História Purple Light - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Original, Sobrenatural, Suspense
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Palavras 4.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, trago aqui o segundo capitulo da minha história e vou te dizer ma coisa eih, deu trabalho escrever essa coisa (também né, fica jogando o dia quase inteiro).

Mas é isso o capitulo, espero que gostem... Ohhhhhhhhh(barulhos asustadores)
tenham uma boa leitura

Capítulo 2 - Uma estranha


Fanfic / Fanfiction Purple Light - Capítulo 2 - Uma estranha

Em meio a uma estrada quase deserta, com um trânsito de carros quase inexistente, havia um ônibus que nele estava localizado um jovem garoto de cabelos brancos e esse garoto se chamava Gaibryel, o prodígio da Capital agora estava partindo para sua próxima missão que se passava em um grande subúrbio chamado de nova Bellmonte, aonde a delegacia local contava com a ajuda de um membro especializado da capital, porém sua idade pode vir a chocar um pouco a polícia do local.

Afogado em pensamentos estava Gaibryel enquanto observava o passar da estrada pela janela do ônibus, o jovem rapaz bufava e dava longos suspiros, sem saber o que fazer ao chegar, tudo ocorreu tão rápido que nem ele mesmo pode acreditar que no início do dia estava tranquilo em sua cama na Capital e no final estará em uma outra cidade e em uma casa que nem se quer viu uma foto de como ela seria.

Gaibryel sente seu celular vibrar e ouve o som de uma notificação no seu fone pois ele estava ouvindo música em seu celular, então ele pega o celular para ver o que era a notificação e vê que era uma mensagem de sua mãe, então ele abre a mensagem e nela estava escrito: "Meu filho, eu te amo muito então por favor tome cuidado pois você é meu único tesouro nessa vida, e de seu melhor nesse trabalho e também não se esqueça de divertir também, pois você pode estar longe de sua casa e em trabalho, porém, é sempre bom fazermos algo para nos entreter pois nossa vida pode ser curta! Beijos, meu querido filho e se cuide." 

A mãe de Gaibryel realmente era uma pessoa que se importava com ele e sempre o tratava com o maior carinho possível, pois ele quem a fez parar de trabalhar como uma condenada depois que seu pai morreu, ela não sabia o que fazer e tinha que sempre fazer um trabalho durante o dia e depois um meio expediente durante a noite, e foi assim durante dois anos, apenas quando Gaibryel fez catorze ele pode alistar para ser um jovem detetive ainda no começo do projeto, e agora que ele já possui três anos de trabalho e experiência.

Então após Gaibryel visualizar a mensagem de sua mãe ele responde: "Pode deixar mãe, vou tentar me divertir o máximo que puder também e quem sabe que não faça até algum amigo por aqui, também te amo! Beijos." Após ele responder a mensagem de sua mãe ele bloqueia a tela do seu celular e volta a olhar a paisagem​ enquanto ouve a música que estava tocando em seu celular.

– Realmente, vai ser bem difícil dessa vez Gaibryel, acho que é mesmo melhor tomar cuidado com aonde pisa dessa vez. – Gaibryel fala pensando alto e logo após isso solta um longo suspiro e volta aos seus pensamentos.

                                                                                           [Nova Bellmonte]

Em nova Bellmonte, em um apartamento podendo se considerar até pequeno porém bem aconchegante, estava sentada em uma mesa de uma espécie de sala de estar uma garota jovem com dezesseis anos de idade, possuía lindos e longos cabelos roxos com a íris de seus olhos da mesma cor de seu cabelo, e ao seu lado estava uma senhora que parecia estar na meia idade ou se aproximando dela.

Em cima da mesa havia um hambúrguer pronto e a menina encarava com o olhar de um predador se preparando para o abate de sua presa, enquanto a senhora apenas observava a situação da garota pronta para atacar o hambúrguer.

– Pode comer Lilian, eu fiz ele especialmente para você. – A senhora diz deixando Lilian, a garota de cabelos roxos empolgada.

Lilian pega o prato e começa a devorar o hambúrguer que estava tentador e com certeza muito saboroso.

– Muito obrigada, titia, estava realmente morrendo de fome. – Lilian agradece a senhora que na verdade não era sua tia, mas sim uma amiga que sempre a chamava para comer ou passar algum tempo ela.

