História Our Story - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Claudio Marchisio, Danielle Campbell, Gianluigi Buffon, Hailee Steinfeld, Paulo Dybala
Personagens Claudio Marchisio, Danielle Campbell, Gianluigi Buffon, Hailee Steinfeld, Paulo Dybala, Personagens Originais
Tags Buffon, Drama, Futebol!, Hailee Steinfeld, Juventus, Paulo Dybala, Pjanic, Romance
Visualizações 75
Palavras 3.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoas, como estão?
Estava com uma saudadezinha de atualizar por aqui. Espero que estejam gostando da fic, não tem muita gente dando resposta, então se você deu, por favor continue, quem não. Por favor! Opinião do leitor é importante demais.

Boa leitura <3

Capítulo 5 - Cinque.


Fanfic / Fanfiction Our Story - Capítulo 5 - Cinque.

Melissa's Point Of View 

Desde o primeiro momento, o primeiro instante, o primeiro toque... eu senti algo queimando dentro de mim.

Aquele menino tão pequenino e indefeso despertou em mim o que chamam de Amor incondicional, Amor com A maiúsculo. 

 E desde então a vida não é mais a mesma.

 Não é como se eu não tivesse problemas, preocupações. Eu tinha, mas Nicolas era prioridade.

 Estava animada para voltar a Turim e levá-lo comigo, Paulo tinha um brilho diferente agora, e passava o dia conversando com o menino. Ele prestava muita atenção, e sorria. Dybala acha que não, mas ele só presta atenção assim no papai. 

 Era dia de viajar de volta. Eu estava checando tudo, as bolsas, documentos. Paulo e Gabi tinham ido levar o Nico para o doutor Ruiz conferir se ele estava bem para a viagem e eu já sentia saudades do meu menino.

 Alicia me ajudava a colocar o leite em pequenos compartimentos de um pote grande, não podia entrar com mamadeiras no avião e essa divisão facilitaria.

 Acabamos e estava tudo certo, Paulo passou no supermercado porque estávamos sem fraldas reserva, Gabi chegou em casa com Nico no colo e rindo.

 - Ele já ia comprando a geriátrica - não se aguentava de rir. 

Paulo veio logo atrás vermelho de raiva e com uma sacola na mão.

 - Você disse que não ia contar - reclamou.

 - Desculpa, eu não resisti - estava saindo lágrimas de tanto que ela ria. 

Imaginei um Paulo perdido no meio de muitas opções. Ok, não julgo, porque eu também ficaria. As primeiras quem comprou foi a Alicia.

 - Ah, meu Deus, tadinho - ele fez um biquinho, peguei a sacola e dei um beijinho - pelo menos você não derrubou toda a seção como eu faria - ele riu enquanto eu me afastava.

 Guardei o saco e peguei o Nico com a Alicia para dar banho. 

 Ele sempre chorava quando tirava a roupinha, estava frio e ele não gostava. Tirei depressa, peguei com cuidado e coloquei na banheira, ele se acalmou. Ficava olhando para mim e sorrindo, o sorrisinho banguela mais lindo do mundo.

 Eu tinha um leve receio de deixá-lo cair, mas não acredito que seja tão tapada assim. De qualquer forma, ficava 110% concentrada.

 Depois de terminado o banho enrolei ele numa toalha fininha e segurei com um braço, lavei o cabelo enquanto ele gritava. 

 - Oh filho - Paulo se aproximou e assim que ouviu a voz do papai o menino calou.

 - Que coisa - coloquei ele na cama com cuidado e sequei enquanto Paulo conversava com ele.

 Passei talco, a pomada para assaduras, coloquei roupinhas quentes. Um macaquinho azul clarinho, escovei devagar o cabelo clarinho. Era tão lindo.

 - Amor, toma o seu banho logo, vê se a sua mãe e a Gabi estão prontas também - pedi, ele soltou a mãozinha do nosso filho e foi.

 Deixei o bebê no berço e fui fazer a mamadeira, dei para ele e ele dormiu.  Arrumei a bagunça feita para dar banho nele, já viram tudo o que se usa num bebê? É muita coisa... 

 Deitei na cama e suspirei, fechei os olhos por uns segundos.

