História Por Trás da Fama - Morrilla - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens Jennifer Morrison, Lana Parrilla
Visualizações 241
Palavras 3.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, mais uma fic Morrilla se iniciando. Meu ship lindo e cheiroso que eu amo tanto merecia outra história, além de Little Things In You.
Espero que curtam e se divirtam lendo!

Capítulo 1 - Eu aceito!


Fanfic / Fanfiction Por Trás da Fama - Morrilla - Capítulo 1 - Eu aceito!

POV Jennifer

Outubro de 2017

Meu coração batia acelerado, descompassado, palpitando como se estivesse preso na garganta. Eu precisava à todo custo me conter para não sentir minhas pernas fraquejarem e meus passos falharem. Era sempre a mesma coisa: aquele friozinho estranho na barriga tomava conta de mim novamente - um dos melhores friozinhos na barriga do mundo, talvez até melhor do que o que sentimos quando estamos apaixonados - aquele que sinto pouco antes de entrar no palco do teatro.

Eu já havia feito uma temporada de The End Of Longing em meados de maio desse ano, mas o sucesso foi tão estrondoso que nos convidaram para representar outra vez no teatro Lucille Lortel, em Nova York, em mais uma curta temporada, que provavelmente perduraria por um mês.

Me olho no espelho do camarim - depois de minutos à fio mirando a minha imagem - pela última vez antes de entrar em cena. A visão que eu tinha com o figurino e a maquiagem pronta me ajudava a entrar no clima e dar vida à uma acompanhante de luxo, que não tem a menor vergonha da sua escolha de carreira. Como todos os personagens, ela carrega uma grande bagagem emocional, como daddy issues, devido aos abusos que sofreu durante sua infância. Em suma, uma história muito mais interessante do que a minha. Irônico, não? Empresto o meu corpo para alguém que é capaz de ser muito mais atraente do que eu. Seria até cômico se não fosse trágico.

Sigo para a coxia e consigo ouvir o burburinho da platéia, bem como as vozes dos meus colegas já em cena. Faço a contagem mental dos segundos até chegar a minha vez de dar o ar da graça. É a hora. Hora da atriz entrar em cena e brilhar!

Assim que piso no palco, sinto as luzes da ribalta se refletirem sobre mim e os olhares do público se voltarem em minha direção. E a magia do teatro começa. Nas próximas horas não serei mais Jennifer Morrison, e sim, Stephanie.

Quase duas horas depois, o espetáculo chega ao fim. Recebo os aplausos do público; aplausos estes que aquecem o meu coração, pois significam que encerrei mais um dia de grandes realizações. Estreei na Broadway em 2010, no The Miracle Worker. Comecei no teatro muito jovem. Não lembro nem mesmo de querer fazer isso, mas desde então, tem sido uma parte de mim que se tornou especial e assim será para sempre. Quando pequena, eu estava em todas as peças na escola, o que tornou um incentivo para que me especializasse em Loyola. Estudei também no Steppenwolf, no Theatre Company, e em seguida fui para Los Angeles. Depois de um tempo acabei me amarrando em House. Aí tive que fazer uma escolha: televisão ou teatro. Para atuar nos palcos, você precisa de muito tempo para ensaios e para executar o show em si, portanto, fui obrigada a abrir mão de um dos meus amores. Quando eu já não estava mais trabalhando na série, abriram-se novas oportunidades de fazer mais peças teatrais, mas a vida, às vezes, se encarrega de nos empurrar pelo caminho que ordena o nosso destino, e pouco tempo depois, prendi-me novamente na televisão, em Once Upon a Time.

Desde o fim do ano passado, quando decidi não renovar o contrato com a ABC e finalmente buscar alcançar novos vôos e mais altos, eu disse ao meu novo agente que estava aberta a oportunidades de teatro novamente. Uma vez que eu li a prévia de The End Of Longing, e amei a personagem, acabei por ficar ainda mais entusiasmada com a chance de trabalhar com Matthew. Era apenas um processo rápido para entrar. Eu finalmente faria o que amava de verdade. Nada me deixou mais feliz do que retornar para os palcos.

E este tinha sido mais um dia fazendo o que me amo. Agora era a hora de ir para casa descansar e me preparar para a manhã seguinte, que até onde eu sabia, seria tumultuada ao extremo com diversos compromissos.

