História Penny Lane - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Visualizações 112
Palavras 2.609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


+ mais uma vez eu tenho que agradecer por todo carinho pela história e por não desistirem da fanfic, muito obrigada de verdade!
+ aproveitem!!

Capítulo 17 - Everything has changed


Fanfic / Fanfiction Penny Lane - Capítulo 17 - Everything has changed

É tão fácil e outras mentiras (2011), livro de Duff McKagan onde ele fala sobre essa noite terrível: (foto acima usada no livro de Duff, primeira foto de tirada de Penny Lane depois que ela começou a usar drogas.)

"Eu fiquei assustado, não me lembro de ter ficado tão assustado antes em toda minha vida, eu não podia perdê-la para aquele vicio, tínhamos que cuidar dela, Izzy só tinha uma coisa a fazer e mesmo assim... Ele não fez direito, eu não podia perdê-la, não conseguia, não queria e mesmo quando eu a vi no chão eu percebi que aquele seria o início do meu fim porque Penny Lane era pra mim uma própria rocha... Eu fiquei desesperado, desesperado de raiva com Izzy, desesperado de medo, desesperado de amores, só desesperado. O que eu faria? A mulher que eu amava e mesmo que não pertencesse a mim, estava ali no chão. Ela não parecia estar chapada, estava tão linda. Assustadoramente linda. Se estiver lendo Penny Lane, eu sinto muito." 

 No início de 89 eu já podia esperar que eu fosse ficar com Izzy por um tempo, ele era carinhoso e me respeitava ao extremo, uma vez discutimos e eu disse que ele não ia aguentar ficar só com uma mulher sendo uma estrela do rock e ele fez eu me acalmar e disse coisas bonitas afirmando que só tinha olhos para mim e acreditem, ele estava sendo sincero, me dizia tudo sobre qualquer coisa, ele gostava de passar o tempo em casa comigo, gostava de ir no meu trabalho me mimar e embora agora ele estivesse rico,- de verdade - não compramos outra casa, ele guardava os cheques na gaveta de meias e dizia que já tínhamos tudo, tudo o que ele comprava eram guitarras ou alguns presentes pra mim assim do nada, nossa relação não era monótoma, ele era o namorado que eu sempre gostaria de ter, só havia um problema: as drogas, a única coisa que Izzy não conseguia largar eram as drogas, ele escondia de mim o que usava, não tocava no assunto e quando eu perguntei o porquê de ele estar mais magro ele só dizia que não sentia fome, mas Izzy usava crack e ele achava que eu não sabia, entretanto ele nunca deixou de aparecer em casa, as vezes usava só na casa de Slash ou Steven, mas nunca na nossa, como eu falei, ele me respeitava muito e nunca quis me envolver nesse mundo, nunca ficou chapado na minha frente e era aquilo que eu admirava e odiava nele. 

 Mas naquela noite no ínicio de Feveireiro quando eles já estavam se preparando para uma turnê nacional com o Aerosmith, Izzy desapareceu, ele era um homem adulto e eu provavelmente não deveria me preocupar, porém, assim como eu falei, Izzy não sumia por dias, mas daquela vez na terceira noite em que ele não foi para casa eu sabia que havia algo errado. 

 Depois do meu trabalho eu ia pra casa e sempre o encontrava me esperando para irmos fazer alguma coisa e novamente ele não estava lá, sem recados ou ligações. Ele não era daquele jeito. No início do desespero eu tentei ligar para Slash e Steven que não atendiam o telefone, depois liguei para Duff que afirmou não saber onde ele estava e me perguntou se ele queria minha companhia ou queria que ele me ajudasse a procura-lo, mas eu neguei sabendo para onde tinha que ir, por isso que quando bati na porta da nova casa de Axl eu tinha certeza que ele deveria saber onde Izzy estava.

 Erin atendeu a porta com um roupão e um sorrisinho no rosto.

– Oi, Penny Lane. – ela falou sen simpática e eu forcei um sorriso, mas ela percebeu que eu não estava muito bem. 

– Onde está Axl? – perguntei já entrando na casa e olhando ao redor o procurando. 

