História Paixão Abusiva - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
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Palavras 2.675
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Delegado Leão


Eu falei com o meu tio William na noite anterior sobre o meu trabalho, ele disse que eu podia passar o dia na delegacia e acompanhar as coisas e ver como funciona e ver se me dava alguma ideia. Ele disse que já avisou aos delegados e que estava tudo certo. Eu ia sair da faculdade e ir direto para lá, meu tio ia me levar para almoçar e depois vamos ao trabalho. Saí da aula 11 horas como de costume, fui para a parada e peguei o 146.1, depois andei um pouco e logo cheguei lá.

Não tinha muita gente lá, me aproximei de uma mesa com uma policial loira e disse:

-Oi, eu sou a Flora, sobrinha do William, eu combinei de vim aqui hoje para fazer o trabalho da faculdade -disse meio com vergonha

-Sim, ele comentou que você viria hoje. Ana Flora, certo? -ela perguntou e eu assenti -É um prazer -ela estendeu a mão e eu cumprimentei -Vamos, entre aqui, vou te deixar numa sala esperando porque ele saiu e ainda não voltou -ela levou e eu fui atrás dela

-Obrigada -disse assim que ela abriu uma porta de uma sala

-Sem problemas, pode ficar aí, assim que ele chegar falo para vim te encontrar -ela disse e saiu da sala fechando a porta atrás de si.

Fiquei sentada numa cadeira na frente da mesa. Peguei meu celular e fiquei mexendo. Tinha uns meninos para responder e minha amigas. A Maju estava indo pro nosso estágio e eu pedi para ela lembrar nosso chefe que eu não iria por causa desse trabalho. Detesto faltar trabalho, não gosto de ficar um dia sem ver o Sargento Fontenelle. Gente, pensa em um bonito... pensou? Esse homem fica feio perto dele, quem é Rodrigo Hilbert perto do Sargento Fontenelle?

Enfim, Maju estava me contando como ele estava lindo naquele dia. Nós trabalhamos no Ministério da Defesa e lá só trabalha militar, isso mesmo, morram de inveja, homens de farda o dia todo. Mas trabalhamos na Comissão que cuida do desporto militar do Brasil, é bem legal. Nossa sala é bem abençoada, nunca vi tanto homem bonito, até os mais velhos são charmosos.

Tinha uns meninos que queria ficar comigo, mas eu não gosto de meninos, sabe? Eu gosto de homem, pelo menos seis anos de diferença. Enfim, só que eu não consigo jogar na cara que não quero aí meio que fico alimentando aquela coisa que provavelmente nunca vai acontecer. (O que é errado!)

Já tinham se passado meia hora e nada do meu tio chegar, estava impaciente. Estava com fome. Passou mais um tempo e vi a maçaneta virar, pensei: Graças a Deus! Só que não era meu tio, era algo bem melhor. Um homem alto, moreno, ombros largos, aquela roupa preta deixa aquele corpo musculoso mais bonito ainda, ele parecia ter menos 30 anos, e tinha um rosto que eu podia encarar por horas. Ele era muito sexy.

-O que faz aqui? -ele perguntou e eu imediatamente levantei. A voz dele era grave e rouca, seria meu sonho ele falar comigo no meu ouvido

-Eu estou esperando meu tio, sou Ana Flora -respondi meio intimidada, não sei me comportar com homens assim na minha frente

-Sim, sobrinha do William, ele me avisou que viria, mas não sabia que ia ficar na minha sala -ele falou sorrindo, que sorriso mais lindo

-Eu não sei porque me colocaram aqui -rebati tentando não encarar ele, mas era difícil, todo meu corpo queria olhar para ele

-Eu achei ótimo que te colocaram aqui -ele sorriu e senti um calor subir entre minhas pernas -senta -ele disse

-Onde? -perguntei, mas depois fechei os olhos e sacudi a cabeça, era óbvio que era para sentar na cadeira que estava sentada antes

-Onde quiser, Ana Flora -ele deu um sorriso meio malicioso e foi sentar em sua cadeira que era consequentemente na frente da minha, me sentei e apertei uma perna na outra, eu estava nervosa só de ele estar na minha frente -O William me contou que era para um trabalho da faculdade, pode me esclarecer isso? -ele pediu e eu respirei fundo, pude notar ele acompanhar meu peito subir e descer por causa da minha respiração pesada

