História Out of everyday life - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ginga, Nijiiro
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Palavras 3.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Josei, Lemon, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Nove


Nijiiro esperava Ginga na porta de sua casa. Nijiiro havia pensado em vários lugares para levar Ginga, lugares simples porém super fáceis de se impressionar um turista que não sabe de nada sobre o Japão. Como os templos e as áreas de comércio... São ótimos lugares para isso acontecer e um turista se iludir...


Afogado em pensamentos, Nijiiro nem se da conta de que Ginga já tinha saído de sua casa e atravessado a rua, se retirando dos seus pensamentos quando Ginga chama sua atenção


Ginga: desculpa demorar, te fiz esperar muito? - Nijiiro olha para Ginga, ele vestia um moleton rosa bebê com a escrita "YHboys", uma calça jeans que ia até os seus joelhos e um all star preto. De alguma maneira, Nijiiro o achou encantador naquela roupa, porém não teria coragem de falar para Ginga tal coisa - N-nijiiro?...


Nijiiro: hm?!... - Nijiiro desperta de seu transe - ah, oi Ginga...


Ginga: você está bem?... Tomou café? - Ginga pergunta soltando um riso nasal


Nijiiro: sim... - Nijiiro levanta da calçada - estou sim... - Nijiiro da a volta, indo na direção da garagem, e tirando de lá, a moto de Natsu, Nijiiro sobe na mesma e para do lado de Ginga - suba...


Ginga: você bebeu alguma coisa alcoólica? Cadê o capacete dessa coisa? Você ao menos tirou a carteira? Como posso ficar seguro que não vai capotar a moto com todos esses pontos negativos? Como vou chegar no céu e falar "eu morri capotando uma moto"? Eu não quero morrer assim Nijiiro!


Nijiiro: ta ta, você fica tão adorável falando assim,  agora sobe logo na moto por que eu ainda tenho que voltar cedo para assistir minha série tailandesa de yaoi - Ginga ainda duvidoso, sobe na garupa da moto, segurando nos apoios ao seu lado, porém Nijiiro acelera, fazendo com que Ginga apertasse em sua cintura. Nijiiro solta uma risada


Ginga: ha-ha-ha! Muito engraçadinho... - Ginga reclama, porém ainda não tira as mãos da cintura de Nijiiro. Nijiiro começa o percurso para o primeiro ponto do passeio: o templo Soun-ji


[...]


Ginga: o que é... "Isso"? - Ginga aponta para o templo - por acaso a qualquer hora voarão ninjas por trás desse castelinho?


Nijiiro: na verdade, isso é um templo, sabe, para deuses e tals... Mas como essa não é a minha religião, não sei muito sobre...


Ginga: então você é católico? - Nijiiro faz uma careta e nega - evangélico então? Não me diga que é da universal!? >:0


Nijiiro: também não, mas enfim, eu gosto de vir aqui para observar, observar as pessoas, observar a paisagem, sentir o vento calmo batendo no meu rosto... Esse lugar me acalma um pouco... - Nijiiro diz sorrindo de canto


Ginga: ah!... - Ginga observa as pessoas ao redor do templo, algumas lavavam suas mãos em uma água de uma bica que ali tinha, outras jogavam uma moeda em uma urna e faziam suas preces - minha mãe me falou... Que o suicídio no xintoísmo não é visto como algo que te faz queimar, e sim como um ato de bravura e honra...


Nijiiro: isso aí... Na minha opinião é uma das maiores covardias tentar acabar com sua vida apenas por que ela não está boa, além de covardia uma burrice... - um silêncio se faz presente, um silêncio que não era constrangedor, era até bom. Porém ele durou pouco quando Nijiiro e Ginga escutaram o barulho do caminhão de sorvete, tocando Red Velvet: Ice cream cake - topa um sorvetinho?


Ginga: só se tiver de chá verde... - Ginga sai na frente calmamente


Nijiiro: quem chegar por último tem que tomar o de milho verde! - e assim dito, os dois correram até o carro de sorvete como duas crianças, mas é óbvio que Nijiiro ganhou, Ginga era sedentário e Nijiiro já correu por toda a cidade de Hakone. A vitória que Nijiiro teve sobre Ginga foi quase humilhante.