– Oque houve? Aconteceu alguma coisa? – Erin perguntou e eu suspirei. Eu estava completamente sem paciência.

– Eu preciso falar com o Axl...

Penny Lane, o que houve? – assim que ouvi a voz de Axl eu me virei em sua direção, ele estava fumando e parecia confuso.

– Izzy sumiu. – eu disse, mas ele só deu uma risada debochada.

– E? Ele é um cara adulto, não precisa ser tão possessiva assim. – ele falou se virando.

– Ele já não aparece há três dias, Axl! Ele nunca se esconde de mim. – e foi quando eu disse isso que Axl parou de andar, ele respirou fundo e se virou me olhando novamente. 

– Três dias? – ele perguntou e eu assenti, ele estalou a língua jogando o cigarro no chão. – merda, Izzy! – ele quase gritou e começou a andar furioso em direção a porta. – vem comigo, tem algo que deve saber onde ele está.

 E eu o segui.

+

 Quando ele falou "alguém" eu não sabia que seria Steven, eu também não fazia a menor ideia que Axl ficaria tão nervoso que jogaria Steven contra a parede.

– Você sempre sabe onde ele esta quando se trata dessas pedrinhas. –Axl gritou no rosto de Steven que empurrou Axl.

– Eu não sei, porra! As casas de crack do Izzy são diferentes das minhas! – ele gritou em defesa e eu suspirei, não estava com paciência nem para separar uma briga mesmo Axl estando realmente nervoso.

– Steven, – eu o chamei e ele virou seus olhos azuis em minha direção enquanto eu choramingava. –por favor. – Axl se virou colocando as mãos na cintura e completamente fulo e Steven respirou fundo enquanto me olhava.

– Talvez... Eu saiba de uma que um dia ele me disse e... – quando Steven disse Axl voltou a olhar para o loiro e Steven deu de ombros. – ela fica na quarta com a décima, é um apartamento velho e Izzy costuma ficar no terceiro andar, é só o que eu sei. – e foi o que bastou para Axl nem olhar para trás indo direto para porta. – me deixem ir com vocês! – ele falou enquanto saíamos.

– Você já fez estrago o suficiente nessa porra de banda. – foram as últimas palavras de Axl antes de ele descer as escadas, eu dei uma olhada por cima do ombro para ver Steven olhando para o chão com uma expressão bem triste.

 Eu não posso te ajudar agora, Steve. Sinto muito.

+

 Por quanto tempo mais Izzy ia precisar de mim? Essa era pergunta que passava na cabeça de Axl, embora ele acreditasse quando eu dissesse aquilo, naquela madrugada ele viu os próprios olhos. 

Entrar naquele prédio foi assustador, como se a realidade me desse um soco na cara, Axl foi na minha frente me protegendo, eu olhei para baixo enquanto andava e subia as escadas, aquele lugar fedia, havia tanto lixo no chão que eu provavelmente deveria estar andando em cima de fezes de ratos e até humanas, barulhos de música e gemidos, pessoas que tentavam me encostar e Axl não deixava, uma delas levou um soco do ruivo e eu fiquei um pouco mais aliviada quanod chegamos no terceiro andar, só havia uma porta então deveria ser lá.

– Onde está o Izzy? – Axl perguntou em voz alta para um cara que parecia ser traficante.

– Ei, cara, calma ai! – ele falou levantando as mãos.

– Não me mande ficar calmo, porra! Onde está o Izzy? – ele gritou e o cara apontou para outra porta.

– Stradlin sempre fica no quarto verde. – o homem respondeu.

 E lá fomos nós para aquele quarto, Axl não bateu nem nada, ele apenas chutou a porta e assim que entramos meu coração parou por um momento, só havia Izzy naquele quarto imundo com um colchão molhado, ele estava sentado na cama com uma agulha em seu braço e um cachimbo de vidro em sua mão direita, ele estava desacordado, sua pele estava mais pálida do que o comum, ele não comeu nesses três dias, eu pude notar, usava as mesmas roupas de dias atrás e seus cabelos estava bagunçados, suas olheiras estavam horríveis... Era o Izzy. 

