História Reborn - Carl Grimes - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Sophia Peletier
Tags Carl Grimes, The Walking Dead
Visualizações 24
Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meninas,obrigada a todos que estão favoritando e comentando,boa leitura !

Capítulo 3 - Until the world can be good


Observei Carl calada durante um tempo,e ele fez o mesmo.

Carl era estranho.

E o mais estranho ainda era essa maldita vontade de dentro do meu peito que gritava por conhecer-lo mais.

- Aqui é tudo tão calmo. -Disse sendo a primeira a desviar o olhar quebrando aquele maldito gelo que sempre queria ficar entre nos dois.

- Espera só até o Daryl chegar.-Ele riu baixo de alguma piada interna,arqueei uma sobrancelha voltando a encarar-lo.

- É seu pai?Não é a primeira vez que te escuto falar nele.

- Não.Meu pai é um chato que só sabe mandar e desmandar nas pessoas.Chama Rick.

- Não fala assim Carl,sabe quantas pessoas dariam tudo que tem para está ao lado do pai agora?- Repreendi e observei um sorriso sarcástico surgir.Eu já reconhecia todos seus malditos sorrisos apesar de conhecer-lo tão pouco.

Quando sentir que ele ia me falar algo,ele se levantou e caminhou até uma jovem garota que carregava uma criança -de mais ou menos 4 anos no colo-.A menina maior era bonita,e quando se aproximou de mim percebi que ela era ainda mais linda de perto.A bebê,por outro lado,parecia uma princesinha,tanto de perto quanto de longe,e a semelhança entre o Carl e ela era imensa.

- Essa é Judith,minha irmã.-Carl quebra o silêncio e observo a linda menininha abrir um imenso sorriso.- E essa, se chama Enid.Ela é minha..

- Namorada.-A garota fez questão de terminar a frase.Sentir o sorriso se desfazendo em meu rosto e nem me preocupei em forçar um.-Moradora nova né?

- Só estou de passagem.-Enid assentiu e Carl arqueou uma sobrancelha balançando a cabeça negativamente.Ficamos calados quando uma moça de corpo escultural apareceu.Ela era branca,de cabelos lisos e amarronzados.Tinha um ar de cansada e parecia estar bem preocupada.Carl saiu com ela,deixou Judith com Enid.

- De onde você veio?Alias,qual é mesmo seu nome?Como conheceu Carl?-Enid começou uma série de perguntas assim que Carl saiu.

- Me chamo Isa.Conheci Carl por acaso e vim de um lugar bem distante.E se te faz ficar mais tranquila,eu não to aqui para roubar seu homem não. -Enid arqueia uma sobrancelha- Eu tenho namorado.-Completo,o que faz ela soltar um certo suspiro.

- Seu vestido,é lindo.-Ela diz me olhando de cima abaixo soltando finalmente um elogio,não diretamente para mim.

- Posso fazer um para você,ainda tenho algumas peças,e não é querendo me gabar nem nada,mas sou boa em confecção.

- Não sou de usar vestidos.

- Você é bonita.- Abri um sorriso ao falar com Enid,eu estava sendo sincera,Enid tinha um rosto lindo,a apesar de mal arrumada tinha uma beleza inexplicável.- Tem que se valorizar mais.Carl iria gostar.

- No mundo em que vivemos, não temos tempo para isso Isa.

- Vem comigo,posso te ajudar.- Falei me levantando e ela fez o mesmo. - Vou fazer você ficar bonita.- Bati a porta após ambas entrarem dentro da casa em que eu estava morando.

- Já posso entrar? - Carl bateu na porta pela quinta vez. Estávamos a cerca de uma hora no quarto.

- Já vai Carl,não me estressa- Me segurei para não soltar um palavrão.- Você está linda. - Falei ao olhar Enid.Ela deu um sorriso amarelo e se virou para o espelho devagar.

- Uau.. - Suspirou.

Enid estava com uma blusa azul que eu havia feito alguns decotes, e uma saia bem curta que chegava um pouco a baixo de sua bunda. A saia era branca, que antes era um enorme saia longa. Seu cabelo estava soltos e mal arrumados. O que lhe caiu bem. Com um pouco de maquiagem natural, arrumei seu rosto, o que destacou seus olhos azuis. Com um batom rosa claro que Maggie guardava, valorizeis seus lábios a deixando bem chamativa. Enid calçava agora minha bota. A minha favorita.

Enid estava linda naquele arrumado todo,Carl era um garoto de sorte.

Enid mais ainda.