Abri a porta e Ava, de imediato, veio correndo, espevitada, em minha direção pulando em cima de mim.

- Oi, meu amor. É…eu cheguei. Está feliz? Hum? Hum? - Eu conversava com minha cadelinha e ria das suas lambidas que faziam cócegas em meu rosto - Você está muito carinhosa hoje, Ava. O que aconteceu?

- Se ela transasse, eu diria que tinha gozado. - A voz de Jamie ecoou pela sala, fazendo-me sorrir.

A minha amiga e eu estávamos dividindo os custos de um apartamento em Nova York há algumas semanas. Ela se apresentaria uma série de eventos na cidade, assim como eu, e como me encontrava em uma fase de carência fraternal, convidei-a para ficar comigo.

- O que você faz aqui à essa hora? Não devia estar causando furor em alguma festa? - Indaguei, refestelando-me no sofá com Ava no colo.

- Estou com diarréia. - Jamie murmurou baixinho, de forma quase inaudível, como se tivesse vergonha do que acabara de falar.

- É o quê?

- Estou com diarréia. - Ela repetiu da mesma forma. Tive que prender o riso quando percebi a mulher à minha frente ruborizar por conta de algo tão bobo, natural. Mas quem me conhece, sabe que essa coisa de segurar risada não é muito a minha especialidade - O que foi, Jennifer Marie? Estou com cara de palhaça por acaso, é? - Minha amiga bufou, chateada - Deve ter sido alguma coisa que comi na rua e me fez mal. Agora para de rir que quero te contar uma novidade.

- Ai… - Ava pulou para o chão, espantada com meus espamos involuntários e exagerados - …está bem. - Respirei fundo - Parei! - Mais algumas respiradas e finalmente consegui me controlar - Conte logo essa tal novidade.

- O Quentin Tarantino está buscando um estúdio para produzir o seu novo filme depois daquele escândalo com o Harvey Weinstein.

- A derrota do Harvey, acusado de assédio sexual e estupro por inúmeras atrizes e ex-funcionárias, não é? - Indaguei, deveras interessada no assunto.

- Isso! Esse escândalo colocou pontos de interrogação em inúmeras produções em que ele e o Quentin trabalharam juntos, inclusive as que ainda nem tinham saído do papel. Agora que ele disassociou a sua imagem disso tudo, está querendo se engajar em um projeto sobre a Família Manson.

- Sério? Sério mesmo? Isso parece tão interessante…

- Vai escutando…dizem que ele está convidando os executivos das majors de Hollywood, incluindo Warner, Universal e Paramount, ao escritório de seu agente e promovendo leituras do roteiro.

- Eu sou completamente aficcionada pela história desse assassino em série. E tinha também os seus seguidores, tão psicopatas quanto ele. Foi algo de grande repercussão durante a década de 1960.

- Imagine o que esse homem está preparando. Parece que ele escolheu conduzir as negociações na surdina para assegurar o sigilo do script. Você lembra que o texto de Os Oito Odiados teve que ser substancialmente modificado porque a primeira versão vazou na internet, não lembra?

- Nossa, se lembro! É comentado até hoje.

- Aparentemente o Quentin ainda está em processo de compra dos direitos do projeto, mas já pensei em nós duas nisso. - Jamie parecia tão maravilhada e empolgada quanto eu.

- Claro! Claro! Primeiro, os executivos devem fazer uma reunião com os representantes do Tarantino e, se convencerem os agentes, terão um encontro com o próprio. Quem serão as companhias de streaming que entrarão nas rodadas de negociações, heim? Netflix ou Amazon Prime?

- Pelo pouco que conheço do Quentin, ele não é um fã dessas novas plataformas. Deve escolher uma produtora mais tradicional.

- Hum…vamos pensar melhor sobre isso, Jamie. Vamos sim. Eu vou amar estar nos bastidores, mas se tiver a oportunidade de interpretar a Sharon Tate, irei amar muito mais.

- Almeja ser uma das mais famosas vítimas de Manson? - Minha amiga carregava um semblante perverso e divertido - Então quero ser o próprio Mason para poder te matar por ter rido da minha dor de barriga.

- Que horror, criatura! - Levantei-me - Vou até dormir de porta trancada hoje. - Ri brevemente, caminhando em direção ao meu quarto.

