História Our Times Happy (Yoonmin) - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Leeh-Yoongi

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags +18 Pelo Yaoi, Assassinato, Corredor Da Morte, Drogas, Horror, Suícidio, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 34
Palavras 2.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui estou novamente
Sentiram a minha falta? Não, blz. Continuo amando vocês♡
Não desistam na fic, a gente dá chilique toda vez que tem um favorito novo, e os professores brigando com a gente, mas quem liga?
Fiquem com mais um cap
~Mãe do Day6

Capítulo 6 - Capítulo 03


Fanfic / Fanfiction Our Times Happy (Yoonmin) - Capítulo 6 - Capítulo 03

"O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer"

Capítulo 03

Vou começar pelo início do inverno de 1996. Eu estava em uma cama de hospital. Tinha sido encontrado depois de tentar me matar engolindo uma dose letal de soníferos com uísque - um paciente de tentativa de suicídio, foi como me chamaram. Quando abri os olhos, estava chovendo lá fora. Algumas folhas perdidas caíam das figueiras. O céu estava tão nublado que não dava para saber que horas eram.

Pensei em quando o meu tio - o irmão de minha mãe que era psiquiatra - me disse que queria que eu chorasse. Ele parecia velho para a idade que tinha, e, se não fosse por aquela situação, eu o teria provocado, dizendo: "Você perdeu mais cabelo, não perdeu? Está parecendo um vovô. Já que sobrevivi, pode me dar um cigarro?" Então, eu iria rir da expressão de choque em seu rosto. Mas, em vez disso, recusei-me a respondera suas perguntas, e ele, que era tão bonzinho, acrescentou: "Como você pôde fazer isso quando a sua mãe ainda está se recuperando da cirurgia?" E eu rebati com "Você está mesmo tão preocupado com a minha mãe? Você realmente gosta dela tanto assim?" Mas ele apenas sorriu e disse "Queria que você chorasse". Contudo, era um sorriso triste, cheio de compaixão. Eu odiava aquilo.

Ouvi uma batida à porta do quarto do hospital. Não respondi. Quando a minha mãe, que tinha passado por uma cirurgia para retirar um câncer havia pouco mais de um mês, tentava me visitar, gritei com ela e destruí meu frasco de soro. Nenhum outro parente viera me ver desde então. Estava claro que me consideravam um problema maior do que o tumor de um centímetro que havia crescido dentro da mama de minha mãe. Essa vida pela qual minha mãe tanto ansiava era tediosa para mim. Nenhum de nós jamais havia considerado se ela, essa pessoa que eu chamava de mãe, tinha uma vida que valia a pena ser vivida. Mas gritei com ela. Se ela não queria morrer, eu morreria em seu lugar. Eu nunca teria feito uma cena daquelas se ela não tivesse vindo ao quarto de hospital onde haviam me ressuscitado e dito que não sabia por que tinha dado à luz- algo que vinha martelando em minha mente durante a minha vida inteira. Mas o que me deixou ainda mais irado foi a constatação de que nós éramos parecidos. Achei que quem estava batendo na porta era a minha cunhada mais nova, Choi Yuna, a bobalhona que só sabia dizer sim para todo mundo, trazendo uma tigela de sopa de abalone, e fechei os olhos.

A porta foi aberta, e alguém entrou no quarto. No fim das contas, não era a minha cunhada. Se fosse, ela teria perguntado, naquela sua voz anasalada:" O senhorio está dormindo?" Ela havia sido atriz, mas hoje em dia agia como se devesse alguma coisa para a a família Min, como se o objetivo de sua vida fosse fazer todo o trabalho sujo por nós. Sempre que vinha ao meu quarto, esvaziavam a lata de lixo silenciosamente e remexia o vaso no peitoril da janela enquanto o enchia novamente com flores frescas. Mas, para a minha surpresa, não ouvi sua voz desta vez. Assim que a porta foi aberta, eu soube que era tia Chung Ha.

Podia adivinhar pelo cheiro. De onde vinha aquele perfume? Quando eu era criança, toda vez que ela ia à nossa casa, eu apertava o seu rosto em seu hábito e inalava o perfurme dela.

