História Pra quê esconder, se eu quero você? - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Girls' Generation
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, Taeyeon, V
Tags Bangtan Boys, Jikook, Snsd, Taeyeon, Vhope
Visualizações 27
Palavras 5.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente. Me desculpem pela demora. Eu tive um problema com meu notebook e acabei perdendo mais da metade do capítulo que havia escrito. Mas mesmo com tantos problemas eu consegui reescrever. Ele ficou um pouco grande, mas foi preciso. Espero que gostem. E hoje vai rolar aquele lemon vhope bem gostosinho. Boa leituras bebês! Ah, a capa do capítulo é só pra remeter o casal, porque não encontrei nenhuma relacionada ao contexto do capítulo.

Capítulo 16 - Por aquilo que sou! (Pt. 2)


Fanfic / Fanfiction Pra quê esconder, se eu quero você? - Capítulo 16 - Por aquilo que sou! (Pt. 2)

~Taehyung:

-Sabe, acho que posso comparar minha vida à um oceano. Ela já teve seus momentos de calmaria, assim como teve os longos dias em que as ondas eram enormes. Tiveram também aqueles dias em que a ressaca castigava o litoral, deixando a praia quase irreconhecível. Nessa metáfora, eu sou o mar. As ondas são meus problemas. A ressaca são os problemas que causei. E a praia acho que posso dizer que é a pessoa que eu tanto magoei. – ele me olhava atento, buscando compreender toda aquela metáfora que eu havia criado.

-Acho que eu entendi aonde você quer chegar Tae. Eu não quero ser mais um de seus problemas, sei que você pensa que pode me machucar de alguma forma. Eu só quer- o interrompi antes que pudesse terminar sua suposição completamente errada daquela situação.

-Não Hobi! Você não entendeu aonde estou querendo chegar. Sente-se. – estendi uma toalha de praia no chão e pedi que se sentasse, para eu conseguir desfazer toda aquela confusão que havia criado em sua cabeça – O que estou dizendo é que a minha vida sempre foi repleta de problemas. Na verdade, esses problemas tiveram uma origem e se chamava Kim Guk Joo.

-Tae, eu não estou entendendo aonde você está querendo chegar com tudo isso.

-Eu preciso que você me conheça de verdade. E pra isso preciso te contar tudo sobre mim. Eu sei que isso tudo parece confuso, mas só preciso que você me escute. Somente aí vai poder decidir se ainda quer de fato permanecer na minha vida. As coisas que estou prestes a lhe dizer marcaram minha história de vida para sempre, e infelizmente é uma parte do meu passado que simplesmente não posso ignorar.

-Tudo bem. Continue então.

-Eu matei esse homem.

-Você o quê? Eu não acredito em você. Já pode para de brincar Taehyung.

-Quando eu tinha 10 anos, esse homem que era primo da minha mãe, passou a morar conosco. E de início tudo entre nossa família era normal. Mas não demorou para mudar. Quando eu fiz 11 anos, esse homem começou a me pedir coisas que não eram normais de se pedir a uma criança. Mas as coisas foram ficando cada vez piores, e quando me recusei a fazer as coisas que ele me pedia, ele ameaçou matar meus pais. Eu suportei tudo calado, por 4 longos anos. Sendo violentado sexualmente sem poder fazer nada. Até que um dia estávamos sozinhos em casa, e eu tinha acabado de limpar o piso. Ele tentou me tocar mais uma vez, mas eu não estava mais disposto a aceitar aquilo, e partimos pra uma luta corporal no chão. Ele me puxou pela perna, mas consegui me soltar chutando seu peito. Ele rolou as escadas que também estavam molhadas. Quando procurei por ele, me deparei com o seu corpo jogado aos pés da escada, saindo muito sangue pela cabeça. Eu até cheguei a chamar a ambulância, mas ele já estava morto. Eu tive que prestar um depoimento na polícia, pois estávamos apenas eu e ele em casa. Mas eu menti para a polícia. Na verdade eu menti uma parte. Ele de fato morreu pela queda da escada, mas eu disse que ele havia caído por conta das escadas molhadas, não disse que eu o havia empurrado. Eu não quis que soubessem o que ele fazia comigo, porque isso me fazia sentir um lixo de pessoa. Porque eu nunca consegui falar. Eu nuca consegui ser forte e impedi-lo. – somente em contar toda essa parte da minha vida, não consegui evitar que inúmeras lágrimas já escorressem pelo meu rosto. Aquilo tudo ainda me era muito vergonhoso de falar, e não somente o fato de eu ter sofrido abuso sexual, mas também o fato de eu ter tirado uma vida uma humana, que mesmo tendo feito coisas horríveis comigo por 4 anos, não desejava jamais tirar a vida.