 Paulo tomou um banho rápido e apareceu no quarto usando nada mais do que uma toalha, ele tinha um corpo tão bonito também.

 - Cansada? - assenti.

 - Vamos precisar de um suporte para a banheira em Turim, é horrível dar banho com ela na cama - ele concordou.

 - Amor, notei que não fez nada da sua faculdade essa semana - sentei e desviei discretamente o olhar enquanto ele se trocava.

 Ainda não tínhamos resolvido tudo, e eu não tinha controle sobre me sentir mal quando ele me toca. Logo, era mais fácil evitar certas coisas. Fiquei olhando para o pequeno berço.

 - Eu vou adiantar tudo hoje no voo, vou ter bastante tempo livre.

 - Então tá. A Gabi foi tomar banho, daqui a pouco o banheiro está livre - depois de um tempo ele deitou ao meu lado, usando jeans azul e uma camiseta branca.

Tinha um cheiro de sabonete misturado a menta do creme dental, o cabelo envolvido numa bandana bonita. Estava muito lindo.

 Me puxou fazendo-me deitar ao lado dele, beijou a ponta do meu nariz, sorri.

 - Eu sinto falta dos mil banheiros que temos lá em casa - ri pelo nariz.

 - Eu gosto de não ter, lembra da minha antiga casa e das brigas com o Luiz, ele sempre demorava demais - Paulo riu.

 - Era assim lá em casa também, mas quem demorava era a Gabi e eu.

 - Você e a Gabi parecem ter uma ligação mais forte do que tem com o Gianluca, por quê? - ele balançou os ombros.

 - Acho que ele sempre foi mais ligado ao papai e a mamãe, então a Gabriele e eu nos unimos também - assenti - você está criando algo com ele também que eu notei.

 - Você com Luiz também - apertei os lábios e ele riu. 

 - Ah, ele é um cara legal.

 - Então...

 Me puxou e segurou gentilmente meu queixo, acariciei a bochecha dele enquanto nossos narizes se tocavam levemente. 

 Trocamos um beijo lento, muito calmo. Naqueles dias estávamos tão leves e com uma felicidade diferente, plenos e em paz e aquele beijo transmitia tudo isso.

 Fomos interrompidos por uma batida leve na porta, era Gabi, avisando que o banheiro estava livre. Eu não tinha mais do que meia hora para me arrumar.

 Tomei um banho rápido e nem mesmo lavei o cabelo, maquiagem fiz uma fraquinha, vesti roupas simples. Jeans, camisa polo e um suéter azul.

 Paulo estava colocando a ultima mala no carro, peguei Nicolas com cuidado no berço para não acordar, coloquei no bebê conforto. 

Fui atrás com ele e a Gabi, Alicia foi na frente com Paulo, não demoramos para chegar ao aeroporto. 

 Levei um carrinho com todas as malas enquanto Paulo carregava Nico com o bebê conforto. Fomos logo para a aérea de embarque, onde ficamos esperando por uma hora e meia.

 O bebê acordou bem na hora de embarcar, ele ficou quieto dormindo por horas, enquanto podíamos dar toda a atenção do mundo. Peguei ele no colo, Paulo ficou com os documentos, a fila parecia não andar. 

 Quando finalmente chegamos à aeronave achamos com facilidade nossos lugares. Na primeira fila.

 Gabi e Alicia ficaram perto da janela, Paulo e eu decidimos colocar Nico entre nós, nas três poltronas do meio. Ele tinha se distraído com a minha mão e a aliança e estava quieto novamente. 

 Aguardamos, pouco antes de decolar eu dei a mamadeira para ele, o médico disse que ajudava. 

 Quando estávamos em altura suficiente ele dormiu. Paulo aproveitou para dormir também, eu fui estudar. Tinha muito conteúdo atrasado. 

 Quatro horas depois Nico acordou, Paulo fez a mamadeira e deu para ele, mas depois de mamar ele continuou chorando. 

 - Tudo bem aí? - Alicia perguntou do outro lado do corredor, Gabi que estava na janela também olhava para nós.

 - Eu não sei, ele está agitado com algo - respondi, voltei a me concentrar no Nicolas e em Paulo, que tentava distrair ele com um coelhinho de pelúcia.

