História Provocante - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camila, Camren, Camren G!p, Comedia, Lauren G!p, Romance
Visualizações 427
Palavras 3.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooo eu aqui.

Qualquer erro ajeito depois!

Capítulo 22 - Com apetite


NO FIM, Lauren não precisou se testar para saber como ela lidaria ao observar Camila tirar a roupa para outros homens. Porque, antes de ela subir no palco, Lauren foi obrigada a lidar com uma dupla de punks que não compreendiam as regras de um lugar tão elegante como aquele. Um deles havia dado em cima de uma garçonete e o outro havia avançado em uma dançarina. Lauren e Bernie agarraram os rapazes e os arrastaram porta afora, onde, cheios de coragem em função da bebida alcoólica, ambos tentaram arranjar briga.

Talvez fosse a raiva residual que ela sentira ao ver sangue nos dedos de Camila. Ou talvez a fúria que inundara sua cabeça diante da ideia de que poderia ter sido Camila a dançarina agarrada pelo pilantra, mas, assim que o sujeito deu o primeiro soco, Lauren reagiu severamente.

Ela havia brigado algumas vezes quando jovem, antes de se alistar no serviço militar e também enquanto servia. E era dolorosamente fácil derrubar um bêbado. A briga acabou quase imediatamente depois de começar. Bernie despachou o amigo do bêbado quase tão rapidamente quando Lauren e ambos cumprimentaram um ao outro com um meneio de cabeça em agradecimento ao apoio.

– Valeu – disse Bernie.

– Sem problemas.

Bernie sacudiu o cliente bêbado.

– Acho que é o mesmo pilantra que agarrou Rosa há um mês.

O queixo de Lauren enrijeceu. Se o sujeito já não estivesse sob o aperto firme de Bernie, ela poderia ter encontrado um motivo para dar mais um soco. Mas ela era uma lutadora justa e não faria algo tão fora dos limites.

A não ser que o sujeito se libertasse… então seria justo.

O sujeito não conseguiu se soltar; Bernie tinha mãos firmes e começou a repreendê-lo por assediar Rosa. Aquele incidente obviamente havia sido mais sério do que Lauren havia sido levada a acreditar porque Bernie não se esquecera nem um momento dele.

Como as coisas chegaram ao ponto do confronto físico, Lauren resolveu se resguardar, assim como ao segurança e à boate, e telefonou para a polícia.

Ela queria aquele fato registrado agora, quando havia diversas testemunhas que tinham visto ambos atacarem as mulheres lá dentro, além da provocação no estacionamento.

Só que foi um azar Michelle ter ouvido o chamado para a Leather and Lace e resolvido responder. Lauren viu a irmã sair do carro sem identiϐicação e vir caminhando com animação, sorrindo abertamente.

– Entrando numa briga sem mim?

– Só estou fazendo meu trabalho – respondeu Lauren, tentando descobrir um jeito de fazer Michelle ir embora sem entrar na boate. Se ela estivesse de plantão, não teria sido um problema: a irmã dela era uma policial boazinha demais para entrar em uma boate de strip-tease enquanto estivesse trabalhando. Mas ela sabia quais eram os horários de Michelle. De jeito nenhum ela estava trabalhando até tão tarde em um sábado.

 – O que você está fazendo aqui, afinal?

– Eu ouvi na radiofrequência. Noelle já estava na cama… aquela mulher vai dormir às 20h toda noite agora. Então pensei em dar uma passada aqui e ver se você estava bem.

– Você conhece esta sujeita? – perguntou um dos policiais.

– É minha irmã mais nova – respondeu Michelle.

– Mais nova por dez minutos – disse Lauren, balançando a cabeça.

Foi necessária uma hora para esclarecer as questões ali fora. Lauren fico perto da entrada, longe do palco, mas soube através dos clientes o que estava acontecendo lá dentro. Então soube quando Camila se apresentou… e quando acabou.

Ela havia finalizado o primeiro número e não voltaria para o próximo por pelo menos uma hora ou duas. Tempo suficiente para Lauren se livrar da irmã.

– Vamos lá, deixe-me pagar uma cerveja para você – disse Michelle, assim que os últimos carros da polícia saíram.

– Estou trabalhando.

– Tudo bem, então você paga uma cerveja para mim. – Sem aceitar “não” como resposta, ela jogou o braço em torno do ombro de Lauren e a puxou para a boate. – Vamos lá, eu nunca estive nesse lugar.

– Noelle provavelmente não iria gostar.

– Estou visitando minha irmã gêmea no trabalho. Não há nenhum mal nisso, há?