-Tae... acho que eu ainda não estou conseguindo assimilar isso. Eu não duvido de você. É só que isso tudo é muito pesado.

-Se você não acreditar sobre o que eu lhe disse, é só ir até o departamento de polícia que resolveu o meu caso e solicitar a ficha do nome que lhe disse. Os casos arquivados como solucionados ficam na própria delegacia.

-Eu acredito na sua inocência Tae. Só fico pensando em tudo isso que você passou. Em como uma pessoa pode ter sido tão perversa a ponto de te machucar dessa forma. Eu sinceramente nem posso imaginar tudo que você deve ter sofrido nas mãos desse infeliz.

-Isso tudo foi só o início dos meus problemas. O que isso causou em mim foi ainda pior. Eu me sentia tão sujo que não conseguia me relacionar com ninguém. Eu sentia nojo, vontade de vomitar sempre que alguém encostava em mim. E eu tentei com diversas pessoas, mas era sempre a mesma sensação, não importava se era homem ou mulher. Até que eu conheci um rapaz. Ele era mais novo que eu. Ele era diferente de qualquer um com quem eu já tinha tentado. Ele tinha uma alma pura. Ele foi o único que não despertou em mim essa repulsa. Mas eu o fiz sofrer profundamente, porque acreditei que estava que estava de fato lhe fazendo algo bom. Mas tive que sair de sua vida, para ir buscar ajuda psicológica, então precisei deixá-lo. Mas antes de sair eu quis lhe fazer algo bom, entretanto eu acabei lhe magoando. E quando percebi o que tinha feito já era tarde demais. Depois que saí do meu tratamento, eu procurei por ele, na esperança de me desculpar, mas já era tarde pra mim. E a última vez que o vi, foi naquele dia em que você me encontrou chorando sozinho naquele banco. Aquele dia eu saí definitivamente da vida dele, mas ele me perdoou pelo sofrimento que o havia causado.

-Você não pode se culpar por isso. Você teve um trauma, não foi culpa sua.

-Mas fazê-lo sofrer foi. Eu quis que ele me odiasse, e por isso lhe machuquei com mentiras. Na tentativa de fazer dele alguém forte para não sofrer nas mãos de ninguém. Mas ele mesmo me provou que aquela ideia era insana, e que não precisamos nos fazer imunes a esse tipo de coisa, porque são coisas inevitáveis da vida.

-De fato é impossível, mas que bom que ele lhe perdoou. Então era por isso que você estava naquele estado quando te encontrei?

-Sim. Eu estava me sentindo horrível por ter feito uma pessoa tão boa sofrer por culpa exclusivamente minha.

-Sabe Tae, isso é uma característica nossa. Já está no nosso DNA errar. Isso acontece com todo mundo. Eu também já errei muito com uma pessoa, e isso me custou bastante também. E eu sei que não existe sofrimento que dure eternamente. Você sofreu muito. Já está na hora de se permitir ser feliz.

Ao ouvir aquelas palavras de Hoseok me desfiz em lágrimas novamente. Recolhendo meu rosto entre meus joelhos.

Enquanto o choro saía incessantemente de dentro de mim, pude senti-lo me envolver em um abraço. Aquilo me fez afundar meu rosto em seu pescoço, encharcando aquela regata branca. Até que pude lhe ouvir dizer:

-Não vai ser isso que vai me fazer ficar de longe de você. Eu sabia que você era alguém especial assim que te vi.

Ele me afastou de seu pescoço, levantou meu rosto e secando minhas lágrimas tornou a dizer:

-Eu disse que ficaria ao seu lado.

E sem que eu pudesse esperar, seus lábios se colocaram sobre os meus.