Ginga: eu nem tava competindo mesmo... Eu que não vou comer milho verde... - Ginga infla as bochechas


Nijiiro: ok, deixarei passar dessa vez, mas na próxima eu não vou deixar barato!


Ginga: fechado! - Ginga e Nijiiro apertaram as mãos, como se tivessem acabado de firmar um contrato


Nijiiro: um de menta com frutas e um de chá verde por favor! - Nijiiro pede ao atendente do carro de sorvete


[...]


O próximo ponto era o parque de saratoga, lá tinha as melhores árvores de sakura da região, tão rosas e tão vivas... Lá também tinha um lago de gansos, Nijiiro gostava de alimentá-los com pães que ali vendiam, também tinha as várias pessoas sorridentes, brincando com seus filhos e amigos... Bom... Nijiiro odiava essa parte das pessoas, se pudesse, mataria todas apenas para ficar sozinho no parque, sem ter pessoas para o lembrar o quão boa suas vidas estão sendo


Nijiiro e Ginga seguiam de moto para tal parque, apenas Nijiiro sabia para onde era o próximo ponto, enquanto Ginga esperava ansiosamente sem saber para onde estava sendo levado, mas confiando em Nijiiro para que o levasse...


Nijiiro aproxima a moto para perto do parque, procurando por uma vaga para estacionar. Porém não encontrando, até que Ginga vê uma vã saindo, deixando uma vaga bem sorteada perto do portão do parque, Ginga chama a atenção de Nijiiro que olhava para outra direção e aponta para a vaga. Nijiiro vai em direção a vaga e estaciona a moto, descendo com Ginga logo em seguida


Ginga: um... Parque? - Ginga pergunta olhando a fachada do mesmo


Nijiiro: sim, não gostou?... - Nijiiro pergunta um pouco desapontado


Ginga: não!... É só que... - Ginga respira fundo - você não parece uma pessoa que vai a lugares assim - Ginga começa a andar para dentro do parque, sendo acompanhado de Nijiiro logo atrás


Nijiiro: e onde você achou que eu iria te levar? Para um prostíbulo para ser uma dama da noite por um dia? - Nijiiro pergunta com seu tom irônico


Ginga: você é tão idiota... - Ginga se aproxima do lago dos gansos, olhando para um que se banhava - Nijiiro você tem- - Ginga olhou para trás, porém não encontrou Nijiiro, olhou para todos os cantos do parque até encontrá-lo em uma barraquinha que vendia pão para alimentar os gansos. Nijiiro se aproxima de Ginga com dois pães e da um para o mesmo. Nijiiro esmigalhava o seu pão e jogava para os gansos, que lutavam entre si pelos pedaços de pão. Ginga começou a jogar os seus também, só parando quando não havia mais nenhum pão em suas mãos - por que alimentamos eles?


Nijiiro: eu não sei, não é isso que as pessoas fazem? - Ginga faz um face palm, tentando esquecer do fato de seu guia ser um idiota


Ginga: por que me trouxe aqui mesmo? - Ginga diz olhando ao redor, tinha muitas pessoas naquele local, a maioria crianças acompanhada de seus pais - tem muitas pessoas aqui, não gosto de pessoas...


Nijiiro: hoje iria ter um festival beneficente para ajudar as crianças de um orfanato, achei que iria ser divertido ou sei lá...


Ginga: sinceramente, eu estava esperando sair para conhecer pontos importantes da cidade e você me vem com festival de criança? Você só pode estar de oH MEU DEUS AQUI TEM PALHAÇOS QUE PINTAM ROSTOS!!! VEM!!! - Ginga puxa Nijiiro pelo braço até os palhaços, para pintar os rostos, Nijiiro não entendia nada no entanto


Nijiiro: bipolaridade tem cura, eu hein... - Nijiiro sussurra para si mesmo enquanto via um palhaço pintar o rosto de Ginga


???: sente-se queridinho! - uma palhaça sentou forçadamente Nijiiro em um banco e começou a tentar pintar seu rosto


Nijiiro: sai de perto seu cosplay mal feito de Harley Quinn! - Nijiiro afasta a mão da palhaça de perto de si