- Não vai jantar?

- Não. Estou sem fome e muito cansada. Necessito mais dormir do que comer.

- Se é assim, boa noite.

- Boa noite, "sem freio". Durma bem. - Antes mesmo de terminar a minha fala, já me pus à correr para dentro dos meus aposentos, dando tempo somente de ouvir o som de uma almofada chocando-se contra a porta assim que a fechei atrás de mim.

No dia seguinte, após o cumprimento de uma série de compromissos enfadonhos - porém extremamente necessários - fiz questão de ligar para o Anthony Fields, meu novo agente. Expliquei para ele detalhadamente os meus propósitos quanto à ingressar no projeto do Quentin Tarantino e sobre outras pretensões que tinha. Pedi que - vulgarmente falando - "mexesse os seus pauzinhos" e fizesse o que fosse preciso para que eu conseguisse participar da produção, da direção ou até mesmo do elenco do filme sobre o Manson. Achei atípica a reação de Fields, que não me pareceu nada animado com a notícia. O rapaz não negou ajuda, até mesmo porquê ele é pago para isso, mas não senti firmeza quando disse "É, Jen, acho que vai dar certo".

Que merda! A falta de empolgação por parte de Anthony acabou me contagiando. Passei o restante do dia apreensiva, preocupada e pensativa.

Três semanas se deram, e nenhuma resposta concreta por parte do meu agente. O infeliz sempre dizia que "estava resolvendo", que "ia me ajudar", ou que "ia pensar em soluções para os meus problemas". Confesso que não entendia muito bem o que ele queria dizer com aquilo, o que só me causava ainda mais ansiedade e nervosismo.

Infelizmente, gostando ou não, tive que abstrair todos os meus problemas pessoais, me recompor e me preparar para mais uma apresentação da peça. Após seu fim, fui direto para o meu camarim - como sempre - e para minha surpresa, Anthony me aguardava aparentemente irriquieto.

- Jen, meu amor…

- Fields…

- Precisamos conversar. Podemos ir jantar no Catch?

- Oh, claro. Parece…preocupado. É algo grave?

- Digamos que sim e não. Depende do ponto de vista.

- Ok. Agora quem está preocupada sou eu. Me dê alguns minutos. Não irei nem tirar a maquiagem. Só trocarei de roupa.

- Vai lá.

Tentei ser o mais rápida possível, e assim seguimos para o restaurante, sentando em uma mesa longe das vistas dos curiosos e paparazzi's de plantão.

- Fala logo, desembucha, que daqui a pouco vai me dar comichão de curiosidade para saber o que você tem para me contar.

- Bom, eu sei que você estava empolgada com o lance lá do Tarantino e foi por isso que dei o meu máximo.

- Imaginei que você não tivesse feito nada. Sempre que te pergunto sobre o assunto você desconversa… - Comentei enquanto fazíamos o pedido.

- Eu sei, mas você se enganou. Eu estava trabalhando sim. - Ele suspirou pesadamente - Tive uma longa conversa com o cara e…

- Fala logo, criatura!

- Quentin disse que não podia arriscar colocar uma atriz como você em uma produção desse porte.

- Uma atriz como eu? - Esbravejei mais alto do que deveria, chamando a atenção dos que estavam próximos à nós - Desculpa. - Prendi a respiração, completamente constrangida com o meu rompante - O que ele quis dizer com "uma atriz como eu?"

- É…é… - Anthony estava deveras receoso em contar, com certeza - Ele disse que você não está em alta, que depois que saiu de Once Upon A Time perdeu o brilho, o status, que você não é tão conhecida e que…ele precisava de alguém que estivesse na mídia.

- Como…como assim? Tarantino está ficando velho e gagá? Eu não sou conhecida? Perdi o brilho? E os filmes que já fiz? A peça que foi um sucesso no início do ano e está sendo agora? E…e meu esforço na produção e direção de SunDogs? Na série mesmo? Nada disso tem valor? Nada disso importa? - Eu indagava, completamente estarrecida.

- Sim, eu concordo. Acho isso muito injusto da parte dele...

- Não pode ser, cara. Não preciso me humilhar para ter um trabalho, mas eu queria muito participar desse projeto. É algo pessoal, que me encanta desde…sempre! - Levei as mãos ao rosto, balançando a cabeça negativamente, tendo que segurar o choro pela raiva e indignação que crescia em mim.

