História Qualquer coisa por você. - Kim Namjoon. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster
Tags Kim Namjoon, Rap Monster
Visualizações 25
Palavras 5.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente!!!
Eu sei que tá todo mundo esperando o último capítulo de Suga-r Love, mas eu já vou postar aqui a minha próxima fic, que é com o Kim lindo Namjoon ♥
Eu já tinha o início escrito no word, e acabei me inspirando HAUSHASUH


Eu espero que gostem ♥

Capítulo 1 - Começo.


Respirei fundo assim que eu me olhei no espelho.

Porque eu estava vestida da forma que ele gostava que eu me vestia?

 A saia xadrez e plissada, estilo colegial, era a peça que ele mais gostava em meu guarda-roupa, na época que estávamos juntos. Uma blusa branca e justa, cobria a parte superior de meu corpo. Uma sandália preta de salto fino e uma meia três quartos na cor branca completava meu look.

Tudo isso só para encontrá-lo.

Após 2 anos, sofrendo o que eu jamais deveria sofrer, ele reaparece. Mais bonito, mais velho e muito mais sem vergonha que antes.

 

Eu não acreditei quando o vi, tão perto depois de tanto tempo.

- Você está mais bonita do que eu me lembrava. – Ele disse, me encarando de cima a baixo.

Seus olhos pareciam queimar minha pele, enquanto eu sentia minhas pernas ficarem, momentaneamente, moles. Eu apenas sorri, agradecendo, e me afastei, consciente do efeito que ele causava em mim. Consciente da saudade que eu sentia dele. E permanecer muito tempo olhando aquele sorriso, era muito perigoso. Pelo menos, no estado em que eu me encontrava.

22 anos e um único parceiro na minha vida inteira.

Apenas ele.

Eu evitei que nos esbarrássemos novamente naquela festa. Se eu o via a minha direita, eu prontamente ia para a esquerda. Se ele estivesse à minha frente, eu com certeza iria para trás. Mas ele foi sacana e cínico o suficiente para me encarar todas as vezes que nossos olhares se encontraram, antes de vir atrás de mim.

Me abraçou, disse que estava com saudades e me deixou tonta com o seu perfume.

Quando eu avisei que iria embora, ele deixou um beijo no canto dos meus lábios ao se despedir, e um pequeno papel em minha mão.

 

ROYALS PALACE.

QUARTO 218.

 

- Espero te ver lá amanhã. Às 18h.

 

Um arrepio percorreu meu corpo ao lembrar o tom grave de sua voz.

Me olhei mais uma vez ao espelho e percebi que fazia tempo que não me arrumava daquela forma.

Eu estava linda.

Perfeita.

Para ele.

 

Me senti em tempos antigos, quando eu ainda era dele.

Meu coração se apertou.

Passei as mãos sobre meu rosto, com cuidado para não borrar a maquiagem, e notei que estava suando frio. Olhei para o pequeno papel sobre minha penteadeira, e reli o número do quarto, mesmo que já tivesse o decorado desde o primeiro momento.

 

Nós só vamos conversar, apenas isso. Faz muito tempo desde a última vez que nos vimos, e tínhamos muitos assuntos para por em dia, certo? Certo?

 

Respirei fundo, espalmando minhas mãos sobre a penteadeira e olhando para baixo.

 

“Errado.”

 

Eu convivi com ele o suficiente para desvendar seus olhares e intenções.

E aquele olhar… Não era de quem queria conversar.

Senti um frio na barriga por lembrar das diversas vezes que me senti excitada só por ter aquele tipo de olhar sobre mim.

Suspirei, passando a mão por entre meus cabelos, os jogando momentaneamente para trás. Olhei novamente para o espelho e quase pude ouvir um som de alarme em minha cabeça.

 

“Não terá conversa. Ele não quer só conversar. Ele quer muito mais do que por os assuntos em dia. Ele quer muito mais do que ouvir você falando sobre sua vida ou de como tudo ficou sem graça depois que ele a deixou. Ele quer você na cama. Ou no chão. Não importa. Ele quer você. E você também o quer.”

