História Querido primo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Falta Do Que Fazer, Incesto, Jikook
Visualizações 8
Palavras 1.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie :*

Capítulo 1 - Propriedade minha.


Seus lábios finos e rosados.

Seus olhos escuros e brilhantes.

Os fios de cabelo escuros que atrapalhavam sua visão quando não parava quieto.

Sua pele branca como uma folha de ofício, e tão macia quanto algodão.

Tudo isso chama-me atenção, tudo em você faz-me esquecer que há barreiras que nos impedem de ficarmos juntos.

-Papai, eu quero dormir aqui, eu não quero ir para casa. Deixa, por favor. -Implorei juntando as mãos em frente ao corpo e cutuquei com o ombro o garotinho de oito anos ao meu lado. -Peça também. -Murmurei somente para ele ouvir e o vi assentir.

-É só hoje... Ele vai embora no sábado e ainda é quinta, por favor. -Pediu mexendo nas próprias mãos não olhando para o meu pai. -E quando ele for, não vai ter mais ninguém pra eu brincar, é só hoje... -Ele levantou o olhar para o único adulto aqui na sala. -Por favor... -Sussurrou com a voz chorosa. Meu pai suspirou e se abaixou na nossa altura.

-Tudo bem, mas amanhã de manhã eu venho buscá-lo. -Disse meu pai ganhando um abraço da outra criança.

-Obrigado, tio! -Gritou pulando, ri puxando-o de cima do meu pai.

-Obrigado, pai. Vamos brincar! -Gritei batendo no ombro dele. -Está com você. -E corri.

Eu tentei não me apaixonar, juro que tentei.

Mas eu não consegui, foi impossível.

Éramos tão grudados, como irmãos, mesmo eu não querendo ser um para você.

Você nunca vai saber o quão  lindo ficava naquele conjunto de moletom cinza escuro que pegou do seu pai.

Você nunca vai saber o quão lindo fica enquanto dorme, e nem as noites que passei em claro te olhando dormir.

Você nunca vai saber que era eu quem te mandava cartas pelo correio depois que fui embora da cidade.

Você nunca vai saber que foi eu quem lhe mandava presentes em anonimato no seu aniversário ou em qualquer data.

E você nunca vai saber do amor que sinto por você.

Quando éramos menores, eu pensei que fosse bobeira, que as borboletas no meu estômago se remexiam porque você fazia eu correr atrás de você para pegar meu ursinho de volta. Pensei que meu coração batia rápido igual tambor porque eu tinha bebido muito café e aquilo era efeito da cafeína. Pensei que os suspiros que escapavam sem querer por entre meus lábios eram pelo cansaço no fim do dia de tanto brincar. Mas quando tudo isso continuou e então veio as lágrimas, descobri que era paixão. Você foi a primeira pessoa que me fez chorar durante dois dias, a primeira que fez eu me sentir um lixo, a primeira pessoa que me fez sofrer mesmo que sem querer, você fez com que eu sentisse nojo de mim mesmo, mas não, não foi culpa sua.

-Quando vai voltar? -Perguntou-me olhando eu colocar as camisas dobradas dentro da mala.

-Em Dezembro. -Respondi deixando um suspiro sair sem querer ao te olhar abraçado ao meu casaco e deitado em minha cama.

-Mas nós estamos em Março. -Esbravejou incrédulo. -Você deveria morar aqui com seu pai, assim ficamos juntos. -Sorriu sentando-se na cama. -Aí você passa seu aniversário aqui também, podemos comemorar. -Sugeriu, nem parecia que tinha doze anos.

-Eu não posso, desculpa. -Murmurei sentando ao seu lado. -Eu prometo tentar voltar o mais rápido possível. -Sussurrei deitando a cabeça em seu colo.

-E você vai, nem que eu te busque. -Disse convencido adentrando os fios do meu cabelo com os dedos finos e pálidos. Ri fechando meus olhos pelo carinho. -Eu vou sentir sua falta... -Sussurrou triste.

-Eu também. -Sussurrei aconchegando me em suas pernas.

Quando você fez dezesseis e eu dezenove, eu não ia mais com tanta frequência para aí, e não era porque não queria, porque eu queria sim te ver. E num dia qualquer você me mandou uma mensagem celebrando por ter conseguido meu número.

Nossas conversas eram tão sem noção quanto nós dois, ainda tenho as fotos que você me mandou e eu nunca me senti tão sujo quanto na vez que você me mandou uma foto sua em frente o espelho e apenas de toalha, foi naquele dia que eu desejei seu corpo e não só seu coração.

Mas isso mudou quando você conheceu outra pessoa, você me contava tudo, eu gostava da sua sinceridade, mas eu não gostei de quando me contou desse novo intruso, senti-me incapaz de fazer algo, até porque eu não poderia. Você era apenas meu primo, não era propriedade minha para que eu mandasse em você.

-Eu posso tentar uma coisa? -Indagou segurando meus pulsos, estávamos sozinho na sua casa.

-Pode. -Minha voz nunca tinha saído tão falha.

E você me beijou, não beijou beijou, foi um selinho, mas foi o suficiente para que eu fosse ao céu e voltasse. E isso se repetiu mais vezes, todas as vezes em que eu ia na sua casa, ter você me motivava a querer te visitar mais e mais.

Eu te amei desde os oito anos, mesmo quando eu não sabia o que era amor.

-Por que está chorando? -Meu me perguntou tentando ver meu rosto.

-Eu fiz algo errado.

Meu pai não me entendeu quando eu disse que havia me apaixonado por alguém que não deveria, ele disse que era normal, mas não, não era.

-Diga a ela o que aconteceu. -Papai insistiu para que eu contasse a minha mãe, neguei cobrindo melhor o meu corpo.

Mamãe também não entendeu, ela disse que eu deveria parar de chorar porque talvez não fosse algo tão grave, mas era, para mim era muito grave.

Eu passei um ano sem te ver, tínhamos perdido todos os contatos e quando nos reencontramos, pareciamos dois estranhos. O assunto não vinha, tínhamos nos tornado totalmente diferentes, eu não te reconhecia, assim como você não reconhecia a mim. Tentamos, mas nada fluía, então desistimos.

Faz quatro anos que desistimos, desitimos de nós, desistimos de nos fazer continuar, nem mesmo seus pais eu tenho visto e isso é tão ruim. Eu não me lembro de como está, nem o que faz, quem dirá onde vive.

Mas bem, meu amor continua e eu queria dizer, querido primo, que onde quer que esteja, eu irei achá-lo e torná-lo meu, mesmo que não queira.

Então, querido primo, espero que tenha aproveitado sua vida, pois ela acabará tão rápido quanto começou meu amor.


Notas Finais


Desculpinha de novo... :*


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