-Claro, eu faço jornalismo e eu escrevo muito sobre esportes, como vou sair da faculdade semestre que vem, minha professora me desafiou a fazer uma matéria de uma editoria que eu não gosto -contei, mas evitei ao máximo olhar para ele

-E você não gosta de policiais? -ele perguntou

-Não! Eu amo policiais, acho muito sex... quer dizer, envolvente, mas não gosto da parte do jornalismo que conta os casos policias -falei e suspirei de novo -Eu até já quis ser policial, detetive na verdade, mas enfim -eu nunca fiquei tão nervosa eu toda minha vida

-Envolvente? -ele deu um sorrisinho de lado

-É -concordei sem saber como me explicar melhor

-Eu também acho -ele respondeu e passou a língua nos lábios e eu acabei mordendo meu lábio, ele encarou meus lábios tenso, não entendi o que aconteceu, mas estava encarando ele e ele o mesmo -Esportes? Quais? Vôlei? -ele perguntou depois de um tempo

-Não! Vôlei é esporte de mulherzinha -falei meio brava. Odeio que as pessoas achem que só porque eu sou mulher e gosto de esporte, eu gosto de vôlei

-E você gosta de que então? -ele deu uma risada, e foi tão sexy que até esqueci que estava meio brava

-Futebol é claro! Que tipo de brasileira acha que sou? -falei rindo um pouco

-Bonita e gosta de futebol? Você bebe? -ele perguntou

-Sim -respondi

-Então é perfeita -ele riu.

Sorri sem graça. Ele percebeu que eu fiquei meio sem graça e deu um sorriso acolhedor. Nós encaramos novamente. Ficamos conversando mais e mais, ele perguntou sobre meu time, sobre o que eu gostava de beber, foi bem legal. Acabamos que nos conhecemos bem. Foi divertido, ele é divertido. E ficou impressionado com o quanto que eu entendia de futebol. E o mais importante, ele torce para o Barcelona, aqui no Brasil é Santos, mas o que importa é TORCE PARA O BARCELONA. Já podemos casar ou que?

Meu tio chegou e já era bem tarde, a fome tinha até passado. Ele chegou meio aflito. Fui até ele, mas fiquei encarando o delegado.

-Desculpa delegado, me enrolei com um caso e me atrasei -meu tio disse meio nervoso. Delegado? Mas ele é tão novinho para um delegado

-Tudo bem, sua sobrinha é uma moça incrível -ele disse e se levantou

-Obrigada, ela é como uma filha para mim -meu tio me deu um beijo na testa

-Foi um prazer conversar com a senhorita, fique à vontade para o que precisar aqui da delegacia -ele disse

-Obrigado delegado -respondi

-Por nada, Ana Flora -ele disse

-Vamos almoçar, aposto que está morrendo de fome -meu tio disse e fomos saindo

-Vocês vão almoçar aonde? -o delegado perguntou

-No shopping no final da W3, o senhor gostaria de nos acompanhar? -meu tio perguntou

-Não quero incomodar vocês -ele respondeu

-Não, que isso? Claro que pode ir com a gente, a Flora não se importa, certo? -meu tio olhou para mim e esperou minha resposta

-Claro que não, vamos! -disse e novamente respirei fundo.

Fomos almoçar no shopping. Eu amo comer no Madeiro e resolvemos ir lá. Todo mundo pediu sua comida e eu esperamos. Eu fiquei mexendo no celular, porque eu não tinha condições de olhar para o delegado.

Mandei mensagem para Maju.

“Amiga, o delegado é muito gato! Não sei lidar com isso.”

Logo ela respondeu.

“Amiga, usando farda você já não sabe lidar”

Revirei os olhos, mas era verdade.

“Amiga, mas ele é gato nível Fontenelle”

Esperei a resposta dela. Logo veio.

“Nossa, esse homem é um deus então. Tira foto”

Eu até pensei em tirar a foto, mas ia ser bem estranho.

“Como, Maju? Ele vai notar né!”

Ela demorou um pouco, mas respondeu.

