História Poderia ser "apenas um amor de infância" - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amigos Antigos, Amor, Depressão, Infância, Tristeza
Visualizações 6
Palavras 848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Respeita as baixinha


Para quem ainda não está entendendo aqui vai uma explicação fácil e rápida:

Eu e Gustavo nos conhecemos quando eu tinha 11 anos e ele 17, então nos tornamos amigos, mas eu me mudei e mudei de número também, então eu não tinha coragem de chamar ele,então perdemos o contato.

Mas continuando a história:

Nós descobrimos que a casa tinha 2 banheiros, uma cozinha (meu cômodo favorito), uma sala e um quarto (meu outro cômodo favorito). Nós sabíamos que teríamos que dividir o quarto, mas não sabíamos como. Mas eu tive uma ideia brilhante.

Eu havia saído de casa e não tinha uma cama, mas eu tinha um sofá cama. Ele tinha uma cama de casal. Fechado. Eu dormiria no sofá cama e ele na cama dele no quarto.








*Algumas horas depois*
Estávamos terminando de montar alguns móveis, então decidimos ir tomar banho logo.
Depois do banho eu decido colocar um shorts curto de malha e um camisetão, então peguei um livro meu e fiquei lendo até o Gustavo sair do banheiro.
Até que ele não demorou, ele tinha vestido uma calça preta e uma camiseta branca qualquer, então colocamos uma playlist bem eclética e pedimos uma pizza. Enquanto a pizza não chegava,eu sentei no sofá e o Gustavo colocou a cabeça dele em cima das minhas pernas e deitou-se completamente no sofá. Eu comecei a fazer cafuné na cabeça dele e começamos a conversar sobre coisas aleatórias da vida.
A pizza demorou uns 50 minutos para chegar, e veio dividida em 7 pedaços. Como estávamos cansados e com fome, cada um comeu 3 pedaços, e o último pedaço causou briga.
- Eu nasci primeiro praga, portanto o pedaço é meu.
-Mas eu sou um bebê, preciso de nutrição.

E assim continuamos até resolvermos tirar no pedra, papel e tesoura quem ficaria com o último pedaço e ainda teria um pedido a mais embutido com essa vitória no jogo,que o vencedor poderia escolher.
Eu, obviamente, perdi, e, além de ter que fazer algo para o chato do meu amigo, perdi o último pedaço da pizza.
Nós tínhamos acabado de montar os móveis, agora era só  arrumar a casa, mas decidimos deixar isso para o dia seguinte. O Gustavinis disse que o pedido dele era que eu dormisse com ele. Bem doraminha? Talvez, mas tamo aí.
Ele deitou e eu deitei no lado dele,meio afastada. Estava quase dormindo quando me sinto ser puxada por dois braços, o que me assustou me fazendo virar. Ele disse que pensava que eu já tinha dormido, e como sabia que eu tinha o sono pesado, decidiu me puxar para perto porque disse que eu parecia com muito frio, então concordei com a ideia.
Ele passou um braço por cima de mim, e eu apoiei minha cabeça no seu ombro, e acabamos assim adormecendo.


Assim que acordei senti um peso em cima de mim. Era um edredom gigante, e não achei Gustavinis dentro do quarto.
Eu demorei para levantar, e quando o fiz fui direto para a cozinha, descobrindo que meu "companheiro de casa" estava tentando fazer uma tapioca, o que explicava o cheiro de queimado.
Ele não havia notado minha presença, então cheguei por trás dele e gritei:
-EITA QUE O CORPO DE BOMBEIROS ESTA VINDO
Ele se assustou e derrubou a frigideira, e se queimou.
Eu iria começar a rir, mas quando vi a situação do Gustavo eu me desesperei e segurei o braço dele, tomando cuidado para não encostar na queimadura, e coloquei direto debaixo da torneira e a liguei.
-Bom dia pra tu também baixinha- Ele disse com cara emburrada.
-Desculpa oppa, foi realmente um acidente, não esperava que isso fosse acontecer- "oppa"? Sério Anny? - E eu não sou baixinha, sou apenas alguns centímetros mais baixa que tu. Afinal, que horas são?
-Umas 9:30.
- MEU DEUS! Licença que estou voltando para a cama urgentemente.
Ele riu e me segurou assim que fechou a torneira.
-Agora sim. Me dá bom dia direito.
- Bom dia.- Disse e lhe dei um beijo na bochecha.
- Bom dia baixinha.
Dou um tapa nele e cantei:
-"Aprende a ter noção. A não passar da linha. Volta aqui quando aprender. #RESPEITAASBAIXINHA"
Ele riu da quase paródia e voltou a pegar a panela e a tapioca que havia caído.
-Olha Gustavo, é melhor eu fazer essas tapiocas e tu se responsabilizar apenas pela sujeira que tu fez.
-Ta bom então .
Eu fiz 4 tapiocas e quando sentamos na mesa para rechea-las e come- las, o Gustavinis disse que eu cantava enquanto dormia.
- Eu nem canto mais...
- Ah, imagino se cantasse... Mas por que tu "nem canta mais"?
- Ah, é que como eu comecei a faculdade, eu sofro um pouco de bullying por ter um estilo diferente do das outras pessoas, então adquiri uma depressão, e, com a falta de apoio dos meus pais, eu acabei me rebaixando um pouco.
- Ah tá, mas vc já está melhor, né? Não quero pessoas com tanto baixo astral perto de mim.
- Eu estou bem.



"Eu estou bem"
Essa era a frase que mais doía em mim...


Continua?



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