– Que isso, aliás, eu comprei outra caixa com aqueles adesivos de coração que você gosta, e dessa vez na loja possuía o da cor roxa e como você gosta de roxo achei que seria mais do seu agrado. – Então a senhora começa a mexer na bolsa e pega um tablete de adesivos.

Lilian adorava a cor roxa, pois é uma cor que combina com ela já que nasceu com seu cabelo da cor roxa natural além de seus olhos que são um roxo que se destaca em seu rosto branco quase pálido, ela era uma garota linda, porém odiada pela maioria das pessoas de sua escola e de sua cidade.

Quando a senhora mostra o tablete de adesivos de corações roxos para ela Lilian não pode deixar de escapar um sorriso bem meigo e inocente, como se não houve-se nenhum problema em sua vida. Então a senhora destaca um dos corações do tablete e põe na bochecha de Lilian, porém ela não pode deixar de reparar em um hematoma que se destacava em seu pescoço branco, aquele verde quase se tornando roxo era normal de se encontrar no corpo de Lilian por causa das agressões que sofria na escola de outros alunos e alunas, isso realmente partia o coração da senhora saber que Lilian sofria esse tipo de agressão, porém, a única coisa que doía mais do que ver isso era que a senhora não poderia fazer nada para que isso parasse e sim só poderia a ajudá-la depois que havia passado pelo inferno.

Após a senhora pôr o adesivo na garota ela se afasta um pouco e Lilian dá um outro sorriso para ela, nesse momento a senhora diz:

– Bateram em você de novo hoje, não foi Lilian? – A senhora responde com um tom de voz sério.

– Sim, mas não foi tão sério hoje, apenas me empurram da escada, foi porquê outro aluno da minha sala morreu e ele implicava bastante comigo, então me culparam de ser a assassina novamente. – Lilian fala ainda com um sorriso em seu rosto, porém seus olhos começam a ficar vermelhos.

Quando a senhora volta a encarar Lilian ela estava soltando lágrimas ainda com um sorriso mascarado em seu rosto, porem logo a expressão dela de alegria da menina se torna uma de extrema tristeza, nesse momento Lilian vai ao encontro da senhora e lhe dá um abração bem apertado começando a chorar sobre os seios da senhora.

– Por que!? Por que isso dói tanto tia? Por que eles me deixaram sozinha sem nada? Por que esse tipo de coisa só acontece comigo? Por que eu tenho que ser a culpada de tudo de ruim que acontece! Eu não sou um monstro! – Lilian começa a falar gritando entre seus choros, ela realmente era uma garota que estava sofrendo muito, pois além de ter perdido seus pais a um ano atrás, seus companheiros da escola estavam a culpando por estar matando os alunos de sua escola, tudo isso por causa de uma antiga lenda urbana que cidade tinha.

A senhora começa a fazer cafunés no cabelo de Lilian para conforta-la, mesmo Lilian não estando sozinha de verdade, em seu coração ela estava se sentindo solitária.

                                                                                    [Mais tarde em nova Bellmonte]

O ônibus de Gaibryel finalmente havia chegado na rodoviária, foi uma viagem um tanto quanto longa, pois ele havia partido ao começo da tarde e já estava anoitecendo na cidade, contanto que os postes e todos os pontos de luz dentro da rodoviária já estavam se acedendo.

Gaibryel se encontrava já do lado de uma loja de conveniências que havia no local, ele estava com uma bolsa de alça que estava apoiada em seu ombro e uma mochila que estava bem pesada em suas costas, o rapaz estava usando também roupas bem casuais como uma camisa de comprida e uma manga curta por cima, também estava usando uma calça de moletom com uma linha azul na lateral de cada uma das pernas e um tênis esportivo azul com preto para combinar com a calça.

Gaibryel ainda estava com o celular em mãos, só que desta vez ele não estava se entretendo ou algo do gênero, ele estava falando com o delegado da cidade através de mensagens para saber a localização dos homens que iriam buscá-lo ali na rodoviária e leva-lo a delegacia. O garoto já estava esperando ali já faz um bom tempo e já estava ficando com sua paciência no limite e estava se sentindo meio constrangido por causa das pessoas que passavam por ali e ficavam encarando seu cabelo branco que se destacava no meio da multidão.

