História Pequena Visionária - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias South Park
Personagens Craig Tucker, Personagens Originais, Tweek Tweak
Tags Colegial, Craig, Creek, Criança, Crianças, Empreendedorismo, Empresas, Escolar, Futuro, Inovação, Original, Psicologia, Romance, South Park, Tweek, Violencia, Yaoi
Visualizações 38
Palavras 3.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vou lançar esse capítulo mais "curtinho", como alivio pós ENEM!
UFA! Foi a última prova gurizada!!
Descansem, quem fez ou não fez a prova, tenham uma boa manhã/tarde/noite & uma boa leitura!

Capítulo 3 - Órfã


Fanfic / Fanfiction Pequena Visionária - Capítulo 3 - Órfã

"Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda" - Sigmund Freud, Psicanalista e médico neurologista

 

Com o passar dos dias, semanas e meses, a pequena garota continuou a frequentar a casa do homem de cabelos negros, Craig. O mesmo tinha o horário livre às quartas e convida Laura para visitá-lo nesses dias sempre pedindo à menina, que ia toda tarde de quarta, para voltar na próxima semana. E a cada visita que ela fazia ao homem estabeleceu-se um laço de amizade surpreendentemente rápido em somente 4 meses, eles podiam contar um com o outro para qualquer coisa. Sempre que a menina se metia em alguma confusão, Craig ajudava ela no máximo no seu problema, pois quando jovem também era um encrenqueiro. E o mesmo com Laura que costumava ajudá-lo em algumas tarefas que ela achava divertidas.

As visitas se resumiam em cuidar do jardim, limpar a gaiola de Stripe e brincar com o mesmo, tomar chocolate-quente ou suco com sanduíches agora no verão, fazer bolos e doces, jogar vídeo-games e conversar sobre diversos assuntos. Laura conhecia Craig bem melhor com o passar do tempo e dessas longas conversas. Ele tem 35 anos, tem um porquinho da Índia chamado Sripe #10, sua mãe também se chama Laura, é professor de física da escola de Ensino Médio de South Park, não gosta de café mesmo tendo uma coleção de canecas, gosta de corridas automobilísticas e é casado. Laura não sabe com quem Craig é de fato casado, mas também não pergunta muito do assunto, pois nunca via sua esposa na casa durante esses 4 meses e também não via nenhuma foto pelos cômodos que aparecesse sua esposa. Sempre que abordava ela, Craig ria irônico deixando a menina um pouco desconfortável. Ela então teorizou que ele esteja se separando dela, ou algo do tipo, mas não tinha certeza. As fotografias espalhadas pela casa eram várias, muitas fotos de alguns porquinhos da índia e algumas dele com uns familiares e vários amigos pra quem se declara anti-social. As pessoas que mais apareciam era um homem negro e um de cabelos castanhos e pareciam ser bem próximos do moreno, um cara ruivo que sempre aparecia com um moreno de olhos azuis e uma mulher de cabelos e olhos pretos, muito linda por sinal e várias fotos de Craig, principalmente, com um homem loiro que usava constantemente laranja. Mas eu quase nenhuma das fotografias, Craig estava presente, em muitas aparecia somente os amigos do rapaz como estivessem posando. Nas fotos que o moreno mais aparecia eram com os pais dele. Os pais de Craig aparecem com certa frequência, eles já possuem certa idade, seu pai tem cabelos amarelos de quem uma vez já foi ruivo natural, sua mãe com cabelos loiros claramente pintados depois de certa idade, ambos já possuem rugas muito salientes marcando suas idades. Além de seus pais, Craig aparecia em muitas fotos com um homem loiro, de doces olhos azuis, ele aparecia sempre nas fotografias que ficavam penduradas nas paredes da sala e corredores, mais que o próprio Craig, Laura deduziu que esse loiro é seu melhor amigo, nas várias fotos que estavam juntos, demonstram ser muito próximos, até demais. Tricia, a irmã de Craig que a chamava de Ruby, aparecia em algumas fotos com um bebê que Craig disse ser seu sobrinho, o nome do bebê é Michael, ele diz que foi um trocadilho que Ruby fez com o irmão, Laura não entendeu. Craig não tinha filhos, aparentemente, a casa era muito arrumada, não poderia ter filhos tendo a casa impecável daquele jeito, ele tinha somente Stripe e sua mulher, talvez. Craig não é o tipo de cara que suporta crianças também, talvez seja o motivo para ele estar se separando da esposa? Laura percebia que o rapaz era bem paciente e atencioso mas às vezes era meio rude, ela não se importava, é acostumada com as Freiras do orfanato que são muito mais severas e rudes que ele, porém acreditava que outra criança não achasse Craig um cara legal. Mesmo que fosse.

