História Profundezas da mente - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hinata, Naruhina, Naruto, Sasuhina, Sasuke
Visualizações 175
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PRIMEIRAMENTE: eu preciso avisar a vocês que essa fanfic conterá MUITA violência. Obviamente eu vou avisar nos capítulos que conterão cenas mais fortes, mas já quero deixar avisado a vocês isso. Porque, no início, não será um mar de rosas e é provável que vocês queiram me matar por tudo o que eu vou fazer vocês sofrerem, ahahaha. Desculpem-me. Entretanto, é sério. "Profundezas da mente" é uma fanfic dramática e bem trágica, além de ter um conteúdo bem pesado.

Segundo, quero agradecer a todos os CINQUENTA E SETE favoritos! Não imaginei que ia chegar a essa quantidade só com um capítulo :3 E um agradecimento especial a todos que comentaram: Ensimesmudo, Eyerelix, Xlaetittiax, Tomo5chan, Jujuzinhasinha, Izzajackson, SenhoritaHyuuzu, AsakuraYumi, Sumire_Kakei e Flayra2 ❤ Vocês fizeram do meu dia mais feliz e espero vê-las neste capítulo! hehehe

Terceiro, quero me desculpar pela demora. ehehhe Eu sempre me desculpo por isso, vocês vão se acostumar. Só espero que não me abandonem, não importa quanto tempo eu demore a postar. Enfim, chega de enrolação!

Boa leitura!

Capítulo 2 - Euforia.


Fanfic / Fanfiction Profundezas da mente - Capítulo 2 - Euforia.

Konohagakure no sato havia se reerguido com orgulho e muito suor de seus moradores. Para que se tornasse novamente a grande potência que havia sido um dia, foram precisos dois anos até que todas as estruturas estivessem em seus devidos lugares e a criminalidade atingisse o mais baixo patamar em décadas.

Apesar do nível de hostilidade entre as vilas ter diminuído, os cargos ninjas e ANBU foram mantidos por precaução. Assim, continuariam a fazer suas missões sem mais interrupções. A paz fora consagrada, entretanto, a mente humana está em constante mudança. A guarda não poderia ser baixada.

E, como visto, a paz manteve-se firme em Konoha por apenas mais três anos após sua reconstrução... Cinco anos após o fim da Quarta Grande Guerra.

 

Hinata olhou-se no espelho pela vigésima vez. Aquela seria a última e serviria para constatar seu penteado – um coque bem apertado que deixava apenas sua franja e duas mechas soltas. Em seu rosto pálido não havia maquiagem além do batom rosa e da máscara para cílios.

O vestido tradicional que usava delineava seu corpo, acentuando a cintura fina e marcando o quadril largo de nádegas avantajadas. A cor preta se destacava em sua pele alva e, nos pés, calçara apenas uma sandália de mesma tonalidade.

Fazia pouco mais de um ano que o portador da kyuubi e a princesa do byakugan decidiram estender os laços fraternais para um relacionamento sério. A confusão ocasionada por Otsutsuki Toneri, o último herdeiro do clã da lua, ajudara em grande escala para que o namoro fosse confirmado.

Naruto retornara de uma missão após dois meses em Kirigakure e, para matar a saudade, havia chamado Hinata para jantar. Fora um dia intenso para a jovem, pois estava iniciando a carreira no esquadrão de rastreamento da ANBU e os treinos para iniciantes eram de fato muito rigorosos.

Sorriu quando uma das empregadas lhe trouxera a informação de que Naruto encontrava-se em frente ao portão principal da mansão Hyuuga. Desceu as escadas rapidamente, atravessando a sala e a porta de entrada em completa euforia. Avistou-o parado no limite dos muros do clã, através dos portões abertos, usando uma vestimenta masculina preta com detalhes em laranja também tradicional em sua cultura.

— Naruto-kun! — ela exclamou, abrindo o maior sorriso do dia. Aquele sorriso que apenas o loiro tinha o prazer de ver.

Em questão de segundos já mantinha seus braços presos em volta do pescoço de pele bronzeada do rapaz, apertando-o em um abraço aconchegante. Um beijo de boas-vindas se iniciou logo em seguida, com as línguas se tocando lenta e despreocupadamente.

— Que saudade eu estava de você, ‘ttebayo! — Naruto disse, afundando o rosto na curva do pescoço feminino, onde poderia sentir o aroma de lavandas. Hinata beijou-lhe a bochecha esquerda com delicadeza, fazendo-o afastar-se para olhá-la nos olhos. — Está linda, meu amor.

— Você também está lindo, Naruto-kun — murmurou, envergonhada pelo elogio.

O casal caminhou pelas calmas ruas de Konoha, trocando trivialidades e colocando assuntos em dia. O jantar ocorreria na casa dele, para terem mais privacidade e poderem conversar com naturalidade e sem interrupções.

Chegando ao destino, Naruto lhe mostrara uma mesa perfeitamente arrumada para um jantar a dois. Havia um candelabro prateado comportando duas velas brancas; dois pratos elegantes por cima de uma toalha de mesa vermelha e talheres os acompanhavam. Não era um costume utilizar aquele meio para a alimentação, entretanto, mostrava-se formalizado.

