História Onii-chan - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Dirty Talk, Incesto, Religião, Sasusaku, Uniecornio
Visualizações 795
Palavras 8.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como o prometido estou de volta ^^
Bom, sem delongas, aí vai o capítulo.
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Abstinência


Fanfic / Fanfiction Onii-chan - Capítulo 3 - Abstinência

Capítulo 3 - Abstinência

Escrita por Uniecornio

 

A cozinha estava em um total silêncio, com exceção do microondas que ainda esquentava a comida de Sakura. Ela sentiu seu corpo gelar com tais palavras do irmão, ainda tentando entender o significado delas. Abriu a boca diversas vezes para tentar contestá-lo, mas não conseguiu.

Ele levantou a cabeça e a encarou, em uma proximidade ainda perigosa aos olhos dela. Porque seu interior pulsava tanto com a presença dele?

─ Sim eu sou Sasuke. ─ Ela finalmente se pronunciou. ─ Sua irmã. ─ Completou certa de que era aquilo que ele estava querendo dizer. Aliás, o que mais seria? Sasuke se afastou dela, e a deixou pegar o prato dentro do microondas que acabara de apitar. ─ Eu sinto muito se te preocupei, também sinto por ter mentido para a mamãe, por ter bebido e por ter beijado Naruto. ─ Ela caminhou em direção à saída da cozinha. ─ Mas eu só estava fazendo o que você e Itachi me disseram. Não vivendo em torno de você. ─ Dito isto a menina lhe deu as costas, e com o prato de comida nas mãos subiu as escadas e se dirigiu para o seu quarto.

Sasuke observou-a se distanciar. Seu coração estava pesado, e seu peito parecia prestes á explodir. Odiava o fato de imaginar Sakura com outro, abraçando outro quando ela deveria abraçar apenas a si. Ele sabia o quão egoísta era, e o quão errado era esse sentimento de dominação que estava construindo em relação á irmã mais nova, mas havia chegado á um ponto no qual não conseguia mais evita-lo.

Tentou, muitas vezes ele tentou, mas sua obsessão por Sakura só parecia aumentar com o tempo. Então ele percebeu que precisava se afastar, mesmo que isso acabasse consigo.

Mas agora ele percebia o quão idiotava havia sido. Porque Sasuke não queria que ela se afastasse, ele queria-a apenas para ele.  Não se importava de ter que carrega-la cinquenta vezes para o quarto, depois que ela passasse a madrugada lhe esperando. Se ela estivesse lá, ele sempre voltaria para casa. Porque Sakura era a única razão pelo qual Sasuke ainda voltava. E ele sempre voltaria só para poder observá-la dormir tranquilamente no sofá e depois sentir sua pele quente sempre que a levava para o quarto. Ouvir sua voz cantarolando enquanto fazia comida, ou sentir seu cheiro todo dia de manhã, antes dela ir para o colégio. Porque para Sakura, Sasuke não se importava com nada, quando na verdade, ela era a única coisa que dava algum sentido para a vida dele.

Ele não soube exatamente se segundos, minutos ou horas haviam se passado, apenas subiu as escadas em direção ao quarto dela, sem algo para dizer ou uma desculpa para dar, foi como que em modo automático, sem pensar.

Quando estava de frente para a porta de madeira, bateu duas vezes até que ela abrisse, já de banho tomado e vestida com um pijama de frio. Ela não o encarou, preferiu se focar em suas próprias mãos. Ela estava arrependida demais do que havia feito, e o olhar julgador de Sasuke sobre si só piorava a situação.

Sasuke sem permissão entrou em seu quarto e fechou a porta atrás de si, e Sakura o encarou curiosa.

─ Você não me entendeu Sakura. ─ Ele parou de frente para ela, pousando sua mão sobre seu queixo e acariciando o local de maneira suave. Seus olhos pousaram nos lábios dela, pequenos e vermelhos. Subiram até o seu nariz, fino e branquinho, e em seguida para os seus olhos, puxados e verdes. Sasuke se perdia completamente neles. ─ Você é minha, inteiramente minha. ─ Seus dedos deslizaram do queixo dela para o pescoço, e quando ousou descer mais, Sakura se afastou.

─ O que você está fazendo? ─ Ela perguntou perdida. Ela e Sasuke se encaravam diretamente, como se tentassem decifrar um ao outro com um simples gesto. E Sakura quis entende-lo, tentou de todas as maneiras estudar suas expressões, mas ela chegou a conclusão de que não conseguiria. Porque reformular algo em sua cabeça, com o olhar de Sasuke tão cravado em si, era impossível. Eles cavaram tão fundo o seu interior, que Sakura sentiu-se mais vulnerável do que nunca.

Ele deu um passo para frente, e ela dois para trás. E seguiram com isso até que as partes detrás dos joelhos da garota chocassem-se contra a cama. Ela ficou encurralada novamente.

─ Você tinha acabado de nascer Sakura, e era do tamanho de uma boneca, tinhas os cabelos pretos como carvão, e sua pele era tão branca que você ficava cheia de pintinhas vermelhas quando chorava. Você era a coisa mais linda que eu já tinha visto na minha vida. ─ Sorriu ao com as lembranças. ─ Mas foi quando a mamãe te colocou no meu colo, que eu tive certeza de que era minha. Quando você sorriu para mim pela primeira vez, com os olhos fechados, eu soube que era minha, e que eu faria tudo por você. ─ Seus dedos longos dedilharam a nuca dela. E Sakura se arrepiou, de todas as maneiras possíveis ela se arrepiou com a onda de prazer que subiu em seu corpo. ─ Eu não queria que ninguém mais a tocasse, e me sentia furioso até mesmo quando Itachi te pegava no colo. Porque você é minha Sakura. Sempre foi.

Naquele momento Sakura sentiu que era errado a proximidade dos dois, porque mesmo que não entendesse de completo o que estava acontecendo, algo no seu interior berrava para que ela se afastasse. Algo dizia que o que estava para acontecer, não era algo bom.

─ Eu não estou entendendo você. ─ Ela sussurrou com os olhos fechados. Ainda perdida nos toques do irmão, que causavam choque térmico em seu corpo tão quente.

─ Sim, você está me entendendo. ─ Sasuke inclinou-se para que ficasse na mesma altura que ela, colando suas testas. Sakura então juntou coragem para abrir os olhos e encarar os semelhantes de Sasuke. Um breu total, repleto de dúvidas e confusões, sem nenhuma resposta para dar á ela. ─ Eu amo você Sakura. ─ Sussurrou contra seu rosto.