Eu ainda soluçava devido ao choro, mas conforme seus lábios começaram a se movimentar entre os meus, fui me acalmando.

Aquele beijo pareceu retirar de mim toda a tristeza que novamente tinha me dominado.

Ele segurou meu rosto e começou a guiar o beijo, logo pedindo passagem com a língua, e eu a cedi.

Ele me beijou tão profundamente que pude sentir sua intensa respiração se chocar contra meu rosto. Não havia mais nada em que eu pudesse pensar durante aquele beijo. A única coisa que me passava naquele momento era o quão gostoso era seu beijo e o quão perfeito ele conseguia ser.

 

~Hoseok:

Eu ainda não podia acreditar que ele havia passado por tantas coisas assim. Aquilo tudo era horrível. Só de imaginar um pouco de sua dor, já me angustiava o coração.

Eu realmente senti que Taehyung era diferente; que havia algo por detrás daquele lindo sorriso quadrado, mas eu jamais poderia imaginar que era um passado tão sombrio assim.

Também senti que não podia ficar longe dele, afinal eu havia prometido que nada me faria mudar de ideia. Eu havia decidido permanecer ao seu lado independentemente de qualquer coisa. É claro que eu jamais poderia imaginar que se tratava de algo tão sério assim. Nem acreditei quando ele me disse que havia tirado a vida de uma pessoa. Nesse instante eu até que pensei desistir dele, mas que tipo de pessoa eu seria se fizesse isso sem ao menos o deixar terminar de me contar o que havia acontecido. E quando terminei de ouvir sua história, não consegui evitar sentir ódio daquele homem que o tinha feito tanto mal. Mas aquele sentimento não valia a pena, afinal ele já teve o que mereceu.

Mas não foi somente o fato de eu ter dado minha palavra que me fez permanecer ao seu lado. Não! O fato é que eu não podia mais negar que Kim Taehyung já era dono dos meus pensamentos. E eu estava envolvido em seu sorriso, em seu jeito meigo, em seu olhar meio perdido e até mesmo em seu jeito mais divertido que já tive a oportunidade de presenciar algumas vezes. Tudo nele me fazia parecer estar preso. A diferença é que eu não queria me libertar. Não! Eu queria continuar a descobri mais daquele que conheci no mesmo local em que vivi meu primeiro amor. E quem sabe entender o porquê daquela pegadinha do destino.

 E se aquela fosse uma chance de viver um novo amor? E se o fato de o ter conhecido no lugar em que eu e Jimin costumávamos ir fosse um sinal do destino? E se ele tivesse aparecido para me fazer esquecer de uma vez Jimin?

Tudo que passava na minha cabeça eram vários questionamentos. Apenas ignorei meus pensamentos e me deixei sentir e ser guiado por meus sentimentos. Então retirei seu rosto que estava em meu pescoço a chorar; sequei suas lágrimas e disse-lhe que permaneceria a seu lado.

Eu mantive minha palavra, e pra mim aquilo não mudaria.

Enquanto fitei seus olhos, que agora estavam vermelhos e inchados de tanto chorar, aproximei nossos lábios e os selei. Mantive minha boca presa a sua, ainda podendo sentir seus soluços devido ao choro. Continuei segurando seu rosto e passei a movimentar meus lábios, que até o momento se encontravam fixados naquele selar. Fui pedindo passagem com a língua e ele logo cedeu.

Não demorou muito para que aquele beijo o fizesse parar de chorar. Quando percebi que ele havia parado, desgrudei nossos lábios e sorri enquanto lhe dizia:

-Consegui!

-O quê?

-Te fazer parar de chorar. Não quero mais te ver chorando Taetae.

Selei novamente nossos lábios, porém agora em um beijo mais breve, apenas para lhe arrancar um daqueles seus sorrisos que tanto amo.

-Sabe de uma coisa Tae, desde que chegamos nesse lugar maravilhoso, a única coisa que fizemos foi falar de coisas ruins. Nós viajamos por uma hora e meia de carro e caminhamos mais trinta minutos pela praia para chegarmos até aqui. Pelos meus cálculos, agora já deve passar das dez, e nem sequer aproveitamos nem um pouquinho; sem contar que eu tô com fome. O que acha de começarmos a aproveitar o sábado. Afinal foi pra isso que viemos até aqui, certo?

