História Paper Airplanes. - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Investigação, Mistério, Suspense, Terror
Visualizações 31
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oieee, muito obg por clicar aqui s2

Espero que goste do cap, o que será desses dois hein?

Boa leitura 😊

Capítulo 2 - Chew the words. - England


Fanfic / Fanfiction Paper Airplanes. - Capítulo 2 - Chew the words. - England


O mormaço de preguiça após uma boa refeição tomara Andrew, o baixinho estava sentado no braço do antigo sofá, os ombros sustentavam-se nos joelhos apoiando seu queixo entre as mãos, vez ou outra um suspiro pesado saia de suas narinas, Philip se deliciava com a cena apoiado nas madeiras da parede, acabara de chegar de um passeio curto.

— Comeu de mais foi? — ele dá um sorriso soprado. — Também, parece que nunca viu bolo.

O maior tenta segurar as risadas, mas é realmente muito fofo vê-lo deste jeito, meigo, frágil e agora cansado. Andrew revira os olhos antes de pousa-los em Philip, tenta soltar um bufo, mas em seu lugar um bocejo que ecoa.

— É, acho que daqui por diante seis pedaços são o suficiente. — ele dá um sorriso fraco.

— Seis? Você deixou só um para mim! Haha, mas é um voraz de carteirinha!

— Ei! Eu tenho que criar massa muscular, você não! Estou em fase de crescimento... — ele resmunga irritado.

— Ah, sim, e você pretende criar essa "massa" comendo todas as "massas" dos bolos, não é mesmo?

— Os fins justificam os meios.

— Maquiavel. — o loiro conclui.

— Na verdade...

O pequeno desliza os pés pelo pano felpudo do móvel, colocando um de cada vez ao chão.

— É uma frase falsamente atribuída a Maquiavel, ele nunca disse isso com todas as letras. — o pequeno se vangloria.

Andrew dá passos suaves até o maior, seus braços se cruzam com delicadeza.

— Esse é um dos piores erros de uma dedução, esquecer o material bruto e focar nas entrelinhas.

— Onde quer chegar com isso? — o bronzeado ergue as sombrancelhas um pouco apreensivo.

— Philip, você tem de mastigar palavra por palavra, e ai sim interpreta-las.

— Complexo.

— Um pouco.

Philip abre os braços chamando o pequeno, o mesmo o ignora passando por ele com uma certa frieza indo em direção a última porta do corredor.

— Siga-me. — Andrew murmura.

Phil nem questiona, apenas o obedece, a alguns passos o baixinho para de súbito fazendo com que o loiro o esbarre, um leve suspiro de desaprovação, ele vira-se com um Mp3 em mãos.

— Tome. — O baixinho lhe entrega o aparelho.

— Um MP3? É algum presente?

— Não, é meu, nem pense em usufruir dele!

— Então por que me entregou?

— Escute. — o pequeno indica o aparelho movimento seu queixo suavemente.

— Okay...

O bronzeado revira os olhos ajustando os fones, quando volta a erguer o olhar Andrew havia sumido, ele ainda olha lado a lado para garantir, mas a apenas uma resposta. A porta a sua frente.

" Oi Philip. " a voz de Andrew se torna ainda mais bizarra a gravação de péssima qualidade. " Antes de surtar, e perguntar, pra que fazer isso, quero que escute animal. "

— Mais um xingamento e eu desisto! — Philip segura um dos fones entre os dedos.

Ele volta a posicioná-lo com a mudez do lugar.

"Dentro deste porão há dois sacos pretos, ambos preso as cadeiras por correntes. "

Horas! Pensou, O caminhão de lixo passará amanhã e ele está brincando com os plásticos!

"Não estão vazios, pelo contrário, eu estou dentro de um."

As mãos de Phil começam a suar, não sabia o que se passára na mente perturbada de Andrew, neste momento esperava por tudo.

"A luz está acesa, debaixo da mesma e acima de um banquinho, tem uma 38 a sua espera. "

O coração parece sair pela boca, já havia compreendido qual seria o próximo passo, mas relutou em aceitar.

"Ela está carregada com apenas uma bala. Você tem um tiro. Se o plástico sangrar, quer dizer que escolheu o alvo errado. "

Ele afirma com a cabeça, mas discorda com todas as partes restantes do corpo, o barulho da porta se abrindo é ensurdecedor, assim como nas instruções, a arma era a única coisa bem iluminada do lugar, sabia que teria que fazer este teste, não era a primeira provação que o pequeno lhe arrumava, suas mãos quase deixaram a arma cair, o nervosismo tomava cada músculo de seu corpo, ele cerra os olhos.

