História Princesa Celestial - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo
Visualizações 49
Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu aqui, outra vez. Gente, foi muito difícil arranjar alguma inspiração para escrever esse capítulo, até porque poucas são as leitoras que favoritam e apenas uma comentou, E FOI SÓ UMA VEZ! Sei que é chato essa coisa de ficar pedindo comentários, eu não sabia o quão importante era para o autor saber o que acham de sua história até postar uma. Sério gente, eu estou muito desestimulada, e estou pensando seriamente em parar de postar a fic ou até mesmo em excluí-la, visto que não estou tendo um retorno de vocês.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Meses se passaram depois daquele dia, o primeiro e último em que vi os Cullens perambulando pelos corredores da Forks High School. 

Lembro até hoje da cena patética que presenciei na noite do dia seguinte, quando Sam Uley saiu da floresta com Isabella Swan pendurada em seus braços, e eu não pude deixar de notar o quão parecida ela estava com uma boneca de pano. 

É claro que eu não tinha moral nenhuma para julgar a forma como ela demonstrou sua dor, meus terrores noturnos são uma prova constante disso. 

_O mundo seria um lugar bem melhor se você prestasse mais atenção no que eu digo, Kathe._Jacob resmungou, acertando uma almofada no meu rosto. 

Ele havia me pedido para ajudá-lo com seu trabalho de literatura, que tinha como foco principal uma obra de Bram Stoker.

_Ainda não entendo o fascínio da sua professora por romances góticos._me deitei na cama, tão frustrada com este trabalho quanto Jacob, até porque Drácula nunca me agradou muito.

_E você acha que eu entendo!? 

Antes que eu pudesse responder alguma coisa, o ronco de um motor velho se fez audível. Rapidamente eu fui até a janela, e para a minha surpresa Bella estava parada em frente à casa de Jacob.

_Você tem visita, Black.

_Quem é?

_Isabella Swan, o zumbi da FHS. 

_Sua sensibilidade me comove, vou ver o que ela quer. 

Jacob parecia uma criança em dia de Natal, correndo em direção ao seu presente tão esperado, que, no caso, era a Swan. 

Enquanto os dois se abraçaram e ficavam de mimimi, eu pude notar que alguém nos observava. Ao forçar mais minha visão, pude perceber que era uma mulher pálida de cabelos avermelhados, usando roupas que destacavam ainda mais o seu tom de pele. 

Tão depressa quanto apareceu, a ruiva sumiu, como se fosse apenas um fruto da minha imaginação. Resolvi deixar isso de lado, até porque podia ser, de fato, mais uma criação da minha mente esquizofrênica. 

_Hey Pocahontas! Ainda precisa terminar seu trabalho. 

_Bella, já conhece a Kathe, hum?

_Sim._ela sorriu tímida._Temos algumas aulas juntas. 

_Você parece melhor, Bella._eu falei._A que se deve a sua visita? 

_Preciso de ajuda para consertar essas motos._foi então que notei o que tinha debaixo da manta, na traseira do seu carro._Mas se isso for te atrapalhar, posso arranjar outra pessoa para...

_Não!_Jake se apressou em negar, como se sua vida dependesse disso._Eu posso te ajudar.

_Muito gentil da sua parte, Black, mas tem um trabalho para terminar até amanhã, ou é muito provável que sua professora se transforme no próprio Drácula e venha arrancar sua cabeça ao anoitecer. 

Bella tinha um olhar irritantemente curioso sobre mim, como se eu fosse a albina vesga ali ao invés dela. Já Jacob, que estava tão alegre há alguns segundos atrás, fechou a cara para mim, como se eu pudesse esfriar ainda mais o seu momento com a garota Swan.

_Não me trate como uma criança, Hunter!_e sem ter nenhuma noção de que parecia ainda mais infantil, ele cruzou os braços e fez uma careta.

_Então não seja como uma, seu acéfalo metido a mecânico!

