História Os Opostos Se Atraem - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook Flex, Ódio E Amor Juntos, Romance, Seres Sobrenaturais
Visualizações 273
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá :3

Capítulo 30 - 30. Último Pedido


Jungkook estava aflito sem saber notícias da ômega e de seu filhote.

— Vocês são os responsáveis por Hyuna? — perguntou um homem de vestimentas típicas de hospital.

— Sim. Eu sou o pai do bebê. — disse o moreno.

— Como devem ter te avisado, a senhorita Hyuna passou muito mal, ficou tranquila por um tempo depois que chegou mas voltou a ter fortes dores. O bebê terá que nascer antes do previsto. Pode ter mais complicações mas tentaremos salvar tanto ele quanto a mãe. — sentiu o coração estremecer. Não acreditava que isso estava acontecendo. Não podia perder ninguém, odiava perder.

— Com licença. Precisamos de você na cirurgia. — outra mulher apareceu, falando para o cara que estava ali informando. — E a moça pediu para ver Park Jimin.

— Eu? — exclamou.

— Você é o Park Jimin? — ele assentiu.— Então sim. Venha conosco. — encarou Jeon, confuso.

— Vai logo.

Seguiu-os até a sala mas antes de entrar teve que colocar a máscara. A ômega estava gemendo de dor, não parecia estar nada bem.

— Jimin! — parecia aliviada em vê-lo.

— Por que pediu para me chamar, não o Jungkook?

— Por que... o que tenho pra falar... é com você. Me dê suas mãos. — ele o fez. — Eu vou morrer.

— Não diga isso. Você vai ficar bem.

— Não vou... Já fiz minha escolha quando disseram que podem salvar apenas um de nós. 

— Hyuna, você não...

— Eu posso e vou! Você não sabe o que é ter um filho, quando tiver entenderá.

— Seja rápida. — o médico avisou.

— Eu tenho um último pedido e é pra você. Perdoe o Jungkook. — encarou os olhos alheios com os seus lacrimejados. — Ele te ama como ninguém e... eu sei que também o ama. Esqueça o que houve. Vocês foram feitos um pro outro, tem que ficar juntos. E... Você tem que cuidar do bebê. Quero que me prometa... Prometa que vai fazer isso. — choramingou.

— Eu não posso. Não devia pedir isso logo pra mim.

— Tem que ser você! É o único que confio, que independentemente de tudo vai cuidar e amar os dois. Eu sei. Por favor, só assim eu poderei morrer em paz. M-me prometa... — estava estático.

— Senhor. O senhor tem que sair da sala. 

— Prometa! — gritou agoniada. Ele respirou fundo, fechando os olhos.

— Eu prometo. — quando os abriu, viu um sorriso em meio aquele sofrimento.

— Obrigada! Obrigada! Eu sempre soube que você é um anjo... — foi obrigado a soltar as mãos e sair. Ficou meio perturbado com aquela cena. E era meio bizarro pensar em si como um anjo com tantas coisas que já fizera.

— Jungkook... — disse ao se aproximar.

— Por favor, não me diz nada. Minha cabeça está a mil... 

— Eu sei mas tenho que dizer. Admito que estava com muito ódio de você, só queria achar uma maneira de fazê-lo sofrer, só que não tive, quer dizer, não tenho coragem. Ainda te amo. Vê-lo dessa forma me deixa mal. Vou ficar aqui com você aguardando mais notícias. 

— Não. Te ter me confortando dói muito mais. Vá pra casa.

— Tudo bem. Só saiba que eu te perdoei. — não só porque prometera mas porque estava pensando em fazer isso, apenas não sabia qual seria o momento certo. — Até mais... — Jeon por um lado estava aliviado, pelo o outro aflito. 

Demorou a obter mais notícias e quando teve, não soube o que sentir. Hyuna preferiu morrer do que perder outro bebê. O pequeno teve sorte e nasceu saudável, mesmo sendo prematuro. Já ela, como esperado, não sobreviveu ao parto. Ficou péssimo. Pior ainda foi ter que dar a notícia aos pais da garota. Sentia-se culpado, por mais que todos dissessem que não era sua culpa pois aquilo já estava previsto que aconteceria e além disso a decisão final foi da ômega, ninguém poderia interferir.

Pelo menos teve uma felicidade no meio dessa tragédia, Jimin lhe perdoou e o bebê, que nomeou de Duck, estava bem.

Chegou em casa, tomou um banho e deitou-se para tentar dormir.

.

.

.