Gaibryel começa a olhar para todas as direções possíveis para ver se encontrava os homens que ele estava a procurar, porém ele sente seu celular vibrando e quando ele o pega acaba sendo distraído e dois homens vestidos de terno e um pouco mais alto que Gaibryel acabam abordando o menino.

– Você é por acaso o Gaibryel? – Um dos homens que estava com uma espécie prancheta na mão fala e Gaibryel apenas acena positivamente com a cabeça.

– Nos desculpe pela demora senhor, mas agora peço para podermos procurar um local para sentar. – O outro homem fala e Gaibryel fica confuso.

– Sentar, por que sentar? Eu pensei que daqui iríamos direto para a delegacia para me darem a chave de mi... – Gaibryel é interrompido por um dos homens.

– É que mesmo você batendo com as características físicas da foto, precisamos fazer algumas perguntas sobre você e sobre seus códigos da Capital. – Diz o homem que estava com a prancheta na mão.

Após isso, Gaibryel meio irritado achou melhor eles realmente sentarem pois a mala já estava machucando seu ombro e a mochila que estava bastante pesada, destruía lentamente a coluna do jovem rapaz.

– Então, vamos ser direto com você Gaibryel, precisamos saber seu código de entrada, nome completo e codinome, sei que uma coisa irritante para você que acabou de chegar de viagem, mas pedimos um pouco de sua paciência e quanto você mais colaborar conosco mais rápido será o processo. – Os homens se sentam na cadeira e Gaibryel os acompanha.

– Aff... Tudo bem, bom, meu código de acesso é "Min2128", é algo bem simples então não se esqueçam do código que eu não irei repetir, e o meu sobrenome e Raymond, mas se quiserem saber meu nome completo é Gaibryel Raymond Junes. – O homem que estava com prancheta na mão anotava tudo que Gaibryel falava enquanto o outro apenas verificava se as informações que o rapaz passava sobre ele estavam corretas. Enquanto isso Gaibryel estava com mão em seu queixo, provavelmente havia se esquecido de seu codinome.

– Tá bom Gaibryel, agora só falar seu codinome e nós poderemos ir. – Um dos homens fala isso, mas Gaibryel o ignora e continua tentando lembrar.

Eles ficam ali parados sentados por uns quatro ou cinco minutos, até que...

– Lembrei! – Gaibryel se levanta e estala seus dedos ao mesmo tempo. – É "coelho", estou certo? Não estou? – O homem da prancheta Olga para ela e depois encara seu parceiro e faz o sinal de positivo com ela, mostrando que todas as informações sobre ele estavam certas.

– Ok Gaibryel, vamos logo então, pois já está de noite e não queremos, mas nós atrasar. – Gaibryel pega suas coisas que ele havia posto chão para se sentar, mas por fim ele só pega sua mochila pois o homem que estava sem nada em suas mãos pegou sua bolsa para ajuda-lo, e então eles saíram da rodoviária e foram para o estacionamento que havia, ao chegar lá, os dois homens levam Gaibryel para um carro preto que havia lá e ao chegar nele, um dos homens entra pela porta do motorista e o outro abre a porta de trás e faz um sinal indicando para Gaibryel entrar, quando o rapaz entrou no carro o homem fechou a porta e depois entrou pela porta do carona da frente.

Durante o caminho, Gaibryel de dentro do carro conseguia ver o subúrbio nitidamente que parecia mais uma espécie de cidade, claro que não se comparava com o tamanho imenso da Capital, mas ainda era bem grande, e também era uma cidade bonita a noite, os postes de luz emitiam uma cor roxa que não causava tanta poluição visual e com isso o céu escuro da noite ficava cheio de pontos brancos indicando as estrelas que brilhavam intensamente naquela noite. Na rua havia algumas crianças brincando e várias pessoas andando na rua, provavelmente voltando para casa ou apenas passeando pela rua, essa visão deixou Gaibryel fascinado, já que na Capital, as coisas eram muito diferentes.

Pouco tempo depois o carro para, e quando Gaibryel olha para a outra janela do carro ele repara que já haviam chegado na delegacia, que não era muito grande por sinal mas ainda tinha uma certa glória nela.