Naruto puxou uma cadeira para que Hinata se acomodasse e sumiu apartamento adentro em busca da refeição. O loiro fizera questão de servir a ambos porções de croquetes de frango, sunomono e tempurá. A Hyuuga, deslumbrada, mal podia acreditar que ele fizera tudo para ela.

O jantar transcorreu calmo e o casal se alimentou entre comentários divertidos e olhares sedutores. A saudade trouxera o forte desejo do contato de suas peles, dos beijos não dados nos últimos meses; a genuína vontade de estar perto.

Enquanto lavavam a louça, Naruto não tirara o sorriso abobalhado do rosto, simplesmente admirando a Hyuuga ao seu lado. Ela estava tão linda naquela noite, com os cabelos presos deixando o pescoço e os ombros nus. Sentia-se muito sortudo, ainda mais com o que tinha em mente.

Intuitivamente, deixou a louça de lado e pegou Hinata pela mão, girando-a em torno de si mesma e, sem seguida, puxou-a para perto de seu corpo. Ela gargalhou em meio aos passos lentos, apoiando-se nos ombros do homem loiro. Ele sorriu, segurado a cintura fina.

— Eu tenho um pedido a te fazer, Hinata — ele murmurou, observando os brilhosos olhos perolados.

A mulher mordeu o lábio inferior em expectativa. Naruto tateou os tecidos da roupa que usava, lembrando-se repentinamente de que ela não comportava bolsos. Então, pediu licença e, de forma rápida, foi até seu quarto e voltou com um sorriso amarelo.

O coração da jovem acelerou e ela prendeu a respiração sem nem perceber quando o Uzumaki ajoelhara-se a sua frente. Ele ergueu uma caixinha preta aveludada acima da cabeça, estendendo-a em sua direção. Naruto abriu o pequeno objeto, revelando um pequeno anel prateado com uma protuberante e delicada gema alaranjada no centro.

— Hyuuga Hinata, você aceita se casar comigo e ser, eternamente, minha? — ele fez a pergunta, a voz falhando em meio ao nervosismo.

Hinata voltou a respirar normalmente, com os olhos brancos arregalados como nunca. Ela mordeu o lábio inferior mais uma vez e, sem dizer nenhuma palavra, ela jogou-se sobre o loiro, fazendo com que ambos caíssem desajeitados no chão de madeira do apartamento.

Beijaram-se apaixonadamente, para, então, viver uma noite de amor na qual seus corpos dançariam como um só em comemoração ao tão esperado futuro.

Que jamais chegaria.

~•~

Hinata recobrou a consciência aos poucos, de forma lenta e tortuosa, acompanhada de uma dor lancinante em todo seu corpo. As cenas do dia anterior passando como flashes em sua mente; recobrou-se dos momentos de amor com Naruto, logo após o pedido de casamento.

Um aperto em seu peito fez com que abrisse os olhos e se deparasse com o completo breu. Identificou um cheiro metálico e úmido, forte e levemente azedo. Estava deitada em uma espécie de colchão velho, que tinha o mesmo resultado de deitar-se no chão.

Tateou a sua volta, escutando o som de ferro tilintando quando mexeu as mãos, o chão era rochoso e a parede cheia de umidade – revelando de onde vinha o odor. Limpou a mão no colchão e identificou o que lhe circundava os pulsos: uma algema enferrujada. Seus pés também estavam presos pelo mesmo material.

Onde estava? E por que não conseguia ativar sua linhagem sanguínea?

Então, lembrou-se de mais cedo: seu chakra havia sido drenado para fora de seu corpo. Aquela flor o drenara e lhe dera em troca uma quantidade absurda de dor. O lado direito de seu corpo continuava em leve dormência, com cãibra nas panturrilhas.

Houvera um homem de cabelos prateados, lembrava-se de que ele tocara seu rosto, mas não conseguia recordar as características faciais.

Passou as mãos pelo próprio corpo, identificando o tecido como não sendo o de sua yukata. Ao menos estava inteira. Quando suas pupilas dilataram e a visão acostumara-se com a luz escassa, descobriu uma abertura na parede que poderia ser chamada de janela. Havia grades grossas que impediriam quaisquer tentativas de fuga.

Caminhou até ela com dificuldade, percebendo seus pés despidos em contato com o rochoso chão gélido, para constatar que do lado de fora da prisão nevava. O frio não invadia com tanta intensidade o aposento – se é que poderia ser um. Estava surpresa, pois, no país do fogo, era primavera e dificilmente nevava no inverno.

Virou-se, olhando cada canto do local. Uma porta de ferro fundido era a única e possível saída dali, tinha uma janelinha retangular de vidro temperado e fosco devido a muitos arranhões. Aproximou-se dela, as correntes que lhe prendiam as penas arrastando pelo chão; ficou na ponta dos pés e olhou.