​O que foi? Tenho cheiro de desinfetante?

Não, não de desinfetante. Você cheira a igreja tia Chung Ha. Tipo velas e essas coisas

 

Tia Chung Ha me contou que se formou em enfermagem e trabalhou em um hospital universitário antes de repentinamente decidir ingressar em um convento.

Abri os olhos como se estivesse acordando naquele momento. Tia Chung Ha estava sentada na cadeira ao lado da cama e me observava em silêncio. A última vez em que nos vimos tinha sido logo antes de eu ir estudar na França, nos tempos em que eu era um rapper que usava calças de couro apertadas e correntes de ouro. Sua idade já começava a aparecer naquela época: O cabelo que se revelava debaixo do véu negro estava grisalho, e, apesar de os ombros ainda estarem retos, as costas estavam ficando cada vez mais curvadas. Mesmo considerando a dificuldade de precisar a idade das freiras, a dela era aparente. Por um instante, quase pensei sobre o triste destino nos seres humanos de viver, envelhecer e morrer. Os olhos de tia Chung Ha estavam fixos em mim, e dava para ver que aparentavam um estranho cansaço. Os pequenos olhos enrugados pareciam conter tanto um leve aborrecimento como uma espécie de amor maternal caloroso, algo que minha mãe nunca tinha demonstrado. Também havia algo mais naquele olhar, algo que alguém que acabou de se tornar mãe dá a pequenas criaturas, uma combinação de compaixão infinita misturada à curiosidade de uma criança travessa observando um cachorrinho recém-nascido.

Como ela continuava em silêncio, sorri e disse:

-Envelheci, não foi?

-Não o bastante para morrer- retrucou ela.

-Eu não queria me matar-respondi- Não queria morrer. Só estava tendo dificuldades pra dormir. Beber não estava adiantando, então tomei alguns comprimidos. Tomei o que estava lá e, quando vi, tudo isso tinha acontecido. Mamãe veio me ver e disse que, se eu quisesse mesmo morrer, deveria apenas morrer e não deixá-la preocupada, e agora me sinto como um delinquente juvenil que tentou cometer suicídio. Mas você sabe como a mamãe é. Quando encasqueta com alguma coisa, não dá pra discutir com ela. Estou de saco cheio disso! Ela sempre me tratou como se eu fosse um equipamento quebrado. Já passei dos 20...

Eu não pretendia disser nada, mas as palavras jorraram da minha boca.

Ver tia Chung Ha depois de tanto tempo fez com que eu quisesse agir como uma criança e fazer birra. Ela parecia adivinhar o que eu estava sentindo, pois ajeitou meu cobertor como faria com um bebê. Senti a alegria secreta que apenas adultos que estão sendo mimados como uma criança podem experimentar. A pequena mão calejada de tia Chung Ha envolveu minha própria mão, e senti o calor que irradiava de seu corpo. Havia um bom tempo que não sentia o calor de outra pessoa.

-É verdade- falei- Não tenho energia pra morrer. Você sabe que não sou esse tipo de pessoa, você sabe que não tenho o desejo de morrer, ou a coragem necessária pra isso. Então não venha me dizer que, se tenho o desejo de morrer, também tenho o desejo de viver, ou que preciso ir à igreja. E não precisa rezar por mim. Tenho certeza de que só vou dar dor de cabeça a Deus também.

Tia Chung Ha começou a falar e então parou. Minha mãe provavelmente lhe contara tudo. Aposto que o relato dela foi o seguinte: "Yoongi aceitou ficar noivo, mas agora não quer levar o compromisso adiante. O irmão dele falou que essa moça frequentou a mesma escola que ele e se formou em primeiro lugar no Instituto de Pesquisa e Formação Jurídica, então sabemos que é uma boa pessoa e que tem um bom histórico acadêmico. É uma moça descente. A família dela não é lá grande coisa, mas Yoongi já passou dos 20. Onde ele pensa que vai achar uma moça como essa? Fale com ele. Ele lhe dá ouvidos. Não aguento mais esse garoto. Não acredito que ele saiu de mim. O pai dele o mimou porque é o único rapaz 'bonito' da família. Esse é o problema. Todos os irmãos frequentaram as melhores universidades, mas ele só conseguiu entrar naquela porcaria de faculdade. Ninguém na nossa família jamais tirou notas ruins, é por isso que não entendo como ele foi sair desse jeito..."

