História Pokémon: A Blue Soul in Black Eyes - Interativa - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Pokémon
Personagens Personagens Originais
Tags Buizel, Dewott, Doge, Furry, Interativa, Pokémon, Yaoi
Visualizações 36
Palavras 2.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, fanficespectadores!

Bom... Estou tentando atualizar os capítulos o mais rápido possível para não deixar essa estória em hiatus novamente!

Enfim, bora lá!

Capítulo 14 - XII - The Truth


  - Enfim, o que vão f-

(não vou tentar fazer onomatopeia do sinal denovo) - o sinal tocou, avisando que os alunos deveriam voltar pra aula.

- MAS QUE MERDA! QUANTO TEMPO DURA ESSE INTERVALO? - Exclamei, irritado.

- Enfim... Vamos logo, a próxima aula é de História - disse Apollo, se levantando da cadeira da cantina em que estava sentado, e nós quatro fizemos o mesmo, seguindo-o para nossa sala de aula.


[...]


P.O.V Luka

Entrando na sala, fomos para nossos lugares nos sentar novamente. Finalmente compraram cadeiras novas pra gente, que antes não cabia nelas, sentar... Já tava na hora. A Granbull passou pela porta, olhando pra dentro com uma expressão de raiva. Não que parecesse, ela era tão pequena que ninguém tinha medo, mas dava pra ver ela se esforçando pra isso. Os alunos foram chegando pouco a pouco na sala, conversando nos pequenos grupos de amigos que haviam montado entre si. Logo depois, um Salamence entrou na sala, vestindo um jaleco branco e um chapéu de coturno, típico dos anos noventa.

- Olá, alunos - todos viram-se, focando a atenção nele. - Bom... Como podem ver, eu sou um Salamence, meu nome é Tiago e eu serei seu professor de história. - ao terminar, houveram pequenos sussurros entre os alunos do "fundão", que riam e cochichavam provavelmente sobre a aparência do professor. Não dei muita atenção, voltando a olhar pro professor que escrevia, com dificuldade pelo seu tamanho, algumas cousas na lousa. Ele era um pouco menor que os outros Salamences, mas ainda era difícil dele se posicionar lá na frente, tendo que afastar sua carteira. Pegou um giz de cor branca, colocando-o sobre os dedos da pata e escreveu algo que não pude ver, pela luminosidade que entrava pela janela e tapava a percepção do giz. Ele se virou para nós...

- Bom... Provavelmente vocês acham que eu sou daqueles professores chatos que sempre passa coisa na lousa pra vocês copiarem... Mas não é bem assim. - os alunos que até então conversavam tornaram o olhar pro Salamence, aparentemente curiosos. - Claro que vão ter aulas que vocês terão de copiar, mas raramente. Hoje eu vou contar a vocês uma história...

- Ah não, que chatice! - exclamou um dos alunos do fundão, um Manectric. - Não queremos ouvir suas historinhas...

- Bom... Se não quiser ouvir, pode dormir. Hoje eu vou lhes contar a história do surgimento do Mundo Pokémon. - todos os alunos se entediaram com isso... - ...mas não vai ser como aquelas velhas histórias, vou contar-lhes a verdade. A verdade sobre os pokémon e os humanos. - o tédio durou cinco segundos, e todos da sala, até o Manectric que tentara dormir, se interessou por aquilo, olhando pra frente.

- Eu sabia que iam se interessar! - exclamou Tiago, rindo de leve. Ele deita-se sobre suas quatro patas... - Bom... Se quiserem afastar as carteiras e vir aqui sentar, vai ser melhor.

Assim fizemos, afastamos as carteiras e sentamos todos em um círculo no meio. Eu, por ser enorme, sentei-me atrás de todos, ao lado de Apollo, tomando cuidado para a chama de minha cauda não tocar nenhuma das carteiras.

- Bem, por onde eu começo... - O Salamence faz uma pequena pausa de segundos, fechando os olhos para pensar. - Bom, vamos literalmente do começo!