E naquele momento mesmo que Sakura soubesse que amor era um sentimento quase que obrigatório entre eles dois, entendeu que Sasuke não estava falando sobre o amor que já nascia com eles, ou do amor que ele sentia pelo Itachi, ou pelos pais. Sabia que o eu amo você dele não era o mesmo eu amo você que ela lhe dava para ele em todo aniversário e festa de final de ano, ou o eu amo você que ela disse no ano passado, minutos antes dele fazer uma viagem para Tokyo e passar duas semanas fora. O eu amo você dele era mais forte, pesado e obsessivo. Ele era sofrido, repleto de dor e amargura, sem inocência alguma. Não era como uma confissão que um garoto faz para alguma garota no colégio, era como uma confissão de pecado que você faz para Deus.

Sasuke acabara de confessar que seu maior pecado não era beber, transar, fumar ou blasfemar, não era desonrar seus pais, nem se recusar á ir à igreja aos domingos. O maior pecado de Sasuke não era trair, fazer tatuagens ou a sua ira. O maior pecado de Sasuke era amá-la, da forma mais proibida possível. Da forma mais imoralmente ditada pela sociedade e por Deus. Era o único pecado que todos, cristãos ou não cristãos, consideravam unanimemente algo doentio, nojento e abominável.

Porque até mesmo o amor, possui seus limites, e Sasuke amando Sakura daquela maneira, ultrapassava todos eles.

─ Não faça isso Sasuke. ─ Ela usou os braços para afastar os dois, mesmo que as duas mãos de Sasuke agora estivessem possessas em sua cintura, impedindo-a de dar um passo em qualquer direção. ─ Você está bêbado, não está? ─ Choramingou. ─ Por favor, pare de falar besteiras.

─ Besteiras? ─ Ele sorriu certeiro. Mais uma vez ela tentou se soltar, mas o impulso forte que dera só serviu de ajuda para que Sasuke a jogasse contra sua própria cama, caindo por cima de si. Ela fechou os olhos sôfrega, pedindo para que fosse só mais um pesadelo, ou até mesmo uma brincadeira de mau gosto do irmão. ─ Besteira seria se eu te dissesse a vontade que eu tenho de tirar suas roupas sempre que te vejo, de te beijar e te marcar em todos os lugares que eu possa alcançar. Besteira seria se eu te dissesse a vontade que eu tenho de te foder Sakura, de te ouvir gritando e gemendo. Isso é besteira. ─ Ele acariciou sua bochecha com a ponta de seu nariz, e ela tremeu.

Sakura se amaldiçoou naquele momento, porque sua pele se arrepiou com os toques dele, sua respiração falhou com o som rouco de sua voz, e seu interior formigou com suas palavras. Ela se amaldiçoou porque já deveria ter o empurrado para longe á tempos, o chutado, socado ou até mesmo gritado por ajuda. Mas ela não fez. Estava tudo tão entalado dentro de si, tão confuso e misturado que Sakura não conseguiu fazer nada do que cogitou ser o certo. Porque o que estava acontecendo agora era errado. E mais errado do que as palavras de Sasuke, ou de seus toques mal intencionados, era o fato de ela, mesmo que no fundo, estivesse reagindo á eles.

─ Você não pode dizer isso Sasuke, não pode. ─ Sua voz saiu embargada de desespero, falhada devido ao choro preso em sua garganta. Ela então levou as mãos até os olhos para que não pudesse ver o pecado que era seu irmão. Para que pudesse amenizar toda aquela situação doentia em que eles estavam. ─ Você não pode fazer isso comigo, não pode fazer isso com nossos pais. Você não pode! ─ As lágrimas escorriam de seus olhos de uma maneira histérica. ─ Porque deixou isso acontecer? Qual o seu problema? Eu sou sua irmã, droga!─ Usou suas forças para desferir socos no peito do mais velho, mas ele não pareceu afetado.

Agora seus olhos marejados encaravam os do irmão, ainda sem nenhuma resposta para dar á ela. Porque o amor de Sasuke não tinha respostas ou explicações, não tinha desculpas ou porquês. O amor dele era simplesmente aquilo. Mais forte que qualquer coisa que ele já havia sentido. Era insano, ele admitia, mas inevitável.

─ Eu juro que tentei Sakura. De todas as maneiras do mundo eu tentei mudar isso. Você sabe que eu tentei, porque eu me afastei. Me afastei de você e me afastei dos nossos pais, e até mesmo do Itachi. Mas cada vez que eu te empurrava para longe você se agarrava ainda mais em mim. Não importava o quão mal eu te tratasse, o quão distante e frio eu estivesse, você continuava me esperando toda madrugada. Mas eu sei que a culpa é totalmente minha, porque todas as vezes que eu estive longe, a única pessoa que eu desejei foi você, em cada sonho intencional ou não intencional, fantasias, lembranças, tudo o que eu quero é te tocar, te beijar, te sentir. ─ Sussurrou, roçando seus lábios em sua bochecha, descendo para seu queixo.

─ A gente não pode... ─ Ela constatou, mas não pôde completar graças aos dedos de Sasuke puxando os cabelos acima de sua nuca, fazendo com que sua boca se abrisse em um grito silencioso, e seu corpo se arqueasse em dor e prazer.

Os lábios de Sasuke tocaram os seus, invadindo sua boca de maneira impetuosa e obscena. Usando a língua para pedir passagem para entrar mais profundamente. Quente e excitante, ele explorava cada centímetro, movimentando libidinosamente suas línguas.

Sakura não o repudiou. Os lábios cheinhos do irmão movendo-se contra os seus era algo surrealmente bom, e com a pouca experiência que tinha só conseguiu abrir mais a boca para que Sasuke conseguisse adentrar de uma maneira mais prazerosa.  

Ela sentiu seus dedos descerem para sua cintura, e apertarem a pele febril por debaixo da blusa do pijama. E seus toques gélidos só serviram para que Sakura soltasse um gemido tímido entre o beijo, um gemido que escapara totalmente descuidado de seus lábios.

Era bom. Melhor do que ela gostaria, ou deveria admitir. Era tão bom que ela sentiu as pedras sendo jogadas contra seu corpo, as portas do paraíso se fechando diante sua cara, e o fogo do inferno queimando-a viva. Sentiu tudo isso apenas de beijar Sasuke. Sentiu isso quando o mesmo chupou sua língua e em seguida seus lábios, quando ele lambeu seu pescoço e deixou um chupão no local, que fez com que ela sentisse uma forte fisgada acima do ventre. Quando ele puxou seus cabelos e sussurrou em seu ouvido que queria fodê-la, que queria fazê-la gritar seu nome tão alto que todos na rua ouviriam á quem ela pertencia.