Palhaça: ora ora, temos uma criancinha teimosa aqui, rapazes! - ela estala os dedos e chama por dois palhaços maiores, que seguraram Nijiiro no banco - Vou pintar seu rosto, se não, não me chamo Lupi! - a palhaça com o nome Lupi se aproxima de Nijiiro e começa o seu trabalho, Nijiiro tenta se debater, mas seu rosto era segurado por dois palhaços


Nijiiro: Isso é agressão! Vou meter o processo sua louca! Vou chamar meu advogado da Alemanha e você vai ver! - Ginga se aproxima de Nijiiro, seu rosto estava pintado como se fosse um gatinho, o deixando extremamente fofo. Nijiiro então se acalma e passa a olhar para Ginga, o mesmo sorria, e como Nijiiro não tirava os olhos dele, logo ele ficou corado


Ginga: para de me olhar desse jeito... Por favor... - Ginga olhava para seus pés, Nijiiro desvia o olhar quase de imediato


Lupi: TA-DAAA!!! Um coelhinho!!! - Nijiiro tinha o rosto pintado como se o mesmo fosse um coelho. Ginga o olha e tenta não rir, pois na testa do mesmo, tinha a escrita: "sou bobão e vacilão", Nijiiro pega um espelho que tinha perto de uma maleta de tinta dos palhaços e se olha, tirando aquela escrita e só deixando a maquiagem de coelho em seu rosto - ele ficou lindão né? - Lupi pergunta para Ginga


Ginga: tão lindo que até cega os meus olhos! - Ginga diz soltando uma risada debochada, fazendo Nijiiro inflar suas bochechas em raiva...


Nijiiro: ta ta... Que seja! - Nijiiro diz saindo do banquinho e puxando Ginga para junto de si - quer algodão doce?


[...]


Nijiiro e Ginga estavam sentados em um banco do parque que ficava abaixo de uma árvore de Sakura, fazia uma sombra perfeita. O algodão de Nijiiro era violeta enquanto o de Ginga era verde claro. Ginga puxava de pouquinho em pouquinho seu algodão doce pelos dedos e botava de pouco na boca, enquanto Nijiiro mordia direto


Nijiiro: hmm! Você está fazendo errado! - Nijiiro diz com a boca cheia de algodão doce. Julgando o jeito que Ginga comia seu algodão doce


Ginga: e agora tem um jeito certo de comer algodão doce? Não sabia.


Nijiiro: veja e aprenda! - Nijiiro bota metade de seu algodão doce na boca e mastiga, logo olhando para Ginga - sacou? - Ginga tenta por metade do seu algodão doce na boca mas acaba engasgando-se com tal ato, tossindo fortemente logo em seguida e em consequência, também fazendo Nijiiro rir aos baldes - me poupe Ginga! AHAHAHAHH!!!...


Ginga: n-não ria!!! IDIOTA!!! - Ginga reclama, dando suas últimas tossidas - eu poderia ter morrido... - Ginga vai até a lixeira mais próxima e joga o resto do seu algodão doce - perdi a vontade de comer...


Nijiiro: aahhh genteee... Ele ficou chateadinho! Que dó! - Nijiiro riu mais um pouco e deu a última mordida em seu algodão doce, jogando o espeto do mesmo logo em seguida - quer comer alguma outra coisa?


Ginga: não. - Ginga diz curto e grosso, ele estava de braços cruzados e olhava para outra direção, mostrando um semblante contrariado


Nijiiro: Ginga você não ia morrer pelo algodão doce, ele é feito de açúcar, ia derreter na sua garganta em questão de segundos...


Ginga: fala isso quando eu estiver morto e enterrado à 7 palmos seu idiota...


Nijiiro: tenha paciência... - Nijiiro suspira e revira os olhos, logo olhando para uma barraca de prêmios do outro lado do parque - quer tentar a sorte? - Nijiiro pergunta apontando para a barraca, Ginga o olha com desconfiança


Ginga: se você não tentar me engasgar com os ursos de pelúcia-  Nijiiro se irrita e puxa Ginga pelo pulso, o levando forçadamente até a barraca - me solta! Grosso!