 - Meu Deus, filho... - coçou a cabeça e olhou para mim, tão perdido quanto.

Suspirei e pensei mais um pouco. Ele devia estar cansado de ficar no bebê conforto, tirei ele dali e Paulo me olhou com cara feia, ele diz que se pegarmos turbulência com ele no colo é perigoso machucar com os solavancos do avião.

 - É só até ele parar - disse e ele assentiu, balancei devagar, e comecei a cantar baixinho.

Uma canção de ninar que cantavam quando eu era pequena. Ele parou para prestar atenção, ficava tentando colocar a mãozinha na minha boca e eu desviava devagar, ela acabava na bochecha.

 - Esse é o seu superpoder - sussurrou no meu ouvido, e deu um beijo rápido na minha bochecha.

Coloquei de volta e ele ameaçou chorar quando fechei o cinto de segurança, mas ficou quietinho. 

 O resto do voo foi muito tranquilo, eu consegui colocar praticamente todo o conteúdo em dia, o que não entrou na cabeça eu precisaria pesquisar na internet depois.

 Turim estava quente, o verão é uma estação que eu gosto bastante, pude me livrar do casaco assim que saímos do aeroporto, tirei também a blusa mais grossa do Nicolas, os outros acompanharam. 

 - Você tem certeza Paulo? - Gabi perguntou, Dybala queria ir comprar logo algumas coisas que precisaríamos para o bebê.

 - Não era melhor descansar e depois...

 - Não mãe, nosso filho não tem nem um berço aqui, onde ele descansa? - concordei.

 - Não vamos demorar e diz pro Gianluca que é bom não ter destruído minha casa - depois de um suspiro Gabi assentiu, entraram em um táxi diferente do nosso e levaram as malas. Fiquei só com a bolsa do Nico.

Fomos primeiro a uma loja de departamento enorme, tinha tudo. 

Pegamos um carrinho e deixamos o bebê conforto com o Nico dentro, ele pareceu gostar.

 Fomos à seção de quartos e procuramos coisas de bebê. Paulo ria com o Nico, perguntando qual o menino preferia, acho que esperava um sorriso como resposta.

 - Paulo, ele não tem um mês. Não acho que vai te responder qual berço ele prefere - dei uns tapinhas no ombro dele, que mostrou a língua.

 - Deveria, já que é ele quem vai dormir nele - balançou a cabeça e olhou para o bebê, que olhava a tudo muito atento.

 - Ele não pode escolher, mas eu gostei desse - apontei para um branco, com umas gavetas do lado, as grades fininhas, lembrava um pouco o da Argentina.

 - Não... aquele! - apontou para um num tom azul claro. 

 - Só pode ser brincadeira, você nem sabe se ele gosta de azul - Paulo revirou os olhos.

 - Filho, você não gosta de azul? - perguntou, o menino sorriu - quem cala consente.

 - Oh! Esse - fiz uma dancinha mostrando um outro, parecido com o anterior, mas sem a gaveta e um pouco maior.

 - Hum. É. 

 - Gosta desse? Gosta meu amor? - perguntei com voz infantil, ele riu quando mexi na barriguinha.

 - Gostamos. Mas o lençol vai ser azul - avisou e eu balancei os ombros.

 - Ok, ok. 

 Pedimos para um vendedor ir anotando as coisas conforme fomos montando o quarto, entregariam tudo dentro de algumas horas. Só levamos uma banheira e toalha com a gente. 

Depois passamos na farmácia e compramos mais coisinhas, era fácil ficar empolgada. Eu levava tudo em sacolas enquanto Paulo levava o Nicolas no bebê conforto.

 Procurávamos um táxi, no centro movimentado, um homem trombou comigo, por pouco não fui ao chão.

 - Perdão! - pediu tentando me segurar, Paulo parou de caminhar e se virou para ver o que acontecia.

 - Oh, sem problemas - era o Bernardo. Namorado do Gianluca, ou melhor. A pessoa pela qual o meu cunhado sofre.

 - Melissa! - sorriu ao me reconhecer.

 - Bernardo, quanto tempo - sorri de volta.

 - Nossa, desde o ano passado, como vai? Você está com uma cara ótima.