— Posso fazer uma pergunta, antes de atirar...

O silêncio continua.

Como você se amarrou, se estava dentro do saco? — O bronzeado sorri.

Um silêncio torturante toma o lugar por alguns longos segundos, até que pequenas palmas sarcasticas ecoam na escuridão, o menor aparece entre as cadeiras.

— Está foi fácil. — ele comemora.

— Eu poderia... — o maior se aproxima, colando o cano da arma na fronte de Andrew. — Acabar com estes testes aqui.

— Está sem munição. — Ele sorri empurrando sua cabeça contra o ferro gelado. — nunca deixaria minha vida em suas mãos.

— O que tem dentro dos sacos? — Ele pergunta com uma certa autoridade.

— Nada.

O bronzeado revira os olhos, engatinhando o revólver, ele mira em um dos sacos, o som do disparo faz com que o pálido dê um pulo. O sangue começa a escorrer do primeiro plástico.

— Certo, talvez eu tenha feito algo mais realista. — o pequeno ironiza.

— Quem era?

— A pergunta certa é, — sussurra. — O que era.

— Diga de uma vez, se não---

— O que? — Andrew peita o maior sem medo.

— Não vou fazer mais nada. — ele cerra os olhos em tom ameaçador. — por uma semana.

— Okay, você venceu. Gatos de rua. — ele ironiza.

— Meu Deus! Fale de uma vez!

— Não era nada! Pare de ser insistente. — Ele segura os ombros do bronzeado com mando. — Apenas diga-me...

— Sim? — Philip encolhe os joelhos ficando frente a frente com Andrew.

— Como gastaria seu tiro. — O pequeno enruga o cenho curioso.

— Atiraria para cima, você não foi específico. Deixou as instruções muito em aberto, dando-me liberdade de mais.

— Esse... — Andrew comemora com um sorriso. — Foi apenas o primeiro teste.

O bronzeado tenta não repassar seu pânico.

— Você disse que não tinha munição. — Ele engole seco. — Se eu tivesse... Puxado o gatilho?

— Para cada ação há uma reação, não me empurraria contra o cano se não tivesse certeza absoluta que não iria atirar.

— Você é louco. — Ele sorri. — Eu gosto disso.

— E você não é tão ignorante quanto pensei. — ele retribui. — isso me agrada.

— Mas... Por qual motivo fez este teste?

— Você irá precisar dessa experiência para nosso primeiro caso.

— C-Como assim!?

— Consegui algo temporário, vai nos render uma boa grana.

— Você está me deixando apreensivo.

— Só precisamos... Arrancar uma informação. — Seu sorriso macabro ainda causa calafrios em Philip. — Pagaram mais de mil dólares por ela.

— Mas, o que isso tem haver?

— Ela não falaria se o pai ainda estivesse vivo.

O sangue gela, os músculos do rosto de Philip saltam, ele olha para o embrulho preto manchado agora em tons de vermelho, fita Andrew com espanto e corre até o saco.

Suas mãos estão encharcadas pelo suor, assim como todo o resto de seu corpo. Senhor! O que ele me fez fazer? Sussurra em mente deslizando a ponta dos dedos pelo plástico, mais uma vez toma coragem erguendo a boca do embrulho revelando um par de sapatos sociais, realmente fizera aquilo, ele dá um pulo para trás.

— O que eu fiz!?

— Não era um teste tão simples quanto imaginava, não? Você mastigou as palavras, mas não às interpretou.

O menor passa pelo corpo trêmulo de seu parceiro ainda chocado com a cena, ele apanha o segundo embrulho trazendo átona uma garota com um colete aprova de balas, não parecia chegar a doze anos, seus olhos estavam inchados de tantas lágrimas que haviam produzido e ainda produzem transformando suas bochechas em pequenas cachoeiras colantes, seus cabelos grudavam-se a fronte deixando-a mais desesperada, as pálpebras esprimidas, parecia que não via a claridade a tempos, o pano exarcado de suor tampava sua pequena boca, Andrew segura seu rosto entre as mãos, apertando seu maxilar.

— Pronto, agora fale.

Ela desvia o olhar oscilante até o outro saco.

— Calma, ele está morto, não irá lhe fazer mal.

A menina suspira pelas narinas fortemente, talvez segurando-se para não gritar.

Andrew puxa o pano com força pra baixo, ela respira aliviada.