-Não fiz por causa dela - falei- Nunca quis me casar com ela. E ela provavelmente também nunca quis se casar comigo. Ela vai encontrar outro garoto, alguém de uma família boa e endinheirada. Noivos mais jovens e com perspectivas melhores vão fazer fila na frente da casa dela. Ela me disse que as casamenteiras não param de bater à sua porta.

Tia Chung Ha não falou mais nada. Ouvi o vento zunindo lá fora e a janela tremer. Uma ventania estava se formando. As folhas das árvores caíam. Se ao menos as pessoas fossem como as árvores e pudessem cair num sono profundo como a morte uma vez por ano e depois despertar... Seria bom levantar, exibir novas folhas verde-claras, flores cor-de-rosa, e começar de novo.

 

-E sabe o que mais? O ex-namorado com quem ela morou por três anos me procurou. Tia, sabe o que eu mais detesto? Clichês. Se ao menos ela tivesse largado de um jeito menos clichê, ou tivesse intenção de se casar comigo por razões que não fossem tão superficiais eu teria fechado os olhos e encarado tudo de outra forma. De verdade. Não aguentei o grande clichê que ela era. Foi isso! Você tem que acreditar em mim. É a primeira vez que eu conto isso pra alguém. Não contei nem à minha mãe, nem aos meus irmãos, a ninguém da família. Ninguém sabe disso. Todos pensam que foi um capricho meu, e prefiro que seja assim. Dessa forma, não terei que explicar nada.

Na época, não tinha idéia do motivo pelo qual estava contando a minha tia coisas que não havia contado a mais ninguém. Nem entendia por que não tinha explicado a minha família o motivo pelo qual eu não iria me casar. A voz do ex-namorado dela estremecera de leve ao telefone: ​Estou falando com o senhor Min? Gostaria de falar com você.​ Quando nos sentamos cara a cara, fiquei surpreso de ver o quão brutas as mãos dele pareciam ao segurar a xícara de café. Seu rosto era bonito, mas o rosto e as mãos não pareciam ser da mesma pessoa, era como se servissem a dois mestres distintos. Apesar dos olhos convidativos e do contorno do rosto suave, o rapaz era morbidamente pálida. "Ela era tudo pra mim". No momento em que ele abriu a boca e despejou aquelas palavras, meu coração ficou apertado. Como pode uma pessoa falar isso de outra, principalmente um homem sobre uma mulher, e como é possível dizer isso de forma tão decidida a alguém que você mal conhece? É possível que eu tenha sentido um pouco de ciúmes dele, assim como sentia ciúmes de todos que tinham fé e convicção, um senso de que o que estavam fazendo era certo.

-Certo, nosso Yoongi não é do tipo que morreria por algo assim- afirmou tia Chung Ha, acariciando o meu cabelo.

-Tia Chung Ha.

-O quê?

-Por que levou tanto tempo para vir me ver? Liguei pro convento várias vezes depois que voltei pra Coreia, mas eles sempre diziam que a senhora não estava lá.

-É verdade, andei ocupada. Desculpe. Acho que a minha justificativa é que, como você tem mais de 20 agora, achei que já era crescidinho e não precisava de mim.

Quando ouvi a palavra 'desculpe', fiquei surpreso. Ela não tinha motivo para se desculpar comigo. Eu é que precisava me desculpar com ela. Desculpar-me porque já havia passado dos 20 e ainda não era adulto. Mas eu nunca fui bom em dizer coisas como 'desculpe, obrigada e eu te amo'. Fora trabalhar com sarcasmo, eu nunca tinha usado essas palavras quando realmente precisava delas, nunca as usei quando nada mais servia.

-Tia Chung Ha, a senhora está tão velha. Nunca teve um rosto bonito, mas, pelo menos, na última vez em que a vi, sua pele não estava tão enrugada. A senhora envelheceu tanto.

Ela riu.

-Está certo- concordou ela- Todos envelhecemos com o tempo. Nada dura para sempre. Todos morrem. Pode não acontecer agora, mas todos nós, no fim... Morremos.