– Depende se você me visitou com olhos vendados.

– Vou ficar de costas para o palco – disse Michelle. – Sério, faz semanas que não conversamos. Eu sei que tem algo incomodando você.

A irmã estava certa. Elas andavam… desconectadas. Não apenas por causa do que estava acontecendo entre Lauren e Camila, mas também porque Michelle estava prestes a ter um filho. Michelle havia mudado. Tinha prioridades diferentes, falava uma linguagem diferente, enxergava o mundo de um jeito diferente.

Noelle e o bebê eram a família dela agora. Ah, claro, ela amava o restante dos Jauregui, mas havia cruzado aquele limite de filho e irmã para se ter sua própria família.

Lauren era a única irmã dos Jauregui que não havia feito isso.

– Vamos nos sentar aqui – disse Michelle, fazendo um meneio em direção a duas mesas baixas e redondas em uma sala externa entre o átrio e o salão principal. Elas estavam fora de vista do palco.

Lauren não ficou surpresa. Michelle era uma boa esposa. Assim como o restante dos irmãos.

– Tudo bem. – Gesticulando para uma das garçonetes, ela pediu um club soda para si e uma cerveja para o irmão. Voltando à mesa, sentou-se de frente para sua gêmea. – Não posso ficar sentada aqui por muito tempo, no entanto.

Michelle se recostou na poltrona de couro.

– Confortável.

– Sim, é.

– O emprego tem bons benefícios?

Contendo um sorriso, Lauren simplesmente confirmou com a cabeça.

– Eu sou casada; esses dias já se foram há muito. Conte um pouco.

– Conte você – respondeu Lauren, antes de pensar melhor no assunto. – Conte-me como é isso.

Michelle franziu a testa, obviamente confusa com a pergunta.

– Isso?

– Casamento. Como é estar amarrada, comprometida?

– É a melhor coisa. Noelle é tudo que eu sempre quis.

– Sim, mas como você sabia o que queria? – murmurou Lauren, enquanto pegava sua bebida, virando metade dela em seguida.

Rindo, Michelle admitiu.

– Eu não sabia. Acho que foi mais o caso de conhecê-la, e saber, que qualquer coisa que eu porventura descobrisse querer para minha vida, ela seria parte dela. Todo o restante se encaixou em função dela.

De algum modo, aquilo fazia bastante sentido para Lauren. Porque, embora ela estivesse pensando em dezenas de razões que explicassem por que ela e Camila não podiam fazer a coisa funcionar, sendo que a primeira era o fato de Camila não querer que funcionasse, ela não conseguia evitar esperar que funcionasse. Porque, conforme Michelle havia dito, Lauren suspeitava que ela fosse a mulher certa. Que, independentemente do que acontecesse na vida dela, qualquer que fosse a direção que ela tomasse, o que quer que escolhesse, ela queria que Camila fizesse parte de tudo.

Surpreendentemente, a irmã não a pressionou para saber o porquê de ela estar fazendo tantas perguntas. Provavelmente não por que não se importasse, ou não suspeitasse que houvesse um motivo por trás. Mas porque conhecia Lauren bem o suficiente para saber que pressioná-la por respostas normalmente só a fazia se fechar mais.

Lauren agradeceu a cortesia. E percebeu novamente o quanto havia sentido falta da irmã.

– Ei, Lauren, temos um encrenqueiro no bar – disse uma mulher.

Olhando por cima do ombro, Lauren viu uma das garçonetes, que estava revirando os olhos.

– A coisa está séria?

– Ainda não. Mas pode ficar se alguém não lidar direito com ele.

– Estarei lá em um minuto. – Voltando-se para a irmã, ela acrescentou:

– Hoje é noite de lua cheia? Os malucos estão à solta.

Michelle se levantou.

– Sim, inclusive eu. Eu devo estar maluca por ficar aqui com você em vez de estar em casa na cama com minha esposa.

Sentindo-se melhor do que se sentira em horas desde o acidente de Camila com a cadeira, Lauren esticou os braços e agarrou a irmã para um abraço breve. Michelle arregalou os olhos. Ela era a irmã expansiva, não Lauren.

– Por que isso?

Lauren balançou a cabeça.

– Não sei. Entregue à sua esposa.

– Tenho muitos abraços meus para entregar a ela – disse Michelle, com um sorriso. – Mas agradeço mesmo assim.