   Uma coisa que Laura não pode deixar de notar foi os hábitos estranhos de Craig e as várias situações confusas que passou com ele. A casa dele possui um aparelho bizarro que fala e apita quase de quinze em quinze minutos relembrando coisas como, treinar o monólogo de “The Cats” toda quarta às 14h30 ou fazer o novo sabor de capuccino às 15h45 ou ir ao Psicólogo às 17h15, aquilo funcionava como um despertador, porém ele nunca faz nada quando aquela porcaria toca, ele ignora ou desliga, ele não tem que ir ao psicólogo? Uma curiosidade estranha de Craig: Ele tem despertadores inúteis, ou sua mulher tem despertadores inúteis. A coleção de canecas é outra coisa que deixou a garota curiosa, Craig diz que odeia café, mas nunca explicou o motivo de possuir tantas canecas, nos encontros que eles faziam, ela era a única que tomava algo nelas ele normalmente tomava água ou refrigerante num copo. Duas curiosidades estranhas de Craig: Ele coleciona canecas mas não as usa. Talvez fosse um hobbie seu, ou um hobbie da esposa dele. Craig é uma pessoa bem organizada, pode se notar pela casa, porém ela nunca deixa de notar alguns scripts de peças teatrais jogados em alguns cantos com algumas canecas e cadernos com folhas amassadas, ele fazia teatro, ele não é o tipo de pessoa mais expressiva do mundo, ao contrário ele costuma ficar sempre com a mesma cara de paisagem por muito tempo, ele deve ser péssimo em atuar. Três curiosidades de Craig: Ele faz teatro, ou a senhora Tucker faz.

   Eram muitas dúvidas que Laura tinha de Craig, ela o conhecia, mas somente a capa o resumo, ela não sabia o que de fato o que era o conteúdo dele. Muitas dessas dúvidas envolviam sua suposta esposa, mas preferiu não ficar perguntando muito. Entendia que cada um tem seu espaço e respeita a privacidade dele. Até porque, ela se sentiria bem de falar seu passado para ele.

 

    Nesses quatro meses, na primavera e no início do verão, além das visitas à casa de Craig, Laura recebeu a notícia que um casal teve interesse em adotá-la. Ela não sabe quem são, mas estava animada. Era terça, o dia que conversaria pela primeira vez com seus futuros pais e consequentemente iria embora daquele orfanato, não de fato, ela passaria por duas semanas com o casal, para ver se ela se adapta a vida deles. Ela estava muito empolgada para contar a novidade para seu novo melhor amigo, Craig. Ela optou por não contar de cara quando soube da notícia e sim de maneira especial, queria ver a reação dele.

    Laura já podia imaginar a aparência e personalidade deles. Imaginava o homem um pouco alto, com olhos e cabelos castanhos, imaginava que ele fosse um homem gentil e atencioso. A mulher, baixa, magra, com cabelos loiros e olhos azuis celestes calmos e doces. Ela não seria sua mãe, mas seria alguém especial, seria sua “outra” mãe, quem daria carinho, amor e um de fato novo porto seguro.

    Parece meio desesperador, ela nem mesmo conhecia eles. Isso faz tudo parte da adoção. O orfanato chama uma assistente social para conversar com os pais que querem entrar na fila de adoção, verificar a moradia e ver se eles são aptos a adotarem uma criança, o orfanato um perfil para uma criança que se adeque melhor nessa família. Então a assistente conversa com a criança selecionada e verifica se realmente ela se encaixa nos padrões da família. E chega a parte da adaptação, onde a criança mora alguns dias com a nova família para ver se adapta, se não, ela retorna pro orfanato. Era muito difícil uma criança voltar pro orfanato, mas quando isso acontecia ela normalmente ela era adotada em seguida. Em poucos casos que as crianças que voltam não são adotadas no final das contas. No caso de Laura era um pouco diferente, o casal que quer adotá-la, procurou por ela. Isso deixou a pequena feliz, ela poderia finalmente sair daquele lugar e ter o suporte para seguir o seu sonho.