- Bom. -Peguei Judith no colo- Você está linda.-Ela corou passando um fio de cabelo para trás da orelha.

- Já posso entrar?- Carl resmungou de novo.

- Entra logo seu chato. - Destranquei a porta e ele me olhou feio de primeiro contado.Dei-lhe a língua o fazendo rir e entrar no quarto.

-Nossa que demo.. - Carl parou pela metade ao olhar para Enid,boquiaberto, quase não conseguiu fala. - Você, tá lin-linda. - Sorriu maliciosamente.

- Obrigado.. - Enid não era acostumada com isso,pude notar ao vê-la corar novamente.

- Isa, você tem mãos de anjos. - Carl falou.

- Não. Sua namorada que é linda.

- Você que é magica. Isso sim. - Enid comentou fazendo a gente rir.

- Não.. As pessoas precisam de motivação para viver. Se não para que viver, né?Então agora vocês dois, vão aproveitar o dia, e eu fico com a Judith. - Falei pondo Judith na cama.

- Mas... -Carl começou e o interrompi tacando um dos travesseiros na cara dele.

- Sem mas. - Empurrei ambos para fora e me deitei ao lado de Judith , não demorando muito a pegar no sono.

Em meu breve sonho, Eduard vinha em minha direção; Seu cabelo grisalho e loiro (as vezes ruivo) brilhava em meio ao sol, o mar atrás dele vinha e ia, era o mundo perfeito.Até o homem de capuz aparecer e puxar Eduard para longe. Me fazendo apenas ouvir seu sussurro distante, "Seja corajosa Isabelly"  

  ღ  

Acordei com Judith mexendo em meus cabelos.Sorrir ao perceber que ela estava deitada encima de mim.Passei a acariciar seus loiros cabelos.

- Uma garotinha tão especial criada nesse mundo tão cruel. -Pensei alto e observei que Judith era uma criança triste e carente.Talvez o pai passasse muito tempo fora.- Podemos ser amigas sabia?Meu nome é Isabelly. Talvez seja um nome complicado para você,então me chama de Isa.

- Isa. -Judith repetiu me fazendo sorrir.-Quer brincar?

- Sou um pouco velha para isso.-Soltei uma risada baixa.-Cadê seu papai Judith?Só mora você e o Carl?

Judith apenas balançou os ombros como quem não soubesse explicar direito. Quando a porta se abriu,Judith correu até Carl gritando seu nome com uma pronuncia engraçada. Sorri me sentando e olhei janela a fora,já era noite.

- Gostou de ficar com ela?-Carl falou assim que pegou Judith no colo. Judith assentiu abrindo um sorriso imenso.

- Eu posso morar aqui?Com a mama Isa.

Carl me olhou sério e boquiaberto, engoli em seco segurando para não rir, como assim "mama"?

  ღ  

Após mandar Judith ir brincar no quarto ao lado,Carl me olhava indignadamente.Seu maxilar estava travado e o quarto estava totalmente tenso.Sério mesmo que eu iria levar um maldito sermão por conta disso?

- O que você tem na cabeça? - Começou

- Cérebro , talvez? - Debochei e Carl revirou os olhos.

- Não seja engraçadinha, por que ensinou ela te chamar de mãe?

- Eu não ensinei.

- Então ela simplesmente dormiu e acordou achando que você era a "mama" dela? - Ele ressaltou as aspas fazendo-as com as mãos.

- Parece loucura,mas sim. - Realmente era o que havia acontecido.Porque diabos eu ensinaria aquela menina me chamar de mãe?

- Escuta só garota. - Carl segurou meu punho firme, o mesmo que estava com pontos.Me levantei ficando cara a cara com ele sentindo meu pulso latejar.- Você não vai roubar o lugar da minha mãe,okay?A Judith tem mãe.Eu tenho mãe.E só para deixar claro,não é qualquer garota que vai fazer ela pensar ao contrario.

- E cadê sua mãe agora?

-Não fala da minha mãe! - Carl deu um passo até a saída do quarto mas o segurei firme, intensamente. Carl me dava nos nervos.

- Sua mãe está morta,no mesmo inferno que a minha.A culpa não é minha sua irmã está carente. 

- Mas a culpa é sua por ela te chamar de mãe.- Carl se soltou.Mas rápido do que eu esperava.

- A culpa não é minha de sua mãe ter ficado gravida. Não é minha culpa se sua mãe morreu. A culpa também não é minha esse maldito apocalipse ter começado. Quer achar um culpado? Culpe apenas a si mesmo. Você escolheu está aqui hoje.