 

Não percebi quando a primeira lágrima desceu por meu rosto.

 

“Ele te quer hoje. Só hoje.”

 

A voz avisou novamente e eu fechei meus olhos com força.

 

E eu o quero para todo o sempre.

 

Foi impossível conter o choro, os soluços e a tristeza que espremia meu coração.

Eu queria tanto vê-lo essa noite. Amá-lo. Mas algo me dizia que mesmo que fizéssemos amor incontáveis vezes, ele voltaria para onde sua esposa o esperava e me deixaria sozinha, novamente.

 

Apertei minhas mãos na mesma intensidade que fechava meus olhos.

Aquilo doía.

Nunca deixou de doer.

Abri novamente meus olhos, encarando meus próprios olhos através do espelho, enquanto tentava enganar a minha mente, com palavras falsas. 

 

Foda-se se ele era casado, porque essa noite ele seria meu. Somente meu.

 

Eu repeti isso em minha cabeça diversas vezes, procurando algum sentido em minha afirmação mas não o encontrei.

É óbvio que ele jamais seria meu. E por mais sem vergonha que ele fosse, ele sempre voltaria para sua esposa troféu.

 

Mordi meu lábio inferior com força, tentando conter meu choro. Perguntas eram feitas mentalmente enquanto eu ainda me olhava pelo espelho.

 

Porque eu ainda deixo ele me afetar dessa forma? Porque ainda sinto tanta falta dele?

 

 Respirei fundo, querendo manter a calma, mesmo que as lágrimas ainda caíam de forma incontrolável.

 

Porque ele me olhou daquela forma? Porque deixei que ele chegasse perto? Porque permiti que conversasse comigo? Porque não recusei sua oferta? Porque ainda me sentia completamente seduzida por ele?

 

Eu percebi que minha maquiagem estava se desmanchando por conta das minhas lágrimas, e isso só motivou o aumento do meu pranto e desespero.

 

Porque ele se casou com ela? Porque ele me enganou?

 

Tentei secar meu rosto, borrando ainda mais minha maquiagem.

 

Porque ele ainda me olha da mesma forma de antes? Porque seu corpo ainda me chama? Porque o sorriso dele parece mais lindo quando direcionado a mim? Porque seus olhos parecem tirar cada peça de roupa do meu corpo enquanto me observa de cima a baixo? Porque ainda o quero dentro de mim? Porque ainda posso senti-lo dentro de mim? Porque que é nele que eu penso quando me sinto estranhamente carente? Porque eu deixei que ele controlasse meu corpo e meu coração?

 

Não consegui segurar o soluço alto.

 

- Porque eu ainda o amo? Porque eu ainda deixo ele fazer isso comigo? – Sussurrei baixinho, enquanto sentia o choro se tornar mais forte. Coloquei as mãos sobre meu rosto enquanto deixava as lágrimas descerem sem problema algum.

 

Eu não ouvi a porta se abrindo ou passos se aproximando, mas senti meu corpo ser envolvido em um abraço que eu tanto conhecia.

Kim Namjoon.

Seus braços me apertaram em seu corpo enquanto sentia sua testa encostada no alto da minha cabeça.

Ali, nos braços do meu melhor amigo, eu deixei que todo o sofrimento escorresse por meu rosto.

Namjoon é, e sempre foi, o meu refúgio.

Respirei fundo várias vezes, procurando por uma calma que não existia em mim, até conseguir fazer com que o meu choro cessasse. E quando isso aconteceu, senti o abraço sendo desfeito e as mãos de Namjoon em meus ombros, apertando e massageando devagar. Ele deixou um beijo em minha cabeça e sorriu fraco em minha direção, quando notou que eu o olhava pelo espelho. Eu me virei devagar, deixando meu corpo de frente para o dele e logo vi seu sorriso desaparecer de seu rosto. Ele observou meu rosto molhado pelas lágrimas e segurou meu rosto entre suas mãos, passando seus polegares pelas maçãs de meu rosto de forma lenta.