Os homens que estava no carro saem e Gaibryel entendendo a situação sai do carro também com pondo a mochila em suas costas e ele volta para pegar a bolsa que ainda estava no carro, quando ele já estava com tudo pego um dos homens que estava esperando por ele tranca a porta do carro e acompanha Gaibryel para dentro da delegacia, porém, antes de Gaibryel entrar ele repara que havia um ponto de ônibus ao lado da delegacia, e nele havia uma pessoa sentada abraçando suas pernas e escondendo sua cabeça entre elas e apenas dava para ver sua sinueta por causa da escuridão que estava o local. Por alguma razão isso chamou muito à atenção de Gaibryel.

Então, sem comemorações eles então na delegacia com Gaibryel, que se sente um pouco incomodando pelos vários olhares que ele estava recebendo dos homens e mulheres que se encontravam no local. Sem enrolar os homens que estavam acompanhados de Gaibryel o levam para a mesa do delegado, pois já estava de noite e eles não tinha muito tempo até a delegacia parar de funcionar no dia.

– Parece que a Capital nos mandou um "coelhinho" ao invés de nos trazer um homem de verdade, eles devem achar que somos uma creche ou coisa do gênero para nos mandar uma criança. – Gaibryel nem cumprimenta o delegado e já começou a receber insultos dele. – Mas agora isso não importa, já que pelo menos nos enviaram alguém devemos ser gratos, não é coelhinho!?

– Claro senhor...! – Gaibryel disfarça sua cara de raiva com um sorriso forçado, ele realmente ficava irritado quando alguém lhe chamava de coelho ou algo do derivado disso, principalmente quando era em tom de insulto.

– Então, Gaibryel, estamos felizes que tenha vindo aqui nos ajudar a prender esse maníaco que está solto por aí matando os jovens de nossa cidade! Espero que faça seu melhor para prendê-lo, assim como todos nós da delegacia que estamos dando nosso melhor para pegá-lo o mais rápido possível! – O delegado estende a mão para o jovem e entendendo a situação ele aperta a mão do delegado. – Será uma honra ter uma pessoa trabalhando conosco, coelhinho.

Gaibryel solta sorriso sínico, e em sua cabeça apenas passava a palavra "amadores", pois além de ser uma cidade sem quase crime nenhum pelo que o jovem pode notar, eles não conseguiram prender um maníaco que só mata jovens e em horários noturnos como dizia no relatório que enviaram para ele. O jovem podia até estar com uma cara seria por fora, mas por dentro soltava várias risadas e palavras de deboche.

– Mas então senhor delegado, já está ficando mais tarde dá noite... Então poderia me dizer aonde eu vou dormir hoje? – O delegado solta mão dele e faz um sinal pedindo para o garoto esperar um pouco.

O homem que estava sentando em uma cadeira, se abaixa um pouco e começa a procurar por alguma coisa nas gavetas que haviam embaixo de sua mesa, quando ele acha um documento que estava com a palavra chave "Casa Roxa" ele pega esse documento e fecha a gaveta e o põe em cima da mesa.

– Então garoto, no ano passado houve uma família que foi morta dentro de casa, a única pessoa que ficou viva foi a filha do casal, que agora está morando em um local de residência publica, a prefeitura da cidade até tentou pôr a casa para alugar para dar um suporte financeiramente para a garota, mas até hoje ninguém alugou a casa, então isso pode dizer só uma coisa. – O delegado abre o documento e começa a procurar por algo, até que ele acha um pequeno envelope que estava lacrado, quando ele retira o lacre do envelope, sai uma pequena chave. – Você vai morar lá até o caso ser encerrado e pegarmos o assassino, então se você tem medo de espíritos ou assombrações, acho melhor você começar a tomar coragem, mas se você não tiver vai ser menos uma coisa para eu ter que me preocupar. Também não se esqueça de ir dormir cedo hoje já que você já foi matriculado na escola de nossa cidade.

– Mas espera um pouco aí, ninguém me falou nada de escola. – Gaibryel se sente supresso, pois ninguém da capital ou mesmo de nova Bellmonte o havia avisado disso – Quem foi o responsável por essa ação? – Gaibryel exclamou para o delegado em sinal de protesto, já que não foi avisado disso e porquê, em sua percepção, ir à escola apenas atrapalharia seu trabalho na investigação, pois ele teria que se esforçar nos estudos além do caso e ser muito cauteloso para que ninguém descobri-se sua identidade de detetive da Capital.