Ele finalizou jogando-se sobre o corpo pequeno dela, com cuidado para não esmaga-la. Sakura sentia a respiração pesada dele contra seu pescoço, e suspirava baixinho com isso. Com os olhos semicerrados ela encarou o teto, como se aquele fosse o lugar mais próximo de Deus no momento. Ela só queria perguntar para Ele o porquê disso estar acontecendo.

Como se depois disso Ele fosse lhe dar alguma resposta.

Sasuke se apoiou sobre os cotovelos, um de cada lado do rosto da irmã, fitando-a bem nos olhos. Eles ainda brilhavam devido ao choro, e seus lábios ainda estavam vermelhos devido aos chupões.

─ Não está certo. ─ Ela sussurrou tão baixo que Sasuke só pôde escutá-la por estar próximo o suficiente para sentir sua respiração. Ele se aproximou ainda mais, e selou seus lábios novamente, em busca de tentar saciar todo o desejo contido que possuía sobre ela.

Foi um selar rápido, apenas o suficiente para que conseguisse sentir seu gosto. Quando ele se afastou, sentiu falta dos lábios macios, no qual já havia se viciado em um curto período de tempo. Com a respiração descompensada, e os olhos fechados, Sakura choramingou.

─ A gente... Ai meu Deus Sasuke, a gente... ─ Seu peito se contraia para cima e para baixo conforme soluçava. Seu ombro tremeu, e as lágrimas voltaram a descer. Sasuke tombou para a lateral de seu corpo, abraçando-a de lado, enfiando a mão dentro de sua blusa, apenas para sentir seu calor.

Sakura arfou, e uma corrente elétrica percorreu por todo o seu corpo. Mas ela ainda chorava em desespero, porque sabia que todos os pecados que ela havia cometido hoje, não chegavam nem perto desse.

Sasuke deitou a cabeça dele sobre a dela, abraçando-a por trás, colando seus corpos de maneira intima, como se com aquilo, quisesse fundir ambos. A mão grande do garoto, que ainda estava sobre a cintura da irmã, acariciou a pele com delicadeza.

─ Vai ficar tudo bem. ─ Ele murmurou. ─ Apenas feche os olhos.  

E ela o obedeceu, mesmo que fosse contra todos os seus princípios, mesmo que fosse contra tudo o que ela havia aprendido durante esses anos na igreja. Ela fechou os olhos e suspirou fundo, esvaiu sua cabeça de todos os pensamentos que martelavam sua mente, em uma briga interna sobre o que era certo e o que era errado. Ela focou-se apenas nas caricias e suspiros de Sasuke atrás de si, aconchegando-a em seus braços, e a apertando de maneira possessiva. E então ela dormiu, com a consciência e o coração, ambos pesados.

✘✘✘

No dia seguinte quando Sakura acordou, ainda sentia os braços do irmão rodeando seu corpo, e aquilo foi o suficiente para que percebesse que tudo era real, e não um sonho louco cujo qual ela jamais contaria para alguém. Era tão real quando a dor de cabeça que ela sentia devido ás bebidas de ontem, tão real quanto à marca de chupão que Sasuke havia deixado em seu pescoço.  Tão real quanto a excitação que ela possuía em seu interior, ardendo lascivamente como carvão na brasa.

Ela se remexeu, e tentou se levantar com todo o cuidado para não acorda-lo. Quando ela já estava de pé, conseguiu alcançar seu celular para perceber que já estava atrasada para o colégio, e graças á toda confusão de ontem ela não havia colocado o despertador para tocar.

Sakura pegou seu uniforme dentro do armário, e resolveu tomar banho no banheiro do corredor. Não queria que Sasuke acordasse, não saberia o que dizer, nem como olharia em seus olhos depois de tudo aquilo. Era uma bomba que ele havia jogado em cima de si, e ela realmente não sabia quando ela iria explodir, acabando não apenas com eles dois, mas com todos á sua volta.

Desde que era pequena, Sakura via seu irmão como uma inspiração, mesmo que Sasuke não fosse o exemplo de pessoa a ser seguido. Sete anos mais velho que ela, tudo o que ele fazia era motivo para admiração.

Enquanto penteava os cabelos, ela se lembrou de quanto ele tinha treze anos, e ela seis. Os pais deles os levaram para um parque de diversões. Sasuke emburrado por se achar grande demais para o lugar se negava á ir a qualquer brinquedo. Os pais já sem paciência com o menino, perguntaram então para Sakura onde ela gostaria de ir. A garota sem contestar apontou para uma espécie de montanha russa infantil. O brinquedo era uma lagarta gigante que corria em menos da metade da velocidade de uma montanha russa normal, mas para ela aquilo parecia assustador e queria experimentar.

Os pais deles não poderiam ir com ela devido à altura máxima exigida pelo brinquedo, então pediram ao filho mais velho para que ele a acompanhasse. E Sasuke contra a vontade foi.

Assim que o brinquedo começou a se mover, a garota já estava desabando em choro. Sasuke revirou os olhos e suspirou frustrado, sabia que aquilo iria acontecer. Ele então segurou a mãozinha dela, e com a outra desocupada, passou abaixo dos olhinhos brilhando, limpando as lágrimas.

─ Eu quero descer onii-chan. ─ Ela choramingou, fechando os olhos com força para não ver a altura em que estavam, que nem era tanta assim, mas para uma criança de seis anos era mais do que o suficiente para se temer.

─ Abra os olhos Sakura. ─ Ele ordenou. ─ Abra. ─ Disse novamente, fazendo a garota por fim obedecê-lo. ─ Olhe para mim, só olhe para mim. ─ Ditou, e ela assentiu. ─ Não sinta medo. Nunca sinta medo enquanto eu estiver do seu lado, ouviu?

─ Mas é alto. ─ Ela contestou, com as finas sobrancelhas franzidas em sua testa branca. Sasuke sorriu minimamente, dando á ela um conforto que só conseguia ao seu lado. ─ Eu não quero cair onii-chan.

─ Você não vai cair Sakura, porque eu nunca vou deixar. ─ Garantiu, com toda a dignidade que um garoto de treze anos poderia ter. ─ Eu sou seu irmão, e a pessoa que mais te ama nesse mundo. Nunca deixaria que algo de ruim te acontecesse. ─ E no embaço de seus olhos, Sakura viu o rosto do irmão mais velho brilhar mais do que nunca. Viu nele a admiração que jamais havia experimentado antes.