_Não se esqueça de que é este acéfalo metido a mecânico que lhe ajuda com seus problemas automobilísticos. 

_Gente, eu realmente não quero causar incômodo...

_Mas eu também o ajudo com seus problemas da escola, estamos quites!

_Ora, Kathe, qual é o problema em me deixar ajudar a Bells? Tenho certeza de que não vou reprovar por causa de umas motos velhas.

E assim, Jacob não só conseguiu me desarmar, como também me fez perceber o quão boba eu estava sendo. O que foi isso, afinal? Eu estava mesmo querendo para mim, e só para mim, o meu melhor amigo? Realmente estava parecendo uma criancinha mimada que se recusa a emprestar seu brinquedo para uma outra mais necessitada? Jacob não era um objeto, ele podia ajudar quem quisesse, estar com quem quisesse, e eu não tinha poder algum para impedi-lo. 

_Que seja._disse, por fim, indo até a porta de casa e apenas me virando para dizer um "até mais".


Depois de mais um episódio de comédia chamada "Minha Vida", eu decidi sair de casa, levando comigo apenas minha bolsa, celular, fones de ouvido, algumas barrinhas de chocolate e um casaco quente. 

Cortei caminho pela floresta para chegar mais rápido na praia, como Jacob havia me ensinado. Surpreendentemente estava tudo muito silencioso, e eu podia jurar que os pássaros estavam cantarolando animados há alguns segundos atrás, e para completar o meu medo, tinha a sensação de estar sendo observada. Que dia estranho. 

É lógico que não podia descartar a possibilidade de estar apenas reagindo ao fato de hoje ser o dia do aniversário de Lilly, tanto de idade quanto de morte, pois fazia um ano desde aquele maldito dia.  

Uma merda, não? Morrer justamente no dia do próprio aniversário. Ela estava tão animada com aquela maldita festa, é irônico que aquele tenha sido o evento no qual foi assassinada pelo namorado, mas é bem verdade o que dizem por aí, a pessoa por quem você levaria um tiro está atrás do gatilho. 


Quando meus pés descalços finalmente se enterraram na areia, deixei para trás a paranóia de estar sendo seguida. 

Ao longe já podia ver as ondas se quebrando nas formações rochosas, e sobre uma delas estava Leah Clearwater. Eu não falava muito com ela, talvez pelo fato de que sua companhia se tornou desagradável depois do chute na bunda que levou de Sam, seu ex-namorado/noivo/sei lá o quê. 

Não devia ser fácil para ela, que já tinha todos os detalhes de sua vida muito bem planejados, se ver em meio ao caos de sua separação com o homem que amava tanto. 

Lembro de estar ao seu lado quando descobriu que Sam a trocara pela própria prima. Me sinto culpada até hoje por tê-la levado até aquele hospital, mas Leah ficaria sabendo mais cedo ou mais tarde, independentemente da minha interferência.

Tomei coragem e fui até ela, eu não tinha nada a perder e sabia que ela estava precisando de uma amiga, então por que não ser uma? 

_Se veio aqui para bancar a alma caridosa, está perdendo seu tempo._ela esbravejou, mesmo sem ter, ao menos, olhado para mim. 

_E desde quando sou uma alma caridosa? Esqueceu que eu chuto cachorrinhos de rua e roubo dinheiro de mendigos?

Consegui escalar a pedreira e sentei-me ao seu lado. Por mais inacreditável pudesse parecer, Leah não me empurrou dali em direção a morte certa, apenas agiu como se eu fosse uma mosquinha irritante que ela desistiu de matar. 

_O que foi? Jacob está ocupado demais para ser seu passa-tempo?

_Isso mesmo, ele está com Isabella Swan agora, e por isso vim para cá. 

_O que a songamonga quer com o tapado do Black? Ela já não tem o namoradinho topetudo? 

Por mais que eu não fosse tão fã de Isabella, me pareceu errado falar a respeito do seu rompimento com o Cullen.

_Ela precisa de ajuda para consertar umas motos, e você sabe o quanto Jake gosta dessas coisas...