“Aff queria ver ele”

Logo respondi.

“Depois eu dou um jeito”

Entrei em algumas redes sociais até que minha comida chegou. Pedi um frango com molho de ervas finas. O delegado pediu costelinha e meu tio pediu peixe. Meu tio ficou conversando com o delegado enquanto eu observava aquele homem lindo. Eu gosto de homens mais velhos, não sei dizer porque, mas eles me atraem muito mais do que meninos da minha idade. Que no caso é 19. Eu acho que o delegado percebeu que eu estava encarando ele, então resolvi parar.

 Voltamos para delegacia e passei o dia lá. Foi bem divertido. Mais para o fim da tarde, tinha vários policiais numa sala e o delegado, ele falou que eu poderia entrar também. Eles tinham um caso para resolver. O caso era de um jogador de futebol que estava aqui em Brasília e ele se envolveu em uma briga numa festa que foi no Lago Sul, bairro nobre daqui, mas a mídia não soube disso ainda, então eles tinham que resolver isso com calma.

-O que podemos fazer? -perguntou o delegado

-Vamos pressionar o jogador para ele assumir o que aconteceu e fazer o acordo com a vítima -falou um policial loiro

-Não sei, isso não me parece bom -comentou o delegado.

Várias pessoas deram sugestões que nenhuma servia. Eu não gostei de nenhuma, mas quem sou eu né? Bom, o delegado queria saber minha opinião.

-Ana Flora, você disse que entende de futebol, sabe como ajudar a gente? -o delegado perguntou

-Eu não quero atrapalhar -rebati meio nervosa, odeio que ele me deixa assim

-Quero saber sua opinião -ele rebateu de volta

-Bom, eu acho que ninguém aguenta mais um jogador que foi para a balada e brigou com alguém ou bebeu muito, enfim e os times preferem evitar que essas notícias se espalhem quando isso acontece. Pelo o que vocês falaram, o advogado do jogador quer manter isso baixo e se esconder da mídia. Podemos ir atrás do time e pressiona-lo para fazer com que o jogador faça um acordo e pague os gastos com hospital e uma indenização para vítima, em troca, ela assina um termo de nunca contar o que aconteceu para ninguém -fiz uma pausa, percebi que todo mundo me dava atenção -Eu sei, parece que ele vai sair impune, mas vocês vão notar que cada vez menos ele vai ser titular, vai ter um lugar quentinho no banco para sentar, vai começar a ser dispensado dos jogos, até o clube não querer mais ele e isso é a pior coisa do mundo para um jogador de futebol -respirei fundo depois que terminei de falar

-E como faríamos esse contato com o clube? -meu tio perguntou

-Bom, teria que ser pessoalmente, porque senão me engano este clube tem uma assessoria por fora então poderia vazar de alguma forma, mas tem que pesquisar primeiro -disse e sorri fraco

-Todo mundo entendeu o que a menina falou? -o delegado perguntou e todos assentiram -Eduardo, você procura essa informação sobre a assessoria. Adriana, você entra em contato com o clube e vê que tipo de contato que eles preferem. Jorge, você procura quanto custaria para duas pessoas fazerem essa viagem até São Paulo -delegado disse e encarou bem sério todo mundo -Tudo certo? Ao trabalho -ele concluiu e saiu da sala.

Fiquei meio atordoada, não imaginei que ele fosse levar a sério o que eu disse. Tudo bem que futebol é minha especialidade, mas achei estranho. Meu tio falou que eu podia ficar na sala e usar a internet e se tiver qualquer dúvida é só procurar ele. Fiquei pesquisando e aproveitei para postar uma foto do computador e coloquei a localização da delegacia. Logo um cabo lá do trabalho respondeu aquela foto:

            “Trocando de trabalho, é?”

            Eu ri um pouco. Quase tudo o que eu posto ele responde. Eu sempre achei ele muito bonito, sabe? Ele nem é o tipo de homem que eu gosto, mas ele usa farda e isso já influencia bastante. Ele é loiro, eu não gosto de loiro, eu só fiquei com um loiro na minha vida e ele era meu amigo. Eu gosto mesmo é de negão, mas enfim. Pensei um pouco no que responder e digitei.