Sasuke sempre estaria lá por ela, e mesmo quando não esteve, mesmo quando ele a ignorava ao passar pelo corredor anos depois, ou quando ele a chamava de irritante e infantil, ela estava lá por ele.  Porque Sakura não era como os pais e Itachi, que desistiram de Sasuke assim que ele desviou dos caminhos que trilharam para ele. Sakura nunca desistiu dele, porque era isso que irmãos faziam. Impediam o outro de cair.

Ela percebeu que já se observava no espelho há minutos, mesmo sem se ver. Algumas lágrimas escorriam de seus olhos por pura reação das lembranças em sua mente. Ela deu um fraco sorriso e as limpou com a manga comprida da blusa de botões do uniforme.

Saiu do banheiro com a mochila que já havia pegado antes, só para não ter que voltar ao seu quarto. Quarto cujo dormia agora seu irmão. Não seu meio-irmão, não seu irmão adotivo ou irmão postiço, seu irmão de sangue, que cresceu junto consigo e compartilhou as mesmas lembranças que si. A pessoa que ela amou mesmo antes de saber o que era amor, que ela correu para o quarto sempre que ficava com medo de algum trovão de noite. A pessoa que assistia A pequena sereia com ela todos os dias e que lhe contava sempre a mesma história sobre piratas antes de dormir.

Ela desceu direto as escadas. Deu uma breve desculpa esfarrapada para a mãe sobre ter voltado mais cedo, dizendo que pediu para Sasuke ir busca-la.

Depois de ter beijado seu irmão mais velho da maneira mais errônea possível, Sakura não conseguia pensar em mais nada que a ferrasse moralmente mais do que aquilo. Seu pai então lhe deu uma carona até o colégio, e só quando o mesmo lhe desejou boa sorte para a prova, que ela se lembrou de que tinha uma.

Passou pelos portões com a cabeça baixa, o sinal havia acabado de tocar, e ela provavelmente teria problemas para entrar em sala. Mas no final do tempo ela conseguiu fazer sua prova, mesmo que cheia de incertezas sobre as respostas serem corretas ou não. Sakura nem sequer se importava mais com aquilo.

─ Agora que estamos livres, pode me explicar o que droga a senhorita estava fazendo na festa do Sasori ontem? ─ Tenten perguntou assim que a turma foi liberada para o intervalo. ─ Você fez todo aquele discurso de que odiava festas, e que seu pai jamais te deixaria ir á uma, e depois vai à festa do Sasori sem a minha companhia? Sakura, só pessoas mais velhas vão para esse tipo de festas, já pensou de algum desses idiotas do terceiro ano tentam fazer algo com você? Sorte sua ter seu irmão.

─ Eu sei... ─ A garota suspirou, sem o mínimo ânimo para entrar naquele assunto. ─ Eu só queria sair um pouco, então liguei para o Naruto. Ele foi super legal comigo, e cuidou de mim. Não se preocupe. ─ Respondeu cabisbaixa. Ainda não havia visto Naruto, nem sequer sabia se ele ainda falaria com ela. Sentiu-se mal por ele, com certeza não merecia toda a fúria de Sasuke.

─ Você está bem? ─ Tenten perguntou, vendo que a mente da amiga vagava longe dali. ─ Aconteceu algo na festa? ─ Perguntou.

─ Sasuke quando chegou lá para me buscar, meio que agrediu o Naruto. ─ Mordeu o lábio inferior em nervosismo. ─ Ele deve me odiar agora.

─ Porque o Sasuke bateria no Naruto? ─ Tenten perguntou tentando juntar as peças. E o olhar sugestivo da amiga foi o suficiente para que a garota descobrisse a respostas. ─ Você e o Naruto se pegaram? ─ Seus olhos castanhos de Tenten se arregalaram, e Sakura se encolheu.

─ Foi só um beijo, mas Sasuke chegou no momento mais inconveniente possível. ─ Ambas se sentaram em um banco nos fundos do pátio. Só de falar o nome de Sasuke, Sakura sentia seu estômago se revirar, em uma ansiedade quase que insuportável.

─ Não acho que Naruto ficará com raiva. Foi seu irmão que bateu nele, não você. ─ Confortou a amiga. ─ Naruto realmente gosta de você Sakura, e não digo isso só porque ele te persegue desde o oitavo ano, digo isso porque Neji me disse. ─ Confessou algo que estava guardando há algum tempo. Neji, o seu namorado, era relativamente próximo de Naruto, e acabou contando para Tenten que a queda que o loiro tinha por sua amiga era realmente séria. ─ Ele é bonito e um cara legal, porque não tenta algo com ele? ─ Perguntou. ─ Naruto sabe que você é toda politicamente correta, sabe como seus pais são, e vai respeitar isso. Claro que agora ele vai tomar um pouco mais de cuidado com o Sasuke. ─ Disse humorada, tirando um sorriso confortável da amiga.

─ Eu não sei... ─ Sakura suspirou. Não sabia se sentia algo por Naruto, uma atração talvez. Ele realmente era bonito, e havia a respeitado mesmo quando ela tomou quase uma garrafa inteira de whisky. Talvez ele valesse á pena. Mas o problema em si não era esse. Ela ainda não sabia o que faria com Sasuke, mas isso ela não poderia contar para ninguém, nem mesmo para Tenten.

“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". ─ João 8:32.

Naquele dia depois da aula, Sakura não foi para casa. Pediu para que o pai levasse uma muda de roupas para ela, e iriam para a igreja depois do colégio. Ela se vestiria lá, e depois só voltaria com seu pai novamente, no horário sempre depois das onze, já que Fugaku sempre costumava ficara até um pouco mais tarde.

Durante a semana inteira foi o mesmo, Sakura ia para a igreja com o pai depois da aula, e só voltava para casa quando Sasuke já havia saído para trabalhar. Ela o viu somente durante breves segundos na quarta de manhã, pouco antes de ir para a escola, e por instantes na sexta de madrugada, quando desceu para beber água e ele estava voltando de uma festa. Mas ela conseguiu se trancar em seu quarto antes que ele subisse as escadas.

Na igreja ela rezava mais do que rezou durante toda a sua vida. Deus a ouviria de alguma forma. Porque seus gritos internos por súplica eram mais altos do que a vontade que ela sentia de voltar correndo para casa e se afundar nos braços de seu irmão. Os únicos braços que lhe davam consolo. Pensou diversas vezes em se confessar para o Padre, mas não sabia ao certo como faria isso, então preferiu guardar tudo para si mesma.