— Não se preocupe, pequeno. Prometo que irei cuidar muito bem de você. — o vampiro sorriu para o bebê que estava na incubadora.

Mais tarde foi parar no quarto do alfa, observando-o dormir.

É. Aconteceu o que era para acontecer. Agora além de um alfa enorme sem juízo teria um serzinho minúsculo para cuidar. Não sabia por onde começar. Isso vai dar uma bela história.

Sorriu ao lembrar da declaração. Jungkook havia aberto seu coração, foi sincero - por mais que a escolha não tenha sido sua -. Sabia que iria, uma hora ou outra, perdoá-lo. Não só por isso e pela promessa mas também porque não conseguia parar de amá-lo. Aquelas palavras eram certas: Amar também queria dizer perdoar. Adorou descobrir mais essa na sua nova vida. 

Mas... ainda estava confuso sobre voltar com Jeon. Uma parte dizia que não, a outra que sim. Uma parte ainda sentia-se magoada - mesmo que ele não tivesse culpa - a outra tinha o perdoado. Uma parte queria guardar rancor, a outra queria esquecer tudo aquilo. Uma queria dizer foda-se para a promessa e ir embora, a outra queria ficar para cuidar do bebê. Uma o odiava, a outra amava. Se bem que não tinha muito o que pensar em relação a isso porque sempre foi assim. Sua relação com o lobo é totalmente de amor e ódio. 

Por fim, também pôde descobrir que sim, era um homem de palavras. Ficaria ali e cuidaria daqueles dois pois além de amá-los, sentia que precisavam de si, assim como precisava deles em sua vida.

.

.

.

Passar pelo luto foi algo complicado mas Jungkook superou - tinha ajuda do vampiro lhe confortando e dizendo que era o que o destino -. Por falar nele, Jimin não saía do seu lado. Também estava cuidado do bebê de uma forma incrível. Era estranho vê-lo se dando tão bem com Duck, mais estranho ainda era poder ver o que sempre sonhou - que tinha acreditado que nunca iria realizar depois daquela confusão - acontecer. Estavam em casa, juntos, cuidado de seu filho. Era um sentimento tão bom.

Nenhum dos dois comentava sobre o assunto de retomar o relacionamento ou não. Ambos estavam pensativos e temerosos. Tudo estava indo tão bem que não queriam estragar.

— Duck dormiu. Estou indo pra casa.

— Mas você já está em casa. — soltou sem querer fazendo-o paralisar. — Jimin, eu...

— Está tudo bem. Eu tenho esse sentimento às vezes.

— Acha que devemos conversar sobre isso? — perguntou apreensivo.

— Só deixa as coisas rolarem, o que for pra ser, será.

— É por essa razão e outras que eu te amo. — sorriu.

— Do que está falando? — perguntou confuso.

— Você consegue me surpreender a cada dia mais. Não é o mesmo idiota previsível do início que só sabia odiar tudo.

— Passei muito tempo fechado no meu mundinho, um dia eu teria que conhecer outro e aprender com ele. — deu de ombros.

— Eu nunca te agradeci. Obrigado.

— Por?

— Por sempre tentar ser melhor. Eu tenho orgulho da pessoa que se tornou. — o loiro suspirou.

— Também tenho muito orgulho de você. Sabe disso.

— É. Desculpa ter deixado a desejar. Vou arrumar um jeito de não me manipularem mais.

— Que tal esquecermos? Não faz bem pra nenhum de nós ficar lembrando. Já aconteceu, passado fica no passado. Vamos continuar seguindo em frente.

— Desde quando você virou um filósofo? — riu.

— Desde quando vi o que era sofrer e tive que superar. Vou indo nessa. — ouviram o típico choro de neném.

— Parece que ele não quer que você vá.

— Admita. Nem ele e nem você.

— Sempre. — sorriu. Park negou e deu a volta, retornando ao quarto do bebê.

— Não me falaram que um ser tão pequeno daria tanto trabalho. Quanto sofrimento! Mais uma noite em claro... — gemeu desgostoso.

— Azar é o seu, eu não preciso dormir.

— Isso, vai contando vantagem, vai. — acabou sorrindo bobo, encarando-o intensamente.

— O que foi?

— É tão lindo te ver assim. Nunca pensei que você gostaria tanto de cuidar de um bebê.

— Nem eu. Entretanto, aqui estamos nós.

— Não sabe o quanto sou grato por você existir... Ah! Eu te amo tanto...

— Para com isso. — murmurou, balançando Duck nos braços.

