

Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Após isso, é silencio. Jack ergue o olhar e diz:

— Podemos conversar Sally? Prometo que vai ser rápido e depois, se você não quiser me ver mais, eu vou entender.

Sally pensa por um momento. Esfrega as mãos em seus olhos e diz:

— Vou abrir a porta.

OoO

Jack estava sentado em uma cadeira em frente a Sally, enquanto ele estava sentado na beirada da cama.

Jack não tinha planejado o que iria dizer e o seu nervosismo era evidente pelo constante esfregar das mãos e pelas balançadas frenéticas da perna, se sentia igual a quando estava preste a entrar em campo em dia de campeonato. Jack encara os olhos de Sally e observa as marcas roxeadas em volta do olho esquerdo e no pescoço. Jack sente o seu nervosismo ir embora e dar lugar para o azedo gosto do arrependimento.

— Eu fui um completo idiota — dizia Jack com a cabeça baixa, olhando o chão —  e que jamais vou passar um dia sem que eu me arrependa do que eu fiz ou melhor, do que eu não fiz.

Sally nada diz, só fica a olhar aquele garoto a sua frente.

— Becker combinou com a Ruth— dizia Jack —  para que ela passasse para mim a ameaça dele. Fiquei com medo de sair do time, mas agora eu estou com mais medo de te perder.

 Jack eleva a cabeça e olha nos olhos de Sally, que desvia para o lado.

— Eu entendo o porquê de você ter medo de sair do time —  dizia Sally olhando para a janela aberta, sem olhar para Jack —  Mas não justifica o fato de você não ter feito nada.

— Você tá certo. E é por isso que eu falei pro técnico que não tava mais no time.

Sally o olha, mas nada o diz.

— Não sei como eu posso te pedir desculpas. Nem sei se as mereço, mas eu vim aqui só para te pedir para não deixar o concurso. Susan, Parker e Betty estão contando com você. É em você que eles se inspiram. Então, por favor —  Jack deixa algumas lagrimas saírem enquanto dizia —  não apague aquela luz que eu vi lá no palco.

Um minuto inteiro se passa sem que nenhum dos dois dissesse alguma coisa. Jack passa as mãos nos olhos, se levanta e caminha até a saída, mas antes de sair e se vira para Sally e diz:

— Me desculpa.

Logo em seguida o som da porta se fechando é emitido e o silencio volta a reinar, deixando Sally em seu quarto sozinho com os seus pensamentos.

OoO

Já passava da meia-noite e Jack ainda não consegui dormir. Sua mente estava ocupada demais em reprisar a cena do diálogo que tivera mais cedo com Sally, pensando nas outras maneiras que talvez tivesse sido melhor falar ou nas coisas que ele queria falar, mas não consegui.

Um barulho de campainha ecoa pelo quarto. Jack se vira e alcança o celular em cima da cômoda, havia uma notificação que uma mensagem havia chegado. A mensagem dizia:

Precisamos de sua ajuda amanhã para montar o cenário da apresentação. Nós encontre depois da aula, no teatro da escola.

S.”

Jack não conseguia não esboçar um sorriso. Não demorou muito para Jack cair no sono, e sonhar com o seu prima-dona em cima do palco.

 

 


Notas Finais


;p


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