 

- Chaeyoung já me contou. – Ele disse baixinho e eu engoli em seco. Seus olhos vagaram pelo meu rosto e vi seu semblante sério ser tomado por uma expressão chateada. – Porque você ainda fica tão mal por causa dele? – Ele perguntou, me fazendo baixar os olhos e encarar o chão. Eu também não fazia ideia de que poder era esse que ele ainda exercia sobre mim, mesmo depois de tanto tempo. – Até quando você vai deixar ele ficar te atingindo desse jeito? – Ele levantou meu rosto, me forçando a olhá-lo. Eu comprimi meus lábios, enquanto sentia meus olhos voltarem a marejar. ­– Por mais quanto tempo você vai ficar dessa forma, Eunji? – Uma lágrima escorrega pelo meu rosto, e Namjoon suspira, me aconchegando em seu peito e passando seus braços em volta da minha cintura. Respirei fundo, tentando não cair em pranto novamente, enquanto sentia o cheiro amadeirado do perfume de Nam.

- Até quando eu vou ter que aguentar você chorando por ele, princesa? – Ele perguntou, com a voz mais baixa que antes, enquanto começava a balançar nossos corpos de um lado para o outro, como se estivesse me ninando.

- Eu não sei o que aconteceu. - Comecei a falar, chorosa. – Eu achei que já tinha superado tudo isso, mas foi só ver ele que… - Meu choro voltou e ele passou a mão por meu cabelo, seguindo todo o cumprimento dele, próximo ao meu quadril. – Foi só ver ele de novo para o meu corpo todo entrar em erupção… - Eu ergui meu ohar para encontrar o seu, que tinha uma mistura de dó com vontade de me proteger. – Ele é o único homem com quem eu já estive, Namjoon. É impossível resistir à ele.

- Vocês não estão juntos a 2 anos e você só… Fez com ele? - Ele perguntou arregalando levemente os olhos, mas sorriu assim que me viu assentindo. – Você é mesmo uma princesa, aish.

A situação não deveria permitir que eu me sentisse tão bem e segura nos braços do meu melhor amigo, mas eu me sentia daquela forma.

Namjoon sempre foi atencioso comigo. Calmo. Acolhedor. Carinhoso.

E eu adorava esse lado dele.

Adorava ficar em seus braços, me permitindo ser mimada da forma mais carinhosa que meu amigo podia fazer.

Mas senti toda a calmaria se esvaindo de mim, quando me lembrei do meu “compromisso”.

Me soltei rapidamente do mais velho, me esquivando do aperto de seus braços, fazendo com que ele me olhasse confuso, enquanto eu pegava meu celular sobre a cômoda, enxergando a hora.

 

17:52

 

Meu coração bateu desesperado quando percebi o quão atrasada eu já estava.

Eu tinha a maquiagem para refazer e ainda teria que me livrar de Namjoon, se quisesse encontrar meu ex-namorado.

Respirei fundo, mais uma vez naquele dia, enquanto me colocava em frente às minhas maquiagens, sem pronunciar uma única palavra. Namjoon me encarava um pouco confuso pelo espelho, mas não falou nada, enquanto eu refazia o sombreado de meus olhos. Quando acabei, peguei meu celular novamente para olhar a hora.

 

18:01

 

Ótimo. Eu já estava atrasada.

Peguei o papel com o número do quarto que Kwang havia me dando e passei por Namjoon, indo até a minha cama para pegar a minha bolsa.

- Eu vou sair, Nam. Depois a gente conversa mais. – Falei rapidamente, enquanto caminhava em direção a porta. Mas fui impedida quando Namjoon passou seu braço pela minha cintura, me puxando para trás. Com a mão livre, ele tentou tirar o que eu segurava. Tentei me livrar dele, com a intenção de que ele não conseguisse tomar o papel de minha mão, quando ele apertou meu corpo contra o seu com força. Eu sei que a intenção dele era impedir que eu me soltasse, mas fiquei totalmente constrangida quando senti seu membro sobre uma de minhas nádegas e acabei desistindo de lutar contra ele.