- Eu sei. Pior é que eu sei. Uma vez conversamos sobre a história do Mason, lembra?

- Claro que lembro! Falo disso sempre e para todo mundo. - Meus olhos estavam marejados e meu lábio inferior quase ferido por eu estar mordendo-o com força, tamanha a minha chateação - Eu não consigo aceitar o que o Tarantino disse de mim. Quero morrer!

- Isso porque não contei o pior ainda… - Fields falou em tom baixo, talvez pela temeridade que eu desse outro escândalo.

- Tem mais e pior?

- Lana Parrilla está sendo cotada para um dos papéis na trama.

- Puta que pariu! Só me faltava essa…

- Jennifer, calma! É ruim, mas não é o fim do mundo. Ao menos…vai depender do seu ponto de vista. Lembra que eu te disse que iria achar uma maneira de te ajudar?

- Lembro, óbvio.

A vida é irônica às vezes. Como se estivesse entediada, de repente ela nos prega peças, nos pega de surpresa. Em um supetão, nossos planos são frustrados, nossos sonhos são roubados e acabamos ficando à mercê do destino, em uma tentativa vã de encontrar alguma lógica no que parece não ter sentido algum.

São muitos os sentimentos que nos visitam nessa situação. Frustração, raiva, tristeza. Vem também um cansaço, afinal damos sempre o nosso melhor, tentando finalmente acertar. Nos esmeramos em fazer tudo certo, como manda o figurino, colocando em nossa vida as melhores intenções, cheios de planos de sucesso e felicidade. E de repente tudo rui bem em frente aos nosso olhos, ficando mil pedacinhos espalhados aos nossos pés.

O que ajuda em momentos assim? Somente uma xícara de café preto, sem açúcar. E foi exatamente o que pedi ao garçom.

- É o seguinte…Você sabe que sou muito amigo da Julie, a agente da Lana, não é?

- Sei sim.

- Então...O escândalo envolvendo o nome do Quentin e do Harvey repercutiu de forma negativa, mas também trouxe bastante notoriedade. Pelo o que entendi ele queria retomar a carreira com algo de muito impacto na mídia, por isso escolheu esse projeto.

- E…no que isso pode me ajudar? - Perguntei bebericando do café que havia acabado de ser servido à mim.

- Conversando com Julie, nós tivemos uma idéia. Lana acabou de se separar, está passando por uma fase difícil, fez algumas besteiras que culminaram naqueles pequenos escândalos, a audiência de Once Upon A Time não está lá grandes coisas…e você…você precisa alavancar a sua carreira, dar um up, além de querer muito um papel no roteiro do Tarantino ou espaço na sua produção. Estou certo?

- Por que tenho a impressão de que não vou gostar muito do que vai me dizer agora, Fields?

- Sempre houveram rumores de um envolvimento seu com Parrilla. Tanto você quanto ela têm sido duramente criticadas pela mídia e a opinião pública por causa disso. Seus fãs precisam de um estímulo para ressurgirem das cinzas. Foi então que eu e Julie tivemos a idéia de vocês duas namorarem.

- Você está brincando? Isso é uma pegadinha? Como eu posso namorar a Lana? Justo a Lana? Namorar uma mulher? Estavam usando drogas quando pensaram nisso?

- Morrison, raciocina comigo. Ela será sua namorada de mentirinha. Um namoro de marketing. Vocês fazem o papel de casal apaixonado por um tempo. Será conveniente para ambas, além de ser ótimo para o Tarantino. Todos ganharão uma fama que jamais tiveram antes, além de você conseguir o que tanto quer, o que acho que é o que mais importa no momento.

- Não acredito! Definitivamente, eu não acredito!

Eu o encarava em choque pela proposta. Nunca me imaginei fazendo algo assim. Era como se eu estivesse me vendendo, indo contra os meus princípios, e tudo culminado por causa de um simples "sim" à um papel em uma série de fantasia.

