História Por Quais Razões? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gente, tudo bem? :)
Então, resolvi escrever uma história inspirada na série da netflix 13 reasons why (atenção: Inspirada mas não igual). Mas teve uma razão para que me levasse a escrever. Primeiro, porque estamos no mês de setembro e com a campanha "setembro amarelo", ai me veio a ideia de escrever sobre o suicídio, segundo porque fazia tempo que não escrevia... Bom, espero que gostem e boa leitura :)

Capítulo 1 - Palavras doem, machucam.


            Tudo começou, logo após o término do ensino médio, quando fui admitida em uma universidade italiana onde estudaria direito, estava empolgada, iria me encontrar com o meu namorado, que conheci nas férias nos EUA e uns amigos que moravam na Itália, no entanto preocupada, pois nasci e vivi a vida toda na Argentina, na cidade-capital, Buenos Aires. Não queria me afastar daqui, o lugar onde nasci, muito embora, eu não tenha família aqui, para ser sincera, em lugar nenhum, fui adotada na infância e nunca soube nada dos meus pais e a minha madrasta era horrível, nunca ligou para mim, só me fazia estudar horas e horas, ter sempre as melhores notas da escola e quando não conseguia ficava de castigo. Talvez, uma mudança, não faria mal, mas só talvez.

~~Flashback~~

- Boa tarde, cheguei!

- Estou vendo que chegou Valentina, agora vá para o seu quarto não quero conversas! – disse a madrasta.

- Hum, bom... Eu só queria dizer que passei no exame de admissão e...

- Não fez mais que o seu dever!

- Tá bom e quando eu for à senhora vai comigo?

- Para quê? Já está bem crescida, pode se virar sozinha!

- Sim, claro! Eu consigo me virar sozinha, mas queria que pelo menos fosse comigo no meu primeiro dia na Itália, se puder... Para mim, seria importante.

- Certo, vejamos quando precisa ir?

- Dentro de uma semana!

- Vou comprar as passagens e não me perturbe mais!

- Claro, muito obrigada!

            Dias depois, viajamos para Europa, estava encantada, com esse novo rumo que a minha vida poderia tomar. Chegando ao aeroporto de Roma, liguei para o meu namorado que por sorte estava pela cidade e estaria a minha espera no aeroporto, não demorei muito até encontrar ele, aquele lindo garoto pelo qual me apaixonei, estava com uma camisa do time que joga, Juventos, ao seu lado estava um dos nossos amigos. Não contive minha alegria ao vê-lo e corri para abraça-lo.

- Amor! Quanto tempo, que saudade. Você também sentiu minha falta, né? Não responda! Claro que sentiu! – disse, sem dar pausas e rimos juntos.

- Não, olha quer saber Valu, não senti nem um pouco a sua falta, na verdade quase morri com a sua ausência – falou em meio aos risos e finalmente, depois de tanto tempo alguém me fez sorrir.

- Oh, que dramático e poético, você Paulo! – falou nosso melhor amigo Stephan.

- Olá também, Ste, que saudade! – disse abraçando aquele amigo/irmão que eu tinha.

- Que saudade, minha maninha linda! – falou se desfazendo do abraço.

- Valentina! – falou interrompendo a nossa conversa. - Não se esqueça! Você veio aqui com o objetivo de estudar e não de se distrair com besteiras, chega de conversa, vamos logo para o hotel e depois vamos ver os documentos necessários para a sua matrícula. Eu espero sinceramente que você não perca o seu foco, com certas amizades e com o seu namorado ai. Lembre-se sempre: você tem que ser a melhor! – falou ríspida e ignorante como sempre, não respondi, estava sem jeito demais para proferir algo. Mal consegui olhar para os meninos que ali estavam. Não sabia da expressão deles... - Compreendo que o seu silêncio esteja em concordância com a minha palavra. – disse. – não vai falar nada? Eu quero ouvir um sim!

- Sim! – falei meio triste e encabulada.

- Sim o quê?

- Sim, senhora!

- Ótimo, vamos! Vou chamar um táxi.

- Ah, senhora, eu estou com o meu carro, por favor, posso dar carona para vocês. – disse Paulo.

- Não, obrigada, nos viramos sozinhas!

- Mas, mãe, pelo menos não gastamos dinheiro e o Paulo é meu...

- Em primeiro lugar eu não sou sua mãe e não me interessa quem Paulo é para você, em segundo dinheiro nunca foi problema para nós e por ultimo faça o que eu disser e o que eu fizer, portanto não quero ouvir suas opiniões! Vamos logo.

~~Flashback Off~~

            Sinceramente, as pessoas que estavam por ali ao redor, não só meu namorado e o Ste, mas uma certa quantidade de pessoas que ouviram os gritos da minha madrasta, não tiveram ideia da mágoa e a vergonha que senti. Sentia vontade de sumir, correr, chorar. A ultima coisa que ela fez, foi me puxar pelo braço e me arrastar para fora do aeroporto, sem ao menos me dar a chance de me despedir dos garotos, lá fora pegamos um táxi e fomos para o hotel onde ela tinha reservado um quarto para nós duas, no caminho não conversamos, ficamos em silêncio.

            Eu esperei tanto para chegar à Itália e cheguei de uma maneira não tão boa quanto esperei. Me senti um lixo e o pior é que todos fizeram apenas olhar e ninguém fez nada, talvez, muitos achem exagero de minha parte e digam: “mas foi apenas o primeiro dia, os próximos podem ser melhores, deixe de drama!”. Realmente, as pessoas que pensam assim, tem razão, aliás, foi apenas um mero dia, o que isso dirá dos outros? Nada talvez, para muitos, mas não no meu caso. Esse dia foi apenas o começo do que estaria por vir.


Notas Finais


Obrigada a quem leu e espero que tenham gostado!
Até o próximo capítulo...


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