O restante da noite passou rapidamente, com mais loucuras com as quais lidar. Lauren não estava brincando: os malucos estavam à solta, e muitos tinham resolvido aparecer na boate. Os seguranças tiveram que expulsar mais sujeitos naquela noite em especial do que já haviam expulsado no mês anterior.

A única coisa positiva por estar tão ocupada é que Lauren perdeu a última apresentação da noite da Rosa Escarlate. Ela nem mesmo tinha percebido que Camila estava no palco até ouvir os aplausos, gritos e assobios intensos do público. Mas naquela hora ela estava do lado de fora, fazendo uma varredura no estacionamento para se certificar de que nenhum dos clientes indesejados havia resolvido voltar.

Felizmente, ninguém voltou. Mas ainda havia outros problemas com os quais lidar, como a conversa com Harry sobre a cadeira quebrada de Camila.

Camila havia chamado o fato de acidente… e poderia ter sido um. Mas Lauren não queria correr nenhum risco. Ela e Harry conversaram sobre instalar câmeras de segurança na área do porão da boate, para se conectar ao sistema já existente no andar de cima. O acidente de Camil havia confirmado a suspeita que ambos possuíam.

Só por precaução.

Despedindo-se de Harry, Lauren seguiu para o andar de baixo, olhando para o relógio. Já havia passado das 2h, a boate estava fechada, todo mundo estava saindo. Mas ela sabia que Camila havia esperado. Camila não iria embora sem vê-la. Em parte porque queria ver a reação dela à sua apresentação. E também porque sabia que ela a mataria caso Camila fosse sozinha para o carro.

– Camz? – perguntou ela, batendo levemente à porta do camarim.

Camila abriu imediatamente.

– Oi. – Estava mordiscando o lábio e as mãos estavam entrelaçadas diante do corpo. Em vez de estar vestida para ir embora, ela usava apenas um roupão furtivo. Felizmente, no entanto, não estava usando máscara nem apliques no cabelo.

– Você está bem?

Camila assentiu, então olhou para ela através das pálpebras semicerradas.

– Hum, então…? O que achou?

Lauren a tomou nos braços.

– Não vi você dançar.

– O quê?

– Desculpe, havia outras coisas acontecendo.

– Eu soube que aconteceram alguns problemas.

– Sim.

Camila cerrou os punhos e os colocou no quadril. A pose rendeu coisas legais, como a abertura do roupão na altura do pescoço, que revelou as curvas suculentas dos seios.

– Você está me dizendo que simplesmente teve de lidar com um monte de crises nos momentos exatos em que eu estava no palco? E que foi simplesmente coincidência?

Camila podia não acreditar, mas era verdade. Pelo menos ela achava que era. Lauren supunha que pudesse ter feito a varredura no estacionamento alguns minutos antes ou depois do show dela. Ela não havia avaliado sua decisão antes. Mas agora, repensando a situação… bem, talvez algo dentro dela quisesse se certificar de que não teria de ver outros homens olhando para o lindo corpo da mulher que considerava ser dela.

– Você tem certeza de que vai ficar bem com isso? – Camila empinou o queixo. – Não vou conseguir lidar com isso se você der uma de homem da idade da pedra e tentar me arrastar pelos cabelos de volta para sua caverna.

– Você, mulher. Mim mulher – disse Lauren, deslizando as mãos para baixo e abrindo mais o roupão de Camila. Ela aninhou o nariz no pescoço de Camila, inalando sua essência, percebendo que 24 horas tinha sido tempo demais para ficar sem fazer amor com ela. – Eu ter monte de apetite.

Camila deu um tapinha no ombro dela. Mas não recuou.

– Você é uma bobona.

Lauren nunca havia sido chamada assim, ou de coisa parecida, em toda sua vida. Idiota talvez. Babaca. Sem coração, em uma ocasião. Mas nunca bobona. E aquilo a fez gargalhar de surpresa.

Camila a encantava. Simplesmente trazia à tona todos os sentimentos bons que existiam dentro dela.

– Deus, eu adoro estar com você – murmurou Lauren, incapaz de evitar revelar um pouquinho do que estava sentindo.

– Eu sei, eu também me sinto assim.

Camila não admitiu assim tão facilmente; as palavras saíram de forma hesitante de sua boca. E isso fez Lauren valorizá-las ainda mais.

Ela baixou os lábios, provando o colo de Camila.

– Foi você mesmo quem colocou aquela tranca na minha porta? – sussurrou Camila, enquanto inclinava mais a cabeça, implorando silenciosamente por mais.

Ela assentiu e continuou a beijar e a lamber, mais para baixo agora, rumo às curvas dos seios lindamente desnudos sob o roupão.