- O que é isso? – Ele perguntou após tirar o papel das minhas mãos, ainda sem me soltar. – Foi Kwang que te deu isso? – Eu não o respondi, ainda presa a tensão de sentir nossos corpos tão próximos. – Você ia se encontrar com ele, Eunji? – Ele perguntou em um tom rude, me soltando rapidamente, o que me fez ir um pouco para frente. Eu apenas fiquei em silêncio, de costas para ele e de frente para a porta. Eu sabia que Namjoon ficaria bravo se soubesse que, mesmo depois de tudo, eu voltaria a ir na direção de Kwang. – Me responde.

Eu me virei para ele, devagar e observei seu rosto. Seu sorriso e seu olhar preocupado de agora pouco, haviam sumido.

- A gente só ia conversar. – Minha voz saiu quase como um sussurro, o que fez com que o mais velho soltasse uma risada irônica.

- Vocês só iam conversar? – Ele riu de novo, me dando ter o privilégio de ver seu semblante carrancudo. – Você não consegue mentir nem pra si mesma, acha que vai conseguir mentir pra mim? – Ele amassou o papel em sua mão. – Caralho, Eunji. Depois de tudo que ele fez, você ainda tem coragem de ir até ele? – Ele me olhou com raiva e eu apenas encolhi meus ombros, levando meu olhar até o chão.

- Namjoon-ah… - A minha voz saiu completamente falha. Eu não sabia nem como me defender. É claro que era idiotice da minha parte ir correndo até o meu ex, mas eu ainda sim queria fazer. Eu precisava vê-lo. Senti-lo. – Eu só vou falar com ele e logo eu estou de volta. – Menti enquanto sentia mais uma lágrima descer pelo meu rosto. Namjoon me olhou com decepção em seus olhos e logo balançou a cabeça, roubando a bolsa de minhas mãos. – Namjoon, por favor. Não faz isso. – Eu pedi, sabendo que não conseguiria sair dali sem a minha bolsa. Meus documentos, dinheiro e chaves do carro estavam lá dentro.

Ele respirou fundo e passou a mão por entre seus cabelos, bagunçando-os e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. Sempre que fazia isso, era porque estava prestes a concordar com uma coisa que ele não queria, então eu somente esperei. Ele logo voltou seu olhar até mim, dessa vez um pouco mais calmo e esticou o braço em minha direção, com a bolsa em sua mão. Peguei a mesma, mas antes que eu pudesse puxá-la para mim, ele a segurou com firmeza enquanto olhava no fundo dos meus olhos.

- Não. – Recuou seu braço, puxando a bolsa de minha mão. – Eu não vou te dar. – Bufei frustrada e fui até ele, tentando pegar a bolsa. Mas isso se tornou quase impossível quando ele ergueu sua mão acima da cabeça, deixando minha bolsa bem no alto. Eu estava de salto, e mesmo assim não conseguia alcançar. Bufei de raiva desta vez, e comecei a tentar pegar a bolsa, enquanto dava alguns pulos curtos. – Para com isso, Eunji.

- Para você, Namjoon. – Eu parei de pular, enquanto sentia alguns fios de cabelo sobre meu rosto. Ele apenas ficou me encarando, sem falar uma única palavra. Revirei os olhos e arrumei meus cabelos, endireitando minhas costas e tomando uma posição autoritária. – Me dá a minha bolsa, Namjoon. – Falei sério.

- Não vou. – Ele respondeu no mesmo tom.

- Me dá a minha bolsa, Namjoon. – Eu repeti.

- Eu já disse que não vou.

- Que porra, Kim Namjoon. – Eu falei alto, enquanto passava a mão pelo meu cabelo, jogando o para trás, completamente frustrada. – Me dá logo a minha bolsa. – Comecei a pular novamente, tentando alcançá-la.