Nijiiro: uma tentativa moço! - Nijiiro da uma nota para o dono da barraca e o mesmo da uma espingarda para Nijiiro, que a passa para Ginga atirar - tenta aí


Ginga: humm... Não?... Como posso saber se isso é seguro? Como posso saber se nessa arma não tem uma bala de verdade? E se eu dar um tiro em alguém sem querer? E se- - Nijiiro o interrompe


Nijiiro: nessa arma só tem chumbinho Ginga... - Nijiiro iria falar mais, porém Ginga levanta a espingarda e destrava a mesma, Nijiiro arregala os olhos e levanta suas duas mãos por extinto


Ginga: tem certeza Nijiiro-kun?... - Ginga leva o cano da arma até a cabeça de Nijiiro, que à essa altura, suava frio


Moço da venda: ah por favor, atire logo, não sei como seu namorado te aguenta - o moço da venda se referia a Nijiiro como o "namorado" de Ginga, que assim que percebeu o que o moço insinuava, corou e apontou a espingarda para o alvo na barraca, atirou, porém errou feio o alvo - boa tentativa moleque - Ginga abaixa sua cabeça, ele parecia triste e com vergonha por perder logo na frente de Nijiiro


Nijiiro: mais uma tio - Nijiiro da mais uma nota pro moço ao perceber a cara de tristeza de Ginga. O moço da venda o devolve a espingarda mais uma vez carregada, Nijiiro aponta para o alvo e atira, acertando dessa vez em cheio. Ele olha para Ginga, que tinha um sorriso doce e orgulhoso nos lábios, como quem quisesse falar "parabéns"


Moço da venda: parabéns! Com isso você tem o direito de escolher entre os prêmios do primeiro lugar! Qual vão levar? - o moço aponta para cima, onde era visível várias pelúcias enormes, tinha de panda, cachorros e gatos


Nijiiro: qual você vai querer? - Nijiiro pergunta para Ginga, mas o mesmo não parecia feliz com os prêmios do primeiro lugar. Ginga desvia o olhar daquelas pelúcias enormes e sua visão vai até um ursinho que cabia nos braços, ele tinha as cores branco e rosa claro e parecia feito a mão, Ginga sorri e puxa Nijiiro para perto, logo sussurrando em seu ouvido:


Ginga: eu quero aquele ali ó... - Ginga aponta para o urso. Nijiiro se arrepia com sua voz tão repentina sendo sussurrada em seu ouvido, mas ele releva


Nijiiro: quero aquele moço! - Nijiiro aponta para o urso na prateleira. O moço da de ombros e pega o pequeno urso, o dando para Nijiiro que dá para Ginga. Ginga sorri e cora, abraçando o urso que tinha cheiro de lavanda. Nijiiro observa aquele pequeno gesto, que foi tão fofo que o fez sorrir levemente. Nijiiro e Ginga se olhavam de uma forma tão profunda que por um momento, esqueceram de todo o resto do parque, naquele nomento, apenas existia os dois ali, curtindo o momento e a companhia um do outro


Moço da venda: é agora que vocês se beijam? - ele pergunta, estragando totalmente o clima que havia se formado. Nijiiro o encara com uma expressão quase que demoníaca - eu hein, olhar feio pra mim é fome...


[...]


Ginga: que nome devo dar para ele? - Ginga pergunta se referindo ao urso, os dois estavam sentados na varanda de Nijiiro, apenas matando tempo. O céu já estava escuro, por volta das 19:00 horas


Nijiiro: eu não sou bom com nomes... - Nijiiro bagunça os cabelos de sua nuca, um pouco envergonhado - desculpa


Ginga: você não dá nomes para seus bonecos?


Nijiiro: eu não tenho bonecos - Ginga se espanta - eu nunca tive


Ginga: você não teve infância? - "não eu nunca tive, minha família fez pacto com o 'coisa ruim', minha mãe me agredia, meu irmão me estuprou e continua me fazendo de 'sua namorada' até os dias de hoje, sou garoto de programa e o meu cafetão é o meu próprio irmão, meu segundo emprego é trabalhar vendendo drogas, meu pai é um policial que sempre quando eu mato alguém, ele vem e cobre as pistas, acha mesmo que eu tive tempo para 'infância' com tudo isso?", Nijiiro tinha vontade de falar, mas não o fez


Nijiiro: tive sim... Só não gostava de bonecos... - Nijiiro mente


Ginga: eehh?... Acho que o nome dele vai ser Nijiinnie... - Ginga sussurra, mais para o urso que para Nijiiro, esse que trava ao ouvir tal apelido, lembrando de Natsu...