O sábado então chegou. Frio e chuvoso. E por mais que o desejo de Sakura fosse dormir o dia todo, já estava acordada desde as nove da manhã, olhando para o teto de seu quarto sem coragem para se levantar. Estava com um medo insano de descer e tombar com Sasuke.

Soltou um suspiro frustrada. Aquilo já estava ficando ridículo. Ela não poderia fugir dele por toda a sua vida. Uma hora eles teriam de conversar. E só essa ideia já fazia com que sua mente nublasse.

Arrastou-se para fora da cama, e calçou suas pantufas. Prendeu os cabelos desgrenhados em um coque, e saiu do quarto, indo em direção ao corredor. Quando chegou de frente para a porta do irmão, percebeu que a mesma estava aberta, assim como suas cortinas e janelas. E sua cama vazia e desorganizada serviu como resposta para sua dúvida no momento. Sasuke já havia acordado.

Caminhou em direção ás escadas, e degrau por degrau desceu sutilmente até o andar de baixo, vasculhando cada canto da casa cujo seus olhos alcançavam. Tudo parecia bem calmo. A televisão estava ligada, e Sakura suspirou aliviada quando viu seus pais sentados no sofá assistindo á um filme concentrados.

Talvez Sasuke não estivesse em casa, talvez ela não precisasse se preocupar com isso agora.

Seus pés foram em direção à cozinha, e antes que pudesse se dar conta, seu corpo já havia se chocado contra a parede pelo irmão mais velho, que ela nem sequer havia percebido a presença.

Em poucos segundos, o aroma doce de Sakura dominou o local em que se encontravam. Sasuke percorreu seus olhos sobre a pele pálida, sobre sua boca rosada, e seus olhos fechados ainda pela dor do impacto. Ele queria devorá-la, ali mesmo sem nenhuma objeção, mas se contentou em apenas acariciar sua bochecha e se afastar, murmurando um pedido de desculpas por tê-la machucado.

Sakura ao perceber que o perigo havia diminuído, com hesitação abriu seus olhos, pousando sua atenção no sorriso quase imperceptível no canto dos lábios de Sasuke. Ele estava com os cabelos levemente bagunçado, e vestido apenas com uma calça moletom. Os olhos dela percorreram por todo o dorso nu dele, observando cada tatuagem que ele possuía com atenção. Não sabia que eram tantas assim. E cobriam quase toda a sua pele. Quis contar cada uma delas, mas não tinha tempo, e nem podia se deixar cair nessa tentação.

O mais velho suavizou a face, e ela pode por fim respirar normalmente, desviando o olhar do corpo dele.

─ Você ficou louco? ─ Ela perguntou sutilmente irritada. Seus pais estavam á poucos metros de si, e já bastava toda a confusão em sua mente, não queria o mesmo para seus progenitores.

─ Porque está me evitando? ─ Sasuke ignorou sua irritação, e levou o assunto para onde ele queria. Durante toda a semana ele a esperou depois das aulas, mas ela não foi para casa. Trancava a porta de seu quarto de madrugada e mudava seu caminho sempre que o via chegar mais cedo.

─ Não estou te evitando. ─ Ela respondeu, mesmo que fosse a resposta mais idiota que poderia dar no momento. Sasuke então riu incrédulo.

─ Porque está fazendo isso Sakura? Eu não aguento mais. ─ Disse em um tom abatido. A verdade era que não vê-la, ou simplesmente não ouvir sua voz era a pior tortura que Sakura poderia ter feito com ele. Logo depois de ele ter provado seu gosto.

─ Você não entende mesmo não é? ─ Ela rebateu, com a voz mais baixa que o normal. Não queria chamar a atenção dos pais alheios á tudo aquilo na sala. ─ Sasuke em hipótese alguma tem chances de isso dar certo, então, por favor, apenas pare. Vamos esquecer isso, tudo bem? ─ Pediu em clemencia. Aquilo tinha que parar de alguma forma, antes que chegasse á um ponto no qual Sakura não conseguisse mais contornar. Precisava cortar o mal pela raiz.

─ Não faça isso Sakura. ─ Sasuke aproximou-se de si e a prensou contra o seu peito. ─ Você quer tanto quanto eu, não quer? Diga Sakura, você também está excitada não está? ─ As mãos travessas do maior desceram até sua cintura, apertando a pele por cima do pano, e então a puxou para mais perto de si.

A respiração de Sakura acelerou, e seus sentimentos se agitaram dentro de seu peito. A boca de Sasuke pousou em sua orelha, passando a língua sobre seu lóbulo. Ela gemeu, baixo e timidamente, denunciando todo o prazer que lutava para esconder.

Não importava o que ela queria, não importava o que ela sentia, nada disso importava porque eles eram irmãos. E Sakura berrava isso em sua mente, berrava que eles tinham o mesmo sangue, que tinham os mesmos pais, que compartilhavam o mesmo DNA. Mas ainda sim não sentiu repulsa quando as mãos dele subiram até suas costas, arrastando sua blusa para cima junto, deixando-a exposta aos seus toques. Não sentiu nojo quando Sasuke dedilhou sua epiderme branca e macia, ao mesmo tempo em que descia com os beijos para seu pescoço.

Era para ela sentir, mas Sakura sentiu nojo apenas de si mesma por estar gostando daquilo. 

─ S-Sasuke... ─ Ela gemeu arrastado, apertando com força os braços fortes do irmão, e fechando os olhos para sentir melhor os dedos ágeis dele dançando em seu corpo tão sensível. A outra mão dele desceu para o cós de sua calça brincando com o mesmo, ameaçando descê-lo.

─ Me chame de onii-chan Sakura, como você costumava me chamar. ─ Sussurrou em seu ouvido, vendo o cenho da menor franzido em inércia. Sakura abriu os lábios e arfou pelo tom malicioso que ele transmitia em cada palavra sua. ─ Geme para mim. ─ Sua mão por fim adentrou na calça que a menina usava, apertando sua bunda de maneira descarada, deixando a pele branca avermelhada.

─ Onii-chan... ─ Ela gemeu, sentindo todo o seu corpo pulsar conforme o irmão a tocava. Sakura estava com os olhos semiabertos e ofegava baixo pela boca, buscando ar para que conseguisse se manter consciente. Suas pernas estavam bambas e sentia seu interior latejar.

─ Você quer gozar para mim Sakura? Quer que eu te faça gozar? ─ Os dedos do irmão desceram por sua fenda, até que conseguissem tocar sua intimidade encharcada. ─ Você está molhada desse jeito, como tem coragem de me dizer para esquecer tudo isso?