– Vamos usá-la.

– Pensei a mesma coisa – murmurou Lauren.

Ela não a soltou, simplesmente se virou para trás e girou a tranca, então baixou a cabeça para lamber até chegar ao mamilo atrevido. Passando a língua rapidamente, ela esperou até Camila sentir calafrios para cobri-lo com a boca e sugá-lo.

– Hum… mais.

Lauren lhe acariciou as laterais do corpo, os polegares se encontrando próximos ao umbigo e baixando para brincar nos limites do cós da calcinha cor-de-rosa. Com uma última sugada nos seios, ela baixou, seguindo o caminho que as mãos haviam tomado.

Camila gemeu baixinho, oscilando. Lauren a manteve firme quando beijou toda a fronte de seu corpo. O roupão delicado roçava o rosto dela. A pele macia de Camila também.

– Sabe o que eu quis fazer com você na primeira vez em que entrei nesse camarim?

Camila enredou as mãos nos cabelos dela assim que ela baixou mais ainda, ajoelhando-se no chão, diante de Camila.

– Acho que faço alguma ideia.

Lauren pressionou o rosto de encontro à barriga dela, lambendo aquele pedacinho macio de pele logo acima do osso pélvico, tirando a calcinha dela enquanto baixava ainda mais.

– O que você queria fazer envolvia aquela superfície imensa e plana diante do espelho? – perguntou Camila.

Garota esperta.

– Ahã. – Segurando os quadris dela delicadamente, Lauren puxou a calcinha, observando de maneira apreciativa enquanto Camila a retirava totalmente. O roupão caiu também. Sob as lâmpadas brilhantes que contornavam o espelho, ela era capaz de enxergar cada centímetro glorioso do corpo de Camila. Mas queria ver mais… não queria que aquela visão fosse bloqueada . Então ela a virou e a sentou na beiradinha da bancada.

– Espere – disse Lauren, lembrando-se de repente do acidente. Firmando a mão sobre a bancada, ela a pressionou com força, testando a resistência do tampo. Permaneceu firme, bem presa à parede.

– Ótimo – murmurou Camila. Ficando na ponta dos pés, ela deslizou por sobre a bancada, entreabrindo as pernas exatamente do jeito que Lauren queria que ela fizesse.

Alguém havia trazido outra cadeira, e Lauren a pegou, sentando-se diretamente de frente para Camila. Tocando os joelhos dela, Lauren os separou gentilmente, observando o corpo inteiro dela assumir uma tonalidade ruborizada.

Camila não se esforçou para resistir. Confiante. Sensual. Incrivelmente sedutora. Ela sabia o que Lauren desejava, e ela desejava a mesma coisa.

Lauren abriu mais as pernas dela, até ser capaz de ver o brilho da umidade na fenda sensível entre suas pernas.

– Você faz alguma ideia do quanto é linda? – perguntou ela.

Foi uma pergunta retórica. Camila não tinha como saber o quanto estava linda para ela, libertina e excitada, oferecendo-se de modo que ela pudesse dar prazer a ambas.

Ela não conseguia esperar mais. Com um gemido baixinho de desejo, Lauren baixou o rosto até aquele ponto doce e quente. Ela lhe deu uma lambida demorada e lenta, sentindo as coxas estremecerem em contato com seu rosto.

Camila se inclinou para ela, convidando-a a ir além, e ela a provou de novo.

– Você é igualmente gostosa sem a bomba de creme, doçura – murmurou ela.

Camila deu uma risada ofegante.

– Não me chame de doçura.

– Não consigo evitar. – Ela seguiu mordiscando até tomar o clitóris rijo entre os lábios. Brincou com ele enquanto roçava os dedos pelo sexo intumescido. Camila estava encharcada e pronta para receber o que quer que ela quisesse lhe oferecer. Desejando sentir aquela carne quente e úmida em volta dela enquanto continuava a saboreá-la, Lauren deslizou um dedo para dentro dela.

– Hum – gemeu Camila. – Mais. Mais de tudo.

Ela obedeceu. Lambendo e sugando com mais intensidade, deslizou outro dedo, então fez movimentos para dentro e para fora, lentamente, combinando às investidas aos gemidos inevitáveis de Camila.

Com mais um rodopio da língua no ponto mais sensível, Camila gritou e chegou ao clímax. Ela queria fazer parte daquele clímax, experimentar os espasmos do corpo dela enquanto ela se contraía e estremecia. Ficando de pé, Lauren tirou a camisa e então abriu o cinto e a calça, retirando-as por completo.