- Para, Eunji. – Ele pediu novamente, mas eu o ignorei. – Para com isso, porra. – Ele falou alto dessa vez, o que me fez parar de pular e encará-lo com raiva. – Você faz ideia do que vai acontecer quando você se encontrar com ele? – Ele perguntou dando um passo na minha direção, o que me fez recuar levemente. – Você sabe que ele só vai te usar, né? – Ele aproximou seu rosto do meu. – Ele vai fazer juras de amor, que só vão durar até o final da foda. Porque é só isso que ele quer. – Ele abaixou seu braço, e eu sabia que podia aproveitar o momento para pegar minha bolsa. Mas eu não conseguia. Estava presa ao olhar intenso de Namjoon sobre meu rosto. – Ele só quer te foder, Eunji. – Ele encostou sua testa na minha e aproximou nossos corpos, fazendo com que minha respiração falhasse por alguns instantes. – Ele vai te usar… – Ele ainda me olhava sério. – Vai te foder... – Ele levou a sua mão livre até a minha cintura. – Vai tomar seu corpo para ele. – Ele apertou sua mão com vontade sobre meu corpo, me fazendo arfar baixo. – E vai te deixar sozinha, enquanto volta para a esposa dele. – Eu o olhei com raiva, sentindo que ele havia tocado em minha ferida aberta.

- Me solta, Namjoon. – Eu disse entredentes.

- Você não merece ser tratada assim, Eunji… - Ele suavizou o aperto em minha cintura e seu olhar deixou de ser tão intenso.

- Eu não me importo. – Falei com raiva.

É óbvio que eu me importava. E é claro que tudo que Namjoon falava era verdade. Mas eu me sentia tão cega, só por querer sentir Kwang novamente. E a proximidade entre eu e melhor amigo, só me deixava mais quente, a ponto de desejar Kwang cada vez mais. Eu sabia que ele acabaria com tudo isso que eu estava sentindo. Toda essa tensão e calor que Namjoon provocava em mim, seriam facilmente exterminados quando eu sentisse o toque do meu ex-namorado.

E era só isso que eu queria.

Acabar com toda a sensação calorosa que começava em meu ventre e escorria para todo o meu corpo.

- Você não se importa? – Ele perguntou após umedecer os lábios com sua língua rosada. Ah, ela parecia tão macia aos meus olhos naquele momento que eu acabei me assustando quando a desejei sobre meu corpo. – Você quer ser fodida, Eunji? – Ele perguntou com a voz rouca, fazendo com que meus olhos se arregalassem brevemente, enquanto um leve arrepio percorria minha espinha. – É isso que você quer?

- E se for? – Perguntei olhando em seus olhos, sendo levada pelo calor que eu sentia, que descia para a minha intimidade.

- Então você não precisa dele. – Namjoon disse após soltar minha bolsa no chão e me puxar contra seu corpo com as duas mãos. Fechei meus olhos ao sentir nossos narizes se tocando.

- O que você está fazendo, Namjoon? – Perguntei com a voz trêmula, com medo e ao mesmo tempo ansiosa pelo próximo movimento.

- Eu sou capaz de fazer qualquer coisa para não te ver sofrendo novamente. – Ele confessou, num tom baixo, o que me fez abrir os olhos para encará-lo. Ele subiu uma das suas mãos pelo meu corpo, até chegar ao meu rosto. – Se você quer ser fodida… - Ele acariciou suavemente a minha bochecha e lambeu lentamente seus lábios, descendo seu olhar até os meus. – Eu fodo você.

 

Quando percebi, eu já estava com as costas na parede e com as pernas entrelaçadas na cintura de Namjoon, enquanto ele devorava meu pescoço. Suas mãos apertavam fortemente minhas coxas, enquanto ele forçava seu corpo contra o meu, me esmagando contra a parede. Mas eu gostava da sensação.

- Você faz ideia do quão bonita você está, vestida assim? – Ele perguntou rouco, olhando para meu corpo. – Eu sinto tanta raiva quando penso que você se vestiu assim para ele. – Ele voltou para o meu pescoço, deixando um chupão demorado e dolorido no mesmo, me fazendo contorcer sobre seu colo e gemer de dor.