Em um movimento rápido,Carl apertou meu maxilar me olhando olho no olho.

- Se você for embora. - Carl roçou o nariz no meu - A culpa não será sua.Será minha!- Ameaçou me soltando e indo até Judith, ambos partiram em seguida. 

Após saírem a única reação que tive foi quebrar um vaso de margaridas na porta, o que causou um estrondo. Peguei os cacos deixando as flores no chão. Me deitei e logo peguei no sono novamente.

  ღ    

  Acordo com o sol batendo no meu rosto,e só então me lembrei que eu tinha deixado a janela aberta.Me levantei pegando uma peça de blusa que restava e fazendo virar uma linda blusa totalmente feminina, que mostrava um pouco mais pra cima do umbigo. Peguei uma das calças que haviam me deixado , e a fiz de short,um short de cós mais alto que não entraria em moda tão cedo.Tomei um banho rápido trocando o curativo de minha mão e assim que estive arrumada sair daquela casa.

Fui para varanda, onde encontrei Carl, o que me surpreendeu.Passei direto fingindo que não o tinha visto -mas eu tinha,e ele também- e minha vontade de ir até lá e furar seu outro olho era imensa.

Assim que ele me alcançou,a alguns passos da casa,me puxou o que foi o suficiente para me virar.Seu perfume corporal me fez esquecer o ocorrido ontem de imediato.

-Aonde você vai?

- E interessa?- fui rude

- Olha.. Desculpa por ontem..

- Por que? - Interrompi.- Pelo o sermão desnecessário ou por ter quase tirado minha mão do lugar?

- Pelas duas coisas. Ouvi a Judith te chamando de "Mama" me irritou muito.

- Tanto faz.- Dei meia volta e voltei para casa.Não queria papo com ele, mas ele me seguiu, batendo a porta assim que entrou atrás de mim.

- Eu sei que se importa.- Carl se sentou no sofá, e eu sentei ao seu lado olhando em seus olhos azuis.Ou azul, fora do plural,ainda era difícil pensar nessas coisas.

-Você não disse que a culpa será sua se eu for embora?Então fique com está culpa no coração. - Ameacei. Mas não faria nada,eu não queria ir embora de Alexandria tão cedo.

-Eu não quero isso,Okay?

- Você não sabe o que você quer,este é o problema.

-Eu quero você.- Suas palavras suaram tão nítidas que quase tremi.- Quero você aqui comigo. - completou.

- Você é um babaca

- E você uma filhinha de mamãe.- Carl me fez rir-Não quero ficar brigado.Não com você.

- Okay. Mas só porque você é bonito.E fofo.- sorri e Carl deu uma gargalhada.- Mas se encostar a mão em mim de novo,não poderá ter filhos.

- Que menina malvada. - Gargalhamos juntos e me deitei em seu colo.

- E Enid?Como foi ontem com ela?

- Ah foi legal.. Saímos um pouco,treinamos,matamos, fomos ver tartarugas..

- Caralho, ela tava tão sexy ontem,achei que já iam ter filhos e eu seria a madrinha.. - Ironizei- Você não sabe ser nem um pouco romântico né?

- Eu não. Ninguém nunca me ensinou.

- Olha é simples,você só precisa elogiar a pessoa em que você está afim,dizer como ela é linda e como é especial em sua vida.-Pauso-Depois,tudo termina em sexo.

- Senhorita Isabelly,você é linda. -Ele falou depois de um tempo.

-Obrigada. - Ele sorriu e eu lhe encarei.-Espera,que?-Não pude evitar as gargalhadas.

- Sente saudades dele?- Ele disse depois de um tempo.

- De quem?

- Eduard. - Está é uma ferida que eu não queria que fosse tocada. Sinto meu olhos se encherem de lágrimas, mas antes que e derramassem as contenho,eu era muito sensível em relação a esse assunto. Carl percebe e acaricia meu rosto.

-Penso nele todos os dias. Onde ele está,com quem e se ainda está.Essas malditas dúvidas me corroem todos os dias,mas eu tenho certeza que ele ainda está por ai.

- Mas,ele não morreu?

- Podemos conversar sobre isso depois?- Pedi um pouco baixo demais.Esse assunto me magoava. E muito.

- Tudo bem.- Concordou e olhou em meus olhos, seu olho azul brilhava,era tão azul como o oceano. Me trazia paz. 

A paz que foi cortada por gritos de uma garota.

Maggie certamente.Nos levantamos e vamos até a porta, onde ouço a seguinte frase.

"Isa, a Carol precisa de ajuda"

 



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