Quando voltou a olhar para cima outra vez, Camila havia descido para ficar diante dela. Ela franziu a testa.

– Eu ainda não terminei.

Os olhos de Camil brilharam.

– Nem eu. – Então, com um sorriso malicioso, ela se virou, ficando de costas para Lauren, até ambas estarem olhando para o espelho. Camila se abaixou para frente vagarosamente, colocando as mãos espalmadas sobre a bancada, empinando aquele belo traseiro em um convite sincero, silencioso.

A pulsação de Lauren rugiu.

– Tem certeza…?

– Ah, tenho muito certeza – prometeu ela a Lauren. Camila ainda estava sorrindo, os olhos ainda brilhavam de cobiça e avidez. – É a sua vez de me possuir, Lauren.

Lembrando-se do modo como ela havia implorado para que Camila a possuísse na outra noite, na casa dela, ela assentiu lentamente.

– Ah, querida, você não pode imaginar o quanto desejo possuir você assim.

Fazer amor com ela cara a cara, vendo os olhos incríveis dela se arregalarem de prazer e a boca doce se entreabrir em um longo suspiro, era fantástico. Lauren sabia que nunca iria se cansar de fazê-lo.

Mas a ideia de possuía-la daquele jeito, com uma paixão crua e quente, excitava-a além da razão. Lauren seria capaz de ver a expressão dela no espelho, seria capaz de investir mais fundo do que nunca até deixar sua marca em algum lugar dentro dela. Fundo o suficiente para, talvez, Camila nunca mais querer deixá-la sair.

– Lauren – implorou ela –, por favor. – Ela arqueou outra vez, aquelas pernas longas de bailarina colocando os quadris diretamente alinhados ao membra de Lauren. Camila se movimentou para trás quando Lauren se adiantou em direção a ela.

Lauren segurou os quadris fartos com as mãos, abaixando-se um pouco de modo que pudesse ver a abertura delicada dela e adentrar mais facilmente. Camila sibilou e arqueou o corpo, tentando levá-la mais fundo, porém se mostrou impotente. As mãos de Lauren a seguraram firmemente; ela estava acertando o ritmo.

E ela planejava ir devagar, desejando saborear todos os segundos da experiência.

– Dê tudo para mim – implorou Camila, observando-a com desespero.

Ela sorriu para Camila no espelho e impulsionou para frente um pouquinho mais. Recompensado pelo arfar dela e pela chama em seus olhos, Lauren recuou outra vez. Desta vez, Camila não implorou por mais, simplesmente lambeu os lábios e observou, confiando nela para fazer de um jeito bom.

Ela não fez de um jeito bom. Fez de um jeito fantástico. E, quando ela finalmente mergulhou até o fundo no calor apertado dela, Camila estava gemendo. E, quando começou a perder a cabeça e a investir furiosamente, entrando e saindo, sem parar, Camia estava praticamente soluçando.

Ela achava que estivessem a sós no prédio. Mas não tinha certeza.

– Caamila… – disse Lauren, desacelerando para sair de dentro dela, para acalmar a ambas um pouco – …espere.

– Não pare.

– Não estou parando, meu bem – disse ela. Então parou. Camila choramingou, observando, então percebeu que ela a estava viranda. – Preciso beijar você, Camz – murmurou ela.

Camila girou nos braços dela para encará-la, enlaçando os braços em torno do pescoço dela e uma das pernas em volta da cintura. 

Mergulhando a língua na boca de Camila, ela a enredou com a dela, mantendo os olhos abertos de modo que pudesse olhar seu lindo rosto. Carregando-a para a bancada outra vez, ela a penetrou novamente, profunda e rapidamente, sabendo que aquela última seria rápida, pulsante.

– Deus do céu, você me surpreende – sussurrou Camila de encontro à boca dela, enquanto ela a preenchia outra vez.

– Surpreendente. Sim.

Aquelas foram as únicas palavras que ela conseguiu dizer. Desejando estar conectada a Camila em todos os pontos, Lauren a beijou outra vez, abraçou- a apertadamente e a puxou contra si.

Acariciando e impulsionando, ela a abalou com todas as suas forças, os gemidos de prazer ecoando docemente aos ouvidos de Camila. E, quando Lauren finalmente ouviu aqueles gemidos se transformarem em arquejos desesperados quando Camila chegou ao ápice, ela se soltou também, entrando em erupção dentro de Camila até ficar completamente vazia.



Notas Finais


15 comentários até as 9:00 hrs é eu posto outro capítulo hj!


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