Quando aceitei interpretar a Emma Swan, não imaginei que a personagem fosse repercutir de maneira tão intensa e que a minha vida fosse mudar da água para o vinho. Logo de início começaram a shippar Swan com a Regina, personagem da Lana, bem como passaram a nos shippar também. Era engraçado saber que torciam para tivessemos um caso dentro e fora das telinhas. Confesso que no começo foi divertido atiçar o público com cenas em que se deixava subentendido um sentimento mútuo entre Emma e Mills, e até mesmo entre Parrilla e eu, com as nossas interações nas redes sociais e nas convenções. No entanto, em um dado momento, as brincadeiras, as insinuações começaram a tomar proporções inimagináveis, principalmente quando o Colin passou a integrar elenco de Once Upon A Time, e seu personagem foi escolhido para fazer par romântico com a minha. Eu sempre fui muito retraída diante de certas situações, por incrível que pareça. Talvez essa minha personalidade introspecta se dê por conta da minha criação dentro de um lar conservador. Ou talvez seja algo autoral, meu somente. Nunca fui de expôr a minha vida pessoal para a mídia, mantendo a reserva de quem eu realmente era para a minha família e amigos próximos. De repente, o próprio fandom, que dizia nos amar incondicionalmente - começou a criar um círculo de brigas, discussões, mensagens de ódio e críticas absurdas. Os haters, à todo instante, enviavam mensagens sórdidas, abusivas, tanto para mim, quanto para os outros atores - e em principal ao Colin e à Lana. Tornou-se um desrespeito tremendo quando as pessoas passaram a confundir e prejudicar o meu lado pessoal, chegando ao cúmulo de impôr e questionar a minha sexualidade. Poucos sabem e entendem, mas as palavras detêm um poder imenso de erguer ou destruir alguém. E foi exatamente o que aconteceu comigo. O meu lado retraído passou a ficar ainda mais abafado. Passei a interagir menos nas redes sociais e nos eventos com o público em geral, inclusive com Lana, justamente para evitar de ser machucada com as atitudes e palavras dos "pseudo-fanáticos". E digo, o que me segurou durante os seis anos em que atuei nessa série foi o carinho que recebia das pessoas que realmente gostavam de mim e torciam pela minha carreira: meus verdadeiros fãs.

Agora, para falar a verdade, em partes, os boatos que espalhavam sobre o suposto relacionamento entre Emma e Regina, não eram de fato boatos. As tensões sexuais não eram apenas imaginação. Existia sim. Foi tudo "armado", criado para aumentar a gama de possibilidades de desenvolvimento do enredo e para sustentar a audiência LGBT. Porém, independentemente disso, ao longo das seis temporadas, a dinâmica entre a Salvadora e a Prefeita evoluiu em um dos mais fascinantes relacionamentos da série. No começo as duas se estranhavam não apenas por causa da maldição, mas por causa de Henry. No entanto, com o passar dos anos, as duas tiveram que trabalhar juntas enquanto grandes vilões surgiam e Regina lentamente voltava a ser uma heróina. Foi simplesmente incrível ver duas mulheres fortes terem uma grande amizade, porque geralmente vemos pessoas como elas lutando entre si, ou com raiva uma da outra. Ambas deram duro para serem as  pessoas que queriam ser; passaram por desafios e falharam de algumas maneiras, daí escolheram seguir em frente, passaram a cuidar uma da outra, estavam lá uma pela outra. E digo que se fossem um casal, seriam incríveis. Emma e Regina fizeram a diferença.

Quanto à mim e Lana Parrilla, tudo não passou de boatos. Nós nunca nos relacionamos fora do âmbito profissional. Quem supunha que sim, estava redondamente enganado.

- E então? O que me diz? A Julie já falou com Lana e ela aceitou de imediato. Agora só falta você.

"Ela já aceitou? Minha nossa!"

Muitas pessoas costumam agir por impulso. E essa ação pode anular totalmente a razão. É aí que surge uma sequência lógica. Permitir ter ações impulsivas significa que nos deixamos levar pela emoção. E essa emoção é um sentimento que nos envolve pelo desejo intenso por conseguir algo muito importante, exatamente o que estava acontecendo comigo.

Quando alguém age por impulso para alcançar determinada intenção, tende a se arrepender depois. Eu sabia que me arrependeria amargamente, poderia me envolver em sérios problemas que causariam desconforto, amargura, chateações e que complicariam ainda mais a minha vida. Agir por impulso me levaria à ponta do precipício em um dia de ventania forte. Precipício esse chamado Lana, e ventania de nome Parrilla.

- Eu aceito!



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