 - Ah obrigada, vou bem e você? Gianluca disse que tinha saído da cidade, ele sabe que voltou? - Antes mesmo que ele respondesse, Paulo pigarreou atrás dele, fazendo-o virar para ver.

 - Você é irmão dele, não é? 

 - Prazer, Paulo - deram um breve aperto de mão.

 - Bernardo. Oh! Que coisinha mais linda - sussurrou ao ver o Nico dormindo - não sabia que estava grávida, parabéns ele é uma graça - sorriu para Paulo e eu. Me atingiu como um tapa na cara.

 - Obrigada - meu noivo respondeu com um sorriso. 

Eu tentei não ligar para o fato de ter me lembrado que ele não tinha vindo de mim. Se eu não pensasse muito nisso, até esquecia.

 - Preciso ir, diga ao seu irmão que mandei um oi - se afastou enquanto eu acenava.

 - Vem Mel, deixa isso - Paulo percebeu que fiquei meio mexida com isso, segurou meu pulso já que minhas mãos estavam ocupadas. 

 Pegamos um carro no ponto de táxi, as sacolas no porta malas e Nicolas entre nós. Dormia feito um anjinho. 

 Os cabelos claros estavam começando a crescer mais, a boquinha vermelha estava úmida e as  bochechas coradas. Um anjo, de fato. Afastei a ideia de que um dia ele perguntaria porque não se parece comigo nem com o pai. Não importa. Ele é meu filho. Meu

 - Melissa? - levantei a cabeça para encarar o Paulo, ele sorria radiante.

 - Sim? 

 - Chegamos em casa - olhei ao redor e só então me dei conta de que o carro estava parado na entrada da casa de Paulo.

 Desci com o bebê e Paulo pegou as sacolas. Não sei como ele carrega com tanta normalidade, é pesado. 

 Fui recebida por Gianluca, que veio correndo conhecer o sobrinho. Abriu um sorriso enorme e eu coloquei o bebê conforto devagar no sofá para ele não acordar.

 - Ah meu Deus, que coisinha mais linda - deu um beijinho nele que nem se mexeu e me puxou para um abraço apertado.

Eu não pude deixar de notar que ele disse as mesmas palavras que Bernardo ao ver Nicolas.

 - Como você está? - perguntei e ele balançou os ombros. Será que sabe do Bernardo em Turim? Pela cara de desânimo deve saber. Nem mesmo me respondeu.

 - Ei, ajudem aqui - Paulo pediu, fomos até ele e pegamos algumas sacolas. Deixamos no chão perto do sofá.

 - O que vão fazer agora? A Gabi disse que querem arrumar o quarto hoje... pedi a Samia para limpar aquele quarto do lado do seu - Paulo assentiu, trocaram um abraço.

 - Os móveis chegam logo, mas dá tempo de tomar e café e dar um banho nele, essas coisas a gente trouxe antes.

 - Ah não, comida o quê? Eu preciso de um banho - deixei eles sem dizer mais nada, levei o meu filho junto, coloquei ele na nossa cama, cercado por travesseiros e tomei uma ducha rápida. 

É estranho, mas realmente senti falta do nosso quarto, nosso banheiro. Era bom estar em casa.

 Me troquei rápido, camiseta e short, teríamos trabalho e estava um calor exagerado. Conferi o Nicolas, dormiria muito ainda, ele era preguiçoso.

 Desci e as coisas compradas já não estavam na sala, os irmãos Dybala estavam na cozinha comendo. 

 - Ah, chegou. Como é o nome daquele cara Melissa? - Paulo disse assim que entrei, Gianluca estava curioso e eu sem entender. Que cara? 

 Peguei metade do pão com nutella que ele comia, dei um beijo para compensar.

 - Que cara? Jesus eu to com fome - me virei e procurei um copo no armário.

 - O que vimos hoje no centro, mandou um oi pra ele.

 - Aaaah.. - me virei e encostei no armário para encarar ele - O Bernardo te mandou um oi - dei um meio sorriso. Pareceu atingir ele com tudo.

 - É mais do que ele fez desde que chegou aqui. Mandou um oi. Uau - levantou da mesa e deixou a cozinha.