– Ah... Quem fez isso? Foi eu, é claro. – O delegado falou isso com uma clareza e tranquilidade que chegou a assustar Gaibryel, depois de todo miniescândalo que o garoto fez, era no mínimo de se esperar que o homem respondesse de uma forma mais silenciosa, indiretamente ou até mesmo ter posto a culpa em outra pessoa, mas ao invés disso ele foi direto, e essa ação do homem fez o jovem rapaz que estava bravo e fazendo escândalo se calar na hora. – Você pode até não ser da nossa cidade e também não sei como as coisas funcionam lá pela Capital, mas não vou permitir que você fique aqui de bobeira, então se quiser receber seu salário, além de trabalhar direito você também vai ter que ter que ir para a escola!

Então Gaibryel pela primeira vez em toda sua vida se sente desafiado por alguém, a sensação que corria por seu corpo, os calafrios e até mesmo o espanto que sentia por aquele mero homem sentados na cadeira, com certeza era uma sensação totalmente nova para o garoto e ele havia gostado dela, pois quanto maior a dificuldade, maior a diversão. Esse era o lema do garoto.

– Tudo bem, eu aceito a sua proposta! – Gaibryel recupera sua postura depois do grande espanto que ele havia tomado, e começa a recuperar sua postura original.

– Você tem postura firme garoto, gostei disso em você. Confesso que no começo eu pensei que você era apenas mais uma criança mimada e cheia de frescuras, mas agora percebo que você não é assim e que me enganei. – Então o delegado entrega a chave da casa na mão do garoto e após isso ele ficar de braços cruzados, Gaibryel sem saber o que fazer fica parado encarando a chave que estava em sua mão direita, até que o delegado chama a sua atenção. – Garoto, o que você está esperando, você já está liberado, pode ir já se quiser.

Gaybriel faz uma expressão de dúvida, mesmo ele sabendo o endereço que estava alocado na chave, ele não sabia que rua era, e o delegado parecia querer deixar o garoto por conta própria na cidade que ele ainda nem havia conhecido se quer. O delegado repara na expressão de    perdido que o garoto fazia quando olhava para a chave e decide ajuda-lo. Ele se levanta da cadeira e começa a ir em direção a saída de seu escritório fazendo um sinal para o garoto segui-lo, enquanto o delegado guiava o garoto para a saída da delegacia, ele aproveitava e explicava a rota que ele teria que usar para chegar no endereço da casa que havia sido designada para o garoto, e pediu para que ele pega-se um ônibus pois já era tarde da noite, era rápido e também havia uma parada ao lado da delegacia.

– Bom garoto, você desce do ônibus nesse ponto e anda três quadras e virar à direita, entendeu? – O delegado com um mapa em mãos vai apontando as posições no mapa para o garoto.

– Sim senhor, muito obrigado pela ajuda. – Gaibryel responde ao delegado de forma respeitosa e vai andando até a parada de ônibus, mas quando ele se vira para começar a andar até ele o delegado põe a mão no seu ombro para chamar sua atenção.

– Aliás, antes de você ir garoto, passa aqui amanhã à noite para eu lhe mostrar os todos os documentos do caso e alguns relatórios. – Gaibryel balança sua cabeça em sinal de concordância – E boa sorte coelhinho. – Então o delegado dá um empurrão para o garoto e volta para dentro da delegacia.

O garoto solta um pequeno sorriso e vai andando, quando ele chega na parada de ônibus ele percebe que à pessoa que estava sentada ali desde antes não saio do local e não mudou sua posição, então ele se senta no banco e fica cada um em cada ponta do banco, a única coisa que ele conseguiu ver foi que a pessoa tinha uma feição corporal feminina e um cabelo longo tingido de roxo que era estranhamente bonito na visão do garoto.

Ele tenta se aproximar lentamente dela para vê-la melhor, por causa da grande sombra que fazia sobre ela que deixava sua aparecia quase invisível, apenas uma silhueta preta de cabelos roxos poderia ser vista naquele momento.

Na aproximação do garoto a garota, ela começou a se encolher mais e o rapaz acabou por pensar que ela estava assustada com algo naquela situação, ele também estranhou o porquê de ela estar ali até tão tarde, fazendo esse um dos motivos para ele ter se aproximado dela já que Gaibryel não era tão chegado a falar com pessoas e principalmente garotas.

