História Pequena Miséria - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias South Park
Tags Damien, Sobrenatural, South Park, Yaoi
Visualizações 22
Palavras 1.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeira fanfic, espero que esteja boa 😶

Capítulo 1 - Você pode parar de fugir


Acordei antes do dia amanhecer. Me espreguicei em cima da cama improvisada e os meus braços bateram nas paredes da kombi, mas não me importei e logo tratei de me levantar, porque precisava pegar a estrada logo.

O estacionamento do posto de beira de estrada só tinha mais um outro carro e estava frio, bem frio, até mesmo nevava. Por sorte eu não preciso me preocupar com isso.

Tentei ir até a loja de conveniências, mas ainda estava fechado então eu só arrombei e peguei o suficiente para alguns dias de viagem. Coloquei tudo na bagunça da parte de trás do carro e abri uma garrafa de refrigerante, depois entrei no carro, liguei e dei partida.
Eu estava indo para…

Algum lugar.
...espero que não tenha muitas câmeras na loja.

Bebi um gole e puis a garrafa no porta-copos, então coloquei as duas mãos no volante e acelerei.
Não tinha pressa de ir a lugar nenhum, mas dirigir devagar me deixava entediado. Eu não tinha um celular, o carro não tinha radio. Nada rastreável. Era melhor assim, mas também muito mais chato.

A próxima cidade grande ficava a algumas horas do posto, talvez 8, seria uma longa e chata viagem até lá. Até a paisagem era entediante, só um monte de árvores-

“Damien.”

Quando meu pai me chamou eu estava pronto para passar dos 120 quilómetros e um acidente quase aconteceu. Olhei pelo espelho retrovisor e lá estava ele, com uma forma diferente de um homem de 40 anos, mas era ele.

Até porque um demônio de 3 metros (sem contar os chifres) não caberia naquela lata de sardinhas.
Meio puto da vida, eu falei “Pela última vez, lembra de avisar, ou eu ainda vou capotar a bosta desse carro.”

“Você sobrevive.”

Fuzilei ele com o olhar, mas fui ignorado, então só perguntei, claro que com muita ironia. “O que você quer agora? Não fala, deixa eu adivinhar, chamei atenção demais no último bar e agora tu vai me mandar para o México?”

“Na verdade, você pode parar de fugir.”

Freei a porra do carro com tudo e ele não se afetou em nada, virei o corpo para trás para encará-lo, eu não estava acreditando. “Sério?”

“Sim, ninguém mais está te procurando. Nenhum governo, nenhuma organização. Você sumiu do mapa - na verdade é como se você nunca tivesse existido.”

Lentamente virei o corpo e liguei o carro, logo ele estava em movimento. “Mas- e agora?”

“Você decide, Damien.”

Aquelas palavras tinham muito peso, porque nunca escutei aquilo em toda a minha vida. Era sempre ‘saia daí’, ‘vá embora’, ‘fuja’ e eu nunca pude reclamar.

“Quero parar em algum lugar… pelo menos por um tempo.”

“A próxima cidade pequena fica a algumas horas daqui. Três horas.”

“Qual o nome?”

“South Park.”

Esse nome não me era estranho, mas decidi não comentar nada.

“Acho que eu vou parar por lá por um tempo-”

Antes que eu pudesse realmente parar de falar, ele sumiu de dentro do carro, como se nunca sequer tivesse aparecido ali.

“Filho da puta…”

Me concentrei na estrada, ao mesmo tempo que tentava lembrar que caralhos de lugar era aquele, porque o nome era muito familiar mesmo.

Eu só lembrei depois de 2 horas e meia de viagem (porque fui um pouco mais rápido que o permitido), depois que vi a placa de 'bem-vindo a South Park' passando pelo lado esquerdo.

Aquele lugar foi um dos que eu morei por uma semana quando era criança, quando meu pai fingiu desafiar Jesus Cristo para passar a perna na cidade toda.
Seria alguma coisa passar um tempo ali. O meu pai disse que eu podia decidir, mas tenho certeza que logo ele vai me mandar a algum outro lugar, fazer qualquer merda.

A cidade não havia mudado muito pelo pouco que eu lembrava, mas eu também não lembrava de nada. Depois de alguns minutos dirigindo, parei a kombi em um estacionamento em um lugar que achei ser mais isolado.

Não tinha um plano. Na verdade tinha, e era atravessar a fronteira dos USA até o Canadá e depois chegar no Alasca, mas os planos mudaram.

Desci do carro e abri a porta que ficava do lado, era uma bagunça de roupas, lixo, garrafas e latas de bebida e eu duvidava muito que tivesse algo limpo.

Peguei 300 dólares de um saco e tranquei o carro.

Tinha uma lanchonete do outro lado da rua. Não faria mal comer alguma coisa decente depois de meses.
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O lugar era simples, com decoração de cores claras e sem nada chamativo. Eu havia sentado em um lugar nos fundos, longe das janelas e outras pessoas, mas observava todos.

Com calma.

Sem preocupação, sem pressa.

Faz quanto tempo eu só não sentei em um lugar e olhei o tempo passar? Desde que me lembro só tive tempo de fugir, correr, ir embora, me esconder e ver todas aquelas pessoas tão calmas só é tão... Estranho. Elas agem como se tivessem todo o tempo do mundo. Provavelmente elas tem.

 Por enquanto.

Uma garçonete de pele e cabelos escuros me olhou estranho, eu não desviei o olhar, e se aproximou:

"Vai pedir alguma coisa, garoto?"

"Café. E um sanduiche."

Ela foi embora, para a cozinha, sem olhar na minha cara. Não demorou mais de 15 minutos para a garçonete voltar com o pedido e colocar tudo na mesa, eu agradeci e mesmo assim ela não foi embora.

"Você não deveria estar na escola a essa hora?"

Eu deveria? Nunca me preocupei com isso.

"Acabei de chegar."

"E onde estão os seus pais?"

Dei os ombros e olhei para a comida, mas primeiro tomei um gole do café. Amargo e fraco. Pelo menos o sanduiche parecia bom.

Ainda sentia o olhar da mulher em cima de mim, me julgando. Estava começando a me incomodar com o interrogatório.

"Quantos anos tu tem?"

Boa pergunta. Qual a minha idade mesmo? Nunca me importei em saber, até porque nunca foi importante...

Por que eu sinto que devia me incomodar?

Bebi o resto do café quente de uma vez e coloquei uma nota de 20 em cima da mesa. Sai e ignorei as perguntas da garçonete, falar com o meu pai agora era o mais importante.

Ou tentar... Duvido que ele me responda.

Andei pela neve, pela calçada, passando rápido pelas pessoas e as construções.

Mas uma movimentação entre um prédio e outro, dentro de um beco, chamou a minha atenção. Uma criança, um garoto loiro, agachado e encostado na parede, cabeça abaixada e os braços abraçando as pernas. Ele estava desolado. E não parecia ter me notado.

Mas a rapidez que ele levantou a cabeça e olhou na minha direção fez eu tomar um susto. Porque os olhos debaixo da franja loira eram brancos, desde a pupila até a íris, e fantasmagóricos.

Já vi isso antes, ele ta morto.

"Damien?"

Mas não eram todos os mortos que sabiam o meu nome.

"Quem é você?" Eu perguntei. Tinha alguma coisa nele que não me era estranha.

"Me chamo Phillip, mas todos que me odeiam me chamam de Pip."

Ah sim, ele.

​Por que eu lembro dele?



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