    Ela acordou cedo com uma animação fora do comum, nem tinha conseguido dormir direito, ficou a manhã toda sem parar de pensar no casal que viria depois da escola visitá-la e durante o intervalo do almoço ficou desenhando eles em uma folha branca A4 em giz de cera, depois do horário escolar ficou esperando no pátio da escola próximo ao jardim das freiras esperando que alguém viesse lhe chamar. Por volta das 16h20 uma das freiras a chamou para comparecer na sala da diretora do orfanato e escola, ela foi correndo para seu quarto se arrumar, arrumou o cabelo em duas marias chiquinhas que ficaram muito compridas pelo tamanho excessivo de seu cabelo volumoso, culpa dos cachos que a menina tanto amava. Colocou sua melhor roupa, um vestido florido com a parte de cima de elástico, deixado firme no peito e duas alças que seguravam a peça tendo a parte de baixo um pouco rodada. Colocou dois tic-tacs coloridos no cabelo, pegou uma pasta e uma caneta de cima de um criado mudo e saiu do quarto que dividia com mais 10 meninas de várias idades, levando uma mochila que tinha suas roupas e pertences. Indo em direção a sala falar com a diretora tentava manter a calma, respirar fundo e depois soltar o ar pela boca. Teve de atravessar quase todo a instituição para chegar a sala. Apertou a pasta em seu peito e entrou dando de cara com a secretária da diretora.

- Querida, sente-se por favor. A diretora já vai te chamar, espere só um instante, vou comunicar que você chegou. Deixe suas coisas aqui certo?

- Certo. Obrigada Lucy. - Laura se sentou no banco de espera e não demorou 5 minutos e a secretária mandou a menina entrar para a sala da diretora. Onde a própria se encontrava. - Boa tarde diretora Marta

- Boa tarde senhorita Laura Rios, como está?

- Nervosa.

- Não precisa ficar assim, a assistente social e eu vamos ficar lá com você. - Laura concordou com ela e apertando mais ainda a pasta. - O que tem dentro da pasta Laura?

- Documentos.

- Ah. Sim - A diretora não questionou mais, conhecendo a menina sabia muito bem o que tinha ali dentro. Ela sorriu e fez um sinal para a garota entrar na sala

- Entrou. O pior passou, ela pensou, somente pensou. Naquela sala branca com a mesa marrom de madeira se encontrava a assistente social e o casal, ela realmente não acreditou no que viu. Era óbvio, se tivesse pessoas assistindo sua vida como um filme já suspeitavam, mas ela não esperava, mais uma vez o destino brinca com os sentimentos da pequena menina. Craig Tucker e o loiro sorridente das fotografias. Ele? Eles? Ela cogitou em simplesmente dar meia volta e ir embora ao ver Craig e o loiro com aqueles sorrisos simpáticos olhando para ela alegres, porém Marta a segurou nos ombros e forçou ela a se sentar na mesa entre a assistente e ela. Destino! Seu filha da puta!

Os adultos costumam ser meio babacas certas vezes, todavia os que estavam presentes naquela sala perceberam a reação explícita de Laura e continuaram a conversar sobre assuntos importantes que não cabiam a Laura entender agora. Ela não conseguia tirar os olhos nas mãos entrelaçadas de Craig e o loiro. Gay, Craig é gay, e é casado com um outro homem. Ela junta as peças. É óbvio, por isso que o debochado do moreno ria quando a menina abordava sua esposa nas conversas, ele não tem esposa, ele tem um esposo. um marido. Gay, um marido gay. Por isso o loiro aparece mais nas fotos que o próprio Craig. É ele quem tira as fotos e gosta. Craig não tem cara de quem gosta de fotos. Quem gosta dessas coisas era o seu marido. Marido gay. Canecas, Psicólogo, monólogo, scripts, fotografias, fios loiros no sofá, cheiro forte de café, casacos pequenos e claros, gay, homossexual, homens, beijo, eros, gay, dois homens, pais. Pais.

Ela desistiu de manter uma postura naquela altura do campeonato. Já não sabia mais como respirar automaticamente e tinha perdido as contas de tantas vezes que a palavra “gay” ressoou em sua mente. Estava perdida em seus pensamentos e demoraria para voltar a realidade.