- Namjoon… - Eu pronunciei após ter consciência do que estavamos prestes a fazer. Ele era meu melhor amigo, eu não podia deixar que as coisas tomassem esse rumo… Por mais gostoso que fosse estar nos braços dele. – Nam… Eu acho melhor… - Comecei a ficar ofegante.

- Não fala nada, Eunji… - Ele colocou uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha. – Me deixa cuidar de você, do jeito que você merece. – Eu ameacei falar algo, mas ele continuou. – Por favor. – Ele pediu e beijou o canto dos meus lábios, descendo leves selos até o meu queixo, e descendo pelo meu pescoço. Tudo era tão suave, que foi impossível não sentir pequenas cócegas por ali.

Percebendo meu silêncio, Namjoon beijou minha bochecha, arrastando seus lábios até minha orelha, onde ele beijou e mordeu o lóbulo da mesma, me fazendo arfar enquanto sentia seu membro sendo pressionado sobre minha intimidade, ainda cobertos pelas roupas. Namjoon olhou para baixo, observando a parte descoberta do meu colo, por conta do decote oval que a blusa que eu usava tinha e levou sua boca até aquela região, me fazendo apertar seus ombros com força, enquanto ele desenhava o contorno seu meus seios com sua língua. Ele levou a ponta do seu nariz até o vão entre eles, e respirou fundo me fazendo arrepiar e soltou um grunhido, enquanto subia pelo meu busto e voltando sua língua até o meu pescoço. Suas lambidas eram gostosas e obscenas, me deixando cada vez mais entregue à ele.

Senti meu maxilar ser mordido levemente e eu joguei a cabeça para trás, deixando que ele repetisse o ato mais algumas vezes, antes de mordiscar meu lábio inferior, o puxando para si. Eu voltei a minha cabeça a posição normal e o encarei, com a boca entreaberta, completamente ofegante. Assim como ele. Namjoon aproximou nossos lábios novamente, dessa vez chupando meu lábio, me fazendo fechar os olhos, ansiando por um toque mais íntimo entre nós dois.

Ele soltou meu lábio e encostou novamente nossas testas. Voltei meu olhar ao seu e ele parecia apreenssivo. Ele se aproximou novamente, mas mirou o vão entre meus lábios e meu queixo, me deixando cada vez mais necessitada por seu beijo. Eu já estava tão quente, que não negaria nada a Namjoon. Quando ele levou seu olhar até minhas pernas, senti ele deslizar suas mãos para dentro de minha saia, apertando ainda com mais força minhas coxas. Eu suspirei pesado, levando uma de minhas mãos até sua nuca, e enroscando meus dedos em seus fios macios, puxando os para trás devagar. Meu ato, fez com que Namjoon levantasse seu olhar devagar, me olhando de baixo para cima, com seus olhos pequenos e transbordando excitação. Senti meu ventre se contrair com essa cena. Como Namjoon estava conseguindo mexer comigo daquela forma. Senti minha boca salivar conforme ele aproximava nosos lábios, mas mais uma vez, ele fez o desvio, tocando a maciez de seus lábios em minha pele, me deixando frustrada.

Porque ele não me beijava logo? Eu já estava ansiosa, sedenta por este contato.

Ele afastou nossos rostos novamente e levou uma de suas mãos, tocando meus lábios com a ponta de seus dedos. Eu abri minha boca deixando que seu polegar escorregasse pela minha língua, o que fez com que Namjoon abrisse sua boca levemente e observasse os movimentos que eu fazia com a minha língua sobre seu dedo. Rodei minha língua nele de forma lenta e o chupei no mesmo ritmo, fazendo Namjoon arfar. Ele tirou seu dedo de minha boca, tocando meu rosto e, finalmente, selou nossos lábios. Eu senti milhares de sensações explodindo dentro de mim, quando senti sua língua macia contra a minha. Namjoon escorregou ainda mais sua mão sobre minha perna, até chegar a minha bunda, onde ele apertou um dos lados com vontade, me fazendo puxar seu cabelo na mesma proporção. Namjoon grunhiu entre o beijo e o aprofundou ainda mais, me deixando ainda mais sedenta. A sua pegada era forte, sempre me trazendo contra o seu corpo e se roçando contra mim, o que deixava minha intimidade cada vez mais molhada. Eu podia sentir seu membro contra minha virilha, completamente duro.