- No começo, tudo era nada. Não existiam pokémons, não existiam planetas, nada. Não se sabe quanto tempo esse estado durou, pois não havia nem sequer o tempo. Porém, em uma data incerta, um ovo surgiu da poeira cósmica que encobria todo o vácuo. Esse ovo vagou pelo infinito durante anos, até que finalmente se chocou... Criando uma espécie de animal, autodenominado Pokémon. A pequena figura branca preencheu todo o vazio da imensidão. Assim, nascera Arceus.

- Isso é uma aula de religião, por acaso? - o mesmo Manectric implicava.

- Acalme-se, garoto...

- Esse Pokémon denominado Deus possuía uma característica única: O Poder da Criação. Tal poder que ascendia dentro de si tornou a criatura frágil e manipulável.

- Manipulável por quem, se não havia ninguém? - indagou um Espeon, que estava sentado próximo ao professor.

- Logo você entenderá...

- Parem de interromper ele! - repreendeu Yuri com uma régua nas mãos, por motivo algum, e todos assentiram.

- Continuando...

- Essa instabilidade emocional fez com que ele perdesse o controle. Tudo que ele queria ver eram explosões e shows pirotécnicos de escala continental. A energia gerada por essas explosões deu início a um processo de metamorfose, que anos depois formariam o que conhecemos como Planetas. Com o tempo, o semblante de destruição pôde ser controlado, criando uma consciência no Pokémon entitulado Deus. Ele havia criado a necessidade de dominação territorial, por isso acelerou a metamorfose dos planetas, criando-os em questão de poucos dias terrestres.

- Aproximando-se de um desses planetas, ele estabeleceu uma espécie de colônia. Como necessidade, criou outras mentes inteligentes, conhecidos hoje como Pokémons Lendários. Esses pokémon criaram uma ordem, uma paz naquele planeta, garantindo o processo de evolução.

Ao longo de milhares de anos, a necessidade desses Pokémon diminuiu drasticamente, e logo tornaram-se apenas lendas. Assim deu início o processo de criação do planeta que conhecemos hoje.

Um dos alunos levantou a pata.

- Mas... Quando chega a parte dos humanos? - indagou a jovem Leavanny.

- Hahahah, não precisa ter pressa, mocinha... - disse o Salamence.

- Criaturas foram surgindo na superfície da Terra. Harmoniosamente, foram populando as florestas, campos, o fundo dos mares e os céus. Tudo evoluía confirme seu próprio ritmo. Apenas duas dessas espécies ganharam a capacidade de criar consciência, os Pokémon, similares ao criador, e os humanos. Ambas as espécies, até hoje, são as únicas que possuem consciência. Não se sabe o por quê disso, talvez algum dia tenhamos a resposta. Mas enfim...

Ambas as espécies desenvolveram-se muito rápido. Claramente os Pokémon se desenvolveram mais rápido que os humanos, o que os fez criar meios de socialização e comunidades antes da outra espécie. Rapidamente, as sociedades Pokémon se espalharam por todos os lados, e começaram precárias civilizações. Essa diferença genética criou um problema auditivo nas duas espécies, pois ambas ouvem e falam em frequências diferentes, fazendo com que elas não consigam comunicar entre si. Ambos escutam apenas o próprio nome da raça: Os humanos ouvem-nos falando nossas espécies, enquanto nós ouvimos eles dizendo "humano".

- Isso é estranho - disse Apollo, e todos assentiram com a cabeça.

- Realmente... Continuando. Centenas de anos se passaram. As sociedades cresceram, e a civilização tomou conta do planeta. Claramente, como em toda sociedade, os problemas internos surgiram, como a quebra de regras e leis, aqueles que querem tirar vantagem sobre os outros e os preconceitos, principalmente sobre a cor diferenciada que alguns Pokémon têm. - todos viram-se para o Electivire ao meu lado, que tinha uma pequena diferença no tom dos pelos dourados. Ele corou ao perceber que todos se viraram pra ele, e logo suas bochechas tomaram um tom rosado, virando-se para mim na tentativa de esconder o rosto. Após isso, o sinal da terceira aula tocou. Nós mal percebemos o tempo passando, então voltamos as atenções para o professor, pois todos queríamos ouvir a história.

- Continua, professor! - exclamei. Ele assentiu com a cabeça e prosseguiu...

