História Oh Dear! - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Kentin, Lysandre, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Lysandre, Revelaçoes
Visualizações 13
Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Capítulo 2 - Oh Dear! - Capitulo Um


Fanfic / Fanfiction Oh Dear! - Capítulo 2 - Oh Dear! - Capitulo Um

New Re-beginning

Em certo dia, à hora, à hora

Da meia-noite que apavora,

Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,

Ao pé de muita lauda antiga,

De uma velha doutrina, agora morta,

Ia pensando, quando ouvi à porta.

Do meu quarto um soar devagarinho,

E disse estas palavras tais:

"É alguém que me bate à porta de mansinho;

Há de ser isso e nada mais."

Acordei no Hospital. Por alguns instantes eu não tinha processado a ideia, não ainda. Olhei para o lado. Dona July estava adormecida na cadeira ao lado da cama, eu devo tê-la assustado. Foi demais para mim. Eu não pude evitar. Logo senti as lagrimas voltarem aos meus olhos. Era perguntar demais não ter sentimentos?

(Mãe): Já acordou querida? – Disse Trêmula.

Ela tinha os olhos vermelhos, provavelmente tinha chorado bastante.

(Eu): Sim – Falei.

Minha voz estava um pouco arrastada por causa do aparelho que colocaram na minha boca. Eu sentia o ar entrar e sair da minha boca, pelo tubo que me ajudava a respirar. Eu queria ver meus irmãos.

(Eu): Cadê eles? –Perguntei.

Ela fez uma cara de confusa. 

(Mãe): Quem? – Perguntou.

(Eu): Meus irmãos. Eu preciso deles- Disse.

(Mãe): Eles estão na escola, eu avisei para o colégio do incidente. Nós não vamos ficar muito tempo aqui. Nós vamos para a França. Seus avós já estão lá. Já comprei a casa e tudo. Não se assuste ela é bem parecida com a nossa- Alertou.

(Eu): E minhas gatas? Elas vão também? – Perguntei.

(Mãe): Sim, elas já estão lá, com seus avós. Você deve receber alta hoje- Falou.

(Eu): O.K – Disse.

O fato de ir para a França não me preocupava, eu falava fluentemente o francês, já que era a segunda língua do Canadá. Não demorou muito para que o médico viesse. Ele era ruivo e alto. Li na sua identificação “Charles”.

(Charles): Com licença senhoritas. Olá Maryanna, que bom que acordou! Vamos fazer um rápido Check-Up para de liberar, O.K? – perguntei.

Se eu não tivesse conectada a todos esses cabos, eu normalmente iria dar uma tapa na cara dele. Odeio quando me tratam como criança. Daqui a pouco aposto que ele me dá um pirulito. Se não der, eu vou exigir. 

Depois de ele checar algumas coisas num aparelho do meu lado, gigantesco, que eu não vi. Incrível, eu consigo ser tão desligada que não notei que chegou um cara ali, parecia ser um enfermeiro.

(Charles): Pronto! Agora a senhorita pode ir pra casa! Vou deixar vocês a sós para se trocar- Disse.

Ele falava enquanto tirava os cabos do meu pulso e uns cabinhos do meu peitoral.

(mãe): O.K – Disse.

Dona July tirou de uma bolsa o meu vestido favorito e um par de botas e os colocou em cima da cama. Os dois homens saíram do quarto. Minha mãe me ajudou a tomar um banho e vestir as roupas. O banho foi tão sem graça. É a melhor parte do meu dia, mas não consegui ficar inspirada, que nem quando estou no meu banheiro. Recebi meu celular e minha mochila. Chequei as horas, eram 12h35min. De acordo com Dona July, o voo era de 14h00min, então tinha certo tempo de buscar meus irmãos no Colégio e me despedir da minha melhor amiga, Albany. Dona July e eu fomos até a Benz (Mercedes) que ela tinha. Sentei na frente com Dona July, nós até que conversamos. Dava para sentir a tristeza dela de longe. Alguns segundos depois eu já estava encantada com a beleza da minha cidade. As folhas alaranjadas e avermelhadas tinham poder e predominância nas ruas. Era encantador. Chegamos ate a escola. Fiz questão em descer também.