– Izzy? Merda, Izzy! – Axl se abaixou ao lado dele tirando a agulha do seu braço e dando tapinhas no rosto dele, eu não conseguia me mover ou respirar, eu nunca o havia visto daquele jeito. 

Izzy acordou assustado, seus olhos se arregalam e eu notei que estavam bem vermelhos, suas púpilas dilatas, ele estava assustador.

Billy? – Izzy perguntou baixo e Axl deu um suspiro. Ele o chamou de Billy.

– Sim Izzy, sou eu. – o ruivo respondeu baixo e Izzy negou com a cabeça.

– Não, não é! É o Axl, só o maldito Axl. – Izzy falou se levantando bruscamente e quase caindo no chão, ele ainda não havia me visto, eu me encolhi perto da porta enquano ele se levantava, estava tão magro... 

– Não Izzy, sou eu... 

– Não é o Billy, o meu Billy! – Izzy gritou olhando para Axl que suspirou negando com a cabeça. – ele matou o Billy!

– Não Izzy, somos a mesma pessoa, eu e Billy, eu sou o Billy. – Axl falou como se tivesse dito aquilo antes, parecia derrotado. 

– Não é, porra! – ele gritou mais alto. – Axl gosta de me machucar e de matar, Billy não faria isso. 

 E eu nunca havia visto aquele lado de Izzy, o que sentia saudades de um amigo de infância, que sentia saudades de Lafayette, ele nunca havia me dito sobre aquilo, era tudo assustadoramente novo.

Jeff, sou eu. – e provavelmente aquilo foi um "acorda" para o Izzy, quando ele ouviu Axl o chamando pelo seu nome de batismo, ele olhou para Axl mudando sua expressão. 

– Billy, é você! Meu Billy. – ele chegou perto do ruivo e o abraçou, Axl levantou seus braços o abraçou sutilmente ainda derrotado com a cena. – temos que matar o Axl! Ele é um pessoa ruim.

– Não Jeff, ele não é, ele quer te ajudar. – Axl falou e depois me olhou por um instante. – lembra da Penny Lane? – assim que ele perguntou Izzy o olhou e franziu a testa, eu dei dois passos a frente observando bem enquanto Izzy assentia devagar com a cabeça.

Amor, ela é meu amor, eu gosto dela, Billy. –Izzy falou baixo e eu segurei o choro, Axl assentiu com a cabeça. – gosto muito dela, eu quero me casar com ela, Billy. – era demais pra mim vê-lo daquele jeito dizendo aquilo. Olhei para Axl que me pediu calma.

– Ela está aqui, ela veio te ajudar também. – rapidamente Izzy negou com a cabeça.

– Ela ão pode me ver desse jeito, não, não, não não, não, não, eu tenho que ficar bonito pra ela, eu gosto dela. 

 Quando drogado Izzy se parece com uma criança bem pequena, ele agarrou Axl de uma tal forma que não o soltava o chamando pelo seu apelido de criança, disse que teria que ficar bonito pra mim como se fosse um primeiro encontro. Izzy odiava que sentissem pena dele, mas naquele instante eu só queria que acabasse, aquilo o matava.

– Baby. – eu o chamei calmamente pelo apelido que ele carinhosamente me derá, ele olhou para Axl por um instante e depois devagar se virou para mim e olha-lo nos olhos daquela forma. Foi como um tiro. 

– Não! Você não pode me ver assim! – ele falou alto e se escondeu atrás de Axl que fechou os olhos, antes ele estava completamente sem paciência, agora ele estava sendo o ser mais paciente do mundo. 

– Baby, você está lindo, sempre vai ser lindo, eu gosto de você como você é. – eu falei, ele exitou no ínicio e depois me olhou.

– É mesmo? – ele perguntou e eu assenti com a cabeça.

– Venha, vamos para casa. – eu falei erguendo a mão e ele engoliu a seco. 

– Casa? É onde minha Penny Lane está, quem é você? – mais uma vez aquilo me machucou eu olhei para Axl e ele entendeu assim que viu meus olhos marejados. 