- Os humanos, então, começaram suas primeiras civilizações. É claro que os pokémon de má índole se aproveitaram das situações precárias deles, e começaram uma manipulação material. Mesmo que não se comunicassem, eles criaram meios de escravizar os humanos, obrigando-os a trabalhar.

- Que horrível... - algum dos alunos comentou.

- Esse trabalho escravo durou décadas por debaixo dos panos. Porém, as informações vazaram, e um grande escândalo foi feito. Aqueles que o maltratavam foram obrigados a liberta-los, e o Governo teve que impedir a euforia da raiva da população. Assim, foi criado o termo "desumano", relacionado ao estado totalmente precário em que eles viviam.

- Sinto pena deles... - comentou Bui.

- Pois então. É claro que, com o tempo, eles entenderam a situação que haviam passado, e uma pequena semente de ódio pelos Pokémon germinava dentro de seus corações. Em um rápido avanço, eles evoluíram, junto com a semente de raiva que continham. Um de seus cientistas desenvolveu um dispositivo que conseguia aprisionar um Pokémon dentro dele, e não demorou muito para testa-lo em prática. Uma Lopunny foi capturada para testes, e logo foram criados vários e vários mecanismos, conhecidos como anti-pokémons. Vários e vários foram capturados e mantidos em campos de concentração para testes. Finalmente havia florescido a semente de fúria dentro deles, o que causou uma revolução contra a sociedade dos Pokémon que dominava o mundo naquela época. Assim, deu início a Guerra dos 9 anos.

- Já estudamos sobre isso, mas nunca soubemos o motivo certo disso... - disse, enquanto massageava minha própria cauda. Era uma mania que eu tinha...

- Pois é! - exclamou alguém da sala. - mas... Continue.

- Foram 9 anos de confrontos bélicos e "ideológicos" entre as duas raças. Como não havia comunicação, a única coisa que poderia demonstrar o poder que ambos tinham eram em testes no território inimigo. Esses testes foram abafados pelo Governo, que claramente não queria que as pessoas soubessem desses problemas militares, e diziam que os danos causados por isso eram atos de terrorismo dos próprio Pokémon. E como em toda guerra, nenhum dos lados saiu vitorioso. Todos tiveram perdas significativas. Porém, os humanos conseguiram seu objetivo: expandir seu território. Ainda que ele não fosse nem 30% do território dos Pokémon, era um grande passo em sua evolução.

- Hoje, 14 anos após o fim da Guerra, não se ouviu falar de confrontos entre as duas raças. Talvez o Governo continue a colocar as informações por debaixo dos panos...

- C-como você sabe de tudo isso? - indagou o Espurr. - se você sabe, então significa que todos os pokémons tem conhecimento disso, não?

- Bom... - ele estende sua cauda para próximo do rosto, revelando um enorme dispositivo nela. Sua cauda havia sido cortada ao meio, e algo metálico estava no local. - Eu fui uma das vítimas das experiências deles. - todos ficaram pasmos com a revelação do professor.

- Então... Tudo que você disse... Não é história? É tudo verdade? - indagou Apollo. O professor olhou para ele, com um sorriso sincero.

- Eu lhes contei um pouco do que sei. Cabe a vocês acreditarem ou não. - após isso, todos queriam fazer perguntas ao professor, que não sabia por onde começar. A curiosidade tomou conta da sala, nós já havíamos esquecido que estávamos em uma sala de aula. Antes que ele pudesse nos responder, o sinal soou, indicando o fim da quarta aula. O semblante curioso agora foi tomado por tristeza, pois queriam continuar ouvindo o professor falar. Levantamos, arrumando as carteiras de volta, nos mesmos esquemas enfileirados, para a próxima aula. Logo, a aula de Geografia começou, e aquela animação e euforia agora foi tomada por quase duas horas de longas aulas teóricas, chatas como sempre.


[...]


P.O.V Yuri

Saímos da escola, indo cada um na direção de suas casas. Como morávamos na mesma direção, fomos conversando sobre o que o professor havia falado na aula. Nada muito importante, apenas debatendo sobre aquilo. Nos despedimos, enquanto eu seguia para a rua em que minha casa se encontrava, parando em frente à faixada dela. Já fazem dois dias que não venho aqui... Puxo o trinco, abrindo a porta de entrada. Meu irmão estava deitado no sofá, assistindo Hora de Aventura quando cheguei. Ele sentou-se, olhando para mim com um sorriso sério. O Oshawott apontou um dos dedos de sua pata pra mim, e depois passou o dedo sobre seu pescoço. Eu entendi o recado, eu estava ferrado, mas... Por quê?