Tia Chung Ha se levantou enquanto falava. Fez uma pausa antes da última palavra e então a cuspiu, como se fosse difícil para ela falar. Foi até o frigobar, pegou uma lata de suco e bebeu. Devia estar com sede, porque virou a lata inteira. Ela suspirou e olhou pela janela. Do lado de fora da janela oposta à cama, os galhos do plátano balançavam ao vento. Imitei tia Chung Ha e olhei pela janela. ​Deixe-as cair, deixe-as cair, e deixe o vento levá-las

-Tia Chung Ha, eu não queria morrer. Só estava entediado e cansado. De saco cheio de tudo. Pensei que, se continuasse vivo, só acrescentaria mais um dia chato a uma vida chata. Porque vivemos um dia sem sentido após o outro, até que, como a senhora disse, no fim, morrermos. Eu queria jogar minha vida inteira no lixo. Queria gritar pro mundo: "É isso mesmo, sou um lixo! Sou um fracasso! E não tenho salvação."

Chung Ha me encarou. Para a minha surpresa, não havia emoção em seus olhos. Eu sempre tive medo daquele olhar indiferente e, como acontece com qualquer medo, ele estava misturado com respeito.

-Yoongi- começou ela cuidadosamente- você estava apaixonado por ela? Pela advogada, Sowon, ou seja lá qual for o sobrenome dela?

Explodi em uma gargalhada.

-Por aquela mentirosa? - perguntei

-Ela magoou você?

 

Não respondi.

-Você reconsideraria?

Fiz uma pausa por um momento e então falei:

-Eu não poderia perdoá-la. Mas, pensando melhor, tia Chung Ha, não acho que era amor. Quando é amor, o coração fica despedaçado. Isso não aconteceu comigo. Quando é amor, você quer que a outra pessoa seja feliz, mesmo que não seja com você. Mas nunca senti isso. Eu não a odiava. O que odiei foi o fato de confiar nela sem pestanejar. Odiei saber que, apesar de ter passado 10 anos me rebelando sempre que possível, eu ainda queria ser como meus irmãos e minhas cunhadas e como todos que eram como eles. E odiei que até mesmo meu próprio ódio tenha me decepcionado.

Tia Chung Ha assentiu.

-Certo, acredito em você - afirmou- Mas escute, Yoongi. Encontrei seu tio logo antes de vir para cá. Ele me disse que você tem ficar um mês no hospital para tratamento, mas falei que, em vez disso, eu cuidaria de você. Ele não se convenceu de primeira, mas então disse que, se eu realmente quisesse, ele concordaria. Tecnicamente é contra as regras, mas ele confia em mim. Então, o que você quer fazer? Ficar aqui durante um mês e fazer terapia de novo ou me ajudar em uma coisa?

Pelo tom de sua voz, eu sabia que ela não estava brincando. Não havia motivo para um freira da casa dos 70 anos brincar com o seu sobrinho que tinha acabado de tentar se matar, mas dei uma gargalhada mesmo assim. Sempre ria quando queria me safar de algo difícil. Mas, ao perceber a firmeza na voz de minha tia quando ela pronunciou as palavras ​terceira tentativa de suicídio, ​não pude evitar pensar que eu também era um clichê. Queria um cigarro.

-Como eu poderia ajudar a senhora? Bebo, fumo, falo palavrão, além de deixar as pessoas desconfortáveis, não sou boa em nada.

-Então você está ciente disso- disse ela secamente- Há uma pessoa que quer conhecer você. Quer ouvir você cantar.

-Tia... Me desculpe, 'irmã' Chung Ha! A senhora não está me pedindo para cantar em uma boate, não é? O convento ficou sem dinheiro, e agora a senhora precisa de um fracassado para cantar em seu café?

-Uma pessoa quer ouvir você cantar o hino nacional - explicou ela.

-O quê? O hino nacional?

-Sim, o hino nacional.

Dei uma gargalhada. Aquilo parecia divertido.


Notas Finais


Comentem o que acharam pimpolhos, é muito importante saber se vocês estão gostando
Até outro dia♡
~Mãe do Day6


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