-Você tem razão. Você prefere comer agora e ir pro mar depois ou quer logo entrar na água?

-Eu quero muito tomar um banho.

-Mas antes vai passar protetor solar. Não quero ver sua pele machucada pelo sol.

-Você também vai passar.

Tiramos nossas roupas e ficamos apenas com a peça de banho.

Poder ver aquele corpo magro, porém com os músculos delicadamente desenhados, com a pele quase totalmente exposta; foi coisa de outro mundo. Sua pele perfeita fez com que meus olhos não conseguissem admirar apenas um único ponto; eles percorreram por cada centímetro daquele corpinho. Me fazendo ficar ainda mais nervoso quando me pediu para passar um pouco do protetor em suas costas.

Poder acariciar levemente sua pele, sentindo-o em meus dedos, me despertou uma louca vontade de virá-lo e lhe arrancar um novo e gostoso beijo, mas não o fiz, pois queria guardar para mais tarde.

Depois de passar o protetor nele, pedi que o mesmo fizesse igual em mim:

-Sua vez!

Cada percorrer de seus dedos me fez sentir coisas completamente diferentes; a cada toque seu em partes do meu corpo. Fechei meus olhos para tentar aproveitar um pouco daquele toque. Fiquei tão concentrado que nem percebi quando ele havia terminado; somente me dei conta quando ele falou ao meu ouvido:

-Já Hobi! Agora só precisamos esperar alguns minutinhos e poderemos ir para a água.  

Sentir sua voz rouca dizer aquelas palavras tão próximo à meu ouvido me causou um arrepio que percorreu toda minha espinha. Precisei respirar fundo para não ceder a minha vontade de beijá-lo novamente.

Assim que o produto secou em nossas peles entramos no mar. A sensação da fria água salgada se chocando em nossos corpos era completamente relaxante; e era exatamente para isso que estávamos ali: para relaxar e deixar de lado nossas preocupações; apenas para viver um dia legal, em um lugar legal, com alguém legal. Na verdade bem mais que legal, alguém especial.

 

~Taehyung:

Finalmente estávamos aproveitando um pouco do que aquele tão incrível lugar estava nos oferecendo. Ficamos um bom tempo brincando dentro do mar. Nadamos um pouco, e trocamos alguns beijos. Fizemos uma pausa para comermos um pouco, antes que acabássemos desmaiando de fome.

Eu estendi uma toalha de piquenique sobre a areia da praia, debaixo de uma árvore um pouco mais distante do mar, para termos um pouco de sombra. Enquanto eu retirava a comida de dentro da cesta, ele pegou uma toalha de banho da bolsa e começou a secar os cabelos. Aquele balançar dos fios para expelir a água era lindo de se ver: os fios desalinhados, coladinhos pela água ainda presente, levemente jogados para trás expondo aquela linda testa. Todos esses pequenos detalhes pareciam prender minha atenção ainda mais em si.

Depois que se secou, ele sentou-se de frente para mim sobre a toalha estendida na areia. De fato estávamos com muita fome, não demorando pra que grande parte da comida que eu havia levado acabasse rapidamente.

Quando acabamos, organizamos a mini bagunça que havíamos e feito e deitamos sobre a toalha. Me deitei sobre seu braço, tendo meu rosto colado em seu peito. Ficamos deitados um bom tento fitando o lindo céu azul e as nuvens que tentávamos adivinhar quais formas pareciam ter. Aquilo nos rendeu algumas risadas, juntamente com algumas trocas de olhares.

Aquilo tudo era bem mais do que eu poderia desejar. Mesmo depois de tudo que eu havia lhe contado, ainda assim ele decidiu permanecer a meu lado. E aqueles beijos. Eu quase nem conseguia acreditar que tinham sido reais. Ainda mais porque tinha sido ele a me beijar.

Eu por um momento fechei meus olhos e busquei sentir todo o calor e segurança vindos do colo que me abrigava. Pude sentir as intensas batidas de seu coração; sua respiração levemente ofegante tocando meus cabelos e suas mãos a me acariciarem lentamente enquanto me envolviam.