(Mãe): Vá com calma, você não pode correr- Alertou.

(Eu): O.K Dona July- Disse.

O Colégio Highway To Future estava aberto, as aulas ainda não acabaram. Nós entramos nos corredores lotados de armários, eu caminhei até o meu, para pegar as minhas coisas. Vi que ele esta todo decorado com frases animadoras e flores. Sorri. Coloquei o meu código e abri, tinha uma caixinha com um perfume, com a assinatura de Albany. Peguei meus livros e coloquei na mochila que Dona July me deu. Nós caminhamos até a minha sala. O Professor George me atendeu com prazer.

(Professor): Bom Dia senhorita Creek- Disse.

Ele me deu espaço. Meu irmão assim que me viu, correu para um abraço. Bruno era extremamente sentimental quando assusto era família. Meu olhar direcionou-se para Albany, a mesma chorava em pé, enquanto caminhava em minha direção. Abracei a morena com tanta força. Eu não queria deixa-la aqui. Logo meus olhos encheram-se de lagrimas.

(Albany): Deus do Céu! Não acredito que você vai pra França!- Disse.

Ela tentou me animar. Pelo visto não deram muito certo, algumas lagrimas escaparam. Éramos tão próximas, dói ter que deixa-la aqui. Depois de abraçar alguns amigos voltei para o carro com meus irmãos e a pequena Anne. Logo chegamos ao Aeroporto. Nunca tinha viajado de Avião por causa da Asma, na verdade, deixei de fazer tudo por causa da Asma. Lembro-me de ler um poema nos meus livros de Português:

É triste ficar sem terra,

É triste ficar sem mar.

Mas uma coisa eu garanto:

É pior ficar sem ar.

 

Quer jogar bola? Não dá.

Nadar no rio? Nem pensar.

Como correr e brincar

Sem conseguir respirar?

 

A gente fica abatida,

Parece que viu fantasma.

A gente vive cansada

Quando pega a tal da asma!

(Ricardo Azevedo)

Voltei ao mundo real ouvindo minha mãe dizer que o deveríamos subir no avião. Às vezes me impressiono, realmente, como consigo ser tão avoada. Nem sei como andei do carro até a aqui. Meu subconsciente parece pregar peças em mim. Eu não sei do que esperar da nova Escola. Será que eu vou conhecer pessoas como a Albany? Quem me faz sentir boa e tirar o Fardo de ser doente? Fazer-me esquecer disso e viver a minha vida sem me preocupar em depender de uma bombinha? Vou tirar essas duvidas depois.

-Vamos Mary! – Disse Dona July.

Ela estava apressada, típico dela. Sempre irritada com algo.

-Estou indo!- Disse de volta.

Tipicamente. Haja uma palavra bonita. Segurei a mão de Bruno e nos fomos em direção ao Grande Avião Branco, que nos esperava. Ele já estava lotado de gente, crianças e pessoas de todas as idades e cores. Sentei-me na poltrona ao lado de Bruno, apertamos bem os Cintos e conversamos normalmente até derem o aviso de decolagem. Senti meu coração acelerar e meus pulmões abrirem e fecharem rapidamente. Logo não tinha mais ar dentro de mim. Rapidamente Bruno pegou a bolsa e colocou a força a Bombinha na minha boca, me fazendo respirar até conseguir respirar sozinha. Foi tudo tão rápido, quando vi, já estávamos nos ares. Fiquei com uma mascara de respiração que a Aeromoça me deu, respirava tranquilamente com ele. Era Geladinho. Também há as vantagens de ter asma nesse mundo cruel.

Logo fechei meus olhos e deixei me levar nas alturas...

 

Nossas costas contam historias que a lombada de nenhum livro pode carregar...

(Rupi Kaur – Outros Jeitos De Usar A Boca)



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