História Of snow and ashes - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Tags Dss, Gay, Otabek, Romance, Viktor, Yaoi, Yuri, Yuri!! On Ice
Visualizações 52
Palavras 1.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoah!
Pessoal, eu sei que não teve muita ação nesses capítulos e pra alguns pode parecer que eu estou enrolando, mas na verdade estou preparando terreno ashuahuas
Eu preciso criar algumas conexões pra história encaixar direitinho e a maioria delas já está feita agora então vamos avançar mais no conflito dos personagens.
Spoiler; Talvez duas pessoas se encontrem no próximo cap. aushuahsa

Capítulo 6 - Vl


O rei estava sentado na sala do trono quando Otabek entrou, sua aparência dura como sempre. As sobrancelhas quase unidas numa carranca rígida, seus cabelos, um dia negros como os de Otabek, agora eram grisalhos e caiam sobre suas orelhas, a coroa como sempre reluzia acima de sua cabeça.

Seu rosto não mudou quando o filho entrou no cômodo.

- O senhor mandou me chamar, pai? – ele perguntou fazendo uma reverência, um joelho no chão e a cabeça baixa demonstrando respeito ao seu rei.

- Sim. Soube que você expulsou alguns pagãos da praça hoje. – ele disse. A voz dele era grave, como se ele já tivesse sido feito para comandar exércitos e governar toda uma nação. Otabek não se sentia capaz de fazer o mesmo, não sentia que deveria fazer o mesmo.

- Eram apenas dois deles tocando. – ele respondeu se levantando, mesmo que seu pai não tivesse o liberado da posição de respeito.

Os guardas ao fundo da sala mantinham sua cabeça baixa, não tinham uma posição alta a ponto de poderem encarar o rei sem permissão.

- Não importa, não posso expulsá-los daqui, mas não quero que tenham liberdade para fazerem o que quiserem, caso causem qualquer distúrbio, prendam-nos. – a voz dele saiu carregada de um sentimento de desprezo que não era tão incomum.

O pai lhe deu mais algumas instruções sobre o sistema da prisão e como ele deveria comandar os guardas na patrulha mesmo sem J.J por perto, depois o liberou. Ele sempre se sentia exausto depois de conversar com o pai, mesmo que as conversas fossem curtas. Tinha que manter uma postura firme e autoritária, sem vacilar ou desviar o olhar, ele não se sentia nada confortável daquele jeito, era como se fingisse ser alguém que ele não era.

Ele caminhou pelos corredores do palácio real, as fotografias e molduras nas paredes lhe lembravam do tempo em que ele podia correr e brincar por ali quando criança, sem nenhuma grande preocupação.  Quando chegou a porta do seu quarto, dispensou o guarda da entrada e se jogou na cama.

Retirou suas roupas e seguiu para área de banho ali mesmo, entrando na banheira de água quente que o esperava. Ele sentiu os músculos rígidos aos poucos irem relaxando, deixando-o o mais tranquilo. Fechou os olhos e tentou se lembrar da última vez em que ele se sentiu livre ou feliz, fazia muito tempo.

J.J não anunciou sua entrada ou bateu na porta, simplesmente a abriu e dirigiu-se ao meio do quarto. Otabek o observou se sentar em sua cama com os olhos abertos de forma assustadora.

- O que aconteceu? – ele perguntou imediatamente.

- Não era uma piada. – ele disse. – Era verdade. –

Otabek franziu a testa.

- O que era verdade? –

- A Isabella e a história do bebê. – ele soltou a respiração e depois encarou Otabek. – Era verdade. –

Otabek não conseguiu conter o sorriso. J.J havia dito algumas semanas atrás que a sua noiva o havia assustado com a história de que eles iriam ter um bebe, pelo visto ela estava falando sério.

- Você vai ser pai. Parabéns. – ele saiu da banheira e foi secar-se.

- Eu... – a frase morria antes de ser completada.

- Onde está a Isabella? – Otabek perguntou enquanto se vestia.

- No quarto dela, eu acabei deixando ela sozinha. – ele estapeou a testa. – Eu sou muito idiota ela vai ficar irritada eu preciso ir. – e assim no segundo seguinte ele tinha desaparecido e deixado Otabek sozinho.

J.J era alguém que gostava de se manter sério e inabalável a maior parte do tempo, Otabek era uma das poucas pessoas a quem ele mostrava sua outra face, mais leve e descontraída, a não ser é claro que a Isabella estivesse envolvida. Nesses casos ele se esquecia do resto do mundo e só conseguia ver ela.

Sorrindo, Otabek terminou de se vestir e saiu do palácio a cavalo, sem anunciar a ninguém ou contar onde estava indo, ele precisava de um tempo para colocar os pensamentos em ordem, por isso foi até a cidade alta.

Passou pela fonte onde Yuri estava tocando mais cedo. Sua mente o levou a pensar no que Yuri tocaria, que tipo de música ele poderia produzir, algo extremamente nervoso e agitado como ele, ou algo suave e melódico como sua dança?

Ele pensou que gostaria de ouvi-lo tocar alguma coisa, mas tentou focar em outras coisas.

Um pouco mais a frente ele desceu do cavalo e foi até a frente de uma das casas, ele não estava usando sua coroa e nem a roupa do exército, por isso não chamou muita atenção, além do mais era noite a maioria das pessoas estava em casa.

Bateu na porta, escutou alguém caminhando lentamente até que a porta foi aberta.

Sorrindo sem jeito ele disse.

- Boa noite, tio. –

 

Yuri e Pitchit estavam lavando os pratos sujos de todo o acampamento como punição por terem se apresentado na praça aquele dia mais cedo e principalmente por terem que correr dos guardas afim de não serem presos. Pelo visto as notícias correram rapidamente e Viktor estava furioso quando eles chegaram.

- Eu disse que era uma má ideia. – Já era a quarta vez que Pitchit dizia aquela frase e Yuri estava se controlando para não tentar gritar com ele, mas é claro que ele não podia fazer isso afinal seu amigo tinha razão.

- Quem iria adivinhar que os guardas iriam aparecer? – ele retrucou enquanto enxaguava um copo.

- Eu iria. Eu disse que Viktor iria ficar furioso. –

- Tudo bem Pitchit, você é um vidente. –

Os dois viraram a cabeça quando Beth apareceu, ela já estava pronta para dormir.

- Viktor disse que vocês podem deixar o resto pra amanhã. – os dois levantaram imediatamente com suspiro de alívio. – Mas têm que ir dar água aos cavalos bem cedo. – ela completou com um sorriso de deboche direto pra Yuri, depois disso ela saiu como se tivesse feito a melhor coisa do mundo.

- Fala sério. – ele disse enquanto os dois caminhavam. – Ela é uma bruxa. -


Notas Finais


Comentem o que estão achando aqui, por favor.
ME motiva a continuar escrevendo e vocês podem me dar dicas também.
Até a próxima. \o


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