Naquele momento minha cabeça parecia querer me deixar um turbilhão de inseguranças e dúvidas; mas ignorando qualquer um de meus pensamentos, deixei que meu coração me guiasse naquilo que parecia ser algo totalmente insano, ao sentir sua mão livre tocar meu rosto.

Quando o fez, abri meus olhos e passei a encará-lo, enquanto sua mão ainda sobre meu rosto, fazia um sutil afago em minha bochecha.

Meu coração acelerou diante daquilo tudo, quase querendo pular para fora do meu peito.

Ele aproximou seu rosto do meu tão suavemente como o vento que tocava nossas peles; colando assim nossos lábios em beijo terno e calmo.

Minha mente dizia que aquilo era errado, que eu não devia deixar alguém que a pouco tempo me conhecia, me fazer sentir aquilo tudo de novo.

Aquele beijo me causou um milhão de dúvidas, mas me fez sentir uma única certeza: a de que já era hora de eu me permitir ser feliz outra vez. Talvez minha felicidade possa não ser eternamente ao lado de Hoseok, pode ser que ele nem permaneça a meu lado depois daqui, mas sei que tudo se reinicia para mim a partir de agora, ao deixar de lado essa insegurança que ainda insiste em querer me fazer sentir preso àquele passado já apagado.

Então quer saber de uma coisa? Que se dane todo esse medo idiota. Pois como Jungkook me disse, sempre seremos capazes de superar uma dor enquanto ainda formos seres humanos, porque isso é uma característica de nossa espécie.

Apenas deixei aquele beijo fluir e sentir aquelas magníficas sensações proporcionadas por um beijo apaixonado: mãos suadas, coração acelerado e o idiota nervosismo juvenil, mesmo eu não sendo mais tão jovem assim, me senti como um adolescente descobrindo o que é um beijo.

Ele retirou o braço que me envolvia debaixo de si e se colocou sobre mim, aprofundando o beijo ao introduzir sua língua em minha boca, pedindo por mais de mim, fazendo aquele inocente selar ganhar a forma de um beijo de verdade.

Sua boca junto a minha me despertou um êxtase imensurável. Ele parecia tão sedento por aquilo quanto eu, pois a cada mordida em meu lábio inferior era como se quisesse me devorar. Quando menos percebi sua boca já buscava sentir outras partes minhas; e se direcionou até meu pescoço, explorando-o por inteiro, depositando ali beijos estalados e chupões quentes e molhados.

Aquela língua não parecia satisfeita apenas com meu pescoço, então passou a lamber não apenas o mesmo, mas também minha clavícula e meu tórax, para em seguida voltar a tomar meus lábios intensamente.

Suas mãos seguraram as minhas, levando-as até que ficassem acima de minha cabeça, com seus dedos entrelaçados nos meus. Seu aperto era forte, e conforme o beijo se prolongava, nossas mãos pareciam permanecer ainda mais conectadas.

Suas pernas estavam posicionadas uma de cada lado do quadril, suas mãos presas as minhas e nossos lábios intimamente ligados naquele beijo que parecia durar mais que toda a eternidade do próprio tempo. Era como se aquele momento estivesse ocorrendo em um espaço atemporal; nada ali parecia pertencer as regras desse mundo, nem mesmo nós dois, que estávamos a ponto de nos amarmos pela primeira vez.

Buscando por um pouco de ar ele nos separou do beijo, mas agora deslizando sua língua pelo meu queixo até chegar outra vez em meu pescoço. Sua mão direita soltou a minha e foi deslizando por todo meu abdômen, pousando sobre meu mamilo estimulando-o; continuou descendo até chegar em minha coxa, depois em minha virilha e finalmente a deslizar por cima de meu membro que já se encontrava completamente rijo dentro daquela peça de banho.

Depois de o alisá-lo um pouco, sua boca deixou meu pescoço, que a essa altura já devia estar repleto de marcas vermelhas, e então seu rosto passou a me fitar. Depois de todo aquele intenso contato, simplesmente paramos por alguns instantes para nos analisarmos; e foi quando ouvi seus lábios pronunciarem algo depois de tanto tempo:

-Tae, você quer? – aquelas pequenas 3 palavras me despertaram para algo que eu não tinha percebido: Hobi não era apenas é uma pessoa incrível, ele é muito mais que isso. Ele é alguém que me compreende de verdade. Ele me deu algo que nunca tive a oportunidade de ter: direito de escolha. Direito de dizer o que quero, se quero ou quanto o quero; coisa que nunca pude fazer antes. Isso me mostrou que pelo menos eu estou com alguém que me respeita e quer o meu bem acima de tudo.