─ O papai e a mamãe. ─ Ela murmurou, enquanto sentia Sasuke escorregar os dedos pelo liquido que escorria de sua intimidade. ─ Eles estão na sala Sasuke. ─ Finalizou soltando mais um gemido, esse que sem intenção soou bem no ouvido do maior.

─ Foque apenas nos meus dedos dentro da sua boceta Sakura. ─ Rodeou seu dígito por cima da entrada virgem dela. E para não cair devido á fraqueza nas pernas, ela acabou rodeando os braços em volta do pescoço do irmão, usando-o como apoio.

Sakura afundou o rosto na curvatura do pescoço de Sasuke, mordendo a pele pálida dele com o intuito de evitar que os gemidos saíssem mais alto do que deveriam. Sentiu seu corpo entrando em um êxtase profundo quando Sasuke puxou uma de suas pernas para cima e roçou o volume de seu membro contra á intimidade dela, insinuando movimentos de penetração.

As mãos dele saíram de dentro de sua calça, fazendo com que ela soltasse um gemido insatisfatório. Sasuke sorriu ao perceber que ela buscava mais dele, tanto quanto ele buscava mais dela. O moreno então desgrudou seu corpo do da irmã, e lhe deu as costas, indo em direção á geladeira. Sakura franziu o cenho, confusa, ainda tentando normalizar sua respiração, e antes que o contestasse do que estava acontecendo, sua mãe entrou no ambiente.

─ Sakura! ─ Disse surpresa. ─ Não sabia que tinha acordado.

─ E-eu... ─ Sakura engoliu á seco, percebendo então o quão grave era o que estavam fazendo na cozinha. Nem sequer havia pensado no que aconteceria caso seus pais presenciassem a cena que ocorrera mais cedo. Ela e Sasuke estavam prestes a destruir a própria família, e o irmão nem ao menos parecia se importar com isso.

─ Sua tia nos ligou, e chamou todos nós para irmos almoçar na casa dela. Ela disse que seu tio Madara e Itachi irão sair do escritório mais cedo, então encontramos seu irmão lá. ─ Mikoto disse animada, enquanto caminhava até a geladeira em que Sasuke estava, e pegava uma garrafa d’água, enchendo seu copo logo em seguida. ─ Faz um tempo que não saímos todos juntos.

─ Eu acho que é uma ótima ideia mãe. ─ Sakura sorriu carinhosamente para a mais velha. Porque apesar de não estar no clima para almoços em família, não iria acabar com a alegria radiante de sua mãe. A mulher então olhou para o seu filho, que estava em silêncio até o momento.

─ Pode ser. ─ O moreno deu de ombros, levando uma maçã até a boca. Seus olhos estavam fixos em Sakura, do outro lado da cozinha, brincando com seus próprios dedos.

─ Tudo bem então, ás onze saímos daqui. ─ A mulher ditou, voltando para a sala, onde seu marido lhe esperava para que terminassem de assistir ao filme. Assim que a mãe saiu, Sakura tratou de seguir pelo mesmo caminho da mais velha, porém virou á sua esquerda e subiu as escadas.

Seu corpo ainda estava reagindo as recentes carícias de Sasuke, e sua intimidade ainda pulsava. Sakura caminhou até o final do corredor, onde se localizava o seu quarto. Entrou no cômodo e fechou a porta, parou de frente para o espelho e viu o estado que se encontrava.

Isso definitivamente não deveria ter acontecido, Sakura jamais deveria ter se sentido excitada com os toques de Sasuke, porque isso era imoralmente errado e desonroso. E não era apenas pelo fato de ele ser o seu irmão, apesar de ser uma justificativa forte o suficiente, e sim porque ela estava cometendo um dos maiores pecados da bíblia. A luxúria.

Estava corada, suada e ofegante. Deitou em sua cama e fechou os olhos enquanto levava sua mão até dentro de sua calça. Quando tocou sua intimidade, sentiu o liquido viscoso em grande excesso. Rangeu os dentes e choramingou, movimentando o dígito lentamente sobre a parte mais sensível.

Sakura sentiu espasmos profundos. Então para saciar o prazer, levou sua outra mão até um de seus seios por debaixo da camiseta. Lembrou-se da sua boca unida com a de Sasuke, e das palavras podres que ele sussurrava em seu ouvido, dos toques gélidos dele em sua pele, e dos seus dedos em si.

Ela torceu levemente o bico de seu peito, enquanto seu dígito molhado percorria os lábios de sua intimidade, acariciando a parte sensível que implorava por atenção.

Sua boca estava semiaberta enquanto se remexia entre os lençóis, e gemia baixinho em um sofrimento deleitoso. Ela estava pecando mais uma vez.

“Fugi, portando, da imoralidade sexual. Qualquer outro pecado que uma pessoa comete, fora do corpo os comete; todavia, quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo”. ─ 1 Coríntios 6:18.

Com os olhos cerrados, e a visão turva devido ás lágrimas de prazer, ela conseguiu ver Sasuke parado na porta de seu quarto, fazendo com que mais um gemido saísse de sua boca, apenas pelo fato de ele estar observando-a em algo tão intimo.

Viu quando o irmão girou a chave de sua porta, trancando-a, e em seguida caminhou em sua direção, sentando-se á frente de seus pés. Os lábios de Sasuke se abriram em prazer próprio ao vê-la tão vulnerável diante á si. Levou uma de suas mãos até sua coxa, e apertou. Sakura mordeu fortemente o lábio para não gemer.

Sasuke então se curvou em sua direção, colocando as mãos na barra de sua calça, puxando-a de uma só vez, junto com a calcinha da irmã, até que estivesse completamente exposta para si. Seu membro latejou dentro da calça moletom.

Sasuke viu o liquido branco escorrendo de sua entrada, e seus dedos encharcados massageando seu próprio clitóris. Ele gemeu apenas com a visão da irmã se masturbando, e abriu as pernas dela para que tivesse uma visão melhor do ato.

Sakura iria para o inferno, ela queimaria no inferno.

Sakura quase não conseguia raciocinar direito. Sentiu Sasuke segurar sua mão suja de lubrificante natural, e levar até a própria boca, sentindo o gosto da caçula, que miou em satisfação. O moreno então engatinhou até que ficasse por cima de si, colando seus lábios de maneira desesperada, enquanto subia sua camiseta por completo, revelando os bicos rosinhas e rijos de seus seios. Sem muito pensar, ele abocanhou um deles, girando a língua por toda a extensão, enquanto descia sua outra mão até a intimidade necessitada de atenção.

