História Preto - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drabble, Famí­lia, Poesias

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem!♡

Capítulo 1 - O homem cor de Café.


Preto.

          —Por: Dodo_Hyuuga_S2



Sentado em um banco de pedra numa praça com árvores muito bonitas, o pequeno Arthur esperava sua mãe retornar. A mesma tinha ido para não se sabe onde para atender uma ligação importante e o deixado ali.

O garotinho de olhos verdes como esmeraldas e cabelos loiros como o sol deu um suspiro desanimado. Ele se encontrava em um dilema que parecia não ter solução: O que compraria de presente de aniversário para si? Afinal, hoje era seu aniversário de sete anos de idade. E ele não estava muito animado com aquilo.

Arthur tinha de tudo e se não tivesse, ele poderia comprar. Ele era rico, milionário, mesmo que a pequena cacholinha dele não compreendesse isso. Mas a noite, uma festa seria dada em sua homenagem, repleta de pessoas que ele não gostava.

O garotinho bufou. Não era para ele estar assim.

— Ei, garotinho!

Os olhos verdes se depararam com uma pessoa diferente. Ela era marrom. Um marrom escuro quase preto. Tinha cabelos brancos assim como as sobrancelhas e a rala barba. Os olhos eram como a noite. E o sorriso era caloroso. Acolhedor.

Arthur sentiu suas bochechas esquentarem. Será que ele tinha caído num copo com café? Sua mãe sempre xingava as empregadas quando derramavam o líquido em suas vestes, alegando que aquilo iria manchar. Seria ele manchado?

— O-olá.

O velho senhor com cor de café sorriu, sentando do lado do menino. Arthur continuava vidrado no homem.

Por que estás com esse semblante desanimado, garotinho? Está um belo dia hoje.

O menino assentiu. A voz dele era reconfortante.

Ho-hoje é meu aniversário. Mas eu não sei o que eu quero de presente.— Admitiu.

O senhor gargalhou e o menino corou por constrangimento. O homem de café era estranho.

Oras! Peça saúde, garotinho. Amor, amigos e felicidade. Não há presente melhor! E quando você estiver precisando, sempre ouça aqui.— Ele colocou o dedo sobre o peito de Arthur.— Seu coração sempre tem razão!

Arthur sorriu para o homem. Sua mãe tinha razão. Café deixava as pessoas mais atentas e espertas.

Arthur, venha aqui imediatamente! Anda!— Sua mãe gritou-o não muito distante. Sua cara não era nada boa. Olhou novamente para o idoso. Ele ainda sorria.

Obrigado, senhor!

O velho gargalhou mais uma vez. Que garotinho intrigante…

— Parabéns, garotinho.

Arthur sorriu e foi em direção à sua mãe. Ela o pegou pela mão, arrastando-o pelo parque.

Posso saber o que estava fazendo falando com um preto? Não quero você tendo contato com esse tipo de gentalha!

O garoto franziu o cenho. Preto? Era isso que aquele senhor era? Um preto?

Pelo menos decidiu o que quer de presente? Não tenho o dia todo.

Arthur pois a mão sobre o coração. O senhor disse que o coração sempre tinha razão. E incrivelmente, ele concordava.

O garoto sorriu. Sabia o que queria de presente agora.

Mamãe… Eu quero ser preto também!


Notas Finais


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