- Laura. - Chamou a assistente pela 3º vez tirando a menina dos devaneios de sua mente - Você não disse nada até agora. Está tudo bem?

- Defina “Estar tudo bem” - Disse Laura debochada. Não se importava mais em ser educada.

- Certo, o que passa em sua mente nesse momento? - Arg, esses psicólogos!

- Gay. - Pensou e disse simplesmente e “inocentemente”. Craig riu enquanto o loiro o repreendeu ao ver que a assistente tinha ficado sem jeito.

- Laura! - Chamou Marta - Olhe os modos!

- Tudo bem diretora Marta. Não nos importamos com isso.- Disse o loiro sorrindo gentil para a menina, e ela não podia negar, que sorriso caloroso que aquele cara tem. Maldito Craig que se casou com alguém tão adorável, mesmo sendo um homem. Um homem gay.

- Certo. Mas agora responda o que a assistente lhe perguntou. - Resmungou Marta

- Estou somente confusa. - Ela disse olhando para baixo disfarçado a vergonha logo olhando para Craig um pouco nervosa - Craig! Por que não me disse nada?

- Eu queria fazer surpresa. E você também não falou nada!

- Em minha defesa eu queria fazer surpresa também. Mas não é disso que eu to falando! - Craig apenas sorriu para ela arqueando uma sobrancelha, debochado. - Você é gay!

- Sim, sou. - Disse rindo um pouco deixando todos da sala constrangidos, exceto o loiro que ficou surpreso.

- Só isso mais nada?

- Exato. - Laura começou a resmungar e se remexer na cadeira de raiva. Como ele podia ser assim numa hora daquelas? A assistente social estava nervosa, acho que nunca tinha passado por uma situação daquelas e Marta não sabia o que fazer, era raro ver aquilo.

- Craig, você é um babaca mesmo. - Disse o loiro novamente xingando Craig, aquilo devia ser comum, enquanto o outro dava de ombros. Ele percebeu o clima tenso que estava e tentou fazer as coisas se tornarem mais calmas. Afinal é um momento delicado.

- Tudo bem! Eu sou acostumada com isso! Você mais do que ninguém deve entender!

- Entendo claramente. - O loiro solta uma risada que contagia a garota deixando-a mais calma. Ela arrumou os cabelos e se levantou da cadeira e deu as mãos para o loiro. Tinha que retomar sua postura. Ela então fez uma apresentação, exageradamente completa.

- Prazer, meu nome é Laura, tenho 10 anos, mexicana, ariana com ascendente em gêmeos e lua em escorpião, estudo aqui mesmo e nas horas vagas eu trabalho como vendedora de produtos do orfanato e sou Ex-chefe da empresa de tazMania. E esses são alguns documentos e certificados que eu possuo, meus boletins também. - Entregou a pasta ao casal, Craig pegou e começou a olhar o que tinha dentro meio confuso vendo alguns certificados com glitter e colagens de macarrão.

- Prazer, Tweek Tweak, sou casado com Craig Tucker, tenho 34 anos, americano, sou Virginiano, trabalho na cafeteria Tweek Bros e também sou ator.

- Suspeitava que você é quem atua. Sabia que não era o Craig, ele não seria um bom ator.

- EI! - Exclamou Craig entregando a pasta e os documentos para Tweek.

- Ela tem razão querido. Você não seria um bom ator. - Risadas preencheram a sala.

    E assim os adultos voltaram a rir e conversar sobre as coisas importantes aproveitando que o clima tenso de antes já não existia mais naquela sala. A única que continuava tensa era Laura que observava Tweek olhando seus documentos. Ela ainda não sabia o que sentir dessa situação. Estava feliz por Craig adotá-la e Tweek parecia ser uma pessoa gentil e muito carinhosa. Porém não tirava de sua cabeça o fato de que, são dois homens. Não tem uma mulher. Como eles iriam criar uma criança? É a mulher quem cuida. Certo? Quem cuidaria dela?

- Uau, excelentes notas Laura!

- Sim, Laura é uma das nossas melhores alunas, ela também ajuda muito com atividades extra curriculares. - Comentou Marta.

- Isso é bom! - comentou novamente o loiro olhando para a menina gentil, a menina não deixou de corar fortemente. Maldito Craig novamente.