─ Você é uma garota bem má, não acha? ─ Sasuke disse enquanto lambia seu seio direito. ─ Se masturbando pensando no irmão, enquanto seus pais estão no andar de baixo. ─ Os dedos de Sasuke escorregaram até o clitóris dela, usando o polegar para massagear o local. ─ Você vai gozar para mim Sakura? ─ Perguntou malicioso, recebendo apenas um gemido da mais nova. ─ Diga para mim o quanto você quer gozar bebê.

─ P-Por favor... ─ Ela implorou, sentindo seu corpo se contrair diante a mão de Sasuke. ─ Eu quero muito. ─ Arfou.

─ Você não faz ideia do quão deliciosa você é Sakura. ─ Chupou o bico de seu peito, descendo pela barriga, até chegar a suas coxas. ─ Você não sabe o quão duro meu pau fica quando vê você. ─ Mordiscou sua pele, ainda com os movimentos circulares em seu clitóris. ─ Você não sabe a vontade que eu tenho de chupar sua bocetinha. ─ Sasuke retirou seu polegar, e passou a língua em seu clitóris, descendo até sua entrada, sugando todo o liquido que escorria dela.

Sakura deu um grito, não muito alto, já que seus pais não puderam escutar do andar de baixo. A língua do irmão contornava toda a sua extensão, trocando por beijos, ora por chupadas. Ele segurou suas duas pernas, colocando por cima de seus ombros, afundando a boca ainda mais em sua intimidade, deixando uma longa sucção enquanto flexionava sua língua na cavidade dela, até que sentisse por fim sua entrada se contraindo, e seu corpo se relaxando sobre a cama.

Sasuke ainda deu mais uma lambida em seu clitóris antes de se afastar completamente e sorrir observando a irmã com a respiração acelerada. Seus seios subiam e desciam em um cansaço interminável. E Sasuke gravou aquela imagem em sua mente, porque era a mais linda que ele já tinha visto em toda a sua vida. Sakura nua e corada após ter um orgasmo causado por ele.

O mais velho deitou-se ao lado da garota, puxando seu corpo quente para cima do seu. Sakura descansou sua cabeça no peito nu do irmão, ainda atordoada pelo que haviam acabado de fazer. Sasuke pousou a mão sobre a cabeça dela e permaneceu acariciando o local, como se soubesse exatamente a bagunça de pensamentos que estava em sua mente no momento, e com aquele ato, tentasse amenizar a situação.

Sakura fechou os olhos, e sentiu a fragrância máscula do irmão, abraçando seu dorso com força, mesmo com todo o cansaço que estava sentindo no momento.

─ Isso não é certo Sasuke. ─ Ela sussurrou após um tempo de silêncio. Sasuke olhou para baixo, e acariciou sua bochecha com a costa de sua mão.

─ Quem disse isso? ─ Ele perguntou calmamente. Para ele não havia errado quando era certo tudo o que sentia por ela. O amor não era errado, errado era não amar, errado era impedir as pessoas de amarem, errado era fingir que o que ele sentia não era real, porque mais do que tudo, Sasuke sabia que era real.

─ Deus, as pessoas... ─ Ela murmurou, passando o indicador sobre a tatuagem de dragão que o irmão tinha em seu peito. ─ Desde que o mundo existe, não há ninguém que diga que o que fizemos é certo.

─ Talvez eles sejam os errados. ─ Sasuke segurou a mão pequena dela, entrelaçando seus dedos uns nos outros. Sakura levantou o rosto, e o encarou. O sorriso que ele possuía nos lábios não era visto por ela há anos. Nem se lembrava de quando o irmão realmente havia parado de sorrir. ─ Eu não me importo com o que os outros pensam. Não me importo com quantas pessoas venham á minha frente e me digam que é errado. A única coisa errada para mim é não ficar ao seu lado.

Ela sorriu, sentindo as tão famosas borboletas em seu estômago. Porque estava se sentindo tão bem de repente? Ser amada por Sasuke lhe trazia uma sensação incrivelmente amena. E por mais que tudo e todos dissessem que era pecado, que era errado e insano, quando Sasuke demonstrava seu amor por ela, Sakura não sentia uma gota de maldade, não sentia repulsa ou medo.

Como algo que a fazia se sentir tão bem assim, poderia ser ruim? Coisas ruins vêm com o intuito de destruir, maldar, fazer mal. E Sakura se sentia tão viva ao lado dele, com seus toques, com seu cheiro. Porque no tempo em que haviam passado longe um do outro, ou apenas distantes mentalmente, era como se parte de si tivesse morrido.

Era certo ela morrer para fazer o que os outros julgavam certo, enquanto é errado fazer aquilo que realmente te deixa feliz? Nem mesmo ela sabia diferenciar o certo do errado.

Antes que Sakura pudesse respondê-lo, ouviu três batidas na porta, fazendo com que pulasse assustada da cama.

─ Sakura, já são dez e meia, se arrume para irmos. ─ Ouviu sua mãe dizer do outro lado da porta, murmurando um ok. Em seguida eles ouviram a mulher indo até o quarto de Sasuke e dizendo o mesmo, sem estranhar a falta de resposta do primogênito.

Sakura tratou de pegar suas roupas jogadas pelo chão, enquanto Sasuke se levantava, e caminhava em sua direção. ─ Acho melhor você ir. ─ Ela disse calmamente, colocando as roupas á frente do corpo envergonhada. Sasuke aproximou-se dela, e jogou as roupas em suas mãos novamente no chão, apenas para observá-la novamente.

Suas mãos foram de encontro com as laterais do rosto dela, puxando-a para um beijo lento e sutil, com gosto de luxúria e erotismo, sentindo o gosto adocicado que só a boca dela possuía. As mãos pequenas de Sakura estavam pousadas em seu peito, acariciando os músculos bem definidos do Uchiha mais velho.

Quando se separaram, ela passou os braços em volta de sua cintura, e o apertou contra seu próprio corpo, e quando Sasuke retribuiu o abraço, ela sentiu-se acolhida, como se entre os braços dele estivesse achado seu lugar, o seu paraíso.

─ Vamos tomar banho no meu quarto. ─ Ele sussurrou, contornando os lábios dela com o polegar.

Sakura assentiu, e o maior caminhou até sua porta, puxando-a pelo pulso. Olhou para os corredores, apenas para ter certeza de que estava vazio, para poder por fim passar com a irmã despida, indo até seu quarto. Sasuke trancou a porta atrás de si, e caminharam até o banheiro.

Sakura entrou no box do banheiro, e olhou para trás. Sasuke retirava sua calça moletom junto com a boxer que ele usava. Os olhos dela percorrem por todo o corpo do alheio, examinando cada centímetro como se estivesse o estudando. Sua visão pousou sobre o membro semiereto do mais velho, e arfou baixo.