-Sim, eu quero Hobi.

Dizer sim à ele, foi como dizer sim a mim mesmo; como uma forma de dizer que estou pronto; pronto para viver, pronto para amar, pronto para ser feliz outra vez, pronto para recomeçar.

Ele beijou outra vez meus lábios, num beijo mais calmo porém não menos intenso, e em seguida nos separou.

Ele ficou de pé e retirou única peça que ainda o cobria, deixando à mostra seu pênis grande e rijo, sem desfazer o contato visual estabelecido entre nós. Depois se abaixou, vindo em direção ao meu quadril para igualmente retirar a minha também.

Eu já estava muito duro, e todo aquele tesão estava deixando meu membro ainda mais dolorido e necessitado. Assim que ele retirou minha peça de banho senti um leve alívio, que ficaria completo somente depois de uma carícia.

Ao perceber minha necessidade direcionou seu olhar para meu membro e começou a apalpá-lo carinhosa e lentamente com a mão, apenas para me aliviar um pouco. – Tão duro Tae. Tão lindo. Eu quero muito você. – disse-me ainda com meu falo em suas mãos.

Entre meus arfares tentei lhe dizer algo, mas o prazer que me tomava já era tanto que mal conseguia falar; apenas consegui lhe dizer que também o queria.

Após acariciar um pouco meu pênis, sua boca me tomou, deixando o que já estava bom ainda melhor. Uma de suas mãos o segurava na base, enquanto a outra estimulava meus testículos, deixando sua boca livre para percorrer toda a extensão de meu membro, em um deslizar quente e ávido. Sua língua em especial trabalhava na região da cabeça, em movimentos circulares e passeando bem na minha fenda, chupando ali com toda a vontade que havia em si. Sua boca parecia querer engolir cada centímetro meu, então o ajudei e passei a forçar meu quadril para cima, passando a foder a boca dele. Em algumas vezes pude sentir tocar sua garganta, o fazendo engasgar de vez em quando, mas aquilo não pareceu o desagradar, pois o mesmo apenas continuou.

Ele parou algumas vezes apenas para buscar um pouco de ar, mas logo voltava a me engolir por inteiro, ainda mais desesperadamente que a vez anterior, buscando cada vez mais me ter em si.

Eu sentia que estava prestes a me desfazer em sua boca, pois meu pênis já lateja intensamente, e ele também percebeu, e assim que o fez cessou os movimentos feitos por seus lábios e se direcionou até minha boca outra vez, me prendendo em um beijo afoito e meio atrapalhado.

Depois sua boca foi beijando meu pescoço até chegar em meu ouvido, para em seguida morder o lóbulo de minha orelha, me fazendo sentir arrepios por todo meu corpo. – Fica de quatro pra mim Taetae, fica! – Disse ao pé do meu ouvido de um modo manhoso e tão irresistível – Quero que goze comigo em você. Quero que goze comigo! – Aquelas palavras foram o suficiente para que ele me dominasse por completo.

Fiz conforme ele havia me pedido; me coloquei de quatro e chupei dois de seus dedos para que ele me preparasse antes de me adentrar. – Me perdoe se doer um pouco, mas eu não vim preparado, prometo que vou ser bonzinho. Da próxima vez será melhor. – Mesmo sendo todo fofo, ele ainda conseguia ser sex, me deixando cada vez mais encantado em querer ter e conhecer mais de si.

Assim que seu primeiro dedo foi me penetrando lentamente, senti uma dor terrível, e um gemido inevitável saiu de minha garganta, afinal já fazia muito tempo que eu tinha contato físico com qualquer pessoa que fosse, não depois de Jungkook, não depois que saí do tratamento; então ainda que ele estivesse sendo cuidadoso doeu bastante. Mas conforme ele foi movimentando seu indicador em meu interior, a dor foi se transformando apenas em um desconforto. Quando seu segundo dedo me adentrou, senti uma dor ainda pior que a provocada pelo primeiro. Respirei fundo e tentei relaxar, tentando não me concentrar na dor, mas no prazer que estaria por vir depois daquilo.