— Vamos. — incentiva Philip. — Não o matei atoa, abra o bico de uma vez.

— Horas! Assim que eu gosto! — Andrew sorri puxando o bronzeado para mais perto.

— Meu remorso não vai trazê-lo de volta mesmo.

— Assim que se fala, não tenha remorso por ter matado um lixo daqueles.

O maior abraça o baixinho pela cintura, o mesmo o observar por alguns segundos antes de lhe dar um selinho, a serenidade do morno de seus lábios finos chocara-se contra o rosado dos carnudos lábios de Philip, suas mãos caem leves ao lado de seu corpo, sua respiração nasalada esbarrava com a do maior, trazendo consigo um ar aconchegante, até que algo úmido toca seus lábios sutilmente, Andrew abre os olhos em um pulo empurrando Philip.

— N-Não tão... Depressa... — ele sussurra limpando os lábios timidamente.

— Desculpe.

A pequena menina ainda treme os olhando com pavor e agradecimento, uma mistura de sensações toma seu corpo, medo, aversão e alívio por ver aquele homem sem vida.

— Anda. — Andrew corta o silêncio. — Não temos o dia todo.

— Como é seu nome? — Philip se agacha na frente da cadeira.

— Haha, quer brincar de bonzinho e malzinho? Okay. Então eu sou o vilão. — O baixinho murmura no pé da orelha do bronzeado que se arrepia no mesmo instante.

— Lou. — ela sopra a palavra. — Louise.

— Quantos anos você tem? — Ele arruma os cabelos da menina, ela parece uma pequena boneca de porcelana.

— Dez.

— Fale logo! Sabe qual informação queremos! — A voz pausada e macabra de Andrew faz com que a menina de um pulo.

— Ei! — protestou Philip.

— Você quem escolheu ser o bonzinho. Eu não vou trocar. — Ele cruza os braços. — Aonde ela está?

— Não sei... — ela sussurra em meio as lágrimas.

— Sabe sim! Fale de uma vez!

— York. — Ela grita com medo.

— Seja mais específica! Isso está muito vago! — O pequeno se aproxima com fúria. — quer que te aconteça o mesmo que seu pai? — o baixinho sussurra provocando arrepios na pequena.

A menina entra em choque, Philip empurra Andrew para trás.

— Nós vamos ajudar sua mãe, queremos ajuda-la, mas para isso, você terá que ser mais ímpar com as informações, me entende?

— Acho que sim.

— Ela está em York... — Ele espera que a pequena continue.

Shambles. — soluça. — The Shambles.

Philip sente uma mão em seu ombro, Andrew está puxando-o para longe da menina, assim que chegam perto da porta ele vira de frente para o pequeno.

— O que foi? — ele cochicha confuso.

— Como sabia que era a mãe? — Andrew enrugou o nariz.

— Você não disse que ela não falaria na frente do pai, então?

— Então? — O baixinho estica a fala.

— Qual outra pessoa ela estaria escondendo? E mais, a mãe certamente viria atrás dos desaparecidos se estivesse convivendo com eles.

— Faz sentido.

— Você não é bom com emoções, não é mesmo?

— E nem você com estratégias.

— Diga-me. — Ele prensa o pequeno contra a porta, suas bochechas voltam a corar-se. — está me usando?

O menor tenta dar um sorriso para maquiar a vergonha, mas, aqueles olhos claros encarando-o seriamente... Tinha vontade de agarra-lo naquele mesmo momento, maldita vergonha! Ele apenas consegue negar agitando sua cabeça desviando o olhar rapidamente.

— Ela não está mais olhando. — Philip murmura por entre seu sorriso. — Sabe o que eu quero?

— Não... — Sim, ele sabia. — O que é?

Philip bufa um sorriso baixando a cabeça.

— Vocês são namorados? — A voz doce de Louise está mais calma.

— Não! — Andrew fala assustado. — S-Somos só amig-- Ele pasma. — Espere ai! Como você se soltou!?

A garotinha sorri erguendo as cordas em suas pequenas mãos.

— Você deu voltas muito grandes. — ela balança a amarra. — Apenas sai por cima.

Um sorriso doce brota nos seus pequenos lábios rosados, a pele de porcelana se aproxima devagar, seus olhos alvos cinzas pairavam garando cada parte do porão.





Notas Finais


Melhor... O que será desses três! Parece que arrumou alguém ao seu nível, não é Andrew? Kkkkk

Muito obg por ler s2


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