Era como se Sasuke soubesse exatamente o que ela estava pensando, e por isso soltou uma risada rouca, que fez os pelos no corpo de Sakura se eriçassem de apenas uma vez.  

Quando ele entrou no box, dividindo o espaço pequeno com ela, Sakura pôde contemplar de perto o seu corpo. Era insanamente grande a vontade que ela possuía de tocá-lo, de sentir cada parte dele, os músculos firmes e a pele clara que fervia em contato com a dela.

Sasuke levou a mão até o registro e ligou o chuveiro, fazendo com que a água morna caísse sobre o corpo de ambos. Quando as costas de Sakura chocaram-se contra o azulejo gelado, e o corpo febril do irmão a encurralou pela frente, a garota sentiu a timidez a dominar. Suas mãos passearam por todo o abdômen do mais velho, até chegarem na linha V de seu corpo. Ela hesitou em descer mais.

Sasuke tombou a cabeça para trás e arfou com os toques dela. Ele curvou seu corpo para frente e apoiou seus antebraços da parede atrás dela, ficando próximo o suficiente de seu rosto para sentir suas respirações roçarem.

─ Me toque. ─ Sasuke disse em um tom baixo, roçando os lábios da orelha de Sakura, exalando todo o desespero que ele sentia no momento pelo alivio das carícias da irmã. Sakura fechou os olhos suspirando, sentindo as chamas em seu interior se acenderem novamente, que nem mesmo o frescor da água pôde apagar.

Com timidez ela tocou a base do membro de Sasuke, com os lábios presos entre os dentes em puro nervosismo, por não saber como lhe dar prazer. Era uma sensação gostosa, e ao mesmo tempo desesperadora. Quando seus olhos encontraram os semelhantes fechados do irmão, em deleite de cada mínimo carinho que ela fazia, criou entusiasmo para prosseguir com a ação. Apertou os dedos sobre o músculo teso, sentindo-o pulsar das veias em suas mãos.

Subiu com o movimento até a glande inchada e desceu novamente até a base, e continuou com o mesmo movimento de vai e vem até que o pré-gozo do irmão escorresse por seus dedos. A excitação que subiu em seu corpo por estar dando prazer para aquele cujo nunca sequer havia pensado em algo além de seu irmão, aflorou nela um sentimento único. Sentia-se molhada novamente, mas não pela água que caia sobre seu corpo e o corpo dele.

O rosto de Sasuke afundou-se em seu pescoço, mordendo, chupando e beijando a pele fina e pálida dela, deixando marcas territoriais em seu corpo, como um macho alfa. Sakura arfou quando uma das mãos dele puxou seu cabelo com força, fazendo-a arquear a cabeça para trás, deixando seu pescoço ainda mais exposto aos maltratos dele.

Os gemidos roucos dele em seu ouvido só serviram de impulso para que ela acelerasse com os movimentos inexperientes, sentindo o calor que ele emanava de uma maneira tão sexualmente atrativa. Sasuke segurou sua mão que contornava o seu membro, e a guiou com sutileza.

Os olhos do mais velho ainda estavam fechados, e sua respiração estava mais acelerada do que nunca. Quando o polegar da irmã tocou a fenda em sua glande e a apertou, Sasuke urrou indecente. O tesão acumulado que ele sentia desde as caricias na cozinha, explodiram de uma só vez na barriga dela, junto á um gemido alto, abafado pela queda d’água. Sakura observou cada gota de gozo jorrando do pênis do irmão, e sua boca salivou com aquilo.

─ Minha vontade era de te colocar de joelhos e foder meu pau nessa sua boquinha até te encher de porra. ─ Ele disse depravado, tocando seus dígitos nos lábios da caçula. Precisou apenas das palavras sujas do irmão para que Sakura soltasse um gemido manhoso. ─ Mas não temos tempo. ─ Disse em seu tom mais decepcionante possível.

Sasuke desligou o registro, e pegou o sabonete no suporte, o deslizando por cada centímetro do corpo pequeno dela. Passou pelos bicos rijos dos seios, e circulou o local com o polegar. Ensaboou seu colo, seu pescoço, e desceu para os seus braços, ouvindo os suspiros contidos da mesma.

Quando suas mãos chegaram á cintura fina da menina, apertaram a tez branca, deixando marcas avermelhadas com facilidade. A outra mão de Sasuke pousou sobre suas costas e a puxou para mais perto de si. Sakura sentiu seu membro roçando em sua barriga, enquanto os dedos ágeis desciam até sua intimidade melada.

O moreno ligou o registro novamente, deixando a água cair sobre o corpo de Sakura, e retirar o excesso de sabão, enquanto sua mão movimentava-se dentro dela, expurgando todo o seu íntimo do liquido viscoso que escorria de sua entrada.

─ Você não me dá banho desde que eu tinha cinco anos. ─ Sakura se lembrou de quando o irmão com a intenção de ajudar a mãe, sempre lhe dava banho depois do colégio. Claro, na época Sasuke não tinha a mesma malícia que agora, e tão pouco compreendia seus sentimentos sobre a irmã. Era apenas o irmão mais velho cuidando da mais nova.

─ Se quiser te dou banho todos os dias a partir de agora. ─ A rouquidão do mais velho fez o interior de Sakura pulsar novamente. Era impressionante como ela se intimidava com tão pouco vindo dele, fosse com suas palavras obscenas, ou com seus toques depravados. Até mesmo o olhar denso dele a deixava louca.

Ela sorriu com sua sugestão, e o abraçou, da mesma maneira que o abraçava sempre que o via quando ainda era uma garotinha. A água morna caia sobre os dois corpos grudados como se fossem um, encaixados perfeitamente como um quebra-cabeça. Sakura sentiu que talvez ali fosse seu verdadeiro lugar, talvez sempre tivesse sido. No calor do irmão mais velho.

Já Sasuke, tinha certeza disso.

─ Eu amo você Sakura. ─ Ele sussurrou convicto. Porque por mais que a vida de Sasuke fosse cheia de incertezas e inseguranças, dúvidas e problemas, Sakura era a sua certeza, sua segurança, sua resposta e sua solução. 


Notas Finais


Eu disse que os hentais seriam um pouco pesados, pelo menos eu achei.
kkkkkkkk me deu muita vergonha de escrever gente, juro.
Muuito obrigada pelos comentários e favoritos, estou amandooo todos eles e responderei tudo hoje
Até o sábado que vem.
beijos


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