Quando foi que eu estive numa situação parecida com aquela? Eu poderia falar que era a dois anos atrás, quando eu ainda estava com Kwang… Mas não. Nada podia ser comparado à Namjoon. Não quando ele investia sua ereção contra meu quadril, me deixando completamente sedenta por ele. Por seu toque.

Nada se comparava a vontade de tê-lo dentro de mim.

Senti Namjoon mordendo meu lábio e descer seus lábios pelo meu pescoço, pressionando ainda mais seu corpo contra o meu, me deixando presa a parede. Quando senti suas mãos puxando a minha blusa de dentro da saia e logo tocando a minha pele, por debaixo dela, eu enlacei minhas pernas em sua cintura, possibilitando que ele conseguisse despir a parte de cima do meu corpo, sem problema algum.

Seus olhos vagaram por corpo, parando para observar o meu sutiã branco e rendado, que combinava de forma maliciosa com a renda da meia que eu usava. E Namjoon percebeu isso.

- É um conjunto? – Ele perguntou e eu assenti, lambendo meus lábios enquanto ele sorria de lado. – É lindo.

- Obrigada. – Agradeci baixinho.

- Mas… - Ele inclinou a cabeça para o lado. – Eu vou te deixar só de saia hoje. – Ele dedilhou a lateral do meu corpo. – Vai ter que usar a lingerie em outra ocasião. – Ele disse sorrindo, antes de me beijar novamente.

As nossas línguas se movimentavam de forma lenta dessa vez. Apenas sentindo o gosto uma da outra, enquanto nossas mãos vagavam pelo corpo um do outro. Eu invadi a camiseta dele e arranhei suas costas levemente, o fazendo arfar ente o beijo. Comecei a puxa-lá para cima, enquanto ele me apertava contra a parede. Quando a camiseta que ele usava foi ao chão, nossas bocas voltaram a se encontrar.

Céus. Namjoon era tão bom, que eu só podia desejar cada vez mais por cada toque e sensação que ele poderia me oferecer. Por mais intenso que as coisas estavam ficando, meu corpo clamava por mais.

Era inacreditável a forma que minha intimidade se contraía sob minha calcinha úmida.

Namjoon era o causador de tudo isso.

 

Senti o nosso beijo ser terminado de forma brusca, o que me fez abrir os olhos e encarar meu melhor amigo, que estava com com o cabelo bagunçado e a respiração descompassada. Eu não devia estar  muito diferente dele. Nossos olhos estavam focados um no outro, e eu não conseguia ouvir nada.

 

Tudo que eu conseguia pensar era a forma que Namjoon havia me tomado para ele. Seu beijo, seu toque, seu gosto… Tudo era fodidamente perfeito. Eu sentia que estava me perdendo.

Namjoon respirou fundo, fechando os olhos, me tirando do meu transe e finalmente ouvi o que o fez finalizar o beijo.

Meu celular tocava.

Apertei minhas mãos em seus ombros, como um pedido para ele me deixar no chão e logo ele o fez.

Senti minhas pernas um pouco trêmulas, enquanto caminhava até a minha bolsa. Assim que consegui encontrá-lo, o toque parou. Fiquei parada, de costas para Namjoon, com a bolsa e o celular na mão, enquanto ainda respirava de forma ofegante. Pensei em deixar tudo ao chão novamente e voltar correndo para os braços de Namjoon. Mas o meu celular tocou de novo. Olhei na tela e senti meu coração subir até a garganta. Deixei minha bolsa cair no chão e me virei para Namjoon, sem saber o que fazer.

Ele me olhava, com as mãos em sua cintura, de um jeito despojado que só ele tinha. Desci meus olhos até o seu abdômen, levemente definido e fechei meus olhos, levando meu celular até a orelha, após atender a ligação.