Ele foi trabalhando com calma e cuidado em meu interior. Depois de alguns minutos aquela dor já não me incomodava tanto; o prazer já começava a se misturar com o leve desconforto que ainda estava instalado em meu interior.

Mas toda a dor pareceu simplesmente desaparecer quando ele passou a me penetrar juntamente com sua língua. Aquela sensação já parecia me consumir de um modo tão gostoso que eu poderia jurar nem me lembrar da dor que me incomodou. Mais alguns minutos foram o suficiente para que eu já estive me empinando e rebolando lentamente, implorando por mais dele.

Quando percebeu que eu já estava pronto, retirou seus dedos de dentro de mim.

Ele me deitou na toalha de modo com que tivesse meu rosto virado para si. Selou nossos lábios em um beijo agora encaixado perfeitamente; pediu passagem com a língua quente que a poucos segundos atrás adentrara meu íntimo e a entrelaçou em um beijo tão profundo, tão intenso, tão apaixonado, que nem parecia que aquele era um de nossos primeiros beijos.

Ele colocou minhas pernas ao redor de seu corpo, se encaixando em mim; então as entrelacei. Posicionou seu membro em minha entrada já relaxada e lentamente foi me adentrando, enquanto debruçava seu corpo sobre o meu, unindo outra vez nossas bocas em novo e incansável beijo.

Calmamente ele me preencheu com seu falo.

Seu quadril se movimentava devagar, fazendo com que suas estocadas fossem fracas, até que eu pudesse de fato me acostumar com o seu grande membro dentro de mim.

O beijo permaneceu calmo até o momento em que ele estava indo devagar, mas assim que intensificou o ritmo, aquele beijo calmo e lento se transformou em um beijo sedento e totalmente incontrolável.

A cada estocada mais forte eu sentia uma pressão em meus lábios, que por ora era alternada para algumas mordidas. Seu movimentar era intenso, forte e rápido, me fazendo gemer descontroladamente, por dor mas também por prazer.

Suas mãos estavam presas as minhas enquanto seu ventre se movimentava para me estocar rápida e intensamente, em um movimento tão frenético que me fez por vezes revirar olhos extasiado de tanto prazer.

Meus gemidos eram sôfregos, mas não por eu não estar gostando do que ele estava fazendo, mas sim porque todo o prazer que ele estava me dando já estava me deixando cada vez mais alucinado e fraco. Meu corpo parecia que a qualquer momento entraria em estado de completa incapacidade de reação; o que piorou quando ele passou a acertar minha próstata.

Quando ele a acertou eu gemi ainda mais alto, total e completamente descontrolado, sem o menor ou receio de que alguém pudesse me ouvir, afinal estávamos sozinhos ali.

O prazer não estava unicamente presente em mim. Ele também estava claramente expresso em Hobi, que arfava incontáveis vezes enquanto me estocava; e sorria maliciosamente ao me ouvir gemer ainda mais alto a cada vez que me acertava com vontade. Seu prazer também era evidenciado a cada vez que castigava meus lábios, chupando e mordendo-os sem piedade.

Mesmo com todo o prazer que ele estava me proporcionando, não podia negar o fato de que ainda não me sentia completamente satisfeito, pois meu membro estava totalmente esquecido; sofrendo na espera de atenção.

Soltei uma de minhas mãos, para me tocar e aliviar um pouco daquela dor. Mas quando eu estava prestes a me tocar ele puxou meu braço. – Só mais um pouco, eu não esqueci de você. Já vou te dar o que você quer. – Então fiz conforme ele havia me dito e esperei.

Não demorou muito depois daquilo para que ele intensificasse ainda mais o movimentar de seu quadril, voltando a acertar minha próstata com vontade. Eu o pude sentir pulsar em meu interior, logo tendo sua mão masturbando meu pênis que não via a hora de ser aliviado.