- Laura,você me contou que quer ser empreendedora não é mesmo? - Disse a assistente

- Sim, vou abrir minha própria empresa no futuro e vou ficar rica.

- Isso também é bom. Você vai adorar conhecer meu pai. Ele também é empreendedor. Há mais de 20 anos.- Disse Tweek sorrindo vendo os olhos da pequena brilharem ao ouvir isso.

- Então ele deve saber como fazer uma empresa lucrar muito!

- Sim com certeza. - Disse Tweek entrelaçando sua mão com a de Craig que o olhou curioso. - O lucro é algo importante. Necessitamos dele no nosso cotidiano, isso é fato. Porém você nunca deve esquecer o que é realmente importante.

Tweek e Craig apertaram as mãos entrelaçadas se olhando com ternura e tanto a diretora tanto a assistente deram leves suspiros como se estivessem assistindo uma novela de época, e para eles, essa reação á tinha virado algo natural e por isso não se importaram. Laura encarou eles confusa, que exagero. Eles só se olharam. Mais importante? Um aperto de mãos, o que ele quis dizer. Ela achou gostasa a sensação daquela curiosidade e decidiu continuar com as dúvidas e perguntar para eles mais tarde. Afinal ela iria embora com eles. Ela iria embora com eles! Estava tão envolvida nos pensamentos que se esqueceu disso. A menina tentava não demonstrar mas estava achando aquilo cada segundo mais bizarro, e voltou em sua mente que seria adotada por dois homens. Dois homens. Aquilo era uma piada na verdade. Porém pensou que eles podem ser a única esperança para ela agora. Tudo se encaixa perfeito para eles serem uma família equilibrada e bonita. Porém tinha que ser dois homens? Teria que suportar isso. Superar esse trauma do dia pra noite, se é que podemos chamar isso de trauma. Estranho. Ela voltou a ficar em silêncio enquanto Tweek e Craig assinavam a guarda dela. Laura ficou um pouco emburrada pois ela não precisou assinar. Tinha trazido até sua caneta da sorte para aquilo, mas fora em vão. Os adultos se levantaram significando que era momento de ela também se levantar da cadeira de ferro. Eles apertaram as mãos da assistente e da diretora e saíram para a recepção onde estava a secretária catando a conversa que Tweek ainda tinha com a diretora e a assistente enquanto Craig esperava Laura guardar a pasta em sua mochila que carregava todo o resto dos seus pertences. Ela guardou a pasta alcançou para Craig que a colocou nas costas.

- Desculpe, devia ter lhe falado.

- Sobre?

- Sobre o Tweek. Eu vi que ficou chocada. Não esperava essa reação.

- Ah, sim fiquei. Você deveria ter sido menos debochado lá dentro também e... - Ela percebeu que a secretaria agora catava a conversa deles e voltou a falar cochichando- Continuamos fora daqui.

- Boa. - Ele também percebeu

Tweek, finalmente, se despediu das mulheres e foi em direção de Laura e Craig que já estavam na porta da recepção. E assim eles foram embora.

    Laura estava confusa, estava tão confusa que nem sabia se estava de fato confusa. Tudo está muito novo e inesperado, ela não consegue lidar muito bem com isso. Essa é uma nova etapa na vida da pequena garota de cabelos negros cacheados. Como uma bela introdução, ela termina com a justificativa partindo assim para o desenvolvimento do seminário da vida. Sempre lembrando que depois do desenvolvimento vem os resultados. Finais ou parciais. Bons ou ruins.


Notas Finais


O que acharam? Comentem suas opiniões!

Eu peço desculpas pela qualidade desse capítulo, não curti muito certas coisas, pois precisavam de mais tempo para avaliar, mas tempo é o que me falta. Mas prometo que o próximo capítulo será muito melhor! Vamos ver como Laura vai lidar com essa situação.

Favoritem se gostaram e avalie o capítulo.
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E antes de me despedir, quero desejar forças a todos que fizeram a prova do ENEM ontem! Não desistam dos seus sonhos! Vocês são o futuro dessa nação!
Não é somente o começo da história de Laura, mas de muitos jovens brasileiros que fizeram essa prova do tinhoso de difícil! Vamos fazer história!

Até o próximo capítulo!
Bjks da porcaNaluzette! >3<


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