- Eunji? – A voz de Kwang foi até  o meu ouvido e eu senti meu estômago revirar. – Você tá ai? Alô? Eunji? – Senti meus olhos começarem a lacrimejar.

Eu estava ali, pronta para me entregar ao meu melhor amigo, mas só a voz de Kwang me fez mudar de ideia. Não era só sexo entre nós dois. Eu o amava. Sempre o amei. Ele sempre seria o primeiro homem da minha vida, e Namjoon jamais mudaria isso.

Olhei para o rapaz alto a minha frente, que se aproximou de mim quando percebeu que eu estava prestes a me desmanchar em lágrimas. Ele segurou no meu queixou e selou nossos lábios sem a minha permissão, limpando a lágrima que caía sobre meu rosto logo em seguida.

- Não vai, Eunji. – Namjoon pediu, colocando as mãos em minha cintura. – Desliga esse telefone. E fica aqui comigo..

- Eunji? Quem tá com você? – A voz de Kwang soou através do celular, me assustando.

Namjoon me encarava com seus belos olhos negros enquanto seus lábios, completamente avermelhados, chamavam os meus.

- Kwang? – Chamei meu ex-namorado automaticamente, o que fez com que Namjoon levasse suas mãos até a minha cintura, negando com a cabeça.

- Eunji? O que houve? Você vai demorar muito para vir? – Eu engoli em seco, ainda encarando os olhos de Namjoon. – Se você for vir, não demora. Eu ainda tenho que sair com Yuna esta noite.

Sua frase me fez acordar.

É óbvio que Namjoon estava certo desde o início. Fechei meus olhos enquanto suspirava, sentindo a raiva tomar conta do meu corpo. Eu não tinha raiva de Kwang, eu tinha raiva de mim, por ainda estar tentada a ir vê-lo.

- Eunji? – Sua voz soou pela última vez, antes de eu desligar a chamada.

Deixei meu celular cair ao chão, enquanto passava meus braços pelos ombros de Namjoon e o beijei com vontade, enquanto algumas lágrimas rolavam pelo meu rosto.

Eu me sentia idiota. Sentia dor. E sentia tesão.

Mas a forma que Namjoon me beijava, podia curar tudo. E eu sentia o tesão e a vontade de tê-lo, dominando minha mente e meu corpo.

Tudo que eu queria era Namjoon.

Ele sorriu entre o beijo, enquanto abraçava minha cintura e me erguia do chão. Namjoon começou a andar comigo, enquanto eu tinha meus joelhos dobrados, deixando meus pés no alto. Eu finalizei o beijo com selinhos, o que fez com que o mais alto parasse de andar.

- Não me deixa ir até ele… - Eu pedi, com as nossas testas coladas e ele assentiu, levando seus lábios até os meus, selando-os brevemente. Levei meus lábios até a orelha dele, enquanto ele despejava beijos pelo meu pescoço. – Por favor não me deixa sair deste quarto. – Eu pedi em um sussurro, deixando um leve beijo no pontinho abaixo de sua orelha.

 

Ele afastou seu rosto do meu e sorriu de lado, antes de me jogar sobre minha cama.

Cai nela um pouco assustada, mas o sorriso dele aumentou, ao descer para minhas pernas e ver que minha saia havia subido um pouco. Ele ergueu minhas pernas, uma de cada vez, tirando meus sapatos e deixando meus pés sobre seu peitoral. Ele escorregou sua mão pela minha pele, tirando minhas meias, e me deixando cada vez mais exposta a ele.

Suas mãos escorregaram pelas minhas pernas, até chegar ao meu quadril e segurar as laterais da minha calcinha.

- Não se preocupa… - Ele disse, olhando em meus olhos, enquanto puxava minha calcinha. Quando ele a tirou completamente do meu corpo, ele levantou um dos meus pés e o levou até a altura dos seus lábios, selando a lateral do mesmo. – Vou fazer com que você não queria sair desse quarto.

Ele sorriu, me deixando ver suas covinhas apaixonantes.

 

- Vou te mostrar o quão preciosa você é.


Notas Finais


E ai? O que acharam? Ficou bom?


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