            “Amo demais a CDMB, vou sair não”

            Ele normalmente demora cem anos para responder, mas estava digitando a resposta.

            “Acho bom! E nosso almoço?”

            Uma vez a gente estava voltando de ônibus e eu comentei que sabia cozinhar e que amava fazer strogonoff, aí ele fica me cobrando.

            “Só me chamar que eu faço”

            Respondi mordendo os lábios. Eu não tenho estrutura para ele, mas enfim. Eu parei um pouco de olhar o celular e fui olhar para o computador e foi quando vi o delegado me encarando. Levei um susto e dei um pulo na cadeira. Ele deu uma risadinha e andou até mim.

            -Eu não sou tão feio assim -ele comentou sentando na cadeira ao meu lado. Você não feio de jeito nenhum

            -É só que eu não te vi entrando -rebati sem graça

            -É... você estava bem concentrada no celular -ele disse meio curioso. Sorri amarelo, não sabia o que responder. Fico nervosa perto dele, nunca sei o que falar -Então, gostaria de saber se iria para São Paulo comigo? -ele perguntou e eu arregalei os olhos, como assim? Não faz o menor sentido ele me chamar para viajar assim -Por causa do time, acho que você poderia ajudar muito na reunião com o time -ele se explicou e eu relaxei os ombros

            -Ah, eu não sei -respondi sem jeito

            -Olha, seria uma ótima oportunidade para você -ele comentou -Eu pensei que poderia escrever sobre como funciona fazer acordos com a policia -sugeriu

            -Isso é uma matéria interessante -comentei

            -Isso é um sim? -ele parecia esperançoso

            -Eu não sei se minha avó vai deixar eu ir... -falei meio triste

            -Deixa comigo -ele sorriu e eu tenho certeza que meu corpo suspirou com aquele sorriso.

            -Como seria isso? -perguntei

            -Iriamos na quinta à noite e voltaríamos domingo à noite -ele respondeu -E eu posso fazer um documento para te liberarem da aula e do estágio -completou

            -Não tenho aula na sexta -disse

            -Um papel a menos -falou

            -Eu só estou esperando a confirmação do clube e depois falo com sua família -ele disse.

            Ficamos ali conversando mais um pouco. Eu não entendo porque gosto tanto de olhar para ele, mas não consigo parar. Ele me intimidade, me sinto mais frágil perto dele, mas ainda assim, me sinto mais forte. Pode ser impressão minha, mas ele me olha de um jeito diferente, mas deve ser só impressão mesmo. Lá pelas 17, eu fui embora, meu tio me deixou em casa.

            Eu ainda estava sob os efeitos do charme do delegado Leão. Fiquei assistindo televisão, já tinha jantado e tomado banho, eu estava enrolando para ir deitar. Recebo uma notificação, quando vi era uma tal de Leonardo, não conheço nenhum Leonardo. Abri a conversa e fui ver a foto, era o delgado! Respirei fundo e fui ler a mensagem dele.

            “Boa noite, Ana Flora! Queria te dizer que o clube permitiu nossa visita. Irei conversar com seu tio amanhã e depois irei falar com sua avó”

            Respirei fundo e respondi.

            “Boa noite delegado! Tudo bem. Obrigado por me avisar.”

            Difícil ser fina com um homem desse. Eu ia bloquear o celular, mas vi que ele estava digitando, então esperei.

            “Você gostaria de sair para almoçar amanhã?”

            Nossa! Por essa não esperava. Normalmente eu digo não para esses convites, mas para ele, todo meu corpo mandava dizer sim.

            “Sim, seria ótimo”

            Respondi. Eu fiquei nervosa, não sei como se comportar nesses encontros.

            “Ótimo! Que horas saí da faculdade?”

            Amanhã eu saia um pouco mais tarde. Respondi.

“11:30! Eu te encontro em algum lugar?”

Logo ele respondeu.

“Eu te pego lá”

Essas simples quatro palavras deixaram todo o meu corpo quente. Engoli seco.

“Ok. Até amanhã então”

Queria acabar logo com aquela conversa, estava ficando muito nervosa.

“Até amanhã, Ana Flora”

Não respondi mais. Eu mal podia esperar para amanhã. Só eu e ele. Alguém me segura.



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