– Hei, tá tudo bem com você? – A garota tira sua cara dentre as pernas e olha para o garoto com algumas lágrimas escorendo de seus olhos que possuíam uma íris com roxo lindo e brilhante que se destacava no escuro da noite.

A garota se senta normalmente e seca suas lágrimas com seu braço e dá um sorriso para o garoto e nele estava estampado um “sim, eu estou bem” acompanhado de um “obrigado”, era uma coisa difícil de explicar. A rua estava vazia àquela hora, haviam poucos carros passando e enquanto o ônibus não passava Gaibryel tentava puxar conversa com a garota de cabelos roxo que antes estava assustada e agora estava com um sorriso em seu rosto.

– Sim, eu estou bem, obrigada por se importar. – Ela se aproxima dele e continua sorrindo, quando ela se aproxima Gaibryel percebe que ela possuía um hematoma em seu pescoço e alguns no seu braço, mas ele não pode deixar de notar que ela usava um adesivo de... coração? Sim, ela estava usando um adesivo de coração roxo no lado esquerdo de sua bochecha e ela também tinha alguns piercing no canto de sua orelha esquerda, era uma garota bonita.

– Que bom, aliás pode me dizer seu nome garota? – Gaibryel prefere não perguntar sobre os machucados.

– Meu nome é Lilian, e você, qual é o seu nome? – Ela pergunta e dá um sorriso.

– Meu nome é Gaibryel, prazer em conhecer você Lilian. E quantos anos você tem? Eu tenho 17 só para lhe dizer.

– Eu tenho 16 anos de idade, mas eu sou muito inteligente, então já estou no último ano da escola, incrível, não acha?

– Nossa que legal, e o seu cabelo fica é bonito, acho que roxo é uma boa cor para se pintar o cabelo. – Na cabeça de Gaibryel se passava o seguinte pensamento “Ela tem 16 anos de idade, está no último ano do ensino médio e usa um adesivo roxo, como assim? ”.

– Puxa, você gostou do meu cabelo, muito obrigada, e só para avisar ele não é pintado, eu nasci com ele assim. – Ela solta um sorriso e começa a alisar o seu próprio cabelo. – Eu também gostei do seu cabelo branco, ele é natural também?

– Sim, meu pai tinha cabelo branco e eu puxei isso dele. – Gaibryel percebe que há algo errado na garota que estava na sua frente, pois nascer de cabelo roxo era uma coisa que devia ser impossível, ele então criou duas teorias em sua cabeça, ou ela estava mentindo, ou a cor de seu cabelo e de seus olhos tinham algo haver com seus ferimentos.

O ônibus se aproximava de sua parada, Gaibryel só reparou que o ônibus chegava quando Lilian lhe tocou para tirar-lhe de seus pensamentos sobre a garota.

– Lilian, muito obrigado pela conversa, mas eu tenho que ir. – Disse Gaibryel pegando o dinheiro em sua carteira enquanto o ônibus parava no ponto

– Gaibryel, eu vou lhe ver de novo? – Lilian se levanta e fala em um tom de voz mais alto, enquanto Gaibryel entrava no ônibus.

– Provavelmente sim, bom, isso se você quiser me ver novamente – Então Gaibryel paga o motorista e vai para qualquer assento, pois haviam muitas poucas pessoas dentro dele.

Quando o ônibus parte Lilian começa a acenar um tchau para o jovem rapaz, parecia até uma cena final de filme de romance, só que essa era apenas o início de uma nova história.

No ônibus vários pensamentos se passavam na cabeça de Gaibryel, ele estava confuso sobre a situação anterior, desconfortável por estar em um lugar em que ele não conhece, porém, o principal, já estava formando ideias ou hipóteses sobre o assassino que estava a solta.

       

                                                                                                          Continua...


Notas Finais


Então pessoal, essa ultima cena foi mais bonitinha, foi... (mas esse não é o foco, ou é, sei la), mas eu espero que vocês tenham gostado.
saibam que muitos mistérios ainda estão por vim, e muito mais perguntas surgirão!
espero que tenham gostado e não esqueça de comentar o que acharam e o que pode melhorar (criticas construtivas são sempre bem-vindas)

até a próxima!


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