Dava para um corredor tão mal iluminado quanto o cômodo onde estava. Franziu as sobrancelhas, tinha outra porta na parede oposta também de ferro fundido e com vidro no único meio de visibilidade.

Passos ecoaram pelo corredor e um arrepio atravessou seu corpo pequeno. Assustada, apressou-se em voltar para o precário colchão onde havia acordado minutos antes. Descobriu um travesseiro tão fino que, tinha certeza, lhe daria torcicolo, então, dobrou-o ao meio e fingiu estar dormindo.

Som de chaves, algo pesado se arrastando no chão atrás de si, mais passos se aproximando.  Prendeu a respiração, em uma tentativa falha de se camuflar e impedir que a pessoa que estivesse ali não a visse.

Ohayou, hime. — Era uma voz masculina e, se não estivesse naquela situação, diria que era também calorosa e doce. — Está na hora de acordar.

~•~

O homem sentado em frente a uma gigantesca pilha de papéis encontrava-se visivelmente entediado. Carimbava lentamente cada contrato que deveria receber sua assinatura e passava a folha para outra pilha que se estendia do chão até a altura da mesa.

O dia ainda estava claro e os raios alaranjados do sol poente atravessavam as janelas abertas do escritório do Rokudaime. Hatake Kakashi sentia que, se houvesse pensado mais um pouco, jamais teria aceitado virar hokage. Ainda mais em tempos tão tediosos como pelo qual o mundo shinobi passava.

Repentinamente, a porta se abriu em um estrondo e Hyuuga Neji, acompanhado de Hiashi e Hanabi, adentrou o cômodo com ferocidade e carranca em seu rosto belo. Logo atrás, Shikamaru caminhava lentamente com as mãos nos bolsos.

— Hokage-sama! — ele vociferou e, só então, Kakashi reparou que o jovem gênio carregava consigo uma vestimenta feminina esverdeada.

— A que devo a ilustre presença da família Hyuuga em meus aposentos? — o Hatake perguntou, deixando o carimbo de lado e afastando a pilha de papéis do melhor jeito que conseguia.

— Hinata-sama foi sequestrada!

O ninja copiador engasgou com a própria saliva. Só poderia ter escutado errado.

— Perdão, como é?

Neji jogou a yukata de Hinata sobre a mesa do Hokage, não havia sangue ou qualquer outra marca que indicaria combate. Entretanto, o mais novo logo estendeu o pergaminho encontrado no jardim.

— Boa sorte em encontrá-la — ele leu em voz alta. — O que exatamente está acontecendo aqui?

— Minha primogênita foi raptada, Hatake. Eu exijo que você comece uma busca por ela imediatamente — Hiashi se pronunciou pela primeira vez, com olhar duro e aura superior. Hanabi mantinha os braços cruzados e cara de poucos amigos.

— Shikamaru...? — o Rokudaime suplicou.

— Kakashi-san, Hyuuga Hinata foi vista pela última vez andando para fora da vila pela manhã e...

— E como demorava a voltar para casa, coisa que não era de seu feitio quando ia visitar o jardim, resolvi ir atrás dela — Neji cortou a fala de Shikamaru rapidamente. — Ela estava vestindo essa yukata quando saiu e eu a encontrei no local onde costuma ficar algumas vezes, junto a esse pedaço de pergaminho.

Era só o que faltava, o de cabelos prateados pensou.

— Shikamaru, reúna as equipes de rastreamento ANBU e todos os ninjas jounin disponíveis imediatamente. Precisamos agir o mais rápido possível! — o Hokage exigiu, ainda com o bilhete entre os dedos. — Estão dispensados! Quando todos estiverem reunidos, chamar-vos-ei novamente.

A contra gosto, os três Hyuugas se retiraram do escritório e apenas Shikamaru permanecera parado no mesmo lugar. Kakashi leu mais uma vez as palavras “Boa sorte em encontrá-la” escritas com tinta preta em uma caligrafia refinada.

— O que faz aqui ainda, Shikamaru-san? — Kakashi quis saber, desviando os olhos pretos do papel preso entre seus dedos para o Nara a sua frente.

— Quero saber o que o senhor acha dessa situação — respondeu, dando de ombros sem retirar as mãos da calça.

— Shikamaru-san, eu não estou em posição de achar nada no momento — falou prontamente, fazendo um gesto com as mãos para que o mais novo saísse.

•••


Notas Finais


E chegamos ao fim do primeiro capítulo! Sim, o capítulo passado foi, na verdade, um prólogo rsrs Os capítulos estão curtinhos, mas eu prometo que logo, logo eles começarão a virar bíblias! ahahah Quem acompanha meus escritos, sabe que eu gosto de caprichar :3

Espero que vocês tenham gostado, viu? Apareçam nos comentário para me dizerem suas maiores teorias! hihi

Pessoas lindas, deem uma olhada nessa one-shot que eu escrevi para o evento do grupo Curtidores da SasuHina/BR: https://spiritfanfics.com/historia/miss-murder-10509653

Um beijão e até o próximo!


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