 - Ué... - Paulo não entendeu. Suspirei e larguei o pão na mesa.

 - Está magoado - fui atrás dele, vi a porta da sala bater e corri para alcançar - Luquita! Espera... - ele parou e virou-se para mim. Tinha lágrimas nos olhos. 

 Me adiantei e dei um abraço apertado, que ele retribuiu. Sentamos num dos degraus para conversar.

 - Eu estou muito perdido Melissa, essa situação. Eu o amo, mas ele parece que não entende o meu lado, ou não quer. Preciso dele para me amar e apoiar, não pressionar - suspirou pesadamente.

 - Eu te entendo, mas por que tanto medo?

 - Mel, parece que o mundo inteiro vai mudar se eu gritar "sou gay" e eu não quero enfrentar isso sozinho ou por alguém que não fica comigo no fim - balancei a cabeça concordando. Era compreensível - agora ele faz esse joguinho comigo, eu sei que ele está na cidade, não precisava mandar esse "oi". Foi só para me lembrar o motivo de ele não vir falar comigo - secou uma lágrima e sorriu de lado - estou te enchendo com meus dramas de novo não é?

 - Claro que não! Eu acho que vocês deviam conversar. Diz isso que falou para mim para ele.

 - Será?

 - Sim. Algumas pessoas têm problemas para ver o lado da outra pessoa.

 - Então eu esfrego na cara dele. É faz sentido... - assumiu uma expressão pensativa.

 - Gianluca...

  - Vou esfregar de forma gentil, juro - rimos e ele respirou fundo.

 - Eu queria poder te ajudar mais - ele negou com um sorriso e me puxou para mais um abraço.

 - Você está ajudando mais do que pensa. Obrigada, você é a minha cunhada favorita.

 - Como se você tivesse outra - revirei os olhos e ele balançou os ombros. Estávamos entrando quando um caminhão encostou. 

 Aí a bagunça começou. Paulo ligou umas músicas agitadas e fazia brincadeiras enquanto eu via móveis para todo lado. Os rapazes da entrega deixaram tudo montado.

 Paulo e Gianluca colocaram no lugar certo. Deixei eles e fui pegar o Nicolas que acabou acordando com a bagunça. Troquei a fralda e dei mamadeira, ele ficou quietinho na cama com a titia Gabi.

 Deu muito trabalho arrumar tudo e ainda num dia só. Limpei as gavetas do guarda-roupas e guardei as roupinhas, não eram muitas. Não compramos muitas na Argentina e não paramos para comprar nada depois. 

 Paulo me ajudava, cantando e dançando o tempo todo. Alicia e Gabi estavam com o Nicolas, éramos só o Paulo e eu, porque o Gianluca foi tomar banho para jantar fora. Provavelmente com Bernardo, a julgar pelo nervosismo.

 - Amor, foi você que comprou isso? - Me virei para ver o Paulo, colocava o lençol no colchão do berço.

 - Foi, por quê? - perguntei com um sorriso, já sabia o que ele ia dizer.

 - Não é azul - disse com um biquinho. Explodi em gargalhadas - fui tapeado.

 - Branco fica harmônico. A mantinha já é azul.

 - Como você trocou isso e eu não vi? 

- Meu amor, aquela banheira não caiu atoa...

 - Melissa! - não consegui parar de rir.

 - Desculpa. Mas tudo azul é um equívoco, estou salvando o mundo aqui - ele revirou os olhos.

 - Vou falar nada - continuou a arrumar o berço e eu mudei de posição, porque as pernas doeram de ficar muito tempo ajoelhada.

 Acabei e fiquei olhando o Paulo, lutando contra o lençol de elástico. Meu Deus. Levantei e fui ajudar, empurrei ele com o quadril e ele me agarrou logo depois. 

 Arrumei sem muita coisa, dizem que o mais seguro é não ter nada no berço, nem almofadas. 

 - Já disse o quanto gosto do seu bumbum? Eu gosto de tudo em você na verdade... - falou me apertando contra ele. Arregalei os olhos e me agarrei à grade do berço.

 - Dybala! Se controla estamos no quarto do nosso filho - ele riu.

 - Eu. Amo. Você - sussurrou no meu ouvido, arrepiando todos os pelos do meu corpo.