Ele me masturbou na mesma intensidade em que se movimentava dentro de mim. Assim que o senti pulsar mais fortemente em meu interior, deduzi que ele estava vindo, então também me deixei ir em sua mão, sujando seu peito ao mesmo tempo em que senti sua porra quente me preencher.

Gozamos juntos, como ele havia pedido. Nos satisfizemos ao mesmo tempo, tendo todo o prazer que poderíamos querer para aquela tarde.

Depois que acabamos, ele se deitou ao meu lado, me puxando para cima de si, igual como estávamos antes de tudo começar. Ele me envolveu com seus braços e depositou um carinhoso beijo em minha testa. Ele manteve nossos rostos colados, sem se importar se estávamos suados e completamente exaustos.

Apenas aquilo foi o suficiente para que eu me sentisse completo depois de uma transa tão intensa como a que tivemos. Não me importa se eu não o conheço a uma vida atrás, nem se ele chegou tão depressa como uma surpresa do destino; só o que importa é que ele me faz bem, que me faz sorrir, que faz com que eu me sinta um Taehyung sem medos, capaz de tentar ser feliz novamente. Ele faz com que eu tenha vontade de ser diferente de um modo bom, me faz feliz só por desejar me ver sorrir. O que importa é que ele deseja me fazer o bem. O que importa é que ele decidiu permanecer ao meu lado, porque simplesmente me aceitou por aquilo que sou.

 

~Hoseok:

Eu precisava fazer algo para alegrar o Tae, ele já tinha chorado demais, e não era pra isso que viemos de tão longe. Tínhamos que aproveitar aquele dia, aquele lugar e a oportunidade de viver um dia incrível totalmente sem preocupações que a vida estava nos permitindo.

Depois que o beijei ele parou de chorar e ficou de fato melhor, mas quem piorou com aquilo fui eu. Piorei porque já estava louco para provar de novo daqueles lábios, e fiquei com ainda mais vontade depois daquela rápida prova. Eu queria ter continuado, mas sei que ele ainda não estava no clima pra isso naquele momento e até mesmo eu não me sentiria tão confortável, então decidi que iríamos nos divertir primeiro, e quem sabe depois continuar o que começamos.

O legal de estar com o Tae é que ele faz parecer que tudo é feliz, mesmo que talvez lá no fundo não seja isso que estejamos sentindo. E eu pude descobrir isso a partir dele. Ver a tristeza que ele ainda escondia me fez perceber que nem sempre as pessoas estarão de fato felizes e satisfeitos, por mais que tentem fingir e mascarar as coisas; mas eu percebi também com isso que vale a pena tentar enfrentar nossas dificuldades, ainda mais quando a pessoa está disposta e quer realmente melhorar. Ele teve uma coragem que talvez eu jamais teria. Ele assumiu um risco mesmo sem saber se suportaria as consequências da minha reação.

Eu realmente não tenho motivo nenhum para não permanecer ao seu lado, o que ele fez no seu passado foi por um motivo, um motivo muito triste, mas que já não faz mais parte dele, e eu quero estar com ele para vê-lo sempre feliz, porque ele merece, nós merecemos. Eu passei tanto tempo sofrendo pelo Jimin que acabei me fechando para um mundo cheio de possibilidades. Ignorei diversas chances de ser feliz ao lado de alguém. Mas agora eu não vou mais deixar passar.

Ele me quer ao seu lado e eu quero estar com ele também, quero me dar uma chance de tentar ser feliz de novo, de amar de novo, de me permitir ser amado. E se agora tenho essa chance, por que a desperdiçaria? Está na hora de sermos felizes.

“Eu estarei com você e sei que você estará comigo; eu sei aquilo que você é e agora é sua vez de descobrir mais sobre quem eu sou.” 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Demorei mas atualizei kkkkk. Acho que ainda vai ser preciso encaixá-los no próximo capítulo, porque ainda falta falar de umas coisinhas depois desse dia top kkkkk. Mas era isso que eu tentei trazer de vhope (vulgo casal secundário) pra vcs.

P.S.: se quiserem, me acompanhem na outra fic: Quero matar meu adorável chefe!
Vou deixar o link aqui pra vocês, beijos e obrigada:
https://spiritfanfics.com/historia/quero-matar-meu-adoravel-chefe-10802616


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