— Não consigo. Estar perto de você faz meu coração lembrar a todo instante. — abraçou-o por trás, murmurando — Eu te amo.

— Jungkook! Você está me atrapalhando. Olha aí, ele voltou a chorar. Saí! — o moreno riu, se afastando.

— Tá bom. Vou preparar a mamadeira dele para quando você quiser já estar pronta. Mais tarde venho te perturbar. — piscou.

— O que eu fiz para merecer isso? Agora você fica rindo, né? — perguntou ao bebê. — Acha bom que seu pai seja um idiota que me deixa bobo? Pois ele é e não sei como sou capaz de resistir. Merda! Não conta pra ele que admiti isso. Vem, vamos tentar dar uma soneca antes que suas cólicas voltem.

Jeon estava vendo aquilo. Acabou sorrindo e suspirando apaixonado. Desejava mais que tudo que as coisas desse certo entre eles novamente.

.

.

.

Estavam na casa do omma Jin. Levaram Duck para ficar com ele já que Jungkook estava perto do cio.

— Não queria ficar longe dele. — disse chateado.

— Não se preocupe, estarei aqui para olhá-lo. — o moreno gargalhou.

— Você vai pra casa comigo, Jimin! — envolveu-lhe a cintura. — Não aceito não como resposta. — murmurou, mordendo a orelha do vampiro.

— Jungkook...

— É assim que você vai gemer. — Park sentiu o corpo se arrepiar.

— Parem com essa pouca vergonha. Meu neto não merece ver isso. — o bruxo resmungou fazendo-os rir. — Não ligue para seus pais safados. Vamos papar na cozinha. — levou-o.

— Tá vendo o que você faz? Agora nós somos pais safados. — disse irritado, soltando-se.

— Nós? — sorriu. — Gostei da ideia.

— Você anda muito danadinho, é a porra do seu cio?

— Só aceite que eu te desejo loucamente. — foram interrompidos por alguém que acabou de chegar.

— Jimin? Quanto tempo! — Yugyeom abraçou-o. Kook rosnou, trazendo o vampiro para seus braços novamente. — Jungkook. Tudo bem?

— Não. — disse entredentes. — Vamos pra casa.

— Eu quero ficar mais. — livrou-se do aperto dos braços alheios. — Vem, Yeom. Vamos para a cozinha. — aquilo não agradou ao alfa nenhum pouquinho.

Durante o jantar, Jeon bufava a todo instante e mantinha os braços ora ao redor, seja na cintura ou nos ombros e as mãos ora sobre as coxas ou mãos de Jimin. Mostrando possessividade. Segurava-se para não rosnar, irritado, com Yugyeom. Estava odiando a atenção do vampiro pra ele. O.d.i.a.n.d.o.

— Onde está o Jimin? — perguntou após perdê-lo de vistas.

— Foi para o jardim junto dos outros. — respondeu Tae. Foi atrás dele, terminando com o fio de paciência que tentava segurar ao vê-lo rindo enquanto Yugyeom tagarelava. Não ligou que tivessem outras pessoas ali, sua mente focou apenas naqueles dois. Puxou Park pelo braço, furioso.

— JEON! Para com isso! O que pensa estar fazendo? — ele não queria lhe ouvir, não queria responder. — Não! — parou de andar.

— Não é hora para birras, vamos embora. — disse com sua voz grossa, totalmente autoritária. Seus olhos estavam escuros de raiva mas continham um brilho que mostrava desejo.

— Quero ver me tirar daqui. — riu debochado. Num piscar de olhos estava sobre o ombro do alfa, bufando irritado.

Ao ser posto no chão quando chegaram na mansão, começou a gritar e bater em Jungkook.

— Qual o seu problema? Eu não sou uma mocinha indefesa! Espero que não tenha sido a merda de uma cena de ciú... — gemeu ao sentir as costas se chocarem na parede.

 Kook nada disse, apenas deslizou o nariz em seu pescoço, cheirando-o. O loiro não tinha o mesmo odor que os ômegas, e era diferente de tudo o que já sentira, todavia, era atraente demais. Ao sentir os lábios, logo os dentes, na sua pele, Jimin se debateu. Mas não adiantou, seus pulsos foram segurados e os braços elevados para cima.

— Jungkookie... — chamou afim de perguntar o que deu nele. Porém, pôde ver que não adiantaria. Aquele não era o garoto, era o alfa. E via no fundo dos olhos dele que estava determinado a ter o que queria. E o que queria naquele momento era Park Jimin.


Notas Finais


Aaah! Mal posso acreditar q estamos chegando na reta final ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...