 - Eu também te amo. Agora foco! - me afastei e olhei para a porta aberta garantindo que ninguém tinha visto nada, meu rosto pegava fogo.

 Foi guardar coisas básicas sobre o armário. Não demorou muito, as roupas dele, de cama e toalhas já tinha guardado. Coloquei as fraldas, talcos, loções etc, no lugar. A decoração e brinquedos compraríamos depois. 

 Era isso.

 Acabamos perto das oito da noite, eu saí por último e apaguei a luz.

 - Quer tomar banho? - Paulo perguntou, abrindo a porta do nosso quarto - devíamos aproveitar enquanto tem mais gente na casa tomando conta do Nico - disse com um sorriso bobo. A insegurança me dominou de novo, mas aceitei. 

Enquanto me despia só pensava no que faria à nossa relação se eu continuasse lembrando da Red Room em momentos assim. 

 Entramos no box e ele ligou o chuveiro, a água quente o molhava, prendi meu cabelo num coque, por que não tinha intenção de molhar. 

 - Vem cá, eu quero... - franziu a sobrancelha e me puxou devagar, me virou de costas e começou a fazer massagem em mim.

O plano de não molhar o cabelo tinha ido embora, agora a água me molhava toda, estava morna. Um alívio para o calor que foi aquele dia.

 - O que está fazendo Paulo? - perguntei surpresa pela ação.

 - Não é óbvio? Uma massagem, está fazendo muita coisa esses dias - sua voz tinha tom de riso.

 - Você também está fazendo muito. Ah... - suspirei quando ele achou um ponto tenso e relaxou ali.

 - Se esse é o problema, te deixo me fazer uma depois - imaginava um sorriso no rosto dele.

Embora meu corpo estivesse totalmente entregue aos toques de Paulo, na cabeça eu tinha um sinal de alerta. Ele com certeza estava tentando algo mais uma vez, porque ele é paciente e não costuma desistir.   Me segurava para não estragar tudo. 

 As mãos ágeis de Paulo deixaram minhas costas e foram ao meu pescoço, arrepiou todo o meu corpo. Sabia o que ele esperava então me virei para ele e o beijei devagar, sua língua explorava minha boca como a primeira vez.

Os beijos dele eram sempre apaixonados, e em momentos assim, carregados de desejo. Ele me queria. E eu ia estragar tudo.

 Afastei essa ideia decidida a relaxar e aproveitar. Passei os braços sobre a nuca dele, suas mãos faziam carinho em minha cintura. Adrien já me tocou ali. E eu vi seu rosto.

 Empurrei ele devagar e tentei me recuperar daquela lembrança. Veio tão do nada, eu com certeza estou ficando louca.

 Minha respiração ficou incontrolável, Paulo me olhava sem entender nada. 

 - Des... desculpa - coloquei a cabeça entre as mãos e tentei respirar. Parecia real. O que está errado comigo? 

 - Melissa? - Paulo tocou minha nuca e o instinto mais estranho do mundo me fez empurrar ele. Isso está errado.

 Eu estou estragando tudo! 

 - Eu... - tentei dizer algo, nem conseguia respirar direito. Me levantei para ver seu rosto, estava assustado e confuso.

 Me virei para o outro lado e terminei meu banho rapidamente, tentando sair dali o mais rápido possível.

Eu não conseguia acreditar naquele flash, ainda estava trêmula quando saí do banheiro e me vesti no quarto com um pijama. Paulo saiu com uma toalha enrolada no quadril, seu tronco nu ainda molhado.

 - Vou... - arfei, nervosa pelo simples fato de ele estar ali. Estava envergonhada demais. 

 - Amor...

 - Vou pegar o Nico e dar descanso para sua mãe - avisei e saí do quarto. 

Sim eu fugi.

 E queria poder fugir para sempre. Isso não devia acontecer, não tinha mais nada entre nós, então me tornei eu o obstáculo.

Queria poder sair de mim só para me estapear. Devo estar mesmo maluca, e essa loucura vai destruir meu relacionamento, meu noivo, nossa família e a mim mesma.

 


Notas Finais


Bye pessoas, digam o que acharam por favorzinho.
Beijos, até logo ❤️


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