_E dela.

Eu podia sentir o olhar de Leah sobre mim, como em um teste de resistência, enquanto um silêncio desconfortável pairava no ar.

_Você não parece ser uma má pessoa, Kathe, e por isso vou te dar um conselho._eu olhei para ela, que esforçava-se para prender o choro._Desista enquanto ainda pode, enquanto ainda acha que gosta do Jake apenas como um amigo.

_Leah, eu não...

_Aconteceu comigo, Kathe._seu olhar magoado se voltou para o mar, Leah nunca pareceu tão frágil quanto agora._Sam era meu amigo, meu melhor amigo, e eu mal percebi quando a amizade se tornou algo mais para ambos. 

_Chega! O que vocês tinham era bonito e especial, mas não era para acontecer, supere._suspirei, cansada de tudo isso.

_Acha que é fácil? Eu não sou tão fria a ponto de não me afetar com tudo isso.

_Nunca é fácil, mas você precisa tentar! Pode demorar semanas, meses ou anos, mas em algum momento você vai perceber que toda essa dor ficou para trás, e vai ficar feliz por isso.

Naquele momento percebi que muitas das coisas que eu disse, poderiam ser aplicadas a mim. Leah tinha seus problemas mal resolvidos com Sam e Emily assim como eu tinha problemas relacionados à morte de Lilly. Talvez pudéssemos, de fato, superar tudo isso, talvez houvesse alguma luz no fim do túnel. 


Já estava escurecendo quando me embrenhei pela floresta outra vez, afim de chegar mais rápido em casa. 

Enquanto caminhava por entre as árvores, tentando não tropeçar nas raízes salientes, as palavras de Leah espetavam minha sanidade. 

Eu sabia que ela havia falado tudo aquilo em um momento de dor, contudo, ela plantara em mim a semente da dúvida, e eu estava tendo dificuldade para tirá-la. 

Com tantos pensamentos rondando minha mente, eu acabei por desviar da trilha que me levaria para casa. 

_Okay, está tudo bem, não entre em pânico...

Não entrar em pânico era a única coisa que eu não estava fazendo, porque, entre um puxão de cabelo e outro, pude sentir uma presença ao meu lado.

_Eu não pisaria aí se fosse você, Lizzy._o sussurro de Benjamin foi como um sopro gélido na minha nuca.

Um tremor passou como corrente elétrica por todo o meu corpo, e se já estava com medo por estar perdida, agora eu temia pela minha vida. Ele ainda me chamava pelo apelido de infância. 

_Como me achou?

_Eu sempre encontro você, Lizzy._eu o sentia me rondando, como um animal feroz, pronto para me atacar._Lembra de quando brincávamos de esconde-esconde, e você escolhia sempre o mesmo lugar úmido, frio e escuro atrás da casa dos Parker? Não mudou nada, Hunter. 

_Veio para me matar? Completar o serviço, como fez com Lilly? 

_Sabia que fica ainda mais apetitosa quando está nervosa? O cheiro doce do seu sangue está me deixando louco.

_Por favor, Ben, não faz isso...

_Prometo que serei rápido se você me disser onde ela está.

_Não sei do que está falando. 

_É CLARO QUE SABE!

Fechei meus olhos, o medo jorrando pelos meus poros, o que ele queria? Do que ele estava falando? 

_OLHE PARA MIM QUANDO FALO COM VOCÊ!_ele me virou com uma força descomunal, naquele momento eu tive certeza de que, seja lá o que Benjamin tenha se tornado, não era humano. 

Ao olhar para ele, ver seus olhos rubros, sua pele pálida, sua beleza, tudo isso misturado ao medo e a dor do provável braço quebrado, foi demais para mim. Não soube o momento exato em que desmaiei, mas lembro de ter entrado na inconsciência com um alto rosnado. Que sorte, Benjamim me mataria e deixaria meus restos para alimentar os lobos. 


Notas Finais


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