– Vamos Jeff, eu vou te levar para vê-la, sente saudades dela? – ele perguntou passando o braço pela cintura de Izzy e o carregando já que os pés de Izzy começavam a travar.

– Eu gosto dela, Billy. – ele falou baixinho enquanto os dois passavam por mim indo até a porta.

 Eu dei uma última olhada naquele quarto imundo onde o meu Izzy havia passado os últimos três dias com as drogas. Eu tive raiva e decidi que aquilo não poderia mais acontecer, não com ele, não com o meu Izzy.

 Eu tive que dar um banho nele, ele estava bem sujo e fedendo, ficou balbuciando coisas sem sentido e depois desmaiou em cima da cama,então eu fui para sala onde Axl estava sentado no sofá tomando uma cerveja e fumando. 

 Me sentei no sofá ao lado e deu um longo e cansado suspiro sem saber o que dizer, aquelas cenas ainda estavam na minha cabeça.

– Por favor, faça alguma coisa, quando morávamos na Hell House, não era desse jeito, não era tão... Terrível, ele ainda tinha essas alucinações comigo, mas eu não posso ajuda-lo Penny Lane, ele vai me matar se eu tentar tirar a droga de perto dele. – ele começou a falar e depois passou a mão no rosto. – ele pensa que o Billy e Axl são pessoas diferentes, Axl é o cara mau que quer tira-lo das drogas e Billy é o garoto bom que vai busca-lo quando tem alguma coisa ruim acontecendo, eu não posso... – ele olhou para o lado por um instante e negou com a cabeça. – eu amo aquele cara, ele sempre vai ser o meu melhor amigo, só que eu não posso tira-lo desse abismo que ele se afunda, ele é o pior de todos, Slash usa por diversão assim como Steven, mas Izzy fez disso sua dependência e eu não sou capaz de tira-lo desse abismo. – e foi uma das muitas vezes em que Axl foi sincero, eu estava assustado é claro, mas ainda sim eu tinha que ajudar, eu passei minhas mãos pelos meus cabelos e olhei para o canto da sala vendo Steven Tyler sentado e olhando para o chão, ele também parecia bem sem palavras diante a situação.

– Você precisa ir. – eu sussurrei olhando para baixo, depois de um momento em silêncio ele se levantou e eu ouvi seus passos até a porta, eu pensei que ele fosse dizer alguma coisa, mas não disse.

 E eu não levantei meu rosto para olhar para Steven Tyler, eu estava com raiva e tão abismada com os acontecimentos, eu queria mandar os deuses do rock irem se foder, maldito seja Freddie Mercury! Eu queria saber o porquê, a razão de eu estar lá, poque Izzy se matava, porque todos eles se matavam, porque maltratavam Steven ainda mais ultimamente, porque tudo acabou se tornando tão comercial.

 O ladrilho quebrado no corredor.

– Não! – ouvi a voz de Steven assim que me levantei indo até o corredor.

 Izzy não colocava drogas dentro de casa, mas Slash havia quebrado um ladrilho do corredor onde dentro escondia quatro seringas de heroína.

Penny Lane, por favor! – Steven falou vindo atrás de mim. 

Eu peguei uma das seringas, peguei o elástico e o amarrei no meu braço esquerdo, eu sentia meu rosto arder de ódio, raiva, fúria, todos os sinônimos dessa sensação horrível.

Izzy... Eu queria Izzy.

Axl.

Depois enfiei a agulha no meu braço enquanto ouvia Steven Tyler falar vários "não", eu não me importava mais. Eu era fraca, tão fraca. O que me diferenciava de todas as outras? O que eles viam? O que eu era? Por que os deuses me escolheram? Então, me desescolham. Eu não quero vê-lo se matando, o queria. Não só Izzy...

Axl.

Minutos depois já me sentindo zonza e completamente perdida, eu vi cabelos loiros, estava tudo tão embaçado.

 – Não! Não! Você não está usando drogas! – ouvi Duff gritar.

 Foda-se.

+

A fraqueza caia tão bem nela, ela parecia tão linda. 



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