Nijiiro: oi? - Nijiiro questiona para saber se aquilo que ele ouviu era realmente aquilo que pensava


Ginga: Nijiinnie é um bom nome para ele não é? - Ginga desce da varanda - acho que já devo ir, obrigado por hoje Nijiiro - Ginga se curva - então... diga boa noite Nijiinnie! - Ginga pega o urso e estende para Nijiiro que o encara com um olhar de dúvida - "boa noite Nijiiro! Chu!~" - Ginga faz uma voz fina e faz o urso dar um selinho no Nijiiro, que fecha os olhos, desfrutando do selinho de pano - e boa noite Nijiiro - Ginga se aproxima mais de Nijiiro, ele podia sentir seu coração bater mais forte, como nunca havia batido, Nijiiro sentia seu rosto queimando, Ginga estava muito próximo de si, ele já fechou os olhos e esperou o seu beijo, mas sentiu seu corpo ser abraçado - e eu percebi que estava sem o tapa olho - Ginga se afasta - você fica melhor assim na minha opinião... - Ginga o lança um sorriso amigável e se afasta mais atravessando a rua, deixando Nijiiro com um sorriso bobo nos lábios. Ele ficou mais um minutos encarando o nada, apenas sorrindo, sorriu tanto que sentiu o rosto doer. Logo depois ele deixa a varanda, adentrando sua casa


Nijiiro: cheguei~ - Nijiiro sussurra, tirando seus sapatos na entrada e subindo para seu quarto, logo tirando suas roupas e ficando apenas com sua cueca box, Nijiiro não estava com paciência para tomar banho, Nijiiro estava cansado, ficar o dia todo com Ginga o cansou muito. Ele já iria dormir quando lembrou de algo, e esse algo tinha nome e sobrenome: Natsu Usagit


Nijiiro pega seu celular na escrivaninha e o observa, nenhuma mensagem ou ligação de Natsu depois de tanto tempo, Nijiiro tenta ligar para ele, mas não dava em nada... Nijiiro sai do seu quarto de cueca mesmo e desce até a cozinha, tirando de lá um pote com sorvete de menta com frutas, ele apenas pegou uma colher na guarda-louças e voltou para seu quarto, ficando na parte de baixo que era a parte de Natsu, seu cheiro ainda era presente, Nijiiro pegou seu travesseiro e o colocou entre as pernas, enfiando uma colher do sorvete logo depois em sua boca. Ele olhou mais uma vez para o celular e se permitiu deixar escorrer uma lágrima pelos seus olhos. Ele tenta mais uma vez ligar para Natsu... Depois do quinto toque, Nijiiro já iria desligar e tentar novamente dormir, porém a ligação foi atendida logo em seguida. Nijiiro perde o ato de respirar por um momento, ele não sabia o que fazer ou dizer


Nijiiro: Natsu?... - ninguém falava do outro lado, mas Nijiiro sabia que alguém estava ali, era possível ouvir uma respiração... - Natsu? É você?... - Nijiiro começava a deixar suas lágrimas caírem livremente


Natsu: C-código... - Nijiiro apertou as cobertas entre os dedos, já se preparando para o que viria por vir - C-c-código 456... - A linha se encerrou e Nijiiro arremessou o celular na parede, logo depois gritando o mais alto que pôde, ele chorava enquanto gritava, um choro de desespero, medo e ódio. Logo depois sua porta é aberta brutalmente pelo seu pai, logo atrás dele Yume e Ryoku o olhavam preocupadas


Itsuri: Nijiiro, o que houve?! - Nijiiro respira fundo, tenta se acalmar o máximo possível e manter a compostura para o que iria falar a seguir:


Nijiiro: N-natsu está... - Nijiiro deixa mais algumas lágrimas escorrerem pelas suas bochechas - Natsu está à refém de alguém...



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