De repente, um arrepio correu minha espinha, ao sentir alguém fungar em meu cangote. A raiva era tanta que só faltaria ser palpável. Virei o rosto, um pouco travado, e olhei para os olhos de minha mãe atrás de mim. Ela estava em pé na entrada da casa, atrás de mim, com os olhos vermelhos de raiva. Por um momento, achei que minha vida acabaria ali, que ela me estrangularia até meu último suspiro.

- Entre. - disse ela, com sua voz seca e aterrorizante. Apenas obedeci, como um prisioneiro obedecendo ao carcereiro. Ao entrar na casa, ela fecha a porta e conta até dez para se acalmar. Eu estava com medo do que poderia acontecer, e meu irmão estava se segurando para não chorar de rir da minha cara.

- Yuri Wottson Martins. - aquilo me assustou de uma forma indescritível. Ela só disse meu nome completo uma vez na vida... E naquele dia eu levei a maior surra já registrada na história.

- O-oi...? - ela bufou novamente.

- Onde... - ela se aproxima - Você... - coloca uma das patas sobre minha cabeça - Estava? - nesse momento, eu congelei. Não consegui responde-la, então novamente ela começou a explorar minha alma com os olhos.

- E-eu? Na casa de uns amigos... - Tornei à realidade, respondendo-a.

- Hmm... Amigos... - ela diz, ainda com sua expressão aterrorizante.

- Sim... P-por quê?

- Nada - rapidamente ela torna com seu rosto calmo e tranquilo. - só queria saber. - nesse momento, eu quase desabei de medo. - mas quando for sair... Pelo menos me avisa!

- D-desculpa...

- Tudo bem. - ela se senta no chão, ao lado do sofá. - e vai lavar a louça.

- O que? Por que eu? - indagou

- Você saiu sem me dizer onde ia. Eu estava preocupada... E você estava se divertindo. - ela fecha os olhos, e logo abre-os novamente, me assustando, como um "Haki do Rei" de um anime que eu assistia. - Vai... Lavar... Agora!!! - Sem pensar denovo, corri para a cozinha, ao lado da sala, dividida pelo balcão, para lavar a louça.

Vendo pelo lado bom, pelo menos eu não apanhei igual condenado - pensei, ensaboando os pratos.


[...]


P.O.V Luka

Entrando em casa, fui direto ao segundo andar, adentrando meu quarto, guardando meu material na cômoda ao lado da cama. Havia esquecido meu computador ligado, onde haviam chegado três notificações. Sem demora, abri o Pokébook para ver o que era, e me deparei com as mensagens no grupo.

--=] Pokébook [=--

Connor ¹²·³¹

Quando é pra estar no shopping?


Matthew ¹²·³³

15:00


Connor ¹²·³⁴

👍


¹²·⁴³ Luka

Beleza.


--=] [=--

- Bom... Tenho que me arrumar pra ir - disse pra mim mesmo. Antes que pudesse tirar minha jaqueta laranja, o telefone na escrivaninha tocou. Relutei em atender, pois o telefone não mostrava o número de quem ligou. Como estava com pressa, peguei um copo com suco de laranja (pra relaxar), bebi um pouco do suco e atendi o telefone.

- Alô - a pessoa respondeu, com uma voz extremamente grossa e seria. - ...É ele .... Sim ...... Sim, vou enviar amanhã ....... O quê? ... Por quê está falando isso? ............ - Com a última notícia, eu não sabia como reagir ou o que falar. Estava em um completo estado de choque com o que havia ocorrido. O copo de suco em minha mão esquerda caiu no chão, esparramando o resto do líquido alaranjado pelo piso e próximo à tomada. A chamada é encerrada, e ainda em choque coloco o telefone de volta no gancho.


[...]


Continua


Notas Finais


É isso, espero que tenham gostado!
Suspense... Adoro um suspense...

Enfim, dicas, críticas e sugestões são